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Bateria e comissão de frente impulsionam ensaio técnico da Imperador do Ipiranga

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Por Eduardo Frois e Will Ferreira

Com uma comissão de frente empolgante e bem coreografada, aliada a um samba-enredo potente e a uma bateria que “brincou” na avenida, a Imperador conseguiu fazer um ensaio bem satisfatório. Neste Carnaval de 2026, a agremiação levará para a avenida o enredo “Benjiróó, Onipé Doum – Ibeji”, assinado pelo carnavalesco Rômulo Souza. A escola da Vila Carioca será a oitava a desfilar no sábado, dia 7 de fevereiro, pelo Grupo de Acesso 2 do Carnaval de São Paulo. O treino durou 48 minutos e foi o único ensaio técnico geral da Imperador na temporada, que, nesta reta final para o carnaval, ainda terá pela frente os seus ensaios de quadra e ensaios específicos de quesitos no Anhembi.

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COMISSÃO DE FRENTE

Logo na comissão de frente, já foi possível compreender um pouco do enredo que trará para a avenida a ibejada, entidades espirituais infantis e brincalhonas no Candomblé e na Umbanda, que representam alegria, pureza e renovação. E o que não faltou durante a apresentação do quesito foi energia e empolgação.

Os integrantes estavam todos bem maquiados e divididos em grupos distintos, com suas respectivas fantasias. Seis componentes utilizavam saias verdes e fizeram uma coreografia leve e fluida, representando o movimento das águas. Outros seis bailarinos também vestiam saias, só que da cor amarela, retratando, ao longo da dança, toda a alegria e a pureza dos erês.Em determinado momento, os erês exibiam seus bichinhos de pelúcia e brincavam entre si. Mais sete pessoas da comissão de frente simbolizaram o voo de pássaros, trazendo em suas cabeças algumas penas nas cores azul-marinho e branco. Quem também estava de azul, porém em um tom mais próximo do turquesa, eram as duas crianças que davam mais intensidade ao bailado.

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Elas saíram do tripé da comissão de frente, que tinha dois balanços na parte frontal, fazendo estripulias e acrobacias com irreverência, conquistando o público do setor B. Os diversos subgrupos da comissão interagiam entre si em momentos diferentes da extensa coreografia, que apresentou a escola com excelência.

Infelizmente, já no último setor do Anhembi, um integrante da comissão de frente, de saia verde, passou mal, provavelmente por conta do calor que fez na capital paulista, e precisou deixar a pista para receber atendimento na dispersão.

MESTRE-SALA E PORTA-BANDEIRA

O casal de mestre-sala e porta-bandeira, Matheus Nogueira e Dani Motta, fez um ensaio técnico seguro, com bastante sincronia e muita animação. Sorrindo a todo momento, os dois se mostraram alegres e atentos um com o outro ao conduzirem o pavilhão da escola da Vila Carioca.

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A roupa de ambos era clara: ele mais para o branco, enquanto a saia dela puxava mais para o prata, causando, inclusive, um belo efeito nos giros de Dani, enquanto Matheus a cortejava. Em determinado momento do ensaio, já na metade da pista, o casal recebeu orientações dos apoios para melhor se situarem em relação ao posicionamento das cabines de jurados, que será diferente do carnaval passado.

HARMONIA

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Fotos: Will Ferreira/CARNAVALESCO

O intérprete Helber Medeiros e toda a ala musical da Imperador do Ipiranga tiveram excelente desempenho durante o ensaio técnico, impulsionando o samba, juntamente com a bateria de mestre Fuskão. Mas, como um todo, o canto da comunidade do Ipiranga poderia ter sido mais intenso, sobretudo no início.

O canto das primeiras alas da escola deixou um pouco a desejar em algumas partes da letra, aumentando o volume sonoro apenas nos refrões. Porém, após a passagem do segundo casal de mestre-sala e porta-bandeira, os componentes dos setores seguintes entoaram com bastante vigor e alegria todo o samba.

EVOLUÇÃO

A evolução da agremiação das cores azul, branco, amarelo e verde ocorreu de forma coesa ao longo da passarela. Destaque para a uniformidade e a empolgação do canto da “ala da alegria”, que passou se divertindo pela pista do Anhembi. Quem literalmente veio brincando foi a ala das crianças, que ocupou com muita alegria o espaço destinado ao carro abre-alas.

Pode-se notar ainda uma certa preocupação da escola com o alinhamento nas fileiras de componentes das alas, o que acabava limitando um pouco a espontaneidade e o samba no pé. Porém, no geral, os integrantes da maioria das alas evoluíram de forma mais solta, especialmente no segundo setor.

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SAMBA

O samba-enredo da Imperador teve um rendimento bastante positivo durante o seu ensaio técnico. O intérprete estreante Helber Medeiros soube conduzir com excelência o microfone principal da entidade. Sem dúvidas, um dos grandes responsáveis pela “festa no ilê do Ipiranga”.

A energia e a intensidade do canto da comunidade ficavam evidenciadas nos refrões, que, juntamente com as bossas da bateria, abrilhantaram o treino. A obra da escola do Ipiranga para 2026 tem como compositores Sukata, Léo do Cavaco, André Valêncio, Rodrigo Xará e Rafael Tubino.

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OUTROS DESTAQUES

Outro grande responsável por abrilhantar a apresentação da Imperador nesta noite de domingo foi mestre Fuskão. Comandando a “Só Quem É” de forma precisa e ousada, o mestre de bateria mostrou que os ritmistas estão entrosados em, ao menos, três bossas executadas no Anhembi. As frigideiras no meio da bateria deram um molho especial ao andamento da escola.

Jessica Bueno, a rainha de bateria da Imperador do Ipiranga, veio com uma peruca rosa, vestindo uma fantasia repleta de doces colados nela como pedrarias, além de uma sandália amarela. Ela pôde mostrar todo o seu samba no pé, que a levou a ser eleita rainha do Carnaval paulistano no ano de 2019.

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A princesa da “Só Quem É”, Ana Julia Rosa, também utilizou uma indumentária composta por vários docinhos de criança ao redor da coroa, símbolo da escola. Além disso, usou dois lacinhos de cabelo nas cores azul e rosa, que são as cores dos erês na Umbanda. Ao lado delas estava o rei da bateria, Robério Theodoro, que também veio com uma roupa bastante colorida, tendo o azul da escola como fundo. Ele já foi eleito duas vezes Rei Momo do Carnaval de São Paulo, em 2009 e 2023.

As baianas vieram cheias de elegância, vestindo saias brancas com um pano azul brilhoso no costado da roupa, além de diversos colares coloridos. A velha-guarda da Imperador manteve toda essa elegância, desfilando no espaço da segunda alegoria. Praticamente todos os componentes das alas da escola carregavam bexigas nas cores da agremiação.

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Comissão de frente complexa e casal seguro marcam ensaio da Independente Tricolor

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Por Gustavo Lima, Eduardo Frois, Gustavo Mattos e Will Ferreira

A Independente Tricolor foi a terceira escola a ensaiar no último domingo, no Sambódromo do Anhembi, visando ao seu desfile oficial. O treino da entidade da Vila Guilherme teve como destaque o casal de mestre-sala e porta-bandeira e a comissão de frente. A segurança da dupla Jeff Anthony e Thaís Paraguassu deve ser exaltada, além de uma coreografia de comissão de frente altamente complexa, com vários elementos em sua composição. Alguns pontos a serem observados são harmonia e evolução, pois, com o sucesso do samba-enredo, esperava-se um impacto maior da escola na pista. Contudo, a Independente Tricolor ainda tem uma obra-prima nas mãos e pode fazê-la render até o dia do desfile ou, quem sabe, no próximo ensaio técnico, no dia 25 de janeiro. A agremiação da Vila Guilherme será a última a desfilar pelo Grupo de Acesso I com o enredo “Ngoma, a primeira festa na manhã do mundo”.

