Leandro Vieira diz que Ney Matogrosso coroa fase camaleônica da Imperatriz
Leandro Vieira não tem dúvidas: a Imperatriz Leopoldinense vive um de seus momentos mais ousados. Para ele, os últimos desfiles provaram que a escola deixou de ser a “Certinha de Ramos” para assumir um espírito camaleônico, agora coroado pela escolha de Ney Matogrosso como enredo de 2026. O carnavalesco destacou a multiplicidade e a força política do artista, diferenciou sua proposta de desfile da cinebiografia “Homem com H”, ligou o enredo à linha autoral de homenagens que já assinou, comentou a sintonia com a presidente Cátia Drumond.
* Seja o primeiro a saber as notícias do carnaval! Clique aqui e siga o CARNAVALESCO no WhatsApp

A fase de experimentação da Imperatriz
Leandro Vieira afirmou que a Imperatriz Leopoldinense viveu, nos últimos anos, uma fase marcada pela experimentação. Para ele, a escola entendeu que quanto mais liberdade e diversidade assumisse em seus desfiles, mais forte se apresentaria. “Havia uma imagem de que a Imperatriz era a ‘Certinha de Ramos’, e eu nunca consegui enxergar escola de samba como esse lugar da coisa quadrada, pré-determinada”, comentou.
Nos últimos carnavais, a escola transitou por diferentes universos: foi Lampião que visitou céu e inferno, uma cigana que desejou boa sorte, vestiu-se de branco para revisitar a oralitura de Oxalá e, para 2026, se prepara para cantar Ney Matogrosso. “A Imperatriz dos últimos quatro anos não tem regra”, resumiu.
Ney Matogrosso como coroação desse momento
Para Leandro, a escolha de Ney Matogrosso como enredo é mais do que uma homenagem: é a síntese de uma fase da Imperatriz que aprendeu a se reinventar. “É a coroação de uma fase da escola que está disposta a vestir qualquer coisa e a ser feliz de qualquer maneira”, afirmou. O carnavalesco destacou que, ao longo de cinco décadas de carreira, o cantor fez do próprio corpo uma bandeira de liberdade, transgressão e prazer.
Segundo ele, a grande marca de Ney é a multiplicidade. “O que o Ney mais fez foi ser outro. Sendo tantos, de alguma forma, ele só fortaleceu a identidade do cara que ele é”, afirmou, acrescentando que essa vocação também ecoa na trajetória recente da Imperatriz: “É uma escola que se veste de muitas maneiras e prova que pode ser boa fazendo de tudo”.
Leandro sublinhou ainda que essa trajetória não se restringe ao campo estético. Para ele, Ney sempre trouxe um recorte político em sua obra: a denúncia do genocídio de povos originários em “Sangue Latino” e a postura performativa que marcou sua presença nos palcos. “Quando esse cara canta, ele está produzindo beleza, falando do Brasil e nunca deixa de ser político”, disse, indicando que essa conjunção entre estética e política é também a base de sua própria concepção de enredo.
Ney como artista carnavalesco
O carnavalesco comentou que, apesar de Ney já ter recusado convites anteriores para ser enredo, havia uma percepção de que somente sambistas poderiam ocupar esse lugar. “Alguns artistas acreditam que precisam ser do meio do samba para virar enredo. Mas a escola de samba celebra o Brasil, e o Brasil é plural”, explicou.
Na sua avaliação, é pura modéstia o próprio Ney se considerar pouco carnavalesco. “Um cara que se apresentou como homem de neandertal, que fez da nudez, do brilho e da lantejoula um padrão estético, se considerar pouco carnavalesco é a modéstia de quem tem uma cara de tímido, mas sabe exatamente que traz a cultura carnavalesca como bandeira”, disse.
Para ele, o cantor foi um dos poucos artistas a incorporar de forma radical a performance carnavalesca à cena musical brasileira: “O que ele fez foi trazer a estética carnavalesca para os grandes palcos”.
