Penúltima a entrar na avenida, Difícil é o Nome terá dificuldade em permanecer na Série Prata, devido aos diversos problemas em seu desfile. A escola teve muita dificuldade na apresentação do enredo “Nobreza na cor, soberanas na raça… Rainhas do ventre da humanidade”, do carnavalesco Cássio Carvalho, uma homenagem às mulheres negras de diversas etnias, que foram arrancadas da África e trazidas ao Brasil como escravas. Devido à forte chuva que caiu, muitos componentes não apareceram para desfilar, desfalcando alas
inteiras. Para piorar, teve problemas com alegorias e a evolução foi prejudicada.

O samba, de autoria de Fábio Martins, Silas Augusto, Mano Gaspar, Juninho Madureira e Jean Marques, cantado quase solitariamente pelo intérprete Raphael Krek, com participação especial de Pixulé, pois os poucos componentes que desfilaram, mal abriram a boca. Harmonia pouco se viu no desfile. A última alegoria, “Samba e escolas de samba, heranças afrodescendentes na cultura brasileira”, quebrou, provocando um grande buraco ao longo da pista e o esplendor do destaque principal, Paulo César, caiu, o que pode provocar perda de pontos em alegorias. Além disso, o carro teve desfalque de outro destaque.

A Comissão de Frente, com a fantasia de África, de Reis e Rainhas, apresentou-se bem e estava bem vestida, mas, não impactou. O primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira, Douglas Vale e Jack Gomes, com belas fantasias representando a África em sua magnitude, fez uma apresentação correta.



















A Independente da Praça da Bandeira não deixou a chuva atrapalhar a animação e cantou bastante durante a passagem pela Intendente Magalhães. A harmonia e o samba, que foi interpretado por Diego Nascimento, também foram pontos altos do desfile. Os versos mais entoados pelos componentes foram de ‘Sou Mameluco, Toco Um Samba Afrevado’ até ‘A Praça Da Bandeira Levanta Poeira Do Chão’. A Bateria Terremoto, dos mestres Jéferson Broa e Josué Lourenço, que veio caracterizada de ‘O Colonizador Holandês’ também fez bom trabalho. O destaque negativo foi a evolução da escola, que abriu buraco entre a última ala ‘Capoeira’ e o terceiro carro alegórico.




