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Paulo Pinna exalta Rosa Magalhães e celebra impacto do trabalho da artista no mundo do samba

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O CARNAVALESCO conversou com o coreógrafo da comissão de frente do Salgueiro, Paulo Pinna, sobre o projeto de 2026, ano em que a escola celebra a vida e a obra da antológica carnavalesca Rosa Magalhães. Na conversa, ele comentou sobre a apresentação do minidesfile.

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Foto: Gabriel Radicetti/CARNAVALESCO

“A gente fez uma coreografia e uma proposta para que toque no coração das pessoas, não só com homenagem às escolas, mas também no figurino dos bailarinos, que remete a um personagem que ela sempre trazia, a Arlequina. A Arlequina é um personagem universal e que representa muito bem o carnaval”, disse Paulo.

No minidesfile, Paulo deu um gostinho da homenagem para Rosa Magalhães. “Fizemos um truque de troca de roupa para mostrar os pavilhões em que a Rosa trabalhou”, antecipou.

O artista da dança também abordou a parceria da carnavalesca com o coreógrafo Fábio de Melo na Imperatriz Leopoldinense, na última década do século XX, em comissões de frente que redefiniram a história do carnaval carioca.

“A Rosa e o Fábio revolucionaram e modificaram as comissões na década de 1990. Não tem como não homenageá-lo falando de Rosa, seja num desenho coreográfico, numa movimentação ou em algo que você olhe e pense: ‘caramba, é muito o que ele faria’. Isso vai estar presente em todos os momentos, seja aqui, seja no ensaio técnico, seja no desfile oficial, no ensaio de rua”, explicou.

Paulo Pinna celebrou ainda o impacto do trabalho de Rosa Magalhães no mundo do samba e em uma geração inteira de criadores.

“Quando a gente para para pensar em Rosa Magalhães e falar sobre Rosa Magalhães no Carnaval, vai além do Salgueiro, da Imperatriz, da Vila Isabel. A Rosa é além do carnaval. Ela foi a carnavalesca que conseguiu ter essa comunhão de foliões e artistas que se inspiraram no trabalho dela para fazer o carnaval ser diferente. Falar de Rosa é festejar o carnaval, a comunhão de todas as escolas”, finalizou o coreógrafo.

Canta Maricá o que a baiana tem! Componentes da escola estão com o samba ponta da língua

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O CARNAVALESCO conversou com a comunidade e a equipe da União de Maricá sobre o canto forte da escola para o Carnaval 2026. A satisfação e a entrega da comunidade não são por acaso, mas fruto de investimento pesado e do trabalho incansável de sua equipe, como reforçou uma das novas contratações da escola para 2026, o intérprete Zé Paulo Sierra.

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Foto: Gabriel Radicetti/CARNAVALESCO

“A escola vem mostrando uma evolução e um entendimento do que precisa ser feito. A direção montou um time sólido e experiente para acertar algumas coisas e, assim, colher os frutos do que está sendo plantado. O Mauro, com seu time de harmonia, tem feito um trabalho fantástico e incansável, ala por ala. O resultado é uma escola cantando o samba por inteiro, com a mesma intensidade do início ao fim”, apontou o artista.

Mesmo estreante na agremiação, o diretor de harmonia, Mauro Amorim, contou que as bases para o resultado apontado por Zé Paulo são construídas durante os recorrentes ensaios.

“A gente está trabalhando muito. Já estamos no nosso quarto ensaio de rua, fizemos seis ou sete ensaios de quadra de canto e temos um planejamento muito grande de ensaios até o carnaval. A gente sabe do nosso desafio, sabe do tamanho do nosso trabalho, mas é aquilo: a gente precisa trabalhar, trabalhar, trabalhar, ensaiar, ensaiar, ensaiar, e vamos fazer muito isso até o carnaval”, garantiu o profissional.

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Mauro comentou ainda sobre a gratidão que sente por cada componente que se dedica à agremiação.

“Eu pedi para cada diretor de harmonia dar um abraço e agradecer aos seus componentes. De Maricá para a Cidade do Samba são 50 km. Cada um fez o seu esforço para estar aqui, e a gente precisa reconhecer isso. O diretor de harmonia precisa criar um bom ambiente de trabalho e ser um multiplicador de alegria para essa galera estar feliz”, explicou.

