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Thais Vasconcellos estreia no Anhembi como madrinha de bateria do Camisa Verde e Branco e levará a luz de Exu à avenida

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Estreando no carnaval de São Paulo, Thais Vasconcellos viveu, no último sábado, sua primeira experiência no Sambódromo do Anhembi. Ela vem como madrinha de bateria do Camisa Verde e Branco. A escola leva para a avenida o enredo “Abre-caminhos” e, segundo ela, o momento tem sido marcado pelo acolhimento da comunidade. Vinda do Rio de Janeiro, onde era musa do Salgueiro, Thais afirmou que não sentiu muita diferença entre os dois carnavais.

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Foto: Divulgação

“Na verdade, eu não senti diferença nenhuma. É uma energia muito maravilhosa. O Carnaval tem essa energia, e eu amo viver isso. Eu senti a coisa mais leve que eu podia sentir. Achei que eu ia ficar muito nervosa e tímida com o olhar das pessoas, e não foi. Foi tudo muito leve, muito fluido”, disse.

Nem mesmo a chuva que caiu durante a concentração foi um problema. Para Thais, o temporal até conversa com o enredo da escola:

“A chuva veio para lavar e abrir os caminhos. Não deu problema nenhum, graças a Deus”.

Thais também destacou a receptividade da comunidade e a troca de energia com a rainha de bateria, Sofia Ferro.

“Parece que eu nasci aqui. Todo mundo me abraçou. A rainha de bateria, parece que eu sou amiga de infância. Quando eu olho para a Sofia, ela me dá um simbolismo de força, de coragem. Toda troca de olhar que a gente tem é isso”.

Sobre a fantasia, a madrinha de bateria adiantou que o figurino dialoga diretamente com Sofia à frente da bateria.

“Eu venho simbolizando a luz de Exu. Eu e a Sofia vamos vir como um complemento”.

O Camisa Verde e Branco desfila no Anhembi no dia 14 de fevereiro, às 5h. O enredo da escola promete um tributo a Exu.

Venda de ingressos e produtos das escolas: novidades fazem sucesso nos ensaios técnicos no Anhembi

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Uma das inovações da Liga-SP para os ensaios técnicos do Carnaval 2026 já começou movimentando o Anhembi. Desde o primeiro dia de ensaio, a loja Grife do Samba passou a funcionar dentro do Sambódromo. Em parceria com a Liga, eles vendem produtos oficiais das escolas, itens exclusivos do carnaval de São Paulo. Além de camisetas, acessórios e souvenirs, o espaço também virou um canal direto para a venda de ingressos dos desfiles oficiais. É um atrativo extra para quem vai ao ensaio, se empolga com a festa e ainda não garantiu presença no carnaval.

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Fotos: Letícia Sansão/CARNAVALESCO

A equipe responsável pela operação da loja avaliou de forma positiva a estreia da Grife do Samba nos ensaios técnicos. No primeiro dia de funcionamento, houve fila durante boa parte do período, tanto pela procura por produtos quanto pela venda de ingressos. Entre os itens mais procurados estão as camisetas de enredo, já que muitos querem desfilar com o símbolo da sua escola no peito.

Variedade de produtos

Entre os destaques estão as camisas de enredo de todas as escolas do Grupo Especial, além de uma linha especial da Liga-SP em parceria com a Grife do Samba. Nesse catálogo, o público pode escolher estampa, tamanho e modelo, e a camiseta é produzida na hora, com opções para torcedores de todas as agremiações.

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Há ainda uma série de itens úteis para quem acompanha os ensaios e os desfiles, como copos, leques, tirantes e acessórios que fazem parte do cotidiano do público da arquibancada.

Chefe de ala da Independente Tricolor, Monika Waibel, de 57 anos, foi uma das pessoas que aproveitaram a novidade. Em meio ao calor, ela saiu da arquibancada para comer e acabou fisgada pelo caminho. Entre os itens preferidos, Monika destacou os leques e os copos.

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“Acho que vai ser muito útil e é muito bonitinho, bem feito. Material muito bom”, disse após comprar um leque.

Quem também saiu satisfeito foi José Luiz, de 35 anos, integrante da Associação de Mestre-Sala e Porta-Bandeira do Cisne do Amanhã. Ele foi ao Anhembi já com a loja no radar.

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“Hoje vim na intenção de ver alguns produtos que eu já tinha olhado nas redes sociais. Queria ver se realmente tinha disponibilidade, cheguei e vi que a loja está fantástica”, afirmou.

Para ele, a diversidade de itens é um dos pontos fortes: “Isso ajuda bastante, porque pessoas de outros estados que vêm ver o ensaio técnico podem conhecer o carnaval e ainda ter acesso a esses produtos”.

Instrumentos também entram em cena

Outro ponto que chamou atenção foi a venda de instrumentos musicais personalizados, como tamborins com a pele estampada com a identidade da Liga, além de outros instrumentos adesivados.

Ritmista do Pérola Negra e da Caprichosos do Piqueri, Matheus Sousa, de 25 anos, se surpreendeu ao encontrar esse tipo de material no espaço. “O que me pegou muito de surpresa foi o fato de ter instrumentos lá. E não só os instrumentos, mas também algumas ferramentas, como chaves de afinação de surdo e tamborim”.

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Segundo ele, a iniciativa também pode aproximar novos públicos do universo do samba. “Para quem não é ritmista, eu acho muito legal, porque pode ser o primeiro contato com o instrumento. Você tem uma noção de preço, do que precisa e de como tudo funciona como um conjunto. Achei sensacional”.

Da Itália para o Anhembi

A loja também atraiu quem estava vivendo o carnaval paulistano pela primeira vez. É o caso de Fabiana Pinto, de 50 anos, torcedora da Rosas de Ouro, que mora há 23 anos na Itália e foi ao Anhembi antes de voltar para casa no dia seguinte.

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“Eu não sabia que tinha lojinha. Eu sabia que tinha ensaio, mas já estava indo embora e vi a loja. Parei e acabei comprando. Eu adorei a possibilidade de escolher a estampa e o tamanho. É bem flexível”, contou enquanto esperava sua camiseta personalizada.

Segundo ela, já tem local para usar, mas vai precisar esperar um pouco: “Vou usar na Itália em agosto. Porque durante o carnaval lá faz muito frio”.

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A loja aceita pagamentos em cartão de débito, crédito e Pix, e segue funcionando durante os ensaios técnicos no Anhembi. A loja fica localizada no Setor B, embaixo da arquibancada Monumental, em um ponto estratégico para quem circula pelo Anhembi antes, durante ou depois das apresentações das escolas.

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Série Ouro no Carnaval 2026: Presidente Hugo Júnior projeta ‘casa cheia’, detalha avanços na Fábrica do Samba e garante apuração na TV aberta

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Em entrevista ao CARNAVALESCO, o presidente da Liga-RJ, Hugo Junior, abriu o jogo sobre os preparativos finais para o carnaval da Série Ouro. Com um tom otimista e focado na inovação, o mandatário destacou o sucesso de vendas dos ingressos, o cronograma das obras da nova Fábrica do Samba e a resiliência das agremiações que enfrentaram adversidades recentemente.

