No dia 5 de fevereiro, o Laboratório da Cápsula – Centro de Inovação do Senac RJ abre suas portas para uma experiência que une Carnaval, tecnologia e criatividade. Profissionais da Economia Criativa poderão participar da Oficina de Carnaval: Adereços e Customização de Fantasias com Impressão 3D, um encontro prático e inspirador para explorar novas possibilidades estéticas e funcionais. O evento é gratuito e será realizado das 13h às 17h, na Av. Presidente Vargas, 62 (em frente à Pira Olímpica). As vagas são limitadas e as pré-inscrições podem ser feitas pelo link: https://bit.ly/49HlbQe
Os participantes deverão levar suas roupas e acessórios para personalizá-los com itens exclusivos produzidos através de impressoras 3D e de corte a laser. A mediação da oficina, que inclui emissão de certificação ao final, será conduzida por três especialistas: a pesquisadora criativa, empreendedora de moda e uma das pioneiras mundiais no segmento de vestuário em impressão 3D, Camila Monteiro; o designer industrial e pesquisador na área de Inovação, Marcelo Massaharu; e, Tiago Lima, que atua no desenvolvimento de projetos e protótipos por meio de modelagem 3D, impressão 3D, prototipagem rápida e processos maker.
Sobre Cápsula – Centro de Inovação do Senac RJ
A Cápsula – Centro de Inovação do Senac RJ funciona como um Hub de Inovação, um ambiente catalisador de ideias e projetos voltados à transformação dos setores do comércio, serviços, turismo e economia criativa. Com atuação orientada por princípios de cocriação, colaboração e experimentação, a Cápsula promove a convergência entre o conhecimento técnico, a prática criativa e as necessidades reais do mercado. A iniciativa promove palestras, workshops, experiências de aprendizado inovadoras, além de consultorias e atendimento para profissionais e empresas, possibilitando a experimentação de tecnologias e o desenvolvimento de produtos, projetos e novos serviços.
Serviço
Oficina de Carnaval: Adereços e Customização de Fantasias com Impressão 3D
Laboratório Cápsula – Centro de Inovação do Senac RJ: Av. Presidente Vargas, 62 (em frente à Pira Olímpica).
Data: quinta-feira, dia 05/02
Horário: das 13h às 17h
Pré-inscrição: https://bit.ly/49HlbQe
Gratuito
Vagas limitadas. A inscrição de participação na oficina é condicionada à pré-inscrição e à ordem de chegada presencial no dia da oficina.
A Liga RJ promove neste final de semana os ensaios técnicos das escolas de samba da Série Ouro para o Carnaval 2026. As atividades abrem a temporada no Sambódromo, no Centro do Rio, entre sexta-feira e domingo, reunindo as 15 agremiações do grupo em três noites de apresentações. Na sexta-feira, os ensaios têm início às 21h. No sábado e no domingo, a programação começa às 18h.
Sexta-feira
21h – Unidos do Jacarezinho
22h – Em Cima da Hora
23h – Unidos da Ponte
00h – Vigário Geral
01h – Unidos de Padre Miguel
Sábado
18h – Botafogo Samba Clube
19h – União do Parque Acari
20h – Unidos de Bangu
21h – União de Maricá
22h – União da Ilha
Domingo
18h – Inocentes de Belford Roxo
19h – Arranco
20h – Império Serrano
21h – Porto da Pedra
22h – Estácio de Sá
Os ensaios técnicos são uma etapa fundamental da preparação das escolas para os desfiles oficiais e, mais uma vez, terão entrada franca. Em 2026, as escolas da Série Ouro desfilam nos dias 13 e 14 de fevereiro.
Operação especial de trens e metrô para os ensaios técnicos da Série Ouro
Para atender ao público dos ensaios técnicos da Série Ouro, que começam nesta sexta-feira, a SuperVia vai operar com trens extras partindo da Central do Brasil na madrugada de sexta para sábado. Estão previstas partidas para Santa Cruz à 0h, 1h45 e 3h30; Japeri à 0h20, 2h e 3h40; Saracuruna à 0h, 1h45 e 3h30; e Belford Roxo à 3h40. No sábado, os trens saem da Central às 22h30 e 1h para Santa Cruz, às 22h50 e 1h10 para Japeri e às 22h30 e 1h para Saracuruna. Já no domingo, haverá partidas às 22h30 e 1h para Santa Cruz e Saracuruna, às 22h50 e 1h10 para Japeri e à 1h10 para Belford Roxo.