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“A comunidade está superanimada. Nosso ensaio de rua é prestigiado tanto pela comunidade da escola quanto pelos moradores de Maricá que não desfilam. Todos firmes e fortes, com uma energia contagiante. Hoje, eu vou te falar que, em 2026, Maricá vai ser campeã. Temos um ótimo samba e um enredo de empoderamento feminino”, disse a assistente administrativa Michele Guerrero, de 42 anos, que estreia, em 2026, como componente da escola da cidade onde mora.

A técnica de enfermagem Lúcia Silva, de 42 anos, há três anos na União de Maricá, também se mostrou otimista com o próximo desfile.

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“Esse ano, a Maricá está vindo com um chão muito forte. A comunidade abraçou o samba, o povo está com o samba na ponta da língua. O enredo está muito empoderado, trazendo a força e a luta da mulher preta. A escola está empenhada para ganhar esse título e ingressar no Grupo Especial”, pontuou Lúcia.

O fotógrafo Jorge Luiz Rodrigues, conhecido como Jorginho, de 60 anos, se prepara para o primeiro carnaval na União de Maricá. Ele desfila há 33 anos pela Viradouro.

“Para o meu primeiro ano, a escola está com uma entrega muito boa. O pessoal está cantando, com a letra na ponta da língua, evoluindo… Está show de bola”, avaliou.

Inicialmente subestimada por parte do mundo do samba, a União de Maricá mostra, a cada dia e a cada carnaval, sua evolução, silenciando aqueles que antes a criticavam.

“A escola está acima das críticas que as pessoas fazem dela. Não tem nada a ver. A escola tem muito chão”, afirmou Jorginho.

Maestro da animação maricaense, Mauro Amorim respondeu aos julgamentos com segurança e bom humor.

“Maricá é terra de sambista. A comunidade está feliz, a escola investe muito na sua comunidade. A gente vai levar o melhor desfile possível para a Sapucaí, porque o povo merece”, colocou.

Michele, por fim, destacou as esperanças em um futuro longevo para essa crescente comunidade.

“Toda escola um dia já teve 5, 10, 15 anos. A Maricá é uma escola nova, uma escola que está crescendo e vai fazer 20, 30, 50 anos e vai ser centenária como as outras”, profetizou.

Unidos de Cosmos promete desfile colorido e elegante para exaltar riqueza indígena

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O CARNAVALESCO conversou com a equipe criativa das escolas da Série Prata e Bronze, diretamente da Academia Brasileira de Artes Carnavalescas (ABAC), no Centro do Rio, sobre os preparativos para os desfiles de 2026. Rafael Ladeira, carnavalesco da Unidos de Cosmos, que desfila na Série Bronze, explicou o enredo “AHAMA – É preciso resgatar para resistir”, sobre o pedido de socorro dos povos originários brasileiros, além de adiantar detalhes plásticos.

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Foto: Gabriel Radicetti/CARNAVALESCO

“A gente celebra, neste enredo, um pouco da história e da cultura das nações indígenas brasileiras. Começamos clamando pelo reconhecimento histórico desses povos nativos, mas não é só lamentação; o desfile traz todo um lirismo, uma poesia em torno dessa cultura”, disse Ladeira.

De fato, a proposta do enredo é conscientizar ao mesmo tempo em que encanta o público da Intendente com a riqueza indígena.

“A gente convida todos a viajar com a gente numa grande canoa, rio acima, voltando no tempo para redescobrir esse Brasil urucum, esse Brasil cocar, o Brasil do arco e flecha. Que guarda esperança no canto do uirapuru, que valoriza os mais velhos, que tem muito a ensinar ao mundo por meio das receitas e de todo o conhecimento dos pajés. Que valoriza a figura feminina, que entende a necessidade de ensinar a juventude a suportar as dores e as dificuldades da vida e que também celebra a vida e a felicidade por meio de cantos, danças e batuques. Um Brasil que foi enterrado, esquecido pela cultura ocidental e que hoje emerge novamente da terra no nosso Carnaval para dizer que o Brasil, sim, é uma terra indígena”, desenvolveu o criador.

Ele contou ainda que a ideia do enredo veio da pretensão da Unidos de Cosmos de se manter na linha de temas sociopolíticos que vem explorando nos últimos anos.