Um enredo com outro perfume
Depois de reforçar o caráter carnavalesco de Ney, Leandro fez questão de esclarecer que o desfile da Imperatriz não toma como referência a cinebiografia “Homem com H”, do diretor Esmir Filho, lançada em 2025. Para ele, embora a obra seja “maravilhosa”, trata-se de um trabalho biográfico, enquanto o enredo busca outro enfoque. “São perfumes diferentes. O filme é biográfico. E eu trato do artista que muda de pele, que fez da música a bandeira que leva no visual, no corpo”, explicou.
Continuidade de uma linha autoral
Questionado sobre o lugar desse enredo em sua trajetória, Leandro lembrou das homenagens que já realizou: Maria Bethânia (2016), Lamartine Babo (2020) e Cartola, Jamelão e Delegado (2022). O fio que une todas essas escolhas, disse ele, é a possibilidade de retratar o Brasil em sua diversidade: “Em comum, todas essas homenagens retratam o Brasil em que eu acredito, e existe um recorte que mostra a pluralidade do Brasil”.
No caso de “Camaleônico”, essa pluralidade se expressa na música, na latinidade, na luta política e na própria performance do homenageado. “Ney traz uma coisa que, de alguma forma, marca o meu trabalho, que é a possibilidade de produzir beleza, falar do Brasil e nunca deixar de ser político”, declarou.
Leandro e Cátia: uma parceria de operários do Carnaval
O carnavalesco também comentou sua relação com a presidente da escola, Cátia Drumond. Segundo ele, a sinergia entre os dois se deve ao fato de ambos terem começado como operários do carnaval, ainda em funções distintas dentro da Imperatriz. “Ela era compradora quando eu era assistente do carnavalesco. Hoje, ela é presidente e eu carnavalesco, mas seguimos dois operários”, contou.
Para ele, esse encontro de trajetórias ajuda a explicar a boa sintonia no trabalho da escola. “A Imperatriz tem uma presidente operária e um carnavalesco operário”, afirmou.
Comunidade sente no corpo: ritmo cubano embala o Tuiuti para o Carnaval 2026
O samba do Paraíso do Tuiuti para 2026 tem provocado uma reação comum entre quem atravessa a pista: o corpo se mexe antes mesmo do pensamento. A presença de ritmos cubanos na obra, conduzida pela bateria “SuperSom”, de mestre Marcão, tem sido sentida pela comunidade como um convite à dança, ao balanço e a um desfile mais solto, segundo relatos dos próprios componentes que conversaram com o CARNAVALESCO durante o minidesfile da agremiação.
* Seja o primeiro a saber as notícias do carnaval! Clique aqui e siga o CARNAVALESCO no WhatsApp

Para muitos, a sensação aparece de forma espontânea, mesmo quando não há coreografia marcada. O jornalista Carlos Júnior explica que o ritmo cria respostas automáticas no corpo. “A própria cadência faz a gente brincar com os ritmos. Tem uma parte mais afro que dá um gingado. Mesmo sem coreografia, a gente consegue criar um passo diferente, mais marcado”, contou.

Essa resposta natural ao samba também facilita a relação do componente com o movimento coletivo da escola. “Mesmo quando é um desfile livre, a gente sente vontade de fazer um passinho mais marcado por causa do ritmo”, completou Carlos.
Entre os mais jovens, a percepção é parecida. O estudante de engenharia Breno Nestor diz que os toques da bateria ajudam o componente a se soltar. “A bateria do mestre Marcão é nota 10. A cada ensaio, ouvir esses toques ajuda bastante. A gente cresce junto com o samba, com os ritmos, e isso facilita para dançar mais e fazer um desfile bonito”, afirmou o componente, que desfila na escola há dois anos.

A sensação de leveza também aparece nas falas de quem já tem mais tempo de avenida. A aposentada Daisy Coelho, que desfila no Tuiuti desde 2019, percebe o samba como algo diferente do habitual. “Facilita, sim. Dá um toque diferenciado. Isso ajuda o componente a vir com mais disposição”, disse.

Para a professora Sueli da Conceição, há dois anos na escola, o impacto do ritmo é físico e emocional. “É um molejo. Dá um batidão no coração da gente. Só estando ali dentro para sentir a emoção que é”, relatou.