O MetrôRio também terá operação especial durante os ensaios técnicos. As estações Praça Onze e Central do Brasil vão funcionar com embarque até 4h na sexta-feira (23) e até 2h30 no sábado e no domingo. Nas demais estações, após o horário regular, o funcionamento será exclusivo para desembarque, garantindo o retorno do público após as apresentações na Marquês de Sapucaí e reforçando o esquema especial de mobilidade para o período de Carnaval.
A Unidos do Viradouro entra na reta final de preparação para o Carnaval 2026 com confiança elevada, alto nível técnico e forte envolvimento emocional com o enredo. A avaliação é do diretor executivo da escola, Marcelinho Calil, que fez um balanço extremamente positivo do trabalho desenvolvido ao longo dos últimos meses, especialmente após mais um ensaio geral realizado na Avenida Amaral Peixoto, em Niterói.
Segundo Calil, o processo de construção do desfile seguiu todas as etapas necessárias, respeitando o tempo de amadurecimento da escola até alcançar o patamar desejado para o período decisivo da temporada.
“O balanço, sem dúvida alguma, é o melhor possível. A escola já tem na Amaral Peixoto a sua casa. O processo, como eu sempre falo desde quando começamos lá em outubro, tem cada etapa a ser cumprida, o seu período de amadurecimento. A gente chega em janeiro praticamente pronto, na minha concepção, com o nível de exigência que a gente está acostumado”, afirmou.
O dirigente destacou ainda o alto padrão técnico apresentado pela vermelho e branco de Niterói, além da força emocional que envolve o enredo e o samba da escola para o próximo desfile.
“Tecnicamente, a escola está em um nível altíssimo. Esse é um enredo e, consequentemente, um samba que nos proporciona um fator de emoção muito forte. A escola está vibrando com o enredo, com o samba e feliz por ser Viradouro e mais ainda por cantar uma homenagem em vida a um dos maiores mestres de bateria da história do carnaval”, completou.
Ensaio ‘redondo’ e ajustes mínimos
Ao avaliar o ensaio mais recente, Marcelinho Calil não economizou elogios e classificou a apresentação como espetacular, ressaltando a regularidade da escola nas últimas atividades.
“Foi espetacular. A gente vem muito redondo nos últimos ensaios. O que se tem a ajustar é em um campo mínimo, muito mais interno do que externo”, explicou.
Para o diretor executivo, a escolha da Avenida Amaral Peixoto como local de ensaios tem sido fundamental para o desempenho da escola, já que a configuração do espaço se assemelha bastante à da Marquês de Sapucaí.
“A gente consegue trazer na Amaral Peixoto um número de componentes muito parecido com o da Sapucaí e tem nessa avenida uma configuração muito parecida com a Marquês de Sapucaí, de forma que a escola consegue, de fato, desenvolver quase na sua plenitude o que acontece no desfile. O ensaio foi espetacular, redondinho”, analisou.
A Rosas de Ouro estreou na temporada de ensaios técnicos com um astral muito diferente de anos anteriores. A conquista do título após amargar os dois piores resultados de sua história representou uma grande virada, como diz um verso do samba campeão, e transformou a angústia de outrora em sorrisos radiantes e confiança em um futuro esplendoroso. O anseio de emendar um bicampeonato existe e se reflete em sua comunidade, que saiu vibrante do Sambódromo do Anhembi no último sábado, após atravessar a Avenida. A Roseira será a quinta escola a desfilar pelo Grupo Especial no dia 13 de fevereiro, com o enredo “Escrito nas Estrelas”, assinado pelo carnavalesco Fábio Ricardo. O CARNAVALESCO conversou com alguns componentes da comunidade da Brasilândia para saber como se sentem em relação às expectativas para o próximo desfile e à preparação da escola na busca pela nona estrela para o seu pavilhão.
Josiane Ferreira Leite, 46 anos, 32 de Rosas de Ouro, coordenadora do carro abre-alas: “Eu acho que até o dia 13 (de fevereiro), quando a gente entrar, devemos comemorar o Carnaval de 2025. Tenho certeza de que a minha escola vem para buscar o bicampeonato, nós estamos confiantes nisso. A escola vem em uma união muito grande e eu acho que isso faz toda a diferença. Nós viemos com ensaios em alas específicas, ensaios de sexta, ensaios de domingo, e a gente pode ver aqui, no ensaio técnico, que a escola vem brigar pelo bicampeonato”.