“A gente fez alguns enredos com temática afro e, no ano passado, reeditou o ‘Eu Quero’ (baseado no desfile histórico do Império Serrano de 1986, que clamava por democracia e o fim da ditadura militar), que é totalmente político. O enredo partiu de uma ideia pessoal, mas foi construído junto com toda a direção da escola, com todo o pessoal da escola, e ficou bem bacana. Atende à escola e faz jus à marca que ela vem imprimindo nos últimos carnavais”, refletiu.

Quanto a alegorias e fantasias, o carnavalesco garantiu uma profusão de cores, em comparação com a paleta do Carnaval passado, quando a escola investiu em um desfile mais tradicional, marcado pelo verde, branco, prata e ouro.

“A gente pode esperar um desfile supercolorido, com elegância e muito bom gosto, e uma escola muito bem vestida, como tem sido uma característica nossa nos últimos anos”, prometeu Ladeira.

Para finalizar, o experiente profissional descreveu os desafios e as delícias de trabalhar na Intendente, conhecida por abrigar o Carnaval do povo.

“A Intendente é uma mescla de tudo. É um coração pulsante. A gente tem todas as dificuldades de logística, de barracão, principalmente por conta de algumas limitações de altura. Tem toda a dificuldade financeira. A gente tem um orçamento muito pequeno. Tem que usar muita criatividade para tirar da cabeça o que o bolso não tem. Compensamos isso, contudo, com muita alegria, vibração e energia. É um Carnaval feito para a comunidade, pela comunidade. Que vibra, que se entusiasma, que constrói aquilo tudo ali. Que se emociona, que chora, que briga. É um caldeirão de emoções infinitas”, comentou.

Boi da Ilha busca retorno à Série Prata com reedição de desfile histórico

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O CARNAVALESCO conversou com a equipe criativa das escolas da Série Prata e Bronze, diretamente da Academia Brasileira de Artes Carnavalescas (ABAC), no Centro do Rio, sobre os preparativos para os desfiles de 2026. Cuca Soares e Felipe Santos, carnavalescos do Boi da Ilha do Governador, contaram detalhes sobre o enredo de 2026, “Orun-Ayê”, além de descreverem os esforços empreendidos após o descenso da agremiação para a Série Bronze, no ano passado, e os desafios da Intendente.

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Foto: Gabriel Radicetti/CARNAVALESCO

“O enredo, este ano, fala da criação do mundo na tradição nagô. A história é muito bonita. O Boi da Ilha vem a um reencontro do Carnaval de 2001 com o Carnaval de 2026, com uma singela homenagem ao nosso saudoso carnavalesco Guilherme Alexandre e a celebração da Boda de Prata do Samba Estandarte de Ouro, o único Estandarte de Ouro em samba-enredo do Boi da Ilha. A escola está se preparando para vir com um Carnaval muito bonito”, disse Cuca.

“Quem desfilou, quem acompanhou o desfile em 2001, não vai rever uma reedição com aquela cara de que isso já aconteceu. A gente tenta trazer essa nova roupagem, uma roupagem mais atual”, complementou Felipe.

Em 2025, com o enredo “Arrepia Boi da Ilha”, sobre o intérprete Quinho, a escola deixou a Série Prata em direção à Série Bronze. O descenso, no entanto, não abalou a agremiação, que, desde 2020, após dois anos suspensa, venceu dois Carnavais na Intendente.

“O presidente Marcelo, junto com o diretor de Carnaval, Dimas, está dando condições bacanas, um bom suporte para a gente fazer um Carnaval espetacular e voltar à Série Prata”, declarou Cuca.

Em termos concretos, o Boi da Ilha investe em três alegorias para 2026, além de fantasias bem acabadas.

“É um enredo que permite que a gente trabalhe muito bem as cores, a volumetria das fantasias. Quando a gente fez essa dupla, pensamos logo em fantasias coloridas e volumosas, abusando da criatividade para que as pessoas, conforme a escola vem vindo, consigam identificar o tapete cromático, as alas”, explicou Felipe.

Para isso, no entanto, será preciso driblar as dificuldades que a Intendente apresenta, sobretudo em questão de estrutura, repasse de verbas e reciclagem de materiais.

“Trabalhar na Intendente exige muito do pensamento crítico para a criatividade. É você olhar alguma coisa e falar: ‘Nossa, aquilo dali, eu tenho uma quantidade boa, tenho uma volumetria boa. Posso usar aquilo ali em alguma área, em alguma composição, em algum carro. Nada se perde quando a gente fala da Intendente Magalhães. Tudo a gente cria, recria e transforma’”, apontou Felipe.