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Fotos: Will Ferreira/CARNAVALESCO

COMISSÃO DE FRENTE

A comissão de frente, coreografada por Edgar Júnior, levou para o ensaio o “Surgimento do tambor”. A coreografia apresentada era complexa e dividida em alguns atos. Até o final do Setor B (Monumental), a ala ficou praticamente o tempo inteiro executando a encenação no elemento alegórico. Os bailarinos faziam movimentos de mãos e expressões fortes, que remetiam a rituais, até que, em determinado momento, surgia a escultura de um tambor.

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Na altura do Setor C, os bailarinos desceram e realizaram atos cênicos no chão, com a permanência de dois personagens principais — interpreta-se que um deles seja a entidade Aluvaiá, pois é citado de maneira importante dentro do samba. Assim como em 2025, a Independente Tricolor aposta em uma coreografia complexa para o Anhembi.

MESTRE-SALA E PORTA-BANDEIRA

O casal Jeff Anthony e Thaís Paraguassu, que já possui um entrosamento de anos, teve um grande desempenho no ensaio, sobretudo a porta-bandeira, com seus giros intensos. Neste ensaio, a dupla priorizou a realização dos movimentos-padrão, mas também apresentou coreografia inserida no samba — bastante presente nos refrões de cabeça e no refrão do meio. Portanto, o treino da dupla ficou marcado pela segurança. Resta saber se essa será a estratégia usada no desfile ou se a coreografia dentro do samba aparecerá já no próximo ensaio.

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“Hoje para a gente foi uma experiência nova, hoje os jurados não estão marcados, acaba atrapalhando a gente, nos deixando tenso, mas a gente tem uma boa equipe, conseguimos se apresentar para os quatro jurados corretos que vão para a avenida. Ficamos felizes e vamos seguir trabalho. Esse enredo maravilhoso que a gente se arrepia do início ao fim, pode esperar um grande espetáculo da Independente Tricolor”, garantiu a porta-bandeira.

“Foi um ensaio que a gente já esperava que fosse algo para reconhecer o nosso espaço, porque a gente está acostumado, em anos anteriores com os jurados fixos nos lugares que a gente já conhecia. Hoje foi meio que uma nova adrenalina diferente. A escola é aguerrida, traz temas fortes. A Independente estará encerrando o carnaval em uma grande festa, celebração de cultura, ancestralidade e emoção”, completou o mestre-sala.

HARMONIA

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A Independente Tricolor apresentou um canto irregular neste ensaio. Nitidamente, algumas alas cantavam forte, sobretudo no primeiro setor, mas outros grupos não conseguiram manter a mesma performance. Trata-se de um samba com melodia para cima e bateria forte, mas os componentes não acompanharam o ritmo de voz do intérprete Chitão Martins. Isso é algo surpreendente, pois a comunidade da Vila Guilherme costuma gritar o samba e defendê-lo com garra, mas, desta vez, faltou intensidade. No momento do ensaio, fazia muito calor, o que talvez tenha provocado essa morosidade. O fato é que a escola ainda tem mais um ensaio técnico para realizar, o que pode apresentar um rendimento melhor.

“A Independente me recebeu muito bem, já estou indo para o meu terceiro ano, e essa escola é fantástica. Merece muito voltar para o Grupo Especial, trabalha bastante, estuda o regulamento e tenta fazer de tudo para que a gente possa dar um grande espetáculo. O samba a gente espera uma porrada. Espero que a gente levante a arquibancada e faça um grande trabalho. É um dos melhores do Acesso, confio muito nesse samba”, comentou Chitão Martins.

EVOLUÇÃO

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Do ponto de vista do regulamento, para não abrir espaços, a escola conseguiu uma evolução satisfatória no ensaio, além de o preenchimento entre as fileiras das alas ter sido feito corretamente. Entretanto, notou-se que os componentes não estavam evoluindo de acordo com a melodia do samba — vale ressaltar que é um ritmo consideravelmente acelerado, o que dificulta o acompanhamento dos integrantes das escolas. Porém, a empolgação de ter um dos melhores sambas do ano não foi transmitida no quesito.

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SAMBA

É inegável que a Independente Tricolor tem um dos melhores sambas do Carnaval, considerando inclusive os três grupos. Devido a isso, havia uma expectativa muito grande para o rendimento da obra na avenida. Contudo, o desempenho não foi tão animador quanto se esperava. Trata-se de uma obra cuja melodia cresce bastante, com letra rica, recheada de palavras de matriz africana e que traduz com fidelidade o enredo.

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O intérprete Chitão Martins desfilou com sua característica habitual, tentando animar, empolgar e elevar a comunidade, além de interagir constantemente com o público nas arquibancadas. Destaca-se o refrão de cabeça como ponto alto da trilha sonora, entoado com força pela comunidade e facilmente acompanhado pelo público.

OUTROS DESTAQUES

A bateria “Ritmo Forte”, do estreante mestre Higor, realizou um ensaio com muitos arranjos, com destaque para o refrão do meio, no qual se canta “ôôô, esquenta o couro, senhor”. Na parte das vogais, a bateria executa um pequeno apagão, e a comunidade solta a voz. No entanto, houve algumas questões em que a bateria se complicou: em determinadas bossas, na hora da retomada, os instrumentos não conversaram entre si. Isso foi observado durante a passagem da batucada pelo Setor H.

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“Nosso primeiro ensaio técnico foi bem satisfatório, a gente sabe que ainda tem alguns ensaios pela frente, mas psra um primeiro ensaio técnico foi muito satisfatório mesmo. A gente trabalha para chegar a excelência, tudo pode ser melhorado. A bateria da Independente trabalha para escola. A gente vem fazendo um trabalho para engrandecer o montante da escola”, disse mestre Higor.

São Lucas apresenta bom canto, evolução segura e bateria consistente

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Por Gustavo Mattos e Will Ferreira

A Unidos de São Lucas apresentou no ensaio técnico no Anhembi um conjunto forte de rendimento musical, evolução segura e uma bateria consistente. Com destaque para a harmonia, a consciência no deslocamento das alas e a leitura clara do enredo de matriz africana, a escola demonstrou amadurecimento coletivo e avanço significativo na preparação para o Carnaval 2026.

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COMISSÃO DE FRENTE

A comissão de frente da Unidos de São Lucas, do coreógrafo Jonathan Santos, apresentou uma proposta clara e bem definida, conectada diretamente à matriz africana que sustenta o enredo. O grupo surgiu com figurinos marcantes: vestidos vermelhos da cintura para baixo, criando impacto visual imediato, contrastando com turbantes brancos, que reforçam a simbologia ancestral e espiritual da apresentação.

Um dos destaques foi o dançarino que incorporou Exu, personagem central dentro da narrativa proposta. Sua fantasia dialogava com o sagrado, trazendo elementos que remetem à religiosidade afro-brasileira e à força do orixá mensageiro. A interpretação corporal foi intensa, com movimentos firmes de pés, giros bem marcados e gestos simbólicos, que representavam abertura de caminhos e comunicação entre mundos.

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A coreografia foi executada de forma organizada, com deslocamentos bem definidos para marcação de espaço do tripé. Os integrantes utilizaram o chão como referência cênica, ocupando a pista com consciência espacial, evitando dispersão. Houve momentos de formação em semicírculo, valorizando o personagem central, seguidos de aberturas laterais que simbolizavam caminhos sendo traçados. A leitura foi compreensível, e o conjunto conseguiu unir dança, narrativa e impacto visual, mostrando um trabalho que já possui identidade e entendimento do enredo.