Ricardo Ramalho, 45 anos, 25 de Rosas de Ouro, diretor da ala Roseira Real: “Hoje eu fiquei muito feliz com o nosso canto aqui. Pelo menos aqui na Avenida, foi maravilhoso. Isso é mérito de todos os ensaios que a gente está fazendo. O projeto é de muito sucesso. A ala está completa já faz alguns meses, graças a Deus. Claro que a questão do título também ajudou a trazer muito mais gente, agregar muita gente nova, com gás novo, aprendendo com a gente no dia a dia, de ensaio em ensaio. Quando toca 2025 ainda na quadra, bate o coração mais forte. A escola está linda, fantasias maravilhosas, os carros impecáveis, a ‘vibe’ está muito gostosa. Esse foi o nosso primeiro teste, vamos ajustar algumas coisas ainda que a gente tem que melhorar. A gente vai observando e vai melhorando para vir no dia 31 e arrebentar”.
Padilha Junior, 48 anos, 30 de Rosas de Ouro, diretor da Ala das Baianas: “Eu falo assim: por eu ser da minha escola, eu comemoro até as derrotas, para a gente arrumar o nosso erro no ano seguinte. Mas é claro que, por termos ganhado no ano passado, este ano a gente vem com outro gás, com uma outra vitória depois de 15 anos. A gente vem com a vontade de não descer nunca mais, então viremos sempre comemorando a cada dia, a cada ensaio, a cada progresso, a cada briga com nossos componentes, e isso faz parte. Nós estamos fazendo um trabalho já há uns quatro anos. Conseguimos sucesso no ano passado e a gente está melhorando este ano, que é essa a nossa função”.
Fotos: Lucas Sampaio/CARNAVALESCO
Renato Fuskão, 41 anos, diretor da “Bateria com Identidade” há 12 anos: “A gente está trabalhando bastante. Como todo mundo sabe, defender o título do carnaval de São Paulo é bem difícil. É lógico que a gente comemorou até onde podia comemorar, mas trabalhando firme para o Carnaval de 2026. Posso falar que, no caso da bateria, estamos ensaiando já fazem seis, sete meses. A escola vem com um trabalho muito forte de canto, está trabalhando e, se Deus quiser, se Deus abençoar e a gente for competente, vamos em busca do bicampeonato, que é o que a gente quer. A escola, graças a Deus, está muito bem estruturada, tanto no trabalho de canto, seja harmonia e evolução, como no trabalho do barracão, que está muito bem, graças a Deus, com bastante coisa adiantada. A escola está numa ‘vibe’ muito boa, podemos dizer que os nossos ensaios estão dizendo isso, e hoje, no ensaio técnico, conseguimos mostrar o que a gente é capaz de fazer novamente”.
A Colorado do Brás fez no último domingo o primeiro ensaio técnico no Anhembi para se preparar para o desfile oficial do Carnaval de São Paulo de 2026. Todos viveram uma noite de surpresa positiva, já que, apesar da previsão de chuva, o tempo se manteve firme na avenida, o que sempre favorece o desempenho dos componentes durante a apresentação, dando mais chances para uma evolução fluida e um canto de samba forte.
A Colorado do Brás vem apostando alto com um samba-enredo que conquistou a avenida e é considerado um dos favoritos de São Paulo. Com o título “A Bruxa Está Solta! Senhoras do Saber Renascem na Colorado!”, a obra tem se destacado pela força melódica e pela boa recepção entre os componentes.
Carlos Eduardo Andrade de Souza, 38 anos, mas, como ele mesmo diz, “com esse nome ninguém vai saber que sou”, conhecido no universo do samba como Acerola de Angola, o mestre de bateria fala sobre os desafios de comandar a ala para um samba de pegada tão lúdica.
Foto: Felipe Araujo/Liga-SP
“O mais difícil é tocar o ritmo de bruxa, porque a gente não tem um ritmo. No passado, era muito mais fácil, porque a gente falava de Filhos de Gandhi, era uma coisa muito mais musical, era uma coisa menos ritmada. A gente teve que dar uma pesquisada maior, mas vão ter várias surpresas lá. Vai ter a questão de a gente fazer meio que um rock and roll com a escola, que é mais do lado da bruxa, e vai ter outras coisas também que a gente não apresentou hoje, mas vão ser apresentadas nos próximos ensaios, que são mais ritmadas com o enredo”, exemplifica.