Cuca concorda, mas ressalta: “A Intendente é um Carnaval raiz. É o Carnaval do povão, como dizem, porque o público está próximo e realmente vê a dificuldade que levamos para fazer um grande Carnaval. Ali é onde pulsa o público. Quando passa a escola, a energia do público já diz o resultado do seu trabalho. Você que curtiu o Carnaval de 2001, você que desfilou, venha reviver esse momento, porque é um momento grandioso, de muita esperança, de muita vontade de vencer. Queremos fazer novamente história. Assim como fizemos em 2001, faremos em 2026”, finalizou.

Série Prata 2026: Unidos de Lucas desfila as revoltas brasileiras

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O CARNAVALESCO conversou com a equipe criativa das escolas da Série Prata e Bronze, diretamente da Academia Brasileira de Artes Carnavalescas (ABAC), no Centro do Rio, sobre os preparativos para os desfiles de 2026. Lucas Lopes, carnavalesco da Unidos de Lucas, da Série Prata, se debruçou sobre o enredo “O povo escreve sua história em um sublime pergaminho” e adiantou ainda o que esperar em termos plásticos da agremiação em 2026.

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Foto: Gabriel Radicetti/CARNAVALESCO

“A Unidos de Lucas vai falar sobre as principais revoltas brasileiras, que mostram o povo lutando, batalhando para conseguir seus direitos e construir o Brasil. Começamos com as revoltas indígenas, passando pelo povo preto e terminando nas Diretas Já, onde o povo pede democracia e clama pelos seus direitos”, disse Lucas.

Nesse sentido, indicou o artista, a escola aposta em uma pegada bastante abrasileirada, com um teor de briga muito forte. Para isso, investe em um desfile imponente.

“Podem esperar carros grandiosos, da altura que a Intendente Magalhães pode comportar. Em termos de acabamentos, fantasias leves, tranquilas”, adiantou o criador.

Morador de diversos bairros nos arredores da Intendente desde que nasceu, Lucas Lopes sempre foi apaixonado pelo Carnaval, mas foi a partir do momento em que começou a trabalhar na festa, enquanto parte da equipe criativa, que descobriu os verdadeiros prazeres e dores do evento.

“Tem a questão da subvenção, que não é suficiente, que chega tarde. A gente pode ver que, no Grupo Especial, já tem escolas mexendo nos carros, fazendo fantasias. Já estão na produção, enquanto, na Intendente, muitas escolas estão paradas porque não têm esse recurso”, apontou o carnavalesco da Unidos de Lucas.

Apesar das dificuldades, contudo, Lucas se mostrou um habilidoso artista na condução das escolas da Superliga. Tendo ingressado no meio como aderecista e assistente de carnavalesco da União de Jacarepaguá, o jovem se tornou o principal criador da escola em 2020 e, em 2022, conduziu-a, da Série Prata, de volta à Sapucaí. Em 2024, enquanto carnavalesco da Unidos de Vila Kennedy, levou a agremiação do Grupo de Avaliação para a Série Bronze.

Para 2026, Lucas promete um carnaval engajado e inesquecível na Unidos de Lucas.

“Vamos voltar ao lugar de que faz muito tempo que Lucas está fora, que é a Marquês de Sapucaí”, garantiu ele.

Escolas da Série Ouro fazem ato público e cobram mediação da Riotur no Carnaval 2026

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A Liga RJ, entidade que representa as 15 escolas de samba da Série Ouro do Carnaval do Rio de Janeiro, realizou um ato público na tarde desta quinta-feira, na Cidade Nova, e encaminhou um extenso ofício à Riotur solicitando providências urgentes para garantir a legalidade, a isonomia e o bom andamento do Carnaval 2026. Em frente à sede do órgão, as agremiações reforçaram que confiam, apoiam e respeitam institucionalmente da Riotur, acreditando no diálogo e na capacidade do órgão de mediar conflitos e assegurar que o Carnaval, patrimônio cultural imaterial da cidade e do país, não seja prejudicado por disputas políticas, interesses privados ou decisões unilaterais.