MESTRE-SALA E PORTA-BANDEIRA

O casal Erick Sorriso e Victória Devote apresentou alto nível de sincronia durante todo o ensaio. Erick Sorriso e Victória Devote dançaram com entendimento mútuo, mantendo conexão constante por meio do olhar e da condução precisa dos movimentos. A comunicação corporal entre os dois foi evidente, com entradas e saídas bem coordenadas, sempre respeitando o tempo do samba.

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Victória realizou giros seguros e bem distribuídos, com a bandeira aberta, limpa e valorizada, sem registros de enrolamento ou toque indevido no mestre-sala. Erick manteve postura correta, nunca ficando de costas para a porta-bandeira, protegendo o pavilhão com elegância e presença cênica. Os movimentos dialogaram com a melodia do samba, especialmente nos momentos de refrão, quando o casal intensificou a dança sem perder o controle.

Não houve falhas. Caso estivessem fantasiados, o figurino contribuiu positivamente para a leitura do ensaio, reforçando o comprometimento com a apresentação. Mesmo com possíveis interferências externas, como vento, o casal se manteve seguro, mostrando preparo técnico e entrosamento, pontos fundamentais para o rendimento do quesito.

HARMONIA

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A harmonia da Unidos de São Lucas apresentou momentos de bom rendimento, com destaque para alas que cantaram com força e constância ao longo do ensaio. Algumas alas do meio do desfile, como as posicionadas no segundo setor, mostraram canto mais consistente, ajudando a sustentar o samba na pista.

O intérprete Tuca Maia teve papel fundamental na condução do canto. O intérprete dialogou com a escola, incentivou respostas e manteve o andamento estável, o que contribuiu para que o samba não perdesse força ao longo do percurso. O carro de som acompanhou bem, garantindo equilíbrio entre voz principal e apoio, permitindo que a letra fosse compreendida.

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Houve momentos pontuais de canto irregular em algumas alas, com trechos executados de forma equivocada. Esses ajustes ainda são necessários, mas não comprometeram o todo. A participação da ala musical foi positiva e mostrou evolução, principalmente no entrosamento com a bateria.

EVOLUÇÃO

A escola desfilou cantando muito, com o samba ecoando pelo Anhembi em diversos momentos. A evolução apresentou pontos positivos, com alas alegres, soltas e sambando, valorizando a proposta do enredo. Algumas alas conseguiram desfilar sem excesso de fileiras, o que merece destaque, pois demonstra confiança e organização.

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Foram identificadas alas que embolaram em momentos específicos, exigindo atenção redobrada da direção de harmonia e evolução. Também houve necessidade de ajustes para preenchimento de espaços, com componentes retornando para fechar buracos na pista, atitude correta e positiva dentro do contexto de ensaio.

As alas coreografadas trouxeram dinamismo ao desfile, com movimentos simples, mas bem encaixados no samba, contribuindo para a leitura visual da escola. No geral, a Unidos de São Lucas mostrou organização e disposição para ajustes, entendendo o ensaio como espaço de construção.

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SAMBA

O samba de Bruno Leite e Ricardinho Olaria pede escuta e presença. Ele não chega atropelando, chega chamando. Desde o “Axé, mamãe”, o rendimento passa muito pela forma como o canto sustenta a espiritualidade do texto. Quando a escola canta junto, com atenção às palavras, o samba ganha densidade e se espalha pela avenida como um ritual coletivo. Quando o canto se fragmenta, a mensagem ainda existe, mas perde parte do impacto emocional.

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Há momentos em que a narrativa cresce naturalmente, como na passagem que fala da travessia, da escravidão e da resistência. Esse trecho costuma provocar resposta da comunidade, desde que o intérprete conduza com clareza e o carro de som mantenha o andamento confortável, sem ansiedade. Já no xirê e nas referências culturais, o rendimento depende muito da organização do canto: bem encaixado, o samba flui; desajustado, ele se torna pesado para quem vem atrás.

O intérprete tem papel central em transformar o samba em fala. Quando valoriza as pausas, aponta o refrão e conversa com a escola, o canto cresce e se mantém vivo. O carro de som, por sua vez, é quem garante o equilíbrio, permitindo que o samba respire e chegue inteiro até o final.

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No refrão derradeiro, a afirmação quilombola encontra força no coletivo. Se bateria, canto e condução caminham juntos, o samba não apenas rende, ele se impõe com identidade e verdade.

OUTROS DESTAQUES

A rainha Pepita mostrou presença e conexão com a bateria, sambando com entrega e valorizando o ritmo da escola. Sua atuação reforça o diálogo entre chão e musicalidade, ponto importante para o conjunto do desfile.

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O mestre de bateria, Andrew Vinicius, comandou um trabalho consistente, com três bossas bem relacionadas ao samba e ao frevo, além de um paradão em que a bateria fecha completamente e a escola assume o canto, criando um momento de impacto coletivo. As bossas foram bem encaixadas, sem quebrar o andamento, e o paradão foi executado com segurança, evidenciando o entrosamento entre bateria, intérprete e comunidade.

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X-9 Paulistana apresenta primeiro casal com potencial, mas enfrenta questões em Harmonia no ensaio técnico

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Por Naomi Prado e Will Ferreira

A X-9 Paulistana realizou seu primeiro e único ensaio técnico no Sambódromo do Anhembi, preparando-se para o Carnaval de 2026. A agremiação concluiu sua apresentação em aproximadamente 47 minutos e 50 segundos. A comunidade tem ajustes pontuais e importantes a fazer para tentar alcançar o objetivo de avançar para o Grupo de Acesso 1. A nação xisnoveana será a quarta escola a desfilar no sábado de Carnaval pelo Grupo de Acesso 2. A escola levará para a avenida o enredo “Yvy Marã’ẽ: a busca pela Terra sem Mal”, assinado pelo carnavalesco Amauri Santos e pelo enredista Leonardo Dahi.

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COMISSÃO DE FRENTE

A comissão de frente, coreografada por Paula Gasparini, apostou em uma apresentação que remete aos trejeitos dos povos originários. De forma contida, os bailarinos alternaram movimentos que dialogam com o enredo e passos tradicionais do quesito.

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Durante a apresentação, a ala se divide em grupos que, ao se separarem, chegam a agachar e bater as mãos no chão. A comissão contou com uma personagem central, posicionada no centro das coreografias, que, em determinado momento, era erguida pelos demais integrantes.

MESTRE-SALA E PORTA-BANDEIRA

Igor e Júlia Mary se destacaram pela apresentação expressiva. Embora mantenham uma dança de perfil mais tradicional, com ênfase nos movimentos obrigatórios, como giros em sentido horário, anti-horário e eixo, a dupla optou por incorporar mais elementos do enredo em seus passos para 2026.

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Vestidos de branco e com acessórios de inspiração indígena, Igor e Júlia realizaram uma apresentação segura e consistente.

HARMONIA

A X-9 Paulistana precisa de atenção no quesito harmonia. De modo geral, os componentes concentraram o canto principalmente nos refrões do samba-enredo, deixando de entoar outras partes da obra. Com tempo para ensaios e ajustes, os experientes intérpretes Royce do Cavaco e Daniel Colete demonstraram capacidade para auxiliar na evolução desse quesito.