Já está há três anos na escola e, para o Carnaval de 2026, virá pela ala 7, denominada “Amores Proibidos do Colorado do Brás”, Daniela Ribeiro dos Santos, 41 anos, nota que a energia do ensaio técnico e dos encontros no barracão tem sido alta: “A energia e a evolução estão muito boas, todos estão entusiasmados. Está tudo dando certo, graças a Deus, e a gente vai ganhar nesse Carnaval de 2026. A gente estava esperando chuva hoje, é o que estava previsto, mas, graças a Deus, não choveu e deu tudo certo”, completa.
Foto: Ana Carla Dias/CARNAVALESCO
Toda essa felicidade também chega até Luana Michele, 45 anos, que está vivendo um grande momento durante os desfiles: “O tema é incrível, a escola vem com muita energia boa, falando de bruxaria, feitiçaria e das mulheres. Está homenageando muitas mulheres feiticeiras, curandeiras e empoderadas. A Colorado já vem há alguns anos com temas diferentes, e este ano é um tema ainda mais diferente, e o carnavalesco está brincando muito, então terá muito efeito”.
Sobre as expectativas para o desfile oficial, Luana não mede palavras e demonstra confiança na postura da escola, que vem ensaiando arduamente: “A gente vem fazendo um trabalho bem legal, certinho, ensaiando. Estou com o meu parceiro Marcos no destaque de musos da escola, estamos sempre presentes nos ensaios, até agora não faltamos em nenhum. Hoje foi muito positivo, dentro do que estamos acostumados, então tem tudo para dar certo. Se Deus quiser, vai ser um carnaval lindo”, completa a musa.
Foto: Ana Carla Dias/CARNAVALESCO
Seu parceiro, Marcos Vinícius Góes do Nascimento, 35 anos, também muso da Colorado, fala da comunidade aguerrida que está dentro da escola: “A gente quer o melhor da Colorado, a gente ensaia na rua, a gente pega sol e chuva e não desiste. Temos o privilégio de ter um carnavalesco sonhador, que sonhou com um enredo mágico, por meio da alusão às bruxas. Para este carnaval, ele traz uma mensagem tão importante, que é a voz da mulher, a mulher liberal, a mulher que pensa, a mulher que pensa diferente das normas. Inclusive, isso está dentro da letra do samba, e foi verdade no passado e é verdade ainda hoje”. Assim como sua parceira e vários integrantes da escola, Marcos já mostra sua fantasia no ensaio, em uma escola que pretende chamar atenção com monstros na avenida: “A plástica da Colorado está incrível. Tenho certeza de que vocês vão ver algo muito diferente na avenida, de tudo o que já viram. Estou muito feliz de fazer parte desse momento da Colorado”, afirma.
A Unidos do Jacarezinho realizou seu ensaio de bateria no Setor 11 da Marquês de Sapucaí. A escola, que subiu da Série Prata, vai abrir os desfiles na Marquês de Sapucaí na sexta-feira de Carnaval, com o enredo “O ar que se respira agora inspira novos tempos”, homenageando o cantor e compositor Xande de Pilares, retornando à Passarela do Samba após mais de uma década. A bateria “Show Mil” esteve presente em peso para a realização do ensaio, sob o comando de mestre Rafael Pelezinho, realizando o reconhecimento do solo sagrado da Sapucaí. Além disso, a ala de passistas também realizou seu ensaio.
Rafael Pelezinho conversou com o CARNAVALESCO sobre a realização do ensaio no Setor 11 da Avenida, ressaltando a importância de trazer a bateria para este momento, já visando acertar detalhes para o ensaio técnico e para o desfile da agremiação. O mestre reforçou ainda que está muito empolgado e feliz com este momento tão importante para ele: conduzir a bateria da sua escola de coração, apostando nas marcações como o grande destaque da “Show Mil” em 2026.
Fotos: Matheus Morais/CARNAVALESCO
“Para mostrar um pouco do que a bateria do Jacarezinho está fazendo e também fazer uma prévia para o ensaio técnico, que será no dia 23 de janeiro. É difícil falar em qual naipe estamos apostando mais, mas creio que seja nas marcações, justamente pelas bossas, que são bossas de explosão, em que os surdos de primeira, segunda e terceira vêm para dar aquele molho e aquele swing na bateria”, destacou.
Entre paradinhas e bossas, Pelezinho pensou para a bateria do Jacarezinho algo mais ligado à melodia do samba. Ele contou que planejou duas bossas e acredita que uma delas vai conquistar os espectadores da Sapucaí: uma bossa com pagode, na linha do homenageado Xande de Pilares. Segundo o mestre, tanto essa quanto a outra bossa serão os trunfos da bateria.