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Foto: Divulgação/Liga RJ

No documento, a Liga RJ relata uma série de dificuldades enfrentadas pelas escolas da Série Ouro, especialmente em razão de entraves impostos pela Liesa, entidade privada que administra o Grupo Especial. Entre os principais pontos levantados estão:

Impedimentos ao credenciamento de escolas, profissionais e equipes de apoio para o Carnaval 2026, comprometendo o planejamento das agremiações;
Restrição de acesso ao Sambódromo para dirigentes e sambistas, enquanto pessoas sem vínculo institucional recebem credenciais;
Denúncias públicas de perseguição, intimidação e retaliações institucionais, incluindo relatos feitos por dirigentes da escola Unidos do Porto da Pedra;
Tratamento desigual no uso do Sambódromo, com exploração comercial de camarotes, publicidade, patrocínios e ativações durante os dias da Série Ouro sem qualquer repasse financeiro às escolas responsáveis pelo espetáculo;
Exclusividade comercial abusiva, como a imposição de uma única marca de cerveja e a prática de “venda casada” nos camarotes, o que impede a livre concorrência e retira fontes de receita das agremiações;
Negativa injustificada de acesso a camarotes para algumas agremiações, mesmo quando dispostas a arcar com os custos;
Falta de garantias para ensaios técnicos, que sofreram entraves e restrições, prejudicando a preparação das escolas e suas comunidades.

A Liga RJ também questiona cláusulas do contrato vigente entre a Riotur e a Liesa, apontando possível violação aos princípios constitucionais da legalidade, impessoalidade, moralidade e isonomia, além de destacar que o Sambódromo da Marquês de Sapucaí é um bem público municipal e não pode ser administrado como propriedade privada.

Apesar da gravidade das denúncias, as escolas da Série Ouro ressaltaram que o objetivo não é o confronto, mas sim a solução institucional dos problemas. A Liga afirma que espera uma atuação firme, imparcial e efetiva da Riotur, inclusive assumindo maior protagonismo na gestão do credenciamento, dos ensaios técnicos e do uso do Sambódromo nos dias da Série Ouro.

Ao mesmo tempo, durante o ato, a direção da entidade deixou claro que, caso não haja resposta ou solução administrativa, as agremiações avaliam recorrer a outras esferas institucionais e jurídicas, além de não descartarem a convocação de coletivas de imprensa e manifestações públicas pacíficas para dar transparência à situação.

“Confiamos na Riotur e acreditamos no diálogo. Nosso desejo é que o Carnaval 2026 seja organizado com justiça, equilíbrio e respeito às escolas da Série Ouro e às suas comunidades. No entanto, se for necessário, buscaremos outros caminhos para garantir nossos direitos e a dignidade do Carnaval”, afirmou Hugo Junior, presidente da Liga RJ.

Durante o ato, a entidade também reafirmou que permanece aberta a uma reunião institucional imediata, com mediação da Riotur, envolvendo todas as partes, para que as divergências sejam resolvidas de forma transparente, legal e democrática, preservando o maior espetáculo cultural do Rio de Janeiro.

Os ensaios técnicos das escolas da Série Ouro acontecem neste final de semana, de sexta-feira (23) a domingo (24), na Sapucaí. Os desfiles estão marcados para os dias 13 e 14 de fevereiro.

Carnaval Fan Fest conecta Sapucaí e Copacabana em nova experiência do samba

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Por Juliana Henrik e Carolina Freitas

Copacabana viveu o primeiro dia do Carnaval Fan Fest, iniciativa da Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Liesa), que seguirá em funcionamento até fim do Carnaval 2026. Na última terça-feira, das 14h às 20h, a orla se transformou em um grande ponto de encontro para cariocas e turistas, apresentando uma nova forma de vivenciar o Carnaval fora da Marquês de Sapucaí, mas conectada diretamente à sua essência. Mesmo após a forte chuva que atingiu a cidade do Rio de Janeiro na madrugada de segunda para terça-feira e durante a manhã, o público marcou presença. O espaço não chegou à lotação máxima, o que garantiu conforto, circulação tranquila e uma experiência fluida para quem acompanhou a abertura do evento.

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Fotos: Carolina Freitas e Juliana Henrik/CARNAVALESCO

ACESSO ORGANIZADO E CONFORTO AO PÚBLICO

O acesso ao Carnaval Fan Fest foi realizado por meio de QR Code, obtido após o download do aplicativo oficial do evento. O sistema contribuiu para uma entrada ágil e organizada, sem formação de grandes filas.

Dentro da área, o público pôde levar cangas para se acomodar na areia e aproveitar o evento com tranquilidade. A entrada de alimentos era restrita, sendo permitidos apenas biscoitos lacrados e água. Para o restante, havia diferentes pontos de venda de comidas e bebidas distribuídos pelo espaço.