Já a coreógrafa Luciana Yegros observa que o que aparece nas falas da comunidade nasce diretamente do samba. “É um ritmo muito marcante, muito contagiante. A bateria cria bossas muito dançantes, e isso leva todo mundo junto”, afirmou. Segundo ela, o movimento surge da relação entre letra, ritmo e referências do enredo. “Quando você pensa em coreografia, você pensa em ritmo. O movimento vem como consequência”.

Nos ensaios, essa combinação tem se traduzido em uma experiência compartilhada: o componente canta, se movimenta e dança quase sem perceber. Para a comunidade do Tuiuti, o ritmo cubano do samba de 2026 não é apenas uma escolha estética, mas algo que se sente no corpo e na emoção de estar na pista.
Como Jogar na Super Sete: Guia Completo
As Loterias Caixa lançaram o Super Sete em 2020 e desde então essa loteria se tornou um verdadeiro sucesso, tudo graças ao seu formato inovador. Apesar disso, muitas pessoas ainda não sabem os detalhes para realizar suas apostas com maior segurança. Por isso, agora você vai conferir tudo sobre como jogar no Super Sete.

Como Jogar Super Sete
O jogo deve ser feito diretamente nas Loterias Caixa até as 19h do dia do sorteio, com cada Super Sete valor da aposta simples sendo de R$ 3. É possível pagar para marcar mais números no bilhete, o que deixa o valor final mais alto. É possível escolher os números manualmente ou optar pela “Surpresinha”, onde o próprio sistema irá preencher o bilhete de forma aleatória para você.
Como Funciona a Super Sete
Entender a Super Sete como funciona permite fazer apostas com segurança. Basicamente, o jogo apresenta uma cartela com 7 colunas com números de zero a nove em cada uma delas. Assim, o apostador deve escolher um número em cada coluna para fazer uma aposta padrão, ou aumentando o número de escolhas caso julgue necessário.
Como jogar na Super Sete Pela Internet
Para jogar online é preciso estar cadastrado no site das Loterias Caixa, um processo muito simples que leva apenas alguns minutos. Veja o passo a passo:
- Acesse o site. Siga até o site oficial das Loterias Caixa e toque em “Acessar”;
- Faça o registro. Toque em “Cadastrar-se” e preencha as informações solicitadas;
- Realize sua aposta. Selecione a Super Sete, preencha os bilhetes e pague ao final.
Ao acessar o site lembre de confirmar que tem mais de 18 anos para liberar o acesso total ao jogo Super Sete. As apostas online são encerradas às 20h todos os dias.
Saiba o que é a Teimosinha
A Teimosinha é uma opção que pode ser marcada no seu bilhete para que esse jogo seja repetido de forma automática por um determinado número de concursos. A aposta pode ser repetida por 2, 3, 4, 6, 8, 9 ou 12 concursos, sendo uma opção ideal para pessoas que jogam sempre os mesmos números da sorte.
Otimize as suas apostas
A otimização de apostas funciona com o aumento de números escolhidos em cada bilhete. Caso o jogador deseje marcar 2 números em uma coluna, é preciso que todas as outras tenham pelo menos um número marcado. Caso deseje marcar 3 em uma coluna, é preciso que todas as outras tenham pelo menos 2 números assinalados, seguindo esse padrão e pagando o valor para cada aumento realizado, aumentado a probabilidade Super Sete de ganhar.
Como Ganhar na Super Sete
Apesar do formato inovador de apostas, os pagamentos seguem o mesmo padrão de toda loteria: quem acertar todos os 7 números do sorteio, ganha! Mas, não são apenas esses os ganhadores, como ganhar no Super Sete também incluem acertos com:
- 6 acertos;
- 5 acertos;
- 4 acertos;
- 3 acertos;
Essas faixas inferiores de premiação pagam valores mais altos para quantidade de números acertados. Embora, é preciso destacar que pagar a partir de três acertos traz uma boa margem para que os apostadores possam voltar e refazer suas apostas.
Existe uma boa alternativa ao Super Sete?
Sim, existe. As loterias são uma forma de jogo que permite ganhar prêmios com apostas em dinheiro, muito similar as plataformas de apostas. Casas de apostas e cassinos online são uma ótima opção aos jogos de loteria, pois permitem apostar em jogos e esportes com boas chances de prêmios e maiores níveis de entretenimento.