“A melhor coisa é ter um samba com uma melodia boa, porque não só eu, como mestre de bateria, mas também junto com os diretores, pudemos fazer essas duas bossas maravilhosas que vocês vão escutar no dia 23 de janeiro e no dia 13 de fevereiro. E a que vai conquistar, creio que seja a do pagode, porque não tem como fazer bossas e não ter uma roda de samba no meio da bateria. Não fizemos hoje, mas no ensaio técnico nós iremos abrir a bateria na bossa do pagode; a roda de samba vai vir no meio, junto com a nossa rainha e o nosso rei de bateria”.
Por fim, o mestre pontuou o que esperar da Rosa e Branco neste retorno à Sapucaí, onde desfilou pela última vez em 2013, ficando mais de uma década longe do chão sagrado da Passarela do Samba.
“Podem esperar muita empolgação, muito samba no pé e a comunidade toda cantando esse samba maravilhoso do Jacarezinho”, encerrou.
A areia da Praia de Copacabana será tomada pelo ritmo do samba no final da semana. Após o sucesso de público na abertura, o Fan Fest Rio Capital do Carnaval retorna com uma programação especial para quem já está no clima da folia. Com shows, experiências imersivas e oficinas carnavalescas, o público poderá sentir nos próximos dias um pouco do clima que antes era exclusivo da Marquês de Sapucaí.
Os portões reabrem na sexta-feira, às 17h, com atividades que colocam os espectadores para sentir na prática como é fazer parte de um desfile do Grupo Especial, aprendendo sobre a dinâmica de uma bateria, de um casal de mestre-sala e porta-bandeira e de outros setores fundamentais do Carnaval. Para a rainha de bateria da Mangueira, Evelyn Bastos, caberá a missão de ensinar a arte do samba no pé, enquanto Gabriel da Muda contagia com a roda de samba. No sábado (24), a partir das 14h, a programação conta com aulas de Mayara Lima e Aline Maia, além da apresentação de Pretinho da Serrinha e Marcelo D2.
Já o domingo promete arrastar uma multidão pela Avenida Atlântica. A atual campeã do Rio Carnaval, Beija-Flor de Nilópolis, desfila pela orla, com direito a todos os principais segmentos, como comissão de frente, casal de mestre-sala e porta-bandeira, bateria, passistas, ala das baianas e velha-guarda, além dos componentes da comunidade e dos cantores oficiais. Dentro da arena, o Paraíso do Tuiuti comanda o ritmo no palco, seguido pela roda de samba Cozinha Arrumada + SIBC.
Para retirar o ingresso gratuitamente, basta acessar o aplicativo oficial do Rio Carnaval, disponível para Android e iOS. A programação completa pode ser obtida na página @riocapitaldocarnaval no Instagram.
Superbateria entra para o GUINNESS WORLD RECORDS™
A abertura do Fan Fest, na última terça-feira, reuniu cerca de 10 mil pessoas na Praia de Copacabana. O cartão de visitas já começou com um recorde histórico: foi formada a maior bateria do mundo, uma superbateria, que reuniu 1243 ritmistas de todas as agremiações do Grupo Especial. No palco, Neguinho da Beija-Flor brilhava com sambas históricos, acompanhado pelo samba das rainhas oriundas de comunidade: Lorena Raissa, Bianca Monteiro, Mayara Lima e Evelyn Bastos.
“É sempre um momento especial poder reconhecer as artes carnavalescas. Dessa vez, pudemos celebrar os nossos ritmistas. É um privilégio poder reunir 1.243 ritmistas na Praia de Copacabana, que nunca tocaram juntos e, de primeira, eles simplesmente acertaram tudo. Viver uma bateria de escola de samba já é algo incrível. Com tantos músicos assim, então, com essa energia e talento, é algo indescritível”, comemorou o presidente da Liesa, Gabriel David, após a homologação do recorde pelo GUINNESS WORLD RECORDS™.
CARNAVAL FAN FEST 2026
O quê: Rio Capital do Carnaval Fan Fest – um mês de shows, aulas e experiências imersivas
Onde: Praia de Copacabana, Rio de Janeiro
Quando: de 20 de janeiro a 21 de fevereiro de 2026
Quanto: gratuito
Como participar: acesso mediante cadastro facial prévio no APP do Rio Carnaval
Mais informações: @riocapitaldocarnaval no Instagram
David Brazil começou desfilando na Ala dos Artistas e, desde então, vem nutrindo uma relação de paixão com a agremiação. Em 30 anos de Grande Rio, o apresentador cumpriu diversas funções, entre elas a de figurante de carro alegórico, destaque e até mesmo rei de bateria. Atualmente, David atua como promotor da escola e é responsável por convidar pessoas para agregar em postos como o de musa e rainha de bateria, como foi feito com Virgínia Fonseca.