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Foto: Matheus Morais/CARNAVALESCO

Inovação nos ensaios e sucesso de público

Uma das grandes apostas para este ano é a reformulação dos ensaios técnicos na Marquês de Sapucaí. Segundo Hugo Junior, a Liga-RJ optou por um novo formato, centralizando as atividades que antes ocorriam em quatro domingos em apenas um final de semana. A grande novidade tecnológica fica por conta de uma nova aparelhagem de som, descrita pelo presidente como a “maior inovação de todos os tempos do carnaval”.

A resposta do público tem sido imediata e surpreendente. “Hoje eu tive mais uma parcial e a gente está ali operando já 92% de todos os ingressos vendidos”, revelou o presidente, celebrando a perspectiva de “casa cheia” e a forte representatividade da Série Ouro.

Fábrica do Samba e o futuro na Leopoldina

Questionado sobre o andamento dos novos barracões na região da Leopoldina, a Fábrica do Samba Rosa Magalhães, Hugo Junior demonstrou confiança no cumprimento dos prazos. O presidente afirmou que acompanha as obras assiduamente e que o cronograma prevê a entrega dos barracões para o Carnaval de 2027. Ele relembrou, inclusive, uma visita técnica realizada no mês passado ao lado do prefeito Eduardo Paes para vistoriar os avanços da construção, tratando o projeto como uma realidade concreta para o mundo do samba.

Superação após o incêndio na Vigário Geral e Jacarezinho

O presidente também abordou o apoio institucional dado às escolas que sofreram com o recente incêndio em seus espaços de trabalho. Hugo Junior destacou o caso da Vigário Geral como um exemplo de resistência e superação. “Depois de ter perdido todos os seus carros, ela está fazendo um carro em cada lugar, deu a volta por cima”, comentou, reforçando que a Liga-RJ prestou todo o suporte possível para que as 15 agremiações pudessem apresentar seus projetos com dignidade na avenida.

Apuração garantida na Band

Para encerrar, o mandatário confirmou que a apuração das notas deve manter o modelo de sucesso do último ano. A ideia é seguir com a transmissão em TV aberta na quinta-feira de pós-carnaval, visando garantir maior visibilidade, projeção e credibilidade para o espetáculo. Embora uma reunião com a Band ainda esteja na agenda para “bater o martelo” final, Hugo Junior garantiu que o formato de “time que está ganhando” será mantido.

Niterói começa o ano com os dois pés na porta em ensaio de rua potente em homenagem ao presidente Lula

Por Gabriel Gomes e Luan Costa

Estreante no Grupo Especial, a Acadêmicos de Niterói começou 2026 com os dois pés na porta. Com canto potente da comunidade e intensa comunicação com o público, a Azul e Branca realizou, no último domingo, o seu primeiro ensaio de rua do ano. O treino foi embalado pelo enredo, em homenagem ao presidente Lula, que cativou os presentes e impulsionou o desempenho da escola. Destaque, ainda, para o samba-enredo, que está na boca do povo, e para o excelente desempenho do casal de mestre-sala e porta-bandeira, Emanuel Lira e Thainara Matias.

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Em 2026, a Azul e Branca de Niterói levará para a avenida o enredo “Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”, uma homenagem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, desenvolvido pelo carnavalesco Tiago Martins. A Acadêmicos de Niterói será a escola responsável por abrir os desfiles do Grupo Especial no domingo de carnaval.

COMISSÃO DE FRENTE

Sob a coreografia de Handerson Big e Marlon Cruz, a comissão de frente da Acadêmicos de Niterói apresentou uma atuação expressiva e alinhada ao samba-enredo. A performance se destacou pela forte entrega cênica e pelas referências diretas ao homenageado e à narrativa proposta pela escola. Durante a apresentação, frases de efeito como “quem tem fome tem pressa” ecoaram junto ao público, assim como o gesto do “L”, reforçando a identificação dos componentes com o enredo. A segurança dos bailarinos e o domínio do samba evidenciaram uma abertura impactante para a estreia da Azul e Branca no Grupo Especial.

MESTRE-SALA E PORTA-BANDEIRA

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Fotos: Luan Costa e Gabriel Gomes/CARNAVALESCO

Estreando tanto na Acadêmicos de Niterói quanto no Grupo Especial, o jovem casal Emanuel Lira e Thainara Matias mais uma vez demonstrou maturidade e tranquilidade acima da média para quem chega agora à elite do carnaval. Vindos do Grupo de Acesso, onde já haviam se destacado, os dois realizaram apresentações seguras em todas as cabines, com coreografia bem construída e marcada por forte sintonia. O casal conseguiu equilibrar vigor e entrega com o refinamento e a delicadeza exigidos pelo quesito, além de incorporar referências do samba-enredo e do homenageado à dança, sem perder os fundamentos tradicionais.

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HARMONIA E SAMBA

O samba-enredo rapidamente caiu no gosto popular e se firmou como um dos grandes trunfos da escola. De fácil assimilação e com refrões fortes, a obra assinada por Teresa Cristina, André Diniz, Paulo César Feital, Fred Camacho, Junior Fionda, Arlindinho, Lequinho, Thiago Oliveira e Tem-Tem Jr. foi cantada com entusiasmo pela comunidade do início ao fim do ensaio.

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Existe margem para crescimento, principalmente fora dos refrões, levando em consideração o alto nível das agremiações concorrentes. Porém, muito desse resultado positivo passa pelo trabalho do intérprete Emerson Dias, que estreia na escola já completamente entrosado com a bateria “Cadência de Niterói”, comandada por Branco Ribeiro, também estreante no Grupo Especial. Juntos, deram ao samba o tom aguerrido, potente e vibrante que impulsionou a participação coletiva.

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“Ensaio maravilhoso. O samba está na boca do Brasil, ultrapassou as barreiras da bolha do carnaval. A gente está muito feliz, a Niterói está muito feliz, alegre e solta. A escola está vibrante na pista. A gente vai fazer um grande carnaval em 2026. Será uma abertura de carnaval muito quente, com muita energia e muita vontade de permanecer no grupo e fazer a coisa acontecer”, analisou o intérprete Emerson Dias.

EVOLUÇÃO

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A evolução da Acadêmicos de Niterói segue sendo satisfatória e marcada pela leveza. Os componentes desfilaram soltos, sem rigidez excessiva, o que contribuiu para uma apresentação fluida ao longo da Avenida Ernani do Amaral Peixoto. Mesmo sendo uma escola jovem, mostrou bom contingente, muito por conta do enredo em homenagem a Lula. A organização e o envolvimento crescente desses componentes com a proposta do desfile indicam potencial de evolução nos próximos ensaios até o desfile oficial.

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OUTROS DESTAQUES

As calçadas lotadas acompanharam o ensaio com entusiasmo do início ao fim. A bateria “Cadência de Niterói”, de Mestre Branco Ribeiro, teve desempenho consistente e ajudou a sustentar o alto astral da apresentação.