Opções seguras e confiáveis como o Leon casino ao vivo tem destaque nesse mercado, ofertando aos seus usuários uma enorme variedade de eventos esportivos e jogos de cassino. Confira uma visão geral sobre essa super plataforma:
| Informações | Descrição |
| Lançamento | 2024 |
| Licença | ALSI-202410001-FI1 |
| Apostas Esportivas | Sim |
| Jogos de Cassino | Sim |
| Bônus de Boas-Vindas | Para Apostas e Cassino |
Além disso, é possível encontrar diversos bônus e promoções para aumentar as suas chances de ganhar, algo que não está disponível em jogos de loteria. Assim, essa é uma excelente opção para substituir os seus jogos de loteria, permitindo que você explore muitos mercados e tenha ainda mais diversão em quanto busca por prêmios.
Sorteios da Super Sete
Os sorteios da Super Sete são realizados três vezes por semana, segundas, quartas e sextas, sempre as 21 horas. O resultado Super Sete de hoje pode ser conferido de forma imediata em diversos sites online e também no próprio endereço oficial da Loterias Caixa.
Estatísticas e Probabilidades da Super Sete
As estatísticas podem ser encontradas em diversos sites que fazem análises de jogos de loteria, mostrando quais os números mais sorteados e os menos sorteados, por exemplo. Já as probabilidades de vencer são fixas e são apresentadas pela própria Loterias Caixa, com as seguintes chances:
- 3 números: 1 para 43,5;
- 4 números: 1 para 392;
- 5 números: 1 para 5.879;
- 6 números: 1 para 158.530;
- 7 números: 1 para 10 milhões.
Em caso de não haver ganhadores no prêmio principal de 7 números, os valores são acumulados para o próximo sorteio. Lembrando que as chances são as mesmas para todos os apostadores, físicos ou online.
Prêmios da Super Sete
Ao entender como funciona o Super Sete e os seus prêmios possíveis, pode apostar com maior consciência dos retornos disponíveis. Por se tratar de uma loteria com altas chances de retorno, os prêmios médios costumam ser mais baixos do que em outras loterias, como a Mega-Sena, por exemplo, mas ainda assim paga valores muito altos e até milionários.
Para os ganhadores, prêmios com valor de até R$ 2.428,80 (bruto) podem ser sacados diretamente nas lotéricas, enquanto valores acima precisam ser sacados em uma agência Caixa, mediante apresentação do bilhete e documento de identidade.
Seminário revisita a história e as múltiplas facetas de Maria Augusta
A Biblioteca Parque Estadual recebeu, na última sexta-feira, uma bonita homenagem à memória de Maria Augusta. Realizado nas dependências do Teatro Alcione Araújo, o seminário teve como abertura um vídeo com depoimentos de pessoas que conviveram com a carnavalesca, como Ricardo Cravo Albin. Em seguida, uma mesa debatedora dissecou a carreira e as inspirações da artista. O mediador foi o professor Felipe Ferreira, membro do júri do Estandarte de Ouro, organizado pelo jornal O Globo. Como convidados, participaram os jornalistas Flávia Oliveira e Marcelo de Mello, a professora Patrícia de Aquino e os carnavalescos Licia Lacerda e Eduardo Gonçalves.
* Seja o primeiro a saber as notícias do carnaval! Clique aqui e siga o CARNAVALESCO no WhatsApp

Flávia Oliveira abriu a mesa lembrando a origem de Maria Augusta, nascida em Campos dos Goytacazes, seu aprendizado no mundo do carnaval com Fernando Pamplona e sua religiosidade, filha de Xangô e praticante do candomblé durante grande parte de sua vida. Flávia escreveu sobre Maria Augusta no livro “Pra tudo se acabar na quarta-feira”, que conta com artigos sobre 16 dos principais carnavalescos do país.