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A estrutura de banheiros também se destacou. Contêineres com diversas cabines sanitárias estavam posicionados nos dois lados do evento, com manutenção constante e bom padrão de limpeza ao longo do dia.

EXPERIÊNCIAS INTERATIVAS E ATIVAÇÕES

O Carnaval Fan Fest apostou em experiências que aproximaram o público do universo das escolas de samba. Quatro cabines interativas permitiam que os visitantes se fotografassem caracterizados como porta-bandeira, mestre-sala, passista ou rainha de bateria, escolhendo uma escola do Grupo Especial como cenário.

Outras ativações incluíam uma cabine com fitinhas coloridas, voltada para registros fotográficos com estética mais descontraída, e um espaço onde o público podia colocar fones de ouvido para ouvir sambas-enredo e viver a experiência musical de forma individual. Um dos pontos mais disputados foi o mirante elevado com o letreiro “Rio Carnaval”, que oferecia visão panorâmica do evento e se consolidou como local frequente para fotos.

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Todo o espaço estava adesivado, reforçando a identidade visual do projeto. Houve ainda distribuição de brindes, como chapéus e loções corporais e faciais, além da presença da loja oficial da Liesa.

SHOWS, BATERIA E HOMENAGENS

Um dos grandes momentos do primeiro dia do Carnaval Fan Fest foi a apresentação da bateria formada por 1.200 ritmistas das 12 escolas de samba do Grupo Especial. Todos os componentes tocaram simultaneamente, criando um impacto sonoro e visual que tomou a orla de Copacabana. O canto foi conduzido por Neguinho da Beija-Flor, convidado especial do evento e uma das vozes mais emblemáticas da história do carnaval carioca.

A apresentação marcou oficialmente a entrada do Carnaval Fan Fest como a maior bateria do mundo, em uma ação voltada para o Guinness World Records, reforçando a grandiosidade do projeto e o reconhecimento das artes carnavalescas em escala internacional.

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O público também participou de uma aula de samba comandada por Mayara Lima, rainha de bateria do Paraíso do Tuiuti, ampliando o caráter participativo do evento.

No palco, houve ainda uma homenagem às rainhas de bateria Bianca Monteiro (Portela), Evelyn Bastos (Mangueira), Lorena Raíssa (Beija-Flor) e Mayara Lima (Paraíso do Tuiuti), reconhecendo suas trajetórias e representatividade no carnaval.

Encerrando a programação, o cantor Belo se apresentou, com participação especial de Neguinho da Beija-Flor, em um dos momentos de maior concentração de público do dia.

TELÕES E TRANSMISSÕES

Três telões espalhados pela área reforçam a proposta do Carnaval Fan Fest como espaço de vivência coletiva do Carnaval. Nos dias de desfile das escolas de samba e no dia da apuração, o público poderá acompanhar as transmissões ao vivo, ampliando a experiência da Sapucaí para a orla de Copacabana.

RIO CAPITAL DO CARNAVAL E CONTAGEM REGRESSIVA

Do lado de fora da área do evento, uma estrutura inspirada no Arco da Apoteose, acompanhada de um relógio com a contagem regressiva para o Carnaval, vem chamando a atenção de moradores e turistas. A ação integra o projeto Rio Capital do Carnaval, espalhado pelas ruas da Zona Sul, e se consolida como um dos principais símbolos visuais do período pré-carnavalesco.

GABRIEL DAVID FALA SOBRE O FAN FEST

Presidente da Liesa, Gabriel David destacou que o Carnaval Fan Fest era um desejo antigo, que se tornou viável a partir da adesão do mercado e do amadurecimento do projeto.

“Essa ideia surgiu desde quando a gente começou a estudar o Fan Fest. Quando virou o ano, o João Mourinha, assessor da presidência, falou: ‘cara, é o ano de a gente fazer’. A gente já tinha aderência comercial suficiente para realizar esse momento”.

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Sobre a reação do público, Gabriel apontou o caráter democrático da proposta. “Aqui é um ambiente democrático. As pessoas não precisam pagar para entrar. Cabem cerca de 15 mil pessoas participando de uma forma única do xarnaval”.

O dirigente também explicou o conceito do nome Rio Capital do Carnaval. “O Rio é a maior porta de entrada turística do Brasil. Que o Rio Capital do Carnaval seja essa porta para que turistas do mundo inteiro descubram não só o Carnaval do Rio, mas os Carnavais do nosso país”.