“Já tem uns 30 anos, eu saía na ala dos artistas. Eu fui me apaixonando, fui evoluindo. Depois da ala, desfilei ‘trepado’ no carro alegórico, como figuração, depois fui para semi-destaque, depois fui para destaque, depois fui para muso, depois fui para rei de bateria. É uma longa história”, conta David Brazil.
O promotor afirma que não enfrenta muitas dificuldades em trazer musas e rainhas para a escola: basta o convidado querer e estar disposto a se dedicar durante o processo. “Tudo é uma conversa, tudo é um convite, aí a gente vê a disponibilidade. Não tem sufoco, não; elas aceitam e vêm”, afirma o apresentador. Além disso, ele também citou a participação crucial de Jayder Soares, presidente de honra, nas escolhas.
David destacou que é tradição da Grande Rio levar celebridades para os desfiles na Sapucaí, o que a fez ser apelidada de “a escola dos artistas”; portanto, não seria diferente em 2026. Entre os nomes de peso que já desfilaram com a agremiação, estão Susana Vieira, Grazi Massafera, Regina Casé, Xamã, Deborah Secco, entre outros.
A chegada de Virgínia Fonseca ao posto de rainha de bateria deixou muitas pessoas surpresas. David contou como surgiu a ideia de convidá-la: “Eu já a conhecia e, assim, nunca imaginei que ela seria rainha de bateria. Um dia, o Jayder, o dono da escola, viu ela lá no programa dela e ele falou, do nada: ‘Ah, eu quero a Virgínia’. Eu falei: ‘Como é que é, menino?’. E ele: ‘Eu quero a Virgínia’. Aí eu fui, fiz o convite; ela pensou, disse que ia ver a agenda, mas que queria estar presente, que queria ajudar. No final, deu tudo certo”.
Ele também revelou que a agremiação tem poupado a rainha de bateria de participar de alguns ensaios para evitar tumulto e reforçou que, apesar de a influenciadora estar comprometida com a posição, a logística e a segurança são delicadas. “As pessoas focam só nela e só na Grande Rio. Se você ver, tem várias rainhas que não vão, que não comparecem. E ela não está aqui hoje porque está presa lá em Dubai, e o Jayder, o dono da escola, é quem chega e fala: ‘Virgínia, amor, não vem no domingo, não. Virgínia, você não vem na terça-feira, não, por favor’. É o Jayder que diz. Aqui para o ensaio, ela já estava pronta para vir, com o look pronto. Ele que pediu: ‘Não faz, não, porque vai ser muito tumulto hoje. Não vai, não’”, afirma o apresentador.
David Brazil comentou também sobre as expectativas para a performance da empresária na Sapucaí e rebateu as críticas e comparações entre Virgínia e rainhas de bateria, como, por exemplo, Viviane Araújo, que já ocupa esse posto há muitos anos. Ele diz que isso é “maluquice”, justamente por se tratar do primeiro ano da empresária. “Bom, ela se joga, mas ela entrega. Ela é babadeira! Eu acho que não dá para comparar a Virgínia com a Paolla Oliveira, que já está há 10 anos. Tem um povo maluco nas postagens da Viviane, que está há 20 e poucos anos como rainha: ‘Aprende, Virgínia’. Que maluquice, gente! É o primeiro ano da menina, já querem comparar com a Viviane? Nossa, pelo amor de Deus, né?”, diz o promotor.
Além disso, David respondeu à cobrança do público sobre trazer mais rainhas e musas da comunidade, em vez de celebridades: “Quem conhece carnaval, quem é do mundo, sabe que o perfil da Grande Rio sempre foi esse. O Jayder Soares sempre foi de ter pessoas famosas lá na frente. Então, não adianta estar nessa de ‘ah, coloca uma rainha lá da comunidade’, porque o Jayder não quer, gente. É como se fosse a única escola que tem uma famosa na frente. Tem tantas, mas eles focam na Grande Rio. Que loucura! Vão cuidar das escolas de vocês”, completa o apresentador.