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“A gente vem evoluindo bastante. O ensaio de rua traz uma perspectiva muito boa, principalmente na questão sonora, porque conseguimos avaliar as nossas afinações e identificar possíveis lacunas que ainda precisam ser ajustadas. Para o ensaio técnico, obviamente, a gente chega muito mais preparado. Para mim, isso é muito positivo, porque venho de escolas da Série Ouro, onde nem sempre existe uma estrutura como essa para ensaiar em um espaço amplo. Aqui, além da bateria, o próprio espaço também ‘ensaia’ com a gente. Isso engrandece muito o trabalho e contribui diretamente para o desenvolvimento da bateria”, salientou o Mestre Branco Ribeiro.

“Com toda a modéstia do mundo, eu sempre digo que eu e surpresa somos sinônimos. Podem esperar, sim, muitas surpresas. Este ano não vou trabalhar com algo que sempre trabalhei, que é coreografia. Mas teremos efeitos especiais, sem dúvida, que vão engrandecer ainda mais o trabalho que estamos preparando para a avenida”, completou.

Com harmonia elevada e casal em noite de gala, Grande Rio confirma alto padrão em ensaio de rua

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Por Luiz Gustavo e Maria Estela Costa

A Grande Rio realizou, no último domingo, mais um ensaio de rua na preparação para o Carnaval 2026, ocupando o espaço da avenida Brigadeiro Lima e Silva, no Centro de Duque de Caxias. A escola mostrou um casal que confirma a cada apresentação ser um dos grandes da atualidade, uma comunidade ressoando um excelente canto e um samba rendendo bem dentro das características marcantes da agremiação nos últimos anos, comandado pela técnica de seu intérprete e por uma bateria sem correria. Evandro Malandro e Fafá formam uma dupla muito azeitada e com uma levada musical que se complementa com perfeição, tornando a execução dos sambas sempre agradável aos ouvidos. Mantendo sua linha, a Grande Rio busca realizar um grande desfile na Sapucaí na terça-feira de Carnaval, apresentando o enredo “A Nação do Mangue”, de autoria do carnavalesco Antônio Gonzaga, em sua estreia na tricolor da Baixada.

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MESTRE-SALA E PORTA-BANDEIRA

Daniel Werneck e Taciana Couto formam um casal que é uma bola de segurança da Grande Rio, sempre entregando pontuação e exibições espetaculares, e, pelo que vem sendo demonstrado nos ensaios, o panorama não sofrerá modificações. Mais uma apresentação impecável, sem nenhum mínimo descompasso na sincronia dos movimentos e na elegância com que executam o bailado. Daniel foi excelente na condução e nos torneados, enquanto Taciana beirou a perfeição em seus giros, sempre executados com extrema elegância, suavidade e beleza nos movimentos. Uma apresentação de gala do excelente casal.

EVOLUÇÃO

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Fotos: Luiz Gustavo e Maria Estela Costa/CARNAVALESCO

A Grande Rio apresentou uma evolução coesa, sem espaçamentos e com componentes aguerridos, com bom ritmo. A agremiação ensaiou de forma organizada, sem as alas se atropelarem ou com espaços maiores entre elas. Em alguns momentos, faltou aos componentes estarem mais soltos e aproveitarem mais o bom espaço que a pista dá para o avanço da escola, mas foi um quesito cumprido com competência. Destaque para as alas de passistas, que deram um show de samba no pé, preenchimento de espaço e entusiasmo.

O diretor de carnaval, Thiago Monteiro, falou sobre o desempenho do samba e da agremiação nos ensaios.

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“O samba está tendo um desempenho maravilhoso; funcionalidade não é sinônimo de oba-oba, não é sinônimo de micareta. O samba tem que ser funcional porque ele traduz o enredo e permite que a comunidade confortavelmente brinque e se divirta contando uma história. Sendo assim, o nosso samba é perfeitamente condizente com o que ele se propõe, e a comunidade se comporta muito bem com isso. A comunidade brinca, a comunidade está solta, também característica da escola. Eu estou muito satisfeito, pois foi um ensaio bem técnico, que é o que a gente vem buscando. Sempre temos o que melhorar, mas a parte técnica, evolução e deslocamento dos componentes e segmentos está muito satisfatória. A Brigadeiro é uma rua grande; dá para contar nos dedos as escolas que dispõem de um espaço para se treinar como nós, e, aproveitando este espaço, vamos evoluindo. O que acontece na terça-feira é reproduzido aqui, então estou muito satisfeito com a preparação”, afirmou o diretor.

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HARMONIA E SAMBA

A noite foi de um canto alto em Duque de Caxias, com os componentes entoando o bonito samba com muita força durante todo o ensaio, em alguns momentos com bastante explosão. O trecho “Freire, ensine um país analfabeto” foi cantado como uma prece em uníssono pela escola, sendo o ponto alto de um desempenho excelente da comunidade, que também mandou ver nos dois refrãos e no restante da obra, que foi executada em um ritmo muito agradável, facilitando o canto dos componentes, sem atropelo de frases e sem correria. Fafá manteve suas características e não acelerou o samba tentando um oba-oba, potencializando a obra e sua qualidade melódica dentro da sua cadência. Evandro Malandro dá mais um banho de interpretação, carregando na tinta de um samba aguerrido e lírico, que talvez não seja tão enérgico quanto outras obras, mas que mostra ótima funcionalidade para a escola.

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OUTROS DESTAQUES

Sem a presença da rainha de bateria Virgínia Fonseca, outras musas ocuparam lugar de destaque no ensaio, como Brunna Gonçalves, dançarina e esposa de Ludmilla.
A comissão de frente comandada por Hélio e Beth Bejani não se apresentou, deixando a abertura da escola para o casal Daniel e Taciana.

Ao CARNAVALESCO, mestre Fafá fez um balanço do ensaio. “Acho que a bateria, como o carro de som em si, já está pronto. A gente está nos detalhes finais, ajustes finais. Todo ajuste é importante para trabalhar em cima do que o manual do julgador pede. E eu, que sou perfeccionista, me apego muito aos detalhes. Eu sou muito detalhista, quando vejo algo que pode estar saindo do lugar, eu já fico muito atento para poder acertar isso. A bateria está madura, trabalhando forte em busca do objetivo, que é recuperar os pontos perdidos do último carnaval”.

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Excelência como identidade: Viradouro inicia 2026 com ensaio consistente, canto potente e conjunto afiado

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Por Luan Costa e Gabriel Gomes

Embalada pelo sentimento de gratidão para mestre Ciça e mantendo um alto padrão de excelência em todos os quesitos, a Unidos do Viradouro realizou, no último domingo, seu primeiro ensaio de rua visando o Carnaval 2026, na Avenida Ernani do Amaral Peixoto, no Centro de Niterói. Mesmo sendo o primeiro treino do ano, e com o varnaval já batendo à porta, a sensação deixada é de que a vermelha e branca chega muito bem preparada para o desfile. O ensaio evidenciou a força do conjunto: a comunidade deu mais uma demonstração de potência no canto; o casal de mestre-sala e porta-bandeira, Julinho e Rute, protagonizou uma apresentação de encher os olhos; assim como o intérprete Wander Pires, ao lado da bateria “Furacão Vermelho e Branco”, que sustentou o ritmo com firmeza. Leve, vibrante e visivelmente emocionada, a Viradouro promete uma homenagem grandiosa a um dos maiores nomes de sua história.