A MAIOR BATERIA DO MUNDO COMO LEGADO

Encerrando, Gabriel David falou sobre a proposta que deu origem a um dos momentos mais marcantes do evento.

“Quando você junta pessoas boas, apaixonadas pelo que fazem e pelas escolas de samba, surgem ideias grandes. Pensamos em fazer a maior bateria. Não pelo reconhecimento do Guinness, mas pelo reconhecimento das artes carnavalescas”.

O primeiro dia do Carnaval Fan Fest evidenciou o potencial do projeto como uma extensão do maior espetáculo da Terra. Até a chegada do carnaval, Copacabana passa a integrar oficialmente o calendário da festa, ampliando fronteiras e reafirmando o Rio de Janeiro como referência mundial do samba.

Conheça o local

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Senac RJ promove oficina para confecção de adereços e personalização de peças com uso de itens impressos em 3D

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No dia 5 de fevereiro, o Laboratório da Cápsula – Centro de Inovação do Senac RJ abre suas portas para uma experiência que une Carnaval, tecnologia e criatividade. Profissionais da Economia Criativa poderão participar da Oficina de Carnaval: Adereços e Customização de Fantasias com Impressão 3D, um encontro prático e inspirador para explorar novas possibilidades estéticas e funcionais. O evento é gratuito e será realizado das 13h às 17h, na Av. Presidente Vargas, 62 (em frente à Pira Olímpica). As vagas são limitadas e as pré-inscrições podem ser feitas pelo link: https://bit.ly/49HlbQe

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Foto ;Divulgação

Fabricação digital para a folia

Os participantes deverão levar suas roupas e acessórios para personalizá-los com itens exclusivos produzidos através de impressoras 3D e de corte a laser. A mediação da oficina, que inclui emissão de certificação ao final, será conduzida por três especialistas: a pesquisadora criativa, empreendedora de moda e uma das pioneiras mundiais no segmento de vestuário em impressão 3D, Camila Monteiro; o designer industrial e pesquisador na área de Inovação, Marcelo Massaharu; e, Tiago Lima, que atua no desenvolvimento de projetos e protótipos por meio de modelagem 3D, impressão 3D, prototipagem rápida e processos maker.

Sobre Cápsula – Centro de Inovação do Senac RJ

A Cápsula – Centro de Inovação do Senac RJ funciona como um Hub de Inovação, um ambiente catalisador de ideias e projetos voltados à transformação dos setores do comércio, serviços, turismo e economia criativa. Com atuação orientada por princípios de cocriação, colaboração e experimentação, a Cápsula promove a convergência entre o conhecimento técnico, a prática criativa e as necessidades reais do mercado. A iniciativa promove palestras, workshops, experiências de aprendizado inovadoras, além de consultorias e atendimento para profissionais e empresas, possibilitando a experimentação de tecnologias e o desenvolvimento de produtos, projetos e novos serviços.

Serviço
Oficina de Carnaval: Adereços e Customização de Fantasias com Impressão 3D
Laboratório Cápsula – Centro de Inovação do Senac RJ: Av. Presidente Vargas, 62 (em frente à Pira Olímpica).
Data: quinta-feira, dia 05/02
Horário: das 13h às 17h
Pré-inscrição: https://bit.ly/49HlbQe
Gratuito
Vagas limitadas. A inscrição de participação na oficina é condicionada à pré-inscrição e à ordem de chegada presencial no dia da oficina.

Ensaios técnicos da Série Ouro acontecem de sexta a domingo na Sapucaí

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A Liga RJ promove neste final de semana os ensaios técnicos das escolas de samba da Série Ouro para o Carnaval 2026. As atividades abrem a temporada no Sambódromo, no Centro do Rio, entre sexta-feira e domingo, reunindo as 15 agremiações do grupo em três noites de apresentações. Na sexta-feira, os ensaios têm início às 21h. No sábado e no domingo, a programação começa às 18h.