A Liga-RJ, entidade que representa as escolas de samba da Série Ouro, divulgou uma nota oficial manifestando forte discordância e preocupação com o atual modelo de organização e credenciamento do Carnaval 2026 na Marquês de Sapucaí. O posicionamento denuncia exclusão de sambistas, trabalhadores e da imprensa especializada, aponta um processo de elitização da festa e cobra mais transparência, isonomia e respeito ao caráter popular de um espaço público que, segundo a entidade, pertence ao povo.
Veja a Nota oficial da Liga RJ em conjunto às suas 15 filiadas
A LIGA RJ, entidade que representa as escolas de samba da Série Ouro, vem a público manifestar sua discordância e profunda preocupação com o atual modelo de organização e credenciamento adotado para o Carnaval 2026 no Sambódromo da Marquês de Sapucaí.
As agremiações da Série Ouro não concordam com um sistema que, na prática, exclui sambistas, dirigentes, trabalhadores do Carnaval e veículos de imprensa especializados, enquanto libera centenas de credenciais para influenciadores digitais, convidados sem vínculo com o samba e amigos pessoais de pessoas influentes. Tal modelo afasta justamente quem constrói, sustenta e preserva a essência do Carnaval.
Causa indignação às escolas o fato de segmentos historicamente ligados ao samba, como a imprensa carnavalesca independente, fotógrafos, comunicadores populares e sambistas das próprias agremiações, estarem sendo impedidos de acessar a Sapucaí, enquanto pessoas sem qualquer relação com a cultura do samba circulam livremente por um espaço público.
As agremiações da Série Ouro não concordam com a progressiva elitização do Carnaval, que contraria sua natureza popular. As escolas da Série Ouro lutam para manter o Carnaval como uma festa do povo, com valores justos de ingressos, porém o modelo atualmente adotado exclui o verdadeiro sambista e as comunidades, tornando o acesso cada vez mais restrito. Soma-se a isso a proibição de entrada do público com alimentos e bebidas, obrigando o consumo de produtos de uma única marca, criando situação de monopólio em espaço público, além de outros contratos comerciais que elitizam o evento, quando o Carnaval deveria ser popular, democrático e acessível.
A Marquês de Sapucaí pertence ao povo, e o Carnaval é um patrimônio cultural popular, não podendo ser tratado como evento seletivo, elitizado ou guiado por interesses comerciais. O modelo atual afasta quem constrói o espetáculo e compromete a transparência, a pluralidade cultural e o caráter democrático da festa.
Nesse contexto, a LIGA RJ defende que o credenciamento seja realizado de forma separada por cada liga, respeitando a autonomia de cada grupo. Assim, as credenciais emitidas por cada entidade devem ter validade restrita aos dias de seus respectivos desfiles, permitindo que as escolas da Série Ouro credenciem sambistas, profissionais e veículos de imprensa carnavalesca que tiveram seus pedidos negados, garantindo acesso legítimo a quem vive e divulga o samba.
Causa profunda indignação às agremiações da Série Ouro o fato de que o GRES Unidos do Porto da Pedra, escola integrante do grupo e com grande relevância no carnaval, tenha solicitado formalmente a aquisição de um camarote no Sambódromo, demonstrando plena disposição para arcar com todos os custos envolvidos, e tenha tido seu pedido simplesmente negado, sem qualquer explicação técnica, administrativa ou contratual. Esse episódio escancara uma realidade de desigualdade e abuso, evidenciando tratamento discriminatório entre as agremiações, em flagrante violação ao princípio da isonomia e configurando restrição arbitrária de acesso a um bem público, incompatível com o espírito democrático do Carnaval.
A LIGA RJ também reforça a necessidade de revisão do contrato de concessão do Sambódromo, uma vez que seus efeitos práticos vêm gerando desequilíbrios, exclusões, privilégios e restrições incompatíveis com a natureza pública do espaço.
É fundamental lembrar que a Administração Pública deve observar os princípios da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência, previstos no artigo 37 da Constituição Federal, garantindo que todas as ligas sejam tratadas de forma isonômica, sem favorecimentos e sem qualquer tipo de subordinação entre entidades privadas que utilizam um bem público.
Esta nota não tem como objetivo atacar ou desqualificar qualquer instituição. Seu propósito é tornar público o posicionamento das agremiações da Série Ouro, construído de forma democrática, após plenária realizada no dia 21 de janeiro de 2026, quando os Presidentes e representantes escolas de samba deliberaram, de maneira coletiva e soberana, sobre os temas aqui expostos.