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Em 2026, a Viradouro levará para a avenida o enredo “Pra Cima, Ciça!”, desenvolvido pelo carnavalesco Tarcísio Zanon. A narrativa homenageia os 50 anos de trajetória do mestre de bateria Mestre Ciça no mundo do samba. A vermelha e branca de Niterói será a terceira escola a pisar na avenida no segundo dia de desfiles do Grupo Especial.

Ao final do ensaio, o diretor executivo Marcelinho Calil falou ao CARNAVALESCO. Segundo ele, tudo está caminhando para um grande desfile e o público pode esperar surpresas.

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“Foi mais um fim de semana muito feliz. Nessa virada, a gente já percebe um aumento significativo do contingente. A escola sempre ensaia com muita gente, mas hoje já foi um dia muito próximo do que a gente vê no desfile. Dá pra notar isso nitidamente pela metragem da Amaral Peixoto. Foi um ensaio espetacular. A escola veio muito bem, sempre aprimorando seus quesitos. Praticamente já não conseguimos enxergar erros aqui na Amaral. Agora é, na verdade, uma manutenção de tudo que está dando certo, com alguns testes internos nossos que, obviamente, não podemos revelar, são surpresas para o dia do desfile. Eu diria que foi um ensaio 100% maravilhoso, como a gente vem fazendo desde a virada do ano, já com um contingente maior. Estou satisfeito, feliz e com a certeza de que a escola está pronta para merecer ganhar mais um Carnaval”, disse Marcelinho.

MESTRE-SALA E PORTA-BANDEIRA

Julinho Nascimento e Rute Alves seguem reafirmando, a cada apresentação, por que são sinônimo de excelência no comando do pavilhão da Unidos do Viradouro. A dupla parece evoluir ano após ano, e o público que acompanhou o ensaio de rua na Avenida Amaral Peixoto pôde comprovar isso de forma incontestável.

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Com entrosamento absoluto, técnica refinada e uma elegância que nunca se abala, o casal apresentou uma dança de altíssimo nível, marcada por leveza, precisão e uma cumplicidade capaz de transformar cada gesto em poesia. A apresentação mesclou com equilíbrio os fundamentos tradicionais do casal de mestre-sala e porta-bandeira com referências diretas à letra do samba-enredo, garantindo uma leitura coerente, sofisticada e carregada de emoção.

Atentos às novidades previstas para o Carnaval 2026, Julinho e Rute já demonstraram plena adaptação às mudanças, como a chegada das cabines espelhadas. Em uma simulação clara do novo formato, apresentaram o pavilhão para os dois lados da pista, em uma performance arrebatadora, aplaudida de ponta a ponta. Cada movimento tinha propósito, executado com limpeza, vitalidade e carisma, traduzindo de forma perfeita o amor e a devoção que ambos dedicam à arte de defender o pavilhão.

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HARMONIA E SAMBA

No primeiro ensaio de rua de 2026, o intérprete Wander Pires deu um verdadeiro show à frente do carro de som, exaltando com sensibilidade a trajetória de Mestre Ciça. Sob a direção musical de Hugo Bruno, o carro de som manteve alto padrão técnico e plena sintonia com a bateria e o canto das alas, garantindo unidade e impacto ao conjunto.

Do início ao fim do ensaio de rua, a Unidos do Viradouro viveu um clima de emoção e empolgação que se traduziu em uma aula de canto. O samba, assinado por Cláudio Mattos, Renan Gêmeo, Rodrigo Gêmeo, Lucas Neves, Rodrigo Rolla, Ronaldo Maiatto, Bertolo, Silvio Mesquita, Marcelo Adnet e Thiago Meiners, encaixou-se com perfeição na voz de Wander, permitindo a valorização dos trechos mais marcantes da obra. O refrão central e a entrada da segunda parte — “se a vida é um enredo, desfilou outros amores” — tiveram grande destaque. O refrão de cabeça explodiu ao longo de todo o ensaio.

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Durante o “paradão” da bateria, a resposta da comunidade foi imediata. O canto das alas se elevou de forma impressionante, com componentes entoando o samba com força, muitos visivelmente emocionados. A Viradouro reafirmou seu altíssimo padrão de conjunto e a potência do samba.

Grande homenageado do enredo, mestre Ciça pontuou que a emoção aumenta a cada ensaio, mas que tudo está se ajustando para uma grande apresentação.

“O ensaio já mostra que falta muito pouco para o carnaval. A expectativa hoje era de um grande ensaio, e ela se confirmou. Daqui até o desfile, essa emoção só tende a aumentar a cada dia. A gente vai ajustando tudo, crescendo cada vez mais, e tem tudo, mais uma vez, para fazer um grande Carnaval”, disse Ciça.

EVOLUÇÃO

Mais uma vez, a Unidos do Viradouro reafirmou por que é considerada referência em organização, evolução e desempenho técnico. A escola apresentou um conjunto grandioso no ensaio realizado na Avenida Amaral Peixoto, desfilando com segurança, fluidez e vibração, preenchendo a larga pista com alegria e energia do início ao fim.

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As alas estiveram bem preenchidas, e cada componente demonstrou pleno domínio de sua função, sem acelerações ou quedas de andamento, o que resultou em uma evolução segura e contínua ao longo da pista, que reproduz as dimensões da Marquês de Sapucaí. Não houve registro de erros ao longo do treino. As alas também se movimentaram lateralmente, com trocas de posição entre os componentes, ocupando toda a extensão da pista, com uma evolução solta.

OUTROS DESTAQUES

A bateria “Furacão Vermelho e Branco”, comandada pelo homenageado mestre Ciça, foi um dos grandes pontos altos do ensaio. Os ritmistas executaram com precisão o paradão que antecede o refrão principal, contribuindo de forma decisiva para o excelente rendimento musical da escola.

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Outro destaque foi a presença maciça do público, que vibrou do início ao fim da apresentação. As alas cantaram e evoluíram com qualidade, demonstrando envolvimento e organização. Em especial, a ala das crianças roubou a cena: abrindo o desfile, os pequenos deram um verdadeiro show de canto, alegria e simpatia, levando o público ao êxtase.

Magia do tambor! Mangueira exibe altos padrões musicais em ensaio de rua

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Por Marcos Marinho e Mariana Santos

A Estação Primeira de Mangueira realizou, na noite do último domingo, seu ensaio de rua na Visconde de Niterói. Embalada por um samba de forte carga simbólica e por uma resposta musical de alto nível, a Verde e Rosa apresentou um ensaio marcado pela excelência da sua ala musical, que sustentou a obra com pulsação, precisão e capacidade de provocar espontaneidade no corpo coletivo da escola. Bateria, intérprete, cantores de apoio e cordas conduziram o samba com categoria, garantindo fluidez à evolução e criando os momentos de maior impacto do treino, enquanto a comissão de frente e o primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira confirmaram alto rendimento técnico e forte identificação com a comunidade. Quarta escola a desfilar no domingo de carnaval, fechando o primeiro dia do Grupo Especial, a Mangueira levará para a Sapucaí o enredo “Mestre Sacaca do Encanto Tucuju – O Guardião da Amazônia Negra”, assinado pelo carnavalesco Sidney França.