Marcelo de Mello pontuou sua admiração pelo trabalho da carnavalesca, principalmente após o desfile que ela realizou em 1977 na União da Ilha, com o inesquecível enredo “Domingo”, o cuidado que ela tinha com o uso das cores em seus carnavais e a convivência com a artista nos anos do Estandarte de Ouro. Licia Lacerda falou sobre a longa convivência das duas desde a Escola Nacional de Belas Artes, o primeiro trabalho juntas na equipe de criação do Salgueiro, em 1971, com o enredo “Festa para um rei negro”, que se sagrou campeão naquele ano, além de outros trabalhos, como nos primeiros anos na Tradição, e o brilho nos olhos que Augusta tinha quando estava no carnaval.

Patrícia de Aquino foi amiga de longa data de Maria Augusta e ressaltou a ancestralidade e espiritualidade da homenageada, como essa espiritualidade influenciava o trabalho da artista, e também falou sobre seu forte lado místico, que norteava as decisões que Augusta tomava na vida, como alguns enredos que surgiram após sonhos, além de sua vivência no candomblé e iniciação com Joãozinho da Gomeia e o ator Joaquim Motta.
O carnavalesco Eduardo Gonçalves relembrou a forte amizade com a artista, que chamava de madrinha, seu pioneirismo como carnavalesca mulher e iniciativas como catalogar suas criações em livros, inspirando a criação do livro Abre-Alas, hoje utilizado por todas as escolas. Ele também citou passagens de Maria Augusta como comentarista e amante do Carnaval, frequentando inúmeros ensaios e escolhas de samba.
A mesa durou cerca de duas horas e se encerrou com Selminha Sorriso lendo dois sambas que homenagearam a carnavalesca: Vila Santa Tereza 1996 e Arranco 2004.
Liesa altera para modelo híbrido forma de acesso aos ensaios técnicos do Grupo Especial; confira as mudanças
Após uma série de diálogos com órgãos públicos e ouvindo o clamor do público que vive o carnaval, a Liesa alterou a forma de entrada nos ensaios técnicos do Grupo Especial e implementará um sistema que une a reserva digital à entrada presencial por fluxo. O objetivo central, segundo o presidente Gabriel David, é manter a segurança de todos os participantes, respeitando as normas das autoridades.
* Seja o primeiro a saber as notícias do carnaval! Clique aqui e siga o CARNAVALESCO no WhatsApp

Como funcionará o acesso
A partir de agora, o folião terá dois caminhos para acompanhar os ensaios na Passarela do Samba:
• Entrada garantida via QR Code: Quem já realizou o agendamento pelo aplicativo oficial (RIO CARNAVAL) tem sua gratuidade assegurada. Ao chegar ao setor, basta bipar o código nos sensores para entrar diretamente.
• Acesso direto pelas catracas: Para quem não possui o QR code, não será mais necessário retirar ingressos físicos na porta. O acesso será feito diretamente pelas catracas instaladas em todos os setores, permitindo que o público entre de forma mais orgânica enquanto houver disponibilidade de espaço.
Controle de Lotação e Segurança
O novo modelo preza pelo rigor técnico e pela integridade física dos espectadores. De acordo com Gabriel David, o controle será feito setor por setor.
1. Fechamento por setor: Assim que um setor atingir sua capacidade máxima, ele será temporariamente fechado.
2. Fluxo de substituição: Caso o Sambódromo atinja a lotação total em todos os setores, o acesso só será liberado mediante a saída de outros espectadores (sistema de “um sai, um entra”).
3. Diálogo com autoridades: O presidente reforçou que a medida respeita todas as pontuações e anotações feitas pelos órgãos de fiscalização.
Expectativa para a Avenida
Gabriel David destacou que a Liesa permanece atenta ao feedback de quem “ama e respira carnaval”. O dirigente demonstrou entusiasmo para o início dos trabalhos na avenida, afirmando estar ansioso para ver o que as agremiações prepararam para este ano
Sem Censura, da TV Brasil, antecipa folia com três semanas de edições temáticas sobre carnaval
O programa Sem Censura entra no clima do Carnaval com uma série de entrevistas especiais no estúdio da TV Brasil durante três semanas, com atrações dedicadas à folia, a partir desta segunda, ao vivo, às 16h. A produção comandada por Cissa Guimarães recebe convidados para entrevistas temáticas sobre as 12 escolas de samba do Grupo Especial do Rio de Janeiro. Os integrantes das agremiações apresentam e debatem os enredos que prometem marcar o desfile deste ano na Marquês de Sapucaí.