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Foto: Liga RJ/S1 Comunicação

Sexta-feira
21h – Unidos do Jacarezinho
22h – Em Cima da Hora
23h – Unidos da Ponte
00h – Vigário Geral
01h – Unidos de Padre Miguel

Sábado
18h – Botafogo Samba Clube
19h – União do Parque Acari
20h – Unidos de Bangu
21h – União de Maricá
22h – União da Ilha

Domingo
18h – Inocentes de Belford Roxo
19h – Arranco
20h – Império Serrano
21h – Porto da Pedra
22h – Estácio de Sá

Os ensaios técnicos são uma etapa fundamental da preparação das escolas para os desfiles oficiais e, mais uma vez, terão entrada franca. Em 2026, as escolas da Série Ouro desfilam nos dias 13 e 14 de fevereiro.

Operação especial de trens e metrô para os ensaios técnicos da Série Ouro

Para atender ao público dos ensaios técnicos da Série Ouro, que começam nesta sexta-feira, a SuperVia vai operar com trens extras partindo da Central do Brasil na madrugada de sexta para sábado. Estão previstas partidas para Santa Cruz à 0h, 1h45 e 3h30; Japeri à 0h20, 2h e 3h40; Saracuruna à 0h, 1h45 e 3h30; e Belford Roxo à 3h40. No sábado, os trens saem da Central às 22h30 e 1h para Santa Cruz, às 22h50 e 1h10 para Japeri e às 22h30 e 1h para Saracuruna. Já no domingo, haverá partidas às 22h30 e 1h para Santa Cruz e Saracuruna, às 22h50 e 1h10 para Japeri e à 1h10 para Belford Roxo.

O MetrôRio também terá operação especial durante os ensaios técnicos. As estações Praça Onze e Central do Brasil vão funcionar com embarque até 4h na sexta-feira (23) e até 2h30 no sábado e no domingo. Nas demais estações, após o horário regular, o funcionamento será exclusivo para desembarque, garantindo o retorno do público após as apresentações na Marquês de Sapucaí e reforçando o esquema especial de mobilidade para o período de Carnaval.

Viradouro chega à reta final para o Carnaval 2026 em nível máximo de exigência e emoção, avalia Marcelinho Calil

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A Unidos do Viradouro entra na reta final de preparação para o Carnaval 2026 com confiança elevada, alto nível técnico e forte envolvimento emocional com o enredo. A avaliação é do diretor executivo da escola, Marcelinho Calil, que fez um balanço extremamente positivo do trabalho desenvolvido ao longo dos últimos meses, especialmente após mais um ensaio geral realizado na Avenida Amaral Peixoto, em Niterói.

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Foto: Gabriel Radicetti/CARNAVALESCO

Segundo Calil, o processo de construção do desfile seguiu todas as etapas necessárias, respeitando o tempo de amadurecimento da escola até alcançar o patamar desejado para o período decisivo da temporada.

“O balanço, sem dúvida alguma, é o melhor possível. A escola já tem na Amaral Peixoto a sua casa. O processo, como eu sempre falo desde quando começamos lá em outubro, tem cada etapa a ser cumprida, o seu período de amadurecimento. A gente chega em janeiro praticamente pronto, na minha concepção, com o nível de exigência que a gente está acostumado”, afirmou.

O dirigente destacou ainda o alto padrão técnico apresentado pela vermelho e branco de Niterói, além da força emocional que envolve o enredo e o samba da escola para o próximo desfile.

“Tecnicamente, a escola está em um nível altíssimo. Esse é um enredo e, consequentemente, um samba que nos proporciona um fator de emoção muito forte. A escola está vibrando com o enredo, com o samba e feliz por ser Viradouro e mais ainda por cantar uma homenagem em vida a um dos maiores mestres de bateria da história do carnaval”, completou.

Ensaio ‘redondo’ e ajustes mínimos

Ao avaliar o ensaio mais recente, Marcelinho Calil não economizou elogios e classificou a apresentação como espetacular, ressaltando a regularidade da escola nas últimas atividades.

“Foi espetacular. A gente vem muito redondo nos últimos ensaios. O que se tem a ajustar é em um campo mínimo, muito mais interno do que externo”, explicou.

Para o diretor executivo, a escolha da Avenida Amaral Peixoto como local de ensaios tem sido fundamental para o desempenho da escola, já que a configuração do espaço se assemelha bastante à da Marquês de Sapucaí.

“A gente consegue trazer na Amaral Peixoto um número de componentes muito parecido com o da Sapucaí e tem nessa avenida uma configuração muito parecida com a Marquês de Sapucaí, de forma que a escola consegue, de fato, desenvolver quase na sua plenitude o que acontece no desfile. O ensaio foi espetacular, redondinho”, analisou.