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COMISSÃO DE FRENTE

A comissão de frente, coreografada por Karina Dias e Lucas Maciel, apresentou uma construção coreográfica dinâmica, pensada para dialogar com toda a extensão da pista. O grupo é formado por oito bailarinos em ação direta, enquanto outros seis permanecem na retaguarda, prontos para substituições ao longo da apresentação, recurso que garante fôlego, continuidade e precisão na execução.

Acompanhada a partir da cabine espelhada, a comissão revelou um desenho espacial cuidadosamente elaborado. Movimentos espelhados, formações em fila para os dois lados da pista e deslocamentos circulares asseguram que todos os bailarinos se apresentem de maneira equilibrada para as duas cabines, sem privilegiar um único ponto de vista. A coreografia se constrói em constante movimento, sem pausas longas, mantendo a atenção do público do início ao fim.

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Um dos momentos mais marcantes acontece no trecho do samba que evoca “salve o curandeiro”. Nesse instante, surge o pivô central, posicionado no meio de uma roda formada pelos demais bailarinos. Enquanto o pivô gira no centro, o conjunto ao redor também gira, criando uma imagem de forte impacto visual, ao mesmo tempo ritualística e precisa. É um momento de grande beleza cênica, em que música e movimento se encontram com clareza.

Com vigor físico evidente, a comissão canta forte e desenha no corpo as imagens propostas pelo samba. Sem recorrer a excessos, a apresentação se sustenta na energia, na ocupação inteligente do espaço e na leitura direta da obra. Trata-se de um excelente momento do ensaio, que reforça a potência performativa da Mangueira já na abertura do desfile.

MESTRE-SALA E PORTA-BANDEIRA

É impossível acompanhar o ensaio da Mangueira sem perceber a relação de afeto e reconhecimento que a comunidade estabelece com seu primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira. A cada início de apresentação, sobretudo nas simulações de cabine, o entorno reage: aplausos, gritos de incentivo e o coro de “vai, furacão” anunciam a passagem de um casal que, por onde dança, parece fazer vento.

Matheus Olivério dança com uma espontaneidade contagiante. Seu bailado não carrega a rigidez de quem apenas executa uma coreografia; ao contrário, há tranquilidade, domínio e uma sensação constante de naturalidade. A dança parece fluir sem esforço aparente, resultado de entrosamento profundo e de uma leitura madura do cortejo do samba, que ele conduz de forma viva, presente e comunicativa.

Ao seu lado, Cintya Santos se destaca pela precisão e pela força. Seus giros são rápidos, bem definidos, com finalizações seguras. Embora rápido, o giro da porta-bandeira não evoca uma sensação de leveza, mas de presença capaz de abrir espaço e fazer mover o entorno.

Esse aspecto se evidencia de maneira especial na bandeirada final durante a simulação de cabine. O gesto é executado com extrema precisão e potência, afirmando não apenas a qualidade da dança, mas o próprio pavilhão. Há força, clareza e solenidade no modo como a bandeira se apresenta.

A resposta da comunidade confirma o impacto do casal. Não se trata apenas de execução correta de um quesito, mas de uma performance que mobiliza afetos, cria identificação e reafirma o casal, ao lado da ala musical da escola, como quesito de excelência da Mangueira.

“O ensaio da Mangueira é maravilhoso, a energia da comunidade. E ver que o pessoal abraçou o samba, que estão cantando o samba, que é lindíssimo, uma poesia só. Cada ensaio é um aprendizado, e nosso samba está crescendo cada vez mais, a comunidade está descendo o morro e está cantando. Esse ensaio hoje foi perfeito. Na dança, sempre estamos aprimorando, acrescentando. E cada vez que dançamos, acrescentamos um detalhe. A coreografia está montada, está linda, e esperamos que vocês gostem”, declarou a porta-bandeira.

SAMBA E HARMONIA

Se há um eixo que estrutura o ensaio da Estação Primeira de Mangueira, ele passa, sem dúvida, pelo excelente trabalho de sua ala musical. Bateria, intérprete, cantores de apoio e equipe de cordas sustentam o samba com categoria e constroem, na rua, algo que escapa à mera execução técnica: há ali uma dimensão de magia que se manifesta na espontaneidade do mangueirense ao cantar, dançar, interagir com a obra e evoluir na pista.

A bateria imprime uma pegada que envolve e encanta o corpo do componente. O ritmo convida à dança, ao balanço compartilhado, às pequenas coreografias que surgem naturalmente em trechos específicos do samba. Essa resposta orgânica da nação mangueirense é um mérito direto da condução da ala musical: o samba “vai pra frente” porque a música impulsiona, provoca e sustenta esse movimento.

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À frente do carro de som, Dowglas Diniz conduziu a obra com segurança e leitura precisa, destacando-se pela forma clara e firme com que apresenta a melodia do canto. Seu trabalho se soma ao dos cantores de apoio, que executam harmonias vocais refinadas e efeitos sonoros, como o “sacaca” sussurrado, criando camadas e texturas para a obra. O samba ganha profundidade, densidade e variação, mantendo-se vivo e pulsante mesmo nos momentos em que o canto da comunidade ainda não atinge sua plenitude.

Os trechos que funcionam melhor são justamente aqueles em que canto e corpo caminham juntos. No trecho “Salve o curandeiro, doutor da floresta / Preto Velho, saravá”, a escola canta mais, deixa vir gestos espontâneos, desenha a letra no corpo. O refrão principal, que evoca Benedita de Oliveira, mais conhecida como Tia Fé ou, na obra de 2026, “mãe do morro de Mangueira”, é outro ponto consistente da harmonia da escola. A comunidade está com ele na ponta da língua, canta com força e vibra intensamente com o corpo.

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O ensaio também evidenciou que o samba pede maior incorporação coletiva em outros trechos. Não por acaso, a própria letra fala de uma “Mangueira quase centenária” como uma “nação incorporada”. Há, portanto, um trabalho de incorporação em curso, e a ala musical é peça central nesse processo. Isso ficou claro nos dois “paradões” realizados: o canto cresce, evolui, mas ainda pode alcançar patamares mais altos para a excelência no quesito harmonia.

A sensação é a de um samba que não exige apenas voz, mas corpo. Um samba que precisa ser mais incorporado pela comunidade para que suas imagens se projetem com força no canto. Nesse cenário, a ala musical cumpre papel decisivo: é ela quem sustenta a obra, cria as condições para o amadurecimento do canto e provoca a espontaneidade mangueirense. A magia, hoje, nasce principalmente da música. O desafio daqui para frente é fazer com que essa magia se espalhe de forma ainda mais orgânica pelo canto da escola.

EVOLUÇÃO

A evolução da Estação Primeira de Mangueira no ensaio apresentou uma dinâmica claramente demarcada em dois momentos distintos, mas articulados. No primeiro, até a chegada da bateria ao recuo, a escola avançou pela Visconde de Niterói com mais rapidez, ocupando a pista de maneira orgânica, sem atropelos, como quem ganha espaço com naturalidade.

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Após a entrada da bateria no recuo, o ritmo da passagem muda. A Mangueira segue mais cadenciada em sua reta final, desacelerando o deslocamento sem perder regularidade. São dois tempos diferentes de evolução, mas que não se anulam nem se contradizem. Ao contrário: constroem um desenho coerente, em que a escola administra o espaço e o tempo com inteligência, mantendo unidade mesmo diante da mudança de andamento na evolução.