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Fotos: Will Ferreira/CARNAVALESCO

EVOLUÇÃO

A escola enfrentou dificuldades para manter as alas compactas ao longo do trajeto, mas, após o recuo, o problema foi solucionado. Apesar do canto irregular e do forte sol que marcou o ensaio, os componentes realizaram coreografias nos refrões do samba. Algumas alas, utilizando adereços de mão, apresentaram um desempenho linear ao longo do percurso.

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SAMBA-ENREDO

O samba-enredo, composto por Gui Cruz, Clayton Reis, Portuga, Reinaldo Marques, Imperial, Rogério, Digo Sá, Luciano Rosa, Luizão, Willian Tadeu e Vitor Gabriel, possui uma letra bastante descritiva e fiel à proposta do enredo. No entanto, a obra aparentou apresentar certo grau de dificuldade para o desempenho da harmonia e da evolução da escola.

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OUTROS DESTAQUES

A bateria, comandada pelo mestre Kell, apresentou um ritmo acentuado e preciso, bem ajustado à melodia do samba. Próximo ao recuo, alguns ritmistas e integrantes da diretoria se atrapalharam no momento de inverter a bateria. As alas de chocalho, agogô e cuíca abriram um espaço incomum e perceptível, mas o ajuste foi feito rapidamente.

A rainha de bateria, Valéria de Paula, apostou em um triquíni com estampa de onça e reinou com segurança e elegância à frente dos ritmistas. O grande ponto alto do ensaio foi a ala das baianas que, vestidas com as cores da escola, não se deixaram abater pelas condições climáticas e permaneceram dançando, honrando o pavilhão como verdadeiras matriarcas.

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Firmou o ponto! Cadência da bateria e samba em ascensão são destaques no ensaio técnico da Nenê

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Por Will Ferreira, Letícia Sansão, Gustavo Mattos e Eduardo Frois

Onze vezes campeã do principal pelotão da folia paulistana, a Nenê de Vila Matilde encerrou o primeiro dia de ensaios técnicos para o Carnaval 2026. No último sábado, a agremiação se apresentou pela primeira vez no Anhembi para defender o enredo “Encruzas – Nenê de corpo e alma no coração de São Paulo”, desenvolvido pelo carnavalesco Danilo Dantas. A Águia será a quinta agremiação a se apresentar no Grupo de Acesso I, no dia 15 de fevereiro. Em 59 minutos, a azul e branca se destacou pela cadência da Bateria de Bamba e pelo ótimo rendimento do samba-enredo matildense. Sempre presente em grandes eventos que envolvem escolas de samba em São Paulo, o CARNAVALESCO analisa o primeiro ensaio técnico da Nenê de Vila Matilde para o Carnaval 2026 – o segundo (e último) será em outro sábado, no dia 24 de janeiro.

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Fotos: Will Ferreira/CARNAVALESCO

COMISSÃO DE FRENTE

Coreografados por Deny Diogo, os integrantes do segmento literalmente se vestiram como personagens intimamente ligados à rua – e, por consequência, às encruzilhadas, mote do enredo. Era possível observar mulheres que pareciam ciganas, um casal que lembrava os dançarinos de gafieira da primeira metade do século XX no Rio de Janeiro, malandros com roupas em tons terrosos e um dançarino que lembrava Exu – orixá citado no samba-enredo matildense, diga-se.

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O segmento mostrou, também, algo que passou a ser raro no Carnaval paulistano: a completa ausência de tripés juntamente com os integrantes do bailado.

MESTRE-SALA E PORTA-BANDEIRA

Se estão dançando juntos pelo segundo ano consecutivo no Carnaval de São Paulo, Edgar Carobina e Graci Araújo parecem ter iniciado a dança em conjunto. A sincronia entre os dois é notável, assim como o entendimento pelo olhar e a elegância de cada um deles individualmente – o que potencializa a polidez da dupla na pista. Vale destacar que, cerca de uma hora antes da passagem da Nenê de Vila Matilde pelo Anhembi, uma chuva torrencial caiu no Sambódromo – algo que deixa a atuação de ambos ainda mais destacada.

Vale pontuar, também, o extremo bom gosto da dupla na vestimenta. Em um tom escuro de azul (cor da agremiação), a roupa escolhida deixou a apresentação ainda mais agradável.

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“Hoje foi emocionante. A gente veio com bastante energia e revigorados. Teve mudança de cabine, mas como deu tudo certo, a gente sai com aquela paz de espírito. Foi incrível, eu não me recordo de um ensaio específico onde a arquibancada interagisse tanto quando a gente passa. Para mim, foi o ensaio, como primeira porta-bandeira, mais emocionante que eu já fiz”, disse a porta-bandeira.

“Foi um ensaio bem marcante. A gente via bandeiras de todas as escolas de samba e o pessoal interagindo com a gente, gritando nosso nome. Foi muito surpreendente. As cabines acabaram mudando. Mas graças a Deus a gente conseguiu atingir nosso objetivo. Hoje foi mais pra testar o nosso fôlego, sentir a energia do Anhembi e se Deus quiser, vamos atingir nosso objetivo maior, que é ser campeão do carnaval e trazer o resultado pra escola”, completou o mestre-sala.

HARMONIA

Escolas da Zona Leste de São Paulo são conhecidas pelo alto volume que os componentes das respectivas agremiações fazem. Tal característica se fez bastante presente no ensaio técnico da Nenê: o canto foi bastante uniforme e, em momento algum, deixou a desejar – o que, inclusive, trouxe a resposta do bom público nas arquibancadas, que cantou junto com quem estava na passarela.

O destaque positivo vai para uma ala que tinha uma espécie de arco-íris feito com faixas dentro do respectivo agrupamento de desfilantes. Logo atrás de tal conjunto de pessoas, os componentes cantavam ainda mais forte que o normal – algo que impressionou quem viu a passagem dessas pessoas pelo Anhembi.

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“A avaliação que eu faço é que a expectativa foi a melhor possível. Que o nosso samba na escolha teve algumas resistências, eu particularmente precisava mostrar para a comunidade da Nenê de Vila Matilde que esse samba servia sim para escola. O samba funcionou. Foi o nosso primeiro teste. No dia 24 vai ter mais um que vai ser melhor ainda. Para o primeiro ensaio a escola está de parabéns, mas sempre tem alguma coisa para melhorar. Agora é rever, assistir os vídeos, para gente ver qual ponto a escola pode melhorar. Podem esperar uma Nenê de Vila Matilde mudada e vibrante. Com uma comunidade cantando, com um barracão que já está 85% pronto… Falta pouca coisa no barracão. Fantasias prontas”, comentou o intérprete Tiganá.

EVOLUÇÃO

Por vezes, o canto firme de uma escola indica que houve certa despreocupação com alinhamentos e organização. Não foi o que aconteceu na Nenê: compacta, a agremiação mostrou muita fluidez para desfilar – encerrar o ensaio técnico com um minuto a menos que o máximo permitido para o Grupo de Acesso I é prova disso.

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É importante destacar que, ao contrário de boa parte das coirmãs, a Águia não trouxe alas coreografadas para o ensaio técnico. E, apesar disso, era possível notar a atenção do staff que ficava no corredor lateral para que ninguém saísse do espaço que deveria ser ocupado – algo que, quando acontecia, era imediatamente corrigido, mas sem a truculência que alguns harmonias por vezes têm.

SAMBA

Se o samba-enredo da Nenê de Vila Matilde para o Carnaval 2026 sofreu críticas mistas quando foi escolhido, é necessário destacar o quanto a canção está crescendo. Desde a gravação do clipe oficial da agremiação, é possível notar o quanto a obra ganhou arranjos que valorizaram a musicalidade matildense e das encruzas. Ao vivo, ele ganhou ainda mais força.