* Seja o primeiro a saber as notícias do carnaval! Clique aqui e siga o CARNAVALESCO no WhatsApp
O estúdio da emissora pública se torna passarela para os foliões da Mangueira, Portela, Salgueiro, Beija-Flor, Grande Rio, Imperatriz Leopoldinense, Mocidade Independente de Padre Miguel, Vila Isabel, Viradouro, Paraíso do Tuiuti, Unidos da Tijuca e Acadêmicos de Niterói.
A roda de conversa traz para a bancada do programa vespertino representantes das agremiações para um bate-papo aprofundado com análise, contexto histórico e cultural. O jornalista e criador de conteúdo Muka participa como debatedor. A proposta do especial é celebrar a força, a criatividade e a diversidade do maior espetáculo da cultura popular brasileira.
Essa programação do canal reúne intérpretes, rainhas de bateria, passistas, casais de mestre-sala e porta-bandeira, além de ritmistas da bateria das agremiações para performances ao vivo, no palco do Sem Censura, de segunda a quinta, às 16h. Já às sextas, a TV Brasil mostra os melhores momentos da semana.
A sequência traz personalidades da folia como o bamba Leandro Vieira, carnavalesco da Imperatriz Leopoldinense; Macaco Branco, mestre de bateria da Vila Isabel, e os carnavalescos Gabriel Haddad e Leonardo Bora, da agremiação Azul e Branca.
Outros convidados também já confirmaram participação: o dançarino e coreógrafo Carlinhos de Jesus; o jornalista Fabio Fabato, especializado na cobertura do carnaval; o babalawò Ivanir dos Santos para falar sobre intolerância religiosa; e o artista plástico Vik Muniz.
Viradouro embala segunda
Com o enredo “Pra Cima, Ciça”, a Viradouro homenageia no seu desfile o célebre mestre de bateria da agremiação. O veterano participa do bate-papo no programa Sem Censura desta segunda, ao vivo, às 16h. Moacyr da Silva Pinto, o querido Mestre Ciça, completa 70 anos em 2026.
A apresentadora Cissa Guimarães também entrevista o carnavalesco da escola, Tarcísio Zanon, e a porta-bandeira Rute Alves. Os ritmistas da Vermelha e Branca agitam o programa que ainda conta com a presença do cardiologista Cláudio Domênico. O médico fala sobre a importância de cuidar bem do coração na maturidade.
Mocidade é atração de terça
A saudosa cantora e compositora Rita Lee pauta o enredo da Mocidade Independente de Padre Miguel. Para saudar o tributo à artista, o programa da TV Brasil nesta terça, ao vivo, às 16h, recebe Igor Vianna, intérprete da agremiação, e Marcelo Misailidis, coreógrafo da comissão de frente da escola, além de ritmistas.
Filho do lendário Ney Vianna, Igor traça um panorama da carreira e comenta a expectativa para estrear como intérprete oficial da Mocidade, posto que assumiu para ser a voz principal da Verde e Branca. Já o bailarino uruguaio radicado no Brasil antecipa curiosidades sobre a apresentação da comissão de frente.
O programa ainda traz a jornalista Bárbara Pereira, biógrafa da escola, para abordar uma pesquisa sobre mulheres no samba. O combate ao assédio no carnaval pauta uma campanha que é explicada por Joyce Trindade, secretária de Políticas e Promoção da Mulher e Cuidados da cidade do Rio de Janeiro.
Mangueira tem destaque na quarta
A Estação Primeira de Mangueira antecipa para o Sem Censura curiosidades sobre o enredo que exalta a Amazônia Negra a partir da trajetória de Mestre Sacaca. Os integrantes da escola transformam o cenário na alegria da Verde e Rosa nessa participação especial na quarta, ao vivo, às 16h, no canal público.
O bate-papo reúne a presidenta da escola, Guanayra Firmino; o compositor Tomaz Miranda; e o carnavalesco Sidnei França, que estreia nos desfiles do Grupo Especial do Rio de Janeiro. Cissa Guimarães ainda entrevista Mãe Celina de Xangô.