O componente avança a avenida como quem caminha com passos tranquilos rumo ao seu objetivo. Não há tensão visível entre as alas, nem esforço para preencher a pista. A evolução flui, sustentada por uma sensação de entendimento coletivo do ritmo do desfile. É um quesito em trabalho intenso pela escola, e isso já se reflete na rua.

A escola não corre, não trava e não se perde. Avança. E avança com consciência do próprio ritmo.

OUTROS DESTAQUES

A bateria “Tem Que Respeitar Meu Tamborim”, comandada pelos mestres Rodrigo Explosão e Taranta Neto, foi um dos grandes destaques da noite. Logo no início do ensaio, a apresentação trouxe uma abertura marcada pelo uso dos tambores, em clara referência ao enredo, criando um impacto sonoro forte e simbólico. É um começo bonito, que já estabelece o tom ritualístico da obra.

Ao longo do percurso, a bateria confirmou sua excelência com bossas executadas com precisão e clareza. No trecho que reverencia o mestre Sacaca, a bossa apresentada se impõe como um dos momentos mais fortes do ensaio, arrancando respostas imediatas da escola e do público. O trabalho da dupla de mestres da verde-e-rosa é um dos pontos-chave para o alto nível musical que a Mangueira vem apresentando.

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Outro destaque da noite foi a rainha de bateria Evelyn Bastos, que esbanjou samba no pé e presença ao longo de todo o ensaio. Já no fim do ensaio, protagonizou um momento belíssimo com as crianças da comunidade, ensinando passos de sua coreografia e dividindo o samba de forma generosa.

Mais do que um gesto espontâneo, a cena sintetiza o papel de Evelyn como rainha de comunidade. Ao compartilhar o samba no pé com as meninas do Morro de Mangueira, ela reafirma o caráter formativo e afetivo das escolas de samba, oferecendo um exemplo que ultrapassa a performance e se inscreve no cotidiano da escola.

OPINIÃO DO DIRETOR

Para o diretor de carnaval da Estação Primeira de Mangueira, Dudu Azevedo, o desempenho do samba no ensaio confirma o bom momento vivido pela escola, especialmente no que diz respeito à condução musical e à resposta da comunidade. Segundo ele, o trabalho integrado entre bateria, direção musical e carro de som tem sido determinante para a fluidez do canto e da evolução. “A gente vem ensaiando muito e extraindo da nossa musicalidade, do que traz a bateria, da direção musical e do Douglas, uma performance muito boa para a comunidade. O canto cresce e a escola evolui de forma espontânea, se divertindo com o samba”, avaliou.

Na leitura do dirigente, o samba funciona justamente por permitir essa relação orgânica entre música, corpo e interpretação. “É claro que tem hora de marcação, de mão, de giro, porque o samba pede isso. A gente canta e acaba interpretando o que está sendo cantado. Mas o mais importante é ver a escola se divertindo o tempo todo, evoluindo com naturalidade”, explicou. Para Dudu, o momento atual é positivo, mas faz parte de um processo que ainda está em construção. “A gente está muito feliz com o ponto em que estamos hoje, mas é ensaio. A gente está preparando a escola para um grande desfile no dia 15 de fevereiro”, ponderou.

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O diretor também destacou a importância da Visconde de Niterói como espaço estratégico de preparação, por oferecer condições semelhantes às da Sapucaí. “Aqui a gente tem o tamanho da avenida, as cabines de julgamento, as marcações iguais às da Sapucaí. Isso traz solidez para a evolução e tempo de trabalho para chegar bem no ensaio técnico”, afirmou, ressaltando que o ensaio técnico trará um novo patamar para a musicalidade da escola, com som distribuído por toda a pista.

Ao comentar especificamente sobre o que ainda pode ser lapidado, Dudu apontou a incorporação coletiva como um dos principais focos do trabalho. “A gente sempre quer lapidar a espontaneidade do componente. Tecnicamente, hoje o samba tem letra, melodia e funcionalidade. Ele funciona na rua, funciona na evolução. O que a gente segue trabalhando é essa fluência do desfile, esse ponto mais subjetivo da espontaneidade”, disse.

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Segundo ele, esse ajuste vem sendo feito de forma cuidadosa e contínua. “Toda quinta-feira a gente faz ensaios com setores da escola. É quando a gente conversa olho no olho com o componente, explica o quanto a Mangueira quer desfilar, quer passar alegria, cantar e encantar. Não é formar pessoas uma atrás da outra e desfilar. É viver o samba”, concluiu.

Exemplar! Na chuva ou no calor, Portela desfila alma, canto alto, organização e confiança em ensaio de rua

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Por Guibsom Romão e Juliane Barbosa

Após o ensaio do último dia 04 de janeiro, quando provou estar pronta para 2026 mesmo sob chuva, a Portela voltou à Estrada do Portela para subir ainda mais o sarrafo. Desta vez, o desafio foi ensaiar no início da noite de um dia em que as temperaturas quase atingiram os 40ºC, mas a Azul e Branca mostrou que, seja com chuva ou sol, segue obstinada e carregada no dendê. Com o enredo “O Mistério do Príncipe do Bará – A oração do Negrinho e a ressurreição de sua coroa sob o céu aberto do Rio Grande”, desenvolvido pelo carnavalesco André Rodrigues, a Portela continua com o sorriso no rosto, o samba na ponta da língua e sendo cantado em plenos pulmões pela Estrada do Portela, que teve ajustes na iluminação, mas ainda precisa de melhorias, pois continua apresentando trechos de escuridão, sem comprometer o brilho da escola.

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O ensaio contou com a presença ilustre da apresentadora Adriane Galisteu, que foi rainha de bateria da escola de 2000 até 2003 e voltou a desfilar na agremiação em 2023. Desde então, tem vindo à frente da escola, saudando o público na Sapucaí, como fez neste ensaio de rua, ao lado do marido Alexandre Iódice e do filho Vittório.

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Quem também, como sempre, veio à frente da escola cantando e interagindo com o público presente foi a presidência. Junior Escafura e Nilce Fran eram só sorrisos e entusiasmo apresentando a escola.

MESTRE-SALA E PORTA-BANDEIRA

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Mais uma noite brilhante do casal 40 da Azul e Branca de Madureira. Squel e Marlon fizeram uma entrada de gala para o início da coreografia, trocando olhares que parecem selar um pacto de cumplicidade antes da apresentação no trecho da Estrada do Portela que simula um módulo de jurados. Segundo apuração do CARNAVALESCO, a coreografia apresentada já é a oficial do desfile. Ágil, segura e muito bem executada, levantou o público presente, que respondeu com gritos e elogios. Outro ponto alto foi a felicidade estampada no rosto do casal durante toda a dança, visível no sorriso de ambos. Mantendo fôlego, sintonia e regularidade, o casal caminha novamente para a nota máxima na Quarta-feira de Cinzas.

EVOLUÇÃO

O ensaio transcorreu sem intercorrências, apesar do calor intenso mesmo durante a noite. As alas cruzaram a Estrada do Portela com dança constante, impulsionadas por um samba que naturalmente mantém o componente em movimento.