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Alguns trechos em tons menores do samba-enredo, é bem verdade, deixam a obra melodicamente rica, mas acabam não sendo tão comprados por todos os componentes – algo que sempre pode ser trabalhado. Os versos “Adaké Exu/Exu Mojubá/Laroye no canjerê/Firma ponto que lá vem Nenê” e “Sampa, o meu quilombo é quem diz/Salve a Terra da Garoa!/Na maior encruza do país”, por motivos distintos, são os pontos fortes da obra: a primeira evoca a ancestralidade afrodescendente de uma escola que sempre recebeu muito bem enredos afro; a segunda traz frases bastante simples de se cantar, com chavões muito conhecidos pelos paulistanos.

OUTROS DESTAQUES

Desde 2019 como rainha da “Bateria de Bamba”, Gabriela Ribeiro deu show de comunicação com o público presente no Anhembi. As bossas dos ritmistas comandados por mestre Matheus Machado contagiaram, assim como a cadência menos acelerada dos batuqueiros, e foi possível ver até o estreante intérprete Tiganá se sentindo bem à vontade, subindo na grade para mexer com o público.

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“É uma imagem positiva. A gente vem ensaiando há bastante tempo dentro da nossa quadra, mas hoje com a ala musical, escutando o que a gente vai fazer na avenida, eu achei bem positivo. Com certeza, tem coisas a melhorar, mas a gente está no caminho do 100% que a gente quer tanto, mas faltam alguns detalhes para chegar onde a gente almeja. Fazer bossas mais dinâmicas e mirabolantes já uma característica minha como mestre, já venho alguns anos fazendo isso. Sempre tem um grau de dificuldade maior a cada ano, o regulamento exige isso”, explicou o mestre.

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Ala musical e harmonia são destaques em ensaio técnico da Imperatriz da Pauliceia

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Por Naomi Prado e fotos de Will Ferreira

A Imperatriz da Pauliceia realizou seu único ensaio técnico no Sambódromo do Anhembi, preparando-se para o Carnaval de 2026. Com o tempo de 46 minutos, a escola apresentou um ensaio técnico consistente. A azul e branca da Zona Leste será a segunda escola a desfilar no sábado de Carnaval pelo Grupo de Acesso 2. A agremiação levará para a avenida o enredo “Congá, o altar sagrado da minha fé”, assinado por uma comissão de carnaval.

COMISSÃO DE FRENTE

Os bailarinos, liderados pela coreógrafa estreante Paula Penteado, apresentaram um ensaio técnico marcado pelo sincronismo. A comissão apostou em coreografias de inspiração afro-brasileira para narrar o enredo, sem abrir mão da tradição e mantendo forte conexão com a identidade da escola ao apresentá-la ao público.

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A ala foi dividida em dois grupos, que se alternavam entre coreografias realizadas no chão e sobre um tripé. Um dos integrantes desfilou com um adereço de mão que representa o orixá Ogum. Também se destacou uma integrante com forte protagonismo em um ato coreográfico, que desfilou segurando um fio de contas, ao lado de uma criança com o mesmo adereço.

MESTRE-SALA E PORTA-BANDEIRA

Ronaldo e Leila, primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira da Imperatriz da Pauliceia, dançaram com trajes tradicionais do quesito, em tom champanhe. Durante as apresentações nos módulos, a dupla executou passos que remetiam às danças dos orixás, de acordo com o enredo, apostando em uma dança mais contida e clássica.

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Fotos: Will Ferreira/CARNAVALESCO

O casal realizou corretamente os movimentos obrigatórios do quesito, como giros em sentido horário e anti-horário, além do eixo.

HARMONIA

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A Imperatriz apresentou um desempenho satisfatório no quesito Harmonia. Apesar do contingente reduzido, os componentes cantaram o samba com bom volume e afinação. No refrão do meio, em que o samba-enredo saúda o orixá Ogum, a escola correspondeu bem à proposta musical.

O canto da comunidade foi satisfatório do início ao fim do ensaio, mostrando que os componentes estão dispostos a alcançar um objetivo maior dentro do Grupo de Acesso 2 do carnaval paulistano.

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O intérprete Dom Júnior fez uma boa estreia, demonstrando sintonia com o carro de som e com a bateria. O cantor apostou na interação com o público, conferindo um balanço especial ao samba-enredo.

EVOLUÇÃO

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A agremiação ensaiou de forma alegre e dançante. Com coreografias nos refrões, a ala 2 se destacou pela empolgação, além do uso de adereços de mão. A ala de passistas apresentou-se organizada, vestindo um macaquinho azul e demonstrando grande entrosamento com o ritmo da bateria.

Os componentes aproveitaram o samba animado e desfilaram de maneira despojada, balançando o corpo e evoluindo continuamente.

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SAMBA-ENREDO

A parte musical da azul e branca da Zona Leste segue sendo um dos destaques da escola por mais um ano. O samba-enredo, composto por Léo PZ, André Valencio, Sukata, Daniel Rizzo, Pingo Nascimento, Vitor Neto, Wil, PH, Jadson Fraga e Tubino, traz uma melodia de fácil assimilação, que fica na memória não apenas dos componentes, mas também do público.

A melodia se encaixa perfeitamente nas propostas rítmicas da mestra de bateria, Rafa. A letra está alinhada à sinopse apresentada pela escola e desenvolve o enredo de forma clara e eficiente.

OUTROS DESTAQUES

A bateria “Swing da Pauliceia” foi o grande ponto alto do ensaio. A mestra Rafa aproveitou bem o único ensaio técnico da escola, testando diferentes bossas em sequência. A bateria contou ainda com uma ala à frente tocando atabaques, agregando representatividade e riqueza sonora ao enredo que será apresentado no desfile. Acompanhando a bateria, a rainha estreante Kamila Simioni vestiu-se com muito strass e brilho para abrilhantar sua apresentação.

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A ala das baianas desfilou vestida com tecidos africanos, cada componente em uma cor diferente, representando o enredo “Congá”. Apesar do sol, as matriarcas dançaram com muita disposição nos refrões do samba-enredo.

Unidos de Vila Maria apresenta técnica apurada e irreverência no primeiro ensaio técnico para o Carnaval 2026

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Por Lucas Sampaio, Gustavo Mattos, Letícia Sansão e Will Ferreira

A Unidos de Vila Maria realizou neste sábado seu primeiro ensaio técnico no Sambódromo do Anhembi, em preparação para o desfile no Carnaval 2026. O início dos trabalhos foi marcado pelo alto nível técnico da evolução e pela irreverência dos componentes ao longo de todo o treinamento, encerrado após 51 minutos de travessia pela Passarela do Samba. A Mais Famosa será a segunda escola a desfilar no dia 16 de fevereiro pelo Grupo de Acesso I, com o enredo “Do chão que alimenta à culinária que encanta: Brasil, um banquete de sabores”, assinado pelo carnavalesco Vinicius Freitas.

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Fotos: Will Ferreira/CARNAVALESCO

Se a proposta para o dia do desfile oficial é apresentar a gastronomia brasileira, a entrada dessa refeição foi servida no primeiro ensaio da Vila Maria com louvor. Mesmo com o pequeno atraso no cronograma para a abertura dos portões, a escola mostrou leveza e segurança desde o primeiro quesito até o último elemento a concluir sua travessia pelo Sambódromo. Um tempero caprichado, digno de uma comunidade que sabe a força que tem e que promete um prato principal farto no desfile oficial, para desfrutar de uma doce sobremesa na terça de carnaval.