A LIGA RJ e as agremiações da Série Ouro reafirmam sua confiança, respeito institucional e total apoio à RIOTUR, reconhecendo o papel fundamental do órgão público na organização do Carnaval e acreditando que sua atuação será decisiva para corrigir distorções, garantir isonomia e recolocar o povo no centro do maior espetáculo cultural do país.
As escolas de samba da Série Ouro seguem unidas em um princípio inegociável: o Carnaval é do povo, para o povo, e deve permanecer fiel às suas raízes populares.
Desde quando os Gaviões da Fiel anunciaram “Vozes Ancestrais Para Um Novo Amanhã” como enredo para 2026, uma dúvida que por vezes aparece em desfiles da “Torcida Que Samba” por conta de uma tradição da escola voltou à tona: como fazer um desfile com temática indígena sem utilizar a cor verde em nada? Para responder a tal questão, a reportagem do CARNAVALESCO conversou com Julio Poloni e Rayner Pereira, carnavalescos dos Gaviões da Fiel, na Festa dos Protótipos dos Gaviões da Fiel para 2026.
A escola de samba Gaviões da Fiel nasceu ligada à torcida organizada do Corinthians de mesmo nome. Ao contrário de outras agremiações carnavalescas ligadas aos adeptos de um clube na cidade de São Paulo, entretanto, a diretoria que cuida do Carnaval e das atividades mais próximas do futebol é a mesma.
O maior rival do Corinthians é o Palmeiras, e a rivalidade é levada muito em conta nos Gaviões. Existem diversas placas que informam que é terminantemente proibido o uso de verde (cor do arquirrival) nas dependências da quadra da instituição, no Bom Retiro, Centro de São Paulo. No banheiro, placas alertam para que todos mantenham a boa higiene do local, já que ninguém no local é porco – um dos mascotes do clube da Barra Funda.
Apesar de tais mensagens, é importante destacar que a relação entre as diretorias de Gaviões da Fiel e Mancha Verde (escola de samba que surgiu por meio de uma torcida organizada do Palmeiras) em todos os eventos carnavalescos é bastante amistosa, assim como são as relações entre todas as escolas de samba ditas desportivas – ou seja, que surgiram de uma torcida organizada que acompanha um clube de futebol.
Enredo com múltiplos caminhos
Rayner destaca que, mesmo com uma temática originária, uma cor não limita o trabalho: “A primeira coisa que me vem à cabeça é o porquê que tem que ter essa cor. A gente está dentro de um Carnaval em que a gente tem inúmeras possibilidades e formas de trabalhar o nosso modelo de enredo. Isso é o de menos dentro do que a gente vem buscando. Claro, a gente sabe que é uma cor característica do enredo que a gente vem falando, mas a gente está dentro do Carnaval, a gente está dentro de um concurso, de um prêmio que a gente quer levar. Por que não arriscar com alguma outra cor, com algum outro modelo de efeito que a gente pode usar?”, indaga.
O próprio carnavalesco, aliás, promete que ninguém sentirá falta de nada: “Por sinal, fica a dica: a gente está usando muito efeito. Vocês não vão sentir a menor falta de determinada cor – e acredito que vai ficar ainda muito melhor”, garantiu.
Fio condutor misterioso
Julio destacou que tais desafios motivam a dupla de carnavalescos dos Gaviões: “A gente gosta de propor o diferente até nessas soluções criativas para não utilizar essa cor específica. Na verdade, esses desafios fazem parte do nosso dia a dia – e a gente gosta disso. Nesse ano, propriamente, a gente, obviamente, não vai usar a cor – mas a gente tem uma justificativa dentro da narrativa do enredo para não utilizá-la. A gente não vai abrir por enquanto porque a gente teria que explanar alguma das cores que a gente vai utilizar por aí e nós queremos fazer surpresa, mas a gente falou aqui na apresentação de hoje sobre o ‘tempo do sonho’. A floresta que a gente retrata é uma floresta que a gente visualiza a partir do transe de Yakoana. Isso significa que é uma visão a partir do transe, a partir do sonho”, comentou.
Citada no enredo e também na obra vencedora da final de samba-enredo dos Gaviões da Fiel para 2026, Yakoana é o nome de uma árvore que produz uma substância alucinógena – conhecida pelo mesmo nome. Tal líquido permite que determinados guerreiros indígenas adentrem em uma nova realidade.
O próprio carnavalesco conclui: “Nada precisa ser realista e concreto como a realidade. É no Carnaval que a gente tem esse caminho de ter essa liberdade de retratar o mundo, à moda Gaviões da Fiel. Essa cor não faz falta alguma”, finalizou.