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O cortejo se apresentou fluido e compacto, sem estagnações prolongadas ou correria, mantendo boa ocupação do espaço e regularidade na progressão. Um efeito cenográfico com papéis azul e branco, lançado à frente do recuo da bateria, deu novo fôlego ao componente e ajudou a sustentar o nível da evolução. A sensação geral é de uma comunidade que desfila com orgulho do momento vivido pela escola neste pré-carnaval.

HARMONIA

A escola teve um canto alto, consistente, robusto e com nuances de ponta a ponta, além dos ótimos harmonias que puxam o canto das alas. O público nas grades ajuda demais: a comunidade de Oswaldo Cruz e Madureira comprou o samba e comparece em peso, com o samba na ponta da língua. Mesmo com um cortejo bem grande, o canto se fez forte e animado do começo ao fim.

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É uma escola totalmente satisfeita e apaixonada pelo seu samba. O carro de som, com Zé Paulo Sierra dando um show de simpatia e canto forte, conta com apoios excelentes que conduzem, do esquenta ao encerramento, um canto majestoso, digno de uma Portela confiante em si mesma.

Ao fim do ensaio, o diretor de carnaval Júnior Schall comentou ao CARNAVALESCO a sua avaliação do rendimento da escola neste domingo.

“A gente teve, no domingo passado, uma noite de chuva, e a escola foi abençoada. Hoje nós tivemos uma noite de calor, e a escola se comportou muito bem. A Portela está munida de uma questão de alma muito potente, que já é peculiar, é particular à Portela. Outras grandes instituições também têm, mas a Portela tem isso de uma maneira que hoje está agregando muito à questão técnica. E a gente tem que observar a técnica. Resumindo, hoje a Portela se equilibra muito bem no seu senso de técnica e no seu senso daquilo que é o chão da escola. Entendo que isso faz a diferença num dia de desfile, faz a diferença para um carnaval. E a Portela está de parabéns, mas é um processo em evolução. Eu diria que está em franca evolução. Precisamos, em cada oportunidade, chegar ao ápice, melhorar a matéria de canto num volume mais alto por mais tempo. A matéria de evolução com maior despojamento, agregando justamente a toda essa emoção que já está eclodindo poderosamente de cada ala portelense. Nós hoje temos um ponto excelente de canto e evolução. Porém, ele está sempre num arco de crescimento, é isso que eu quis dizer, tudo numa crescente. Na chuva, nos comportamos muito bem. No calor de hoje, que foi extremo, nos comportamos muito bem. Como eu disse, o portelense entende que ele está muito bem condicionado. A questão técnica e a questão também da emoção diante do samba”, avaliou o diretor.

 

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Fotos: Guibsom Romão e Juliane Barbosa/CARNAVALESCO

OUTROS DESTAQUES

O entrosamento da rainha Bianca Monteiro com a “Tabajara do Samba” vem de outros carnavais, porém ela tem feito um espetáculo com a bateria em uma bossa especial. Na cabeça do samba, a bateria se abre ao meio, abrindo um caminho para ela atravessar. Durante a bossa, a bateria se curva a ela, abaixa e ainda balança o corpo no ritmo da rainha. Um show de sincronia, musicalidade e dança. Segundo apuração do CARNAVALESCO, nos ensaios técnicos, a rainha irá entrar na bateria em cima de um elemento que a eleve e a deixe em evidência.

“Hoje foi um dos melhores ensaios na parte musical. Bastante bacana. Durante o descanso senti um pouco da falta da energia e o time no ensaio foi muito bom e todos já estavam com saudade dessa energia. Graças a Deus, eu tive a procura gigante de muitos ritmistas. Óbvio que a quantidade não significa qualidade. O presidente Escafura não mediu esforços para atender o meu pedido e por isso vamos ter uma bateria grande e tão essencial. A gente tem algo a mais para melhorar um pouquinho aqui e ali. Sempre aquele 99% e faltando 1%. Faço ensaio secreto com a bateria usando a fantasia com a luz apagada e vamos começar esse processo também que eu acho muito importante. Uma coisa é você tocar enquanto está parado e outra coisa é você tocar em movimento. E aqui fazemos uma performance em movimento com a fantasia”, explicou mestre Vitinho.

Avassaladora! Força e alegria dos componentes da Imperatriz são destaques no ensaio de rua

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Por Matheus Morais e Júnior Azevedo

Pisando pela primeira vez na Euclides Faria em 2026, a Imperatriz Leopoldinense reafirmou sua característica avassaladora ao atravessar as ruas de Ramos em seu ensaio de rua do último domingo. Com grande presença de sua comunidade, a escola da Leopoldina teve cada componente cantando com força neste retorno, assim como uma apresentação forte da comissão de frente, comandada por Patrick Carvalho, e com destaque também para o casal de mestre-sala e porta-bandeira da Rainha de Ramos, Phelipe Lemos e Rafaela Theodoro. A Imperatriz leva para o Sambódromo em 2026 uma homenagem ao cantor Ney Matogrosso, desenvolvida pelo carnavalesco Leandro Vieira, com o enredo “Camaleônico”, sobre a obra e as expressões musicais do artista, um dos maiores nomes da música brasileira. A agremiação será a segunda escola a desfilar no domingo de carnaval, primeiro dia em que as escolas do Grupo Especial vão passar pela Avenida.

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COMISSÃO DE FRENTE

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Sob a batuta de Patrick Carvalho, a comissão de frente veio apresentando mais uma vez a coreografia com um bailarino como Ney Matogrosso ao centro, cercado de diversos outros inspirados por ele. A coreografia apresentada foi a mesma dos outros ensaios e novamente trouxe os movimentos característicos de Ney ao longo da apresentação, com destaque para os movimentos com o quadril e os braços, apresentando muito bem o dançarino que representava o homenageado, além da sincronia dos bailarinos ao executar a dança, principalmente diante das cabines do júri, mostrando cada vez mais segurança e consistência do que vem sendo apresentado.

MESTRE-SALA E PORTA-BANDEIRA

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Fotos: Matheus Morais e Júnior Azevedo/CARNAVALESCO

Com mais uma apresentação de gala, o casal vencedor do Estrela do Carnaval de mestre-sala e porta-bandeira em 2025, Phelipe Lemos e Rafaela Theodoro, passou com uma coreografia que misturou muitos movimentos mais livres com o bailado clássico de casal, como os giros e o cortejo de Phelipe para com Rafaela, sendo bem executada por ambos. Houve destaque para a conexão que apresentam e que, mais uma vez, se destacou na dança, principalmente nos momentos em que seguem mais juntos e apresentam o pavilhão da escola para o júri, consolidando o trabalho que já possuem entre si.

SAMBA E HARMONIA

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Pitty de Menezes, mais uma vez, deu um show comandando o carro de som da Leopoldina, com bastante segurança e se deliciando com a obra que a agremiação vai levar para a Sapucaí. A ala musical da escola também foi muito bem durante o treino realizado neste domingo, impulsionando o samba a todo momento. A comunidade cantou forte o samba durante todo o ensaio, mostrando que abraçou o hino de 2026 e o canta a plenos pulmões, com bastante empolgação, independentemente da posição em que o gresilense venha para o desfile.