COMISSÃO DE FRENTE

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O treinamento começou com a banca de feirantes da comissão de frente desenvolvida pela coreógrafa Taiana Freitas. Em uma apresentação dividida em dois atos, um protagonista caracterizado como um senhor idoso aparentava ser o cliente da feira, que interagia com as bancas e as dançarinas que por elas bailavam, em referência à brasilidade espalhada pelo mundo por Carmen Miranda. Uma criança sai de uma das bancas e passa a interagir com o idoso, as dançarinas e os feirantes, elevando a doçura do agradável início de desfile da Vila Maria.

Um ponto interessante é que, no segundo ato dessa coreografia, as bancas são juntadas e viradas para um dos lados da Avenida e, na segunda vez em que fizeram tal movimento, viraram-se para o outro lado, mostrando dinamismo e a caracterização dos elementos alegóricos como parte do cenário do quesito. Toda a apresentação ocorreu sem erros aparentes, mostrando que o quesito está em preparação avançada para desfilar no domingo de carnaval.

MESTRE-SALA E PORTA-BANDEIRA

Kadu e Camila Moreira superaram os ventos desafiadores do início do ensaio para realizar uma boa estreia na Avenida com o conjunto geral da Vila Maria. O primeiro casal da escola mostrou leveza e boa sincronia de movimentos ao longo de todo o treinamento, sendo, assim, um sinal positivo para as pretensões da Mais Famosa no Carnaval 2026.

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“A gente está trabalhando desde maio. Conseguimos executar muito bem, graças a Deus, a gente veio sem erro nenhum. Foi um ensaio muito positivo. A escola também veio muito bem, cantando muito. Estamos muito felizes com o resultado que a gente entregou hoje”, disse o mestre-sala.

“A avaliação do ensaio hoje é totalmente satisfatória. A gente saiu com aquele sentimento de felicidade. Sabemos que entregamos o melhor que a gente podia entregar hoje”, completou a porta-bandeira.

HARMONIA

Um dos pontos de maior destaque do ensaio da Vila Maria, a harmonia surpreendeu do início ao fim. Alegria e leveza estavam explícitas no cantar e na expressão dos componentes, que chegaram até o quarto módulo esbanjando bom humor e sabendo cantar o samba da escola. O alto nível do quesito destoou não apenas em relação a anos anteriores, mas também do esperado geral de qualquer escola em um primeiro ensaio técnico no Anhembi. Certamente, a comissão de harmonia da “Mais Famosa” saiu feliz com o que viu do quesito.

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“Daqui do carro de som, principalmente da onde eu fico, é muito difícil eu ter uma percepção, mas eu percebi bem na hora do recuo, aonde eu consigo realmente ver a escola, achei que estava cantando bastante, bastante alegria, acho para o próximo ensaio vai ser melhor, no segundo ensaio vai ser melhor. Pode melhorar a alegria, porque eu não sei se é o nervosismo do primeiro ensaio, o povo estar meio tenso, acho que a alegria tem que extravasar mais. Espero que a Vila Maria seja campeã, é isso que eu espero, campeã do Acesso 1 e volte para o Grupo Especial que é o lugar dela e nunca deveria ter saído”, afirmou o intérprete Clayton Reis.

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EVOLUÇÃO

A Vila Maria contou com um contingente numeroso, mesmo em um período do mês em que muita gente ainda está aproveitando as férias. A sensação transmitida foi a de que os componentes viraram o ano ensaiando, pois a evolução foi constante, compacta e sem nenhuma pressa e, mesmo assim, fecharam o ensaio com tempo de sobra no cronômetro, iniciado assim que a escola começou a passar pela Avenida. A técnica apurada mostrou ser um elemento de desequilíbrio positivo para algumas escolas em 2025 e pode ajudar a Mais Famosa a buscar o retorno ao Grupo Especial.

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“De verdade, nós estamos muito felizes e chegamos no nosso primeiro objetivo. Tem muita coisa para trabalhar ainda. Mas quem assistir vai ver que a gente já está no objetivo e vamos fazer um lindo carnaval, se Deus quiser. A escola está bem preparada. Hoje todo mundo viu a alegria do povo. Acho que o importante é essa alegria. Hoje é aniversário da escola, um dia de festa, mas uma festa com responsabilidade. É um carnaval gigantesco, bonito, e com muito requinte. É um carnaval que vocês vão amar”, garantiu Queijo, diretor de carnaval.

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SAMBA

O samba da Vila Maria para o Carnaval de 2026 segue uma receita tradicional que costuma garantir um bom resultado em desfile, e o que se viu no Anhembi foi uma ala musical bem treinada, sob o comando do intérprete Clayton Reis. O samba manteve boa linearidade de andamento ao longo de toda a Avenida, e isso se refletiu no canto constante dos componentes.

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OUTROS DESTAQUES

Carmen Miranda foi bem representada no Anhembi por meio da fantasia da rainha da bateria “Cadência da Vila”, Nathany Piemonte. A passista mostrou muito samba no pé e interagiu constantemente com o público, abrilhantando a apresentação dos ritmistas da Vila Maria. Estreando na escola, o mestre Marcel Bonfim demonstrou que conta com a confiança de seus comandados e engrandeceu o ensaio com bossas criativas e boa sintonia com a ala musical, fechando o banquete da Mais Famosa com requinte equiparável ao da alta gastronomia brasileira.

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Comissão de Frente impactante se destaca no primeiro ensaio técnico dos Acadêmicos do Tucuruvi

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Por Lucas Sampaio e Will Ferreira

Os Acadêmicos do Tucuruvi realizaram no último sábado o primeiro ensaio técnico no Sambódromo do Anhembi, em preparação para o desfile no Carnaval 2026. A impactante comissão de frente foi o principal destaque de um ensaio também marcado pelo bom desempenho da ala musical da escola da Cantareira, que encerrou o treinamento após 56 minutos. O Zaca será a terceira escola a desfilar no dia 16 de fevereiro pelo Grupo de Acesso I, com o enredo “Anti-Herói Brasil”, assinado pelo carnavalesco Nícolas Gonçalves.

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O desfile da Tucuruvi promete proporcionar um conjunto audiovisual impactante e que gere reflexão, fazendo com que só seja possível ter clara noção de que o resultado será atingido de fato por meio do desfile. Mas o Zaca conseguiu mostrar na Avenida, em seu primeiro ensaio técnico, um conjunto de quesitos em constante evolução, e o pouco que foi possível ter de visual já deu a entender que a escola pode ser bem-sucedida em relação à sua intenção artística para o desfile oficial. É uma agremiação forte, com atributos dignos do Grupo Especial ao qual pertencia e com plenas condições de buscar o retorno a ele.

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Fotos: Will Ferreira/CARNAVALESCO

COMISSÃO DE FRENTE

Renan Banov está se caracterizando cada vez mais como um coreógrafo das expressões. Se em 2025 os indígenas de “Assojaba” impactavam pelos olhares, os Anti-Heróis, que vieram com uma pintura corporal texturizada dos pés aos cabelos, também cantaram o samba da escola como se fosse um grito de desabafo. Não havia uma distinção clara de função neste primeiro momento, o que pode ser uma forma de esconder o jogo por meio da caracterização padronizada. Ainda assim, em cada um dos dois atos era perceptível pelo menos uma figura de maior destaque. No primeiro, uma mulher demonstrava agonia e lamento, enquanto, no segundo, um homem gritava de dor enquanto tentava se erguer do chão. Houve até um momento em que dois dançarinos sambavam, mas suas expressões não eram alegres, como se o bailado dos pés tentasse esconder o sofrimento do rosto.

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A proposta do enredo da Tucuruvi é narrar o martírio diário dos cidadãos comuns, que juntos formam essa gigantesca liga de anti-heróis brasileiros, e o que se viu na Avenida foi como a representação da alma daqueles que lutam uma guerra silenciosa em suas próprias mentes. Abertura impactante para um desfile que pretende fazer o público se identificar e se emocionar.

MESTRE-SALA E PORTA-BANDEIRA

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O primeiro casal do Tucuruvi conseguiu manter a irreverência e o gingado mesmo tomando um forte banho de chuva a partir da metade final do ensaio. Luan Caliel e Beatriz Teixeira mostraram desenvoltura nas obrigatoriedades e deram um toque especial à dança dentro da proposta da narrativa do enredo, como o mestre-sala, que, vestido como Zé Pelintra, fez uma evolução inspirada nas caracterizações da entidade da umbanda. É uma dupla que se conhece e mostrou estar se preparando bem para contribuir com o objetivo da escola.

HARMONIA

O sentimento de pesar após um resultado tão diferente do esperado em 2025 fez com que a comunidade da Cantareira pisasse no Anhembi com desejo de redenção. Os componentes demonstraram conhecimento da letra do samba e capacidade para conduzir o coral do desfile, em especial as alas do primeiro setor da escola. É possível que a escola consiga melhorar o vigor geral para impactar ainda mais o público no desfile oficial, sendo o próximo ensaio técnico uma oportunidade para fazer alguns ajustes.

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EVOLUÇÃO

Uma mudança de grupo requer alguns ajustes, ainda mais diante das novidades que o regulamento apresenta para o Carnaval 2026. No começo do ensaio, foi possível observar uma leve inconstância na compactação entre o primeiro setor e a chegada na simbolização da segunda alegoria, ajustada conforme a escola foi entrando na Avenida. Uma vez consolidada, a fluidez foi constante até o fim do treinamento, e seu encerramento após 56 minutos mostrou que a escola tem plenas condições de fazer uma evolução segura no desfile oficial.

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SAMBA

O intérprete Hudson Luiz foi um dos destaques do primeiro ensaio técnico do Tucuruvi. Segurança vocal e boa interação com a comunidade e a ala musical contribuíram para transmitir a mensagem do samba da escola ao longo do ensaio. O bom desempenho do quesito é um sinal positivo para as pretensões da comunidade da Cantareira para 2026.

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OUTROS DESTAQUES

Com uma fantasia plumada exuberante, a rainha da “Bateria do Zaca”, Carla Prata, levantou o público com gingado e simpatia. Mestre Serginho mostrou por que é considerado um dos melhores da atualidade e apresentou uma ampla variedade de bossas e boa sintonia com a ala musical, sendo assim uma demonstração da força que os Anti-Heróis dos Acadêmicos do Tucuruvi pretendem levar para buscar o retorno ao Grupo Especial no Carnaval 2026.

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Forte presença da ala musical é destaque no primeiro ensaio técnico do Camisa Verde e Branco

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Por Gustavo Lima, Eduardo Frois e Will Ferreira

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Fotos: Will Ferreira/CARNAVALESCO

O Camisa Verde e Branco viveu tempos de turbulência nos últimos meses. A bolha do carnaval paulistano se perguntava se a escola iria ensaiar ou até mesmo desfilar, mas eis que o Trevo da Barra Funda pisou no Anhembi firme e forte, com um dos melhores sambas do ano. O primeiro ensaio do Camisa teve como destaque a ala musical, liderada pelo intérprete Charles Silva. A condução do samba-enredo, juntamente com a bateria de mestre Jeyson, se sobressaiu no treino. Outros quesitos apresentaram pontos positivos, mas há ponderações a serem feitas. Fato é que, com essa potência de samba, a escola deve voltar melhor para o Anhembi no dia 31 de janeiro. O Camisa Verde e Branco encerra os desfiles do Grupo Especial com o enredo “Abre Caminhos”, que abordará a entidade Exu. O tema é desenvolvido pelo carnavalesco Guilherme Estevão.

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COMISSÃO DE FRENTE

Comandada por Luiz Romero, a comissão de frente do Camisa Verde e Branco ainda tem alguns pontos a serem desvendados. Havia, claro, a figura central de Exu circulando o tempo todo pela pista, que por vezes era venerada pelos demais integrantes, além de bailarinos realizando diferentes coreografias, como danças de terreiro e saudações ao público.

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Paralelamente, outros componentes carregavam uma espécie de pilares, que se juntavam e se separavam ao caminhar com a evolução. Resta saber se isso terá algum efeito quando for confeccionado ou se pode ser revelado no próximo ensaio. Contudo, foi uma comissão de frente que ocupou a pista de maneira satisfatória e saudou Exu, deixando a mensagem explícita ao público.

MESTRE-SALA E PORTA-BANDEIRA

O casal Marquinhos Costa e Lys Grooters realizou um ensaio seguro. Devido à pista bastante molhada pela forte chuva que caiu momentos antes do ensaio do Trevo, a dupla optou por realizar seus movimentos mais amplos nos pontos estratégicos, especialmente nas cabines de jurados. Pelo restante da pista, foram evoluindo tranquilamente, com leves giros horários e anti-horários. O terreno molhado impossibilitou a dupla de realizar um treino intenso, característica dos dançarinos. É o primeiro ano juntos, mas ambos já dançavam dessa forma com seus antigos parceiros.

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“Antes da responsabilidade eu acho que vem o prazer porque eu vi Gabi, eu vi Cláudia e Cláudia, eu vi Léo dançando com a Joyce, Pâmela e Douglas, eu vi muita gente que foram espelhos para mim dançando no Camisa. O Douglas, ao mesmo tempo que ele era mestre-sala mirim no Camisa, eu era mirim também na São Lucas. São grandes amigos que eu vi nessa escola tradicional, acho que é uma responsabilidade e um prazer imenso por causa disso. A nota, cada um ano, mas é uma responsabilidade defender essa nota 40. A gente teve uma passagem de quatro anos e dois carnavais na X-9, na época da pandemia e no ano que ela quebrou o pé no ensaio. Os dois anos na avenida foram nota máxima. Estamos recuperando esse trabalho que foi muito gostoso”, disse o mestre-sala.

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“Nessa reta final fica um pouco mais puxada, já começaram os nossos ensaios específicos aqui. Hoje, a gente fez as marcações muito rápido. Testamos e graças a Deus funcionou. É claro que a gente tem mais o que melhorar, mais o que aperfeiçoar, mas a gente está muito feliz com o que a gente apresentou hoje”, completou a porta-bandeira.

EVOLUÇÃO

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A escola evoluiu corretamente; não se viram espaçamentos nem buracos entre as alas. É um samba-enredo que permite à comunidade ficar solta, sem coreografias, apenas na repetição do meio: “Eu sou da rua, macumbeiro, sim, senhor”. Nesse trecho, os componentes batem palmas, como se estivessem em um ponto de matriz africana dedicado ao orixá. Algumas alas carregavam lenços e outras, bexigas nas cores da escola, mas a maioria priorizou as camisas igualitárias. Entretanto, não se sabe se a direção de carnaval e a harmonia do Camisa priorizaram um maior preenchimento da pista. O fato é que faltou uma intensidade maior de movimentação dos componentes, algo que o samba pede.

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HARMONIA

Nitidamente, a comunidade do Camisa Verde e Branco está habituada ao samba-enredo e não se intimidou com palavras que fogem da língua portuguesa. Contudo, especificamente neste ensaio, faltou vigor no cantor. Assim como no quesito evolução, a intensidade foi deixada de lado.

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A melodia do samba é de guerra e pede força e garra, o que não ocorreu. Talvez isso não configure erro, mas, com as caixas de som completas no Anhembi, pode ser difícil para os julgadores escutarem o canto. Ainda há mais um ensaio técnico para correções, além dos ensaios de rua e de quadra.