“Estou muito feliz, de verdade. Um pouco até emocionado, porque hoje foi um ensaio… como vocês costumam dizer muito essa palavra: avassalador. A comunidade está muito feliz, cantando muito, gritando o samba. Não é só a escola desfilando, você vê a comunidade, todo mundo que vem assistir, cantando. É muito emocionante, é muito gratificante. É sinal de que a gente está no caminho certo, de que a gente está no caminho para ganhar esse campeonato. O samba é um samba que explode, é um samba muito cantado. Esse samba, como eu já falei, vai surpreender a Sapucaí, como o samba da cigana surpreendeu. São sambas semelhantes, estruturas bem parecidas. Falem o que quiserem: o importante é que a comunidade de Ramos, a comunidade leopoldinense, está feliz. A gente está sempre aperfeiçoando, analisando os erros, vendo coisas que a gente pode fazer melhor. Eu acho que a gente está no caminho certo. A gente estuda muito, vai para estúdio, fica ensaiando muito durante a semana, não é só sextas e domingos. A gente ensaia terça, ensaia quinta. A gente pega todos os vídeos dos ensaios e analisa. É muito importante quando vocês vêm aqui e fazem os vídeos, porque isso ajuda a gente a analisar. E eu acho que é isso: estamos no caminho certo e vamos conseguir chegar no desfile, se Deus quiser, com excelência nesse samba”, disse Pitty de Menezes.

EVOLUÇÃO

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Avassaladora foi a evolução dos componentes da agremiação durante este primeiro ensaio de rua. A Euclides Faria foi tomada pelos desfilantes com muita alegria e animação, com a comunidade bem solta durante todo o ensaio, dentro de suas alas, com muita irreverência em vários momentos, conforme pede o homenageado do enredo, mostrando que está bastante empolgada. Algumas alas coreografadas passaram muito bem, demonstrando animação e potência do que será apresentado na Sapucaí, com bastante força, e os segmentos, no geral, também passaram bem dentro do tempo do ensaio.

André Bonatte, diretor de carnaval da escola, conversou com o CARNAVALESCO sobre esse primeiro ensaio e o que ainda há para lapidar dentro dos segmentos da escola para o próximo carnaval.

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“Felicidade é o nome do que essa escola está vivendo na plenitude. Você vê componentes felizes, segmentos felizes, a comunidade feliz. Acho que é a soma dessa felicidade, porque é uma troca. O que a gente está na pista para quem está de fora, quem está de fora é feliz com a gente, e essa sinergia, essa questão de todo mundo estar com a mesma proposta, o mesmo pensamento, o mesmo desejo, é o que faz isso aqui dar certo. Eu avalio sempre, e fazemos toda semana uma reunião pós-ensaio, e naturalmente a gente sempre vê pontos para melhorar, e isso é um exercício natural, mas eu sempre penso que, se o desfile fosse amanhã, a Imperatriz estaria pronta nos quesitos de evolução, harmonia, mestre-sala e porta-bandeira. Pelo que a gente avalia aqui, ela estaria pronta para ir para a avenida”, declarou.

OUTROS DESTAQUES

A “Swing da Leopoldina” também marcou bastante este retorno, com uma apresentação muito animada, testando bossas e coreografias com os ritmistas para levar à Passarela do Samba, sob o comando do aniversariante da semana, Mestre Lolo. A rainha de bateria, Iza, não esteve presente neste ensaio de rua.

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Amizade da Zona Leste faz bom ensaio técnico, mas ainda precisa de ajustes para alcançar a excelência

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Por Naomi Prado e Will Ferreira

A Amizade da Zona Leste concluiu seu único ensaio técnico no Sambódromo do Anhembi visando ao Carnaval de 2026. Desfilando em aproximadamente 41 minutos, a agremiação apresentou um bom ensaio; no entanto, ajustes ainda serão necessários até o desfile no Grupo de Acesso 2. A escola será a primeira a desfilar no sábado de carnaval . A Amizade levará para a avenida o enredo “Xangô e Iansã: o casal do dendê no Ilê do Amizade”, assinado pelo carnavalesco Rogério Monteiro.

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COMISSÃO DE FRENTE

A comissão de frente, liderada pelo coreógrafo Renato, optou por um ensaio mais contido, com a execução de passos tradicionais do quesito, deixando em segundo plano uma interpretação mais explícita do enredo. A escolha pode indicar uma estratégia do coreógrafo e dos bailarinos de “esconder o jogo” e revelar a coreografia completa apenas no desfile oficial.

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A ala, vestida com camiseta da escola, parte inferior branca e meias azuis, dividiu-se em dois grupos e apresentou um personagem central que, em determinado momento do ato, integrava um dos conjuntos. Durante a apresentação, a comissão cumpriu o papel de apresentar a escola ao público. Na evolução pela pista, apenas um grupo executava os movimentos, enquanto o outro permanecia parado, alternando as ações ao longo do percurso.

MESTRE-SALA E PORTA-BANDEIRA

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Fotos: Will Ferreira/CARNAVALESCO

Victor Hugo e Pamela apresentaram um bailado de perfil tradicional, com poucas coreografias diretamente ligadas ao enredo. Vestidos de azul, a dupla realizou um ensaio regular e consistente, destacando-se dentro da apresentação da agremiação.

HARMONIA

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Os componentes da Amizade da Zona Leste concentraram o canto principalmente no trecho do samba que menciona “Santa Guerreira”. Nas demais partes da obra, o canto foi mantido, porém em volume mais baixo, o que dificulta a percepção para quem acompanha o ensaio das arquibancadas e possivelmente dificultará para os jurados no dia do desfile oficial.

EVOLUÇÃO

Mesmo desfilando com um contingente reduzido, a escola conseguiu evoluir de forma dançante ao som do samba. A primeira ala, que abriu o setor, apresentou coreografia, enquanto a última ala, encerrando o terceiro setor, desfilou com bandeiras nas mãos.

SAMBA-ENREDO

O samba-enredo foi o grande destaque do ensaio técnico, interpretado pelo estreante Cris Santos. A obra, composta por Turko, Rafa do Cavaco, Maradona, Imperial e Fábio Souza, apresenta uma letra representativa e de forte caráter ancestral.

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A melodia, aliada ao estilo de canto do intérprete oficial, convida a comunidade a cantar e evoluir de forma constante ao longo do desfile.

OUTROS DESTAQUES

A bateria, comandada pelo mestre Vinícius Nagy, chamou atenção ao optar por não entrar no boxe de recuo. Embora o regulamento de 2025 não torne essa entrada obrigatória, o fato se apresenta como um ponto de atenção para 2026, considerando possíveis alterações no regulamento.

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Em alguns momentos, o samba-enredo pede bossas mais marcadas para estimular ainda mais o canto e a evolução da escola e do público. Ainda assim, as bossas executadas foram bem conduzidas.

À frente da bateria estiveram Kah Monteiro, Vanessa Oliveira e Gabriel, que demonstraram entrosamento, samba no pé e elegância nas vestimentas.

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A ala das baianas, vestida de branco acetinado e utilizando colares em forma de fios de contas como acessórios, evoluiu com destaque nos refrões do samba.

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