SAMBA-ENREDO

Um ponto positivo foi o carro de som comandado pelo intérprete Charles Silva. O carioca é estreante no Camisa Verde e Branco e no carnaval de São Paulo, chegando para substituir o renomado Igor Vianna. Viu-se, no primeiro ensaio técnico, um cantor promissor, que pode se identificar com a comunidade tanto quanto o “Gordão” conquistou seu afeto. Desde o esquenta, com os hinos e o histórico samba-enredo de 1988, o alto desempenho foi notório, levantando o Setor A, que consegue ouvir todos os esquentas.

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Durante o ensaio, Charles mostrou um entrosamento consistente com sua ala musical. Executou os cacos nos momentos certos, chamou a comunidade e conduziu bem a obra com sua voz potente.

OUTROS DESTAQUES

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Criada na escola, Camila Prins, reconhecida por sua luta LGBTQIAPN+ no carnaval, foi coroada rainha do Camisa Verde e Branco. O ato aconteceu momentos antes do ensaio.
A bateria “Furiosa”, liderada pelo mestre Jeyson Ferro, teve a estreia de sua dupla, Jeferson da Conceição. Os dois comandarão juntos a batucada do Trevo no Carnaval 2026. No ensaio, destaque para uma longa bossa, que ocupou todo o refrão de cabeça e terminou na primeira parte do samba.

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Ensaio com cara de desfile: Beija-Flor exibe coesão e canto potente em Nilópolis

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Por Marielli Patrocínio e Maria Estela Costa

Nilópolis viveu mais do que um ensaio. No encontro de quilombos, tendo como convidada a Unidos de Vila Isabel, a Beija-Flor levou para a rua um treino com cara de desfile e força de comunidade. O canto veio tão potente que, em diversos momentos, se sobrepôs ao carro de som.

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O enredo “Bembé”, que carrega espiritualidade, ancestralidade e resistência como eixo central, já se impõe no corpo da escola, não sendo apenas cantado, mas também vivido. Cada ala parecia compreender o que estava sendo contado, e isso se refletiu diretamente na entrega, no canto e na postura da comunidade.

“Eu estava com o rádio no ouvido e estava com dificuldade de ouvir o rádio porque o canto estava mais alto”, contou o diretor de carnaval Marino, visivelmente impactado com o rendimento da escola. “Desde que eu cheguei na Beija-Flor, eu nunca vi um ensaio como o de hoje em termos de canto”, afirmou.

A sensação geral era de uma comunidade cantando por vontade própria, sem ser empurrada, sem ser cobrada. “A Beija-Flor tem uma aura diferente, uma energia diferente. Isso é natural, não é forçado. Se você tentar forçar, é brigar à toa. Hoje a energia estava explodindo sem a gente pedir”, completou Marino.

COMISSÃO DE FRENTE

Assinada pelos coreógrafos Saulo e Jorge, a comissão de frente, composta por 15 integrantes, quatorze homens e uma mulher, mostrou um trabalho já bem assentado. Coreografia clara, demarcação de espaço bem definida e uso inteligente da área. O grupo entrou organizado, sem dispersão, sem atropelo e com leitura limpa da proposta.

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Os movimentos foram executados com sincronia e precisão, facilitando a compreensão do público e valorizando o impacto visual. Mesmo em contexto de rua, a comissão apresentou segurança e controle, mostrando que o desenho coreográfico está fechado e bem assimilado pelo grupo.

MESTRE-SALA E PORTA-BANDEIRA

O primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira, Claudinho e Selminha Sorriso, dupla que tem mais de três décadas de parceria, apresentou entrosamento absoluto, muito carisma e comunicação constante. Os giros foram seguros, os deslocamentos limpos e a proteção à porta-bandeira foi feita com precisão.

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Claudinho manteve postura elegante e condução firme, enquanto Selminha girava com leveza e domínio, mantendo o pavilhão sempre aberto e valorizado. Uma apresentação segura, madura e tecnicamente muito bem resolvida.

HARMONIA

A harmonia foi, sem exagero, um dos grandes destaques do ensaio. Todas as alas cantaram forte, sem oscilações perceptíveis entre setores. Não houve alas apagadas, nem queda de volume ao longo do percurso. O canto veio coeso, claro e afinado.

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A comunidade respondeu com entrega total, sem confusão de letra, sem troca de versos, sem dispersão. Os intérpretes e o carro de som, mesmo em volume mais baixo, conseguiram se entrosar com a escola e sustentar o andamento. Ainda assim, foi nítido que quem carregou o ensaio foi o povo.

Marino reforça essa leitura emocional do ensaio. “Para mim, o que valeu hoje não foi só a técnica, que foi ótima. O ensaio valeu pela emoção. Ver o componente sorrindo, feliz, cantando, gritando… mais espontâneo do que isso é impossível.”

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EVOLUÇÃO

A escola mostrou organização e maturidade, com uma evolução bem fluida, de forma coesa, sem embolos, sem correrias e sem lentidão. Não se observaram buracos na pista nem necessidade de retorno de alas para correção de espaço.

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O andamento foi regular, com boa ocupação da rua e leitura clara de fluxo. Destaque também para as alas soltas, sambando, alegres, sem rigidez excessiva de fileira, trazendo vida ao conjunto e valorizando o desfile. Uma evolução limpa, segura e confortável.

SAMBA

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O samba apresentou bom rendimento ao longo de todo o ensaio, com encaixe confortável no andamento e resposta imediata da comunidade. Os refrões vieram fortes, a letra sustentada e não houve queda de energia, o que mostra uma obra já assimilada pela escola.

A bateria, dos mestres Rodney e Plínio, foi um dos grandes motores da noite. Além da potência e da precisão, chama bastante atenção o uso dos atabaques, que dialogam diretamente com o “Bembé” e reforçam a identidade ancestral da proposta. O toque traz densidade, intensidade, fundamento e um clima ritualístico.

As bossas e paradinhas foram bem executadas, levantaram o público e empurraram ainda mais o canto da comunidade, criando uma resposta imediata da pista.

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O mestre de bateria Rodney fez um balanço positivo, mesmo apontando a limitação do som. “Foi o segundo ensaio de rua e, mais uma vez, a escola veio muito coesa, cantando muito, harmonia perfeita, bateria muito bem. O problema foi a deficiência do carro de som. A bateria estava na íntegra, com 160 ritmistas, e o carro não suportou. Mas, na diversidade do som, a escola se comportou maravilhosamente bem. Isso é um grande sinal”. Ele completa: “A escola supre. Isso mostra que a gente está preparado para fazer um grande desfile.”

OUTROS DESTAQUES

Entre os destaques, a rainha de bateria Lorena Raissa chamou atenção logo no início ao enfrentar um problema com o salto, chegando a sambar por um momento descalça. A situação foi rapidamente resolvida, e ela seguiu sambando com ainda mais entrega, presença e energia, mantendo a interação com o público e a bateria.

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O ator Samuel de Assis, destaque da escola, foi outro nome que brilhou. Mostrou samba no pé, carisma e envolvimento real com a comunidade. Samuel não fica em postura protocolar; pelo contrário, vive o ensaio, interage, sorri, samba e se conecta com o público, reforçando o clima de alegria e pertencimento.

Entre os destaques da noite, também está a prata da casa, o sambista Cássio, que entregou um espetáculo à parte. Com samba no pé afiado, irreverência natural e carisma de quem conhece cada centímetro da escola, ele incendiou a pista com leveza, personalidade e identidade em movimento.

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