Unidos da Tijuca agita na quinta (29/1)
Com um tributo à escritora Carolina Maria de Jesus, o enredo da Unidos da Tijuca é o tema do Sem Censura desta quinta, ao vivo, às 16h, no estúdio da TV Brasil. A escola leva o Amarelo e Azul para colorir o programa.
A produção comandada por Cissa Guimarães recebe quatro convidados para conversar sobre o desfile da agremiação. Participam da conversa na bancada o carnavalesco Edson Pereira, o enredista Gabriel Mello, a porta-bandeira Lucinha Nobre e a jornalista Eliana Alves Cruz.
Sobre o programa
O Sem Censura faz parte da programação do canal público desde 1985, quando estreou no dia 1º de julho na então TVE/RJ, hoje TV Brasil, sob o comando de Tetê Muniz. O bate-papo criado por Fernando Barbosa Lima ficou mais conhecido com o rosto de jornalistas como Lúcia Leme e Leda Nagle na apresentação. Desde 2024, a atração voltou ao formato original com Cissa Guimarães na bancada.
A roda de conversa recebe artistas e profissionais de diversas áreas para discutir temas do momento que interessam à sociedade. O vespertino tem quadro fixo de debatedores que se revezam ao longo da semana. Em 2025, a premiada produção da TV Brasil completou quatro décadas no ar.
Último vencedor do Prêmio APCA de melhor programa de televisão e indicado novamente na atual edição, o Sem Censura conquistou, por duas vezes consecutivas, em 2024 e 2025, o reconhecimento com o Prêmio Melhores do Ano NaTelinha, na categoria Melhor Programa de Entrevistas.
A interatividade está presente no Sem Censura com a hashtag #semcensura nas redes sociais. O público também pode participar pelo WhatsApp (21) 99903-5329. A apresentadora da roda de conversa lê e comenta as mensagens, enquanto os convidados respondem às perguntas enviadas.
Com transmissão de segunda a quinta, ao vivo, às 16h, e edições especiais toda sexta-feira, sempre na mesma faixa, o programa é exibido simultaneamente na telinha, no app TV Brasil Play e no YouTube do canal. O conteúdo diário fica disponível em formato de podcast no Spotify. O Sem Censura ainda tem janela alternativa na programação TV Brasil mais tarde, no mesmo dia, às 23h30.
Serviço
Sem Censura – segunda a sexta, às 16h, na TV Brasil
Sem Censura (reprise) – segunda a sexta, às 23h30, na TV Brasil
Sem Censura – Spotify – https://open.spotify.com/show/09O9CTA1nHctKJ2AdII0JZ
Borel sonha alto! Tijuca alcança canto impressionante e afirma potência musical em ensaio
Por Luiz Gustavo e Juliane Barbosa
A Unidos da Tijuca realizou, na última quinta-feira, mais um ensaio de rua na preparação para o Carnaval 2026, sendo o último da temporada na Geógrafo Milton Santos, também conhecida como Via D1, na Zona Portuária. A despedida do local foi em grande estilo, um ensaio que reforçou toda a força e o teor emocional de um dos melhores sambas da safra, cantado pelos componentes com extrema alegria e de forma uníssona, sobretudo o refrão de cabeça, que é entoado como um clamor de esperança por novos tempos para a azul e amarelo. A Tijuca respira ares de confiança e almeja realizar seu melhor desfile dos últimos anos, contando também com um casal cada vez mais entrosado, uma bateria consolidada e uma evolução organizada e vigorosa. Esses quesitos serão colocados à prova na segunda-feira de Carnaval, quando a agremiação será a terceira a desfilar, apresentando o enredo “Carolina Maria de Jesus”, desenvolvido pelo carnavalesco Edson Pereira.
* Seja o primeiro a saber as notícias do carnaval! Clique aqui e siga o CARNAVALESCO no WhatsApp
MESTRE-SALA E PORTA-BANDEIRA
Matheus e Lucinha realizaram uma apresentação muito aplaudida pelo público presente, com um bailado mais clássico, sem muitos elementos coreográficos decorrentes da letra do samba. Na primeira parte do samba, muitos giros leves por parte de Lucinha, seguidos por um gesto de reverência de Matheus e uma sequência de bailado livre no refrão central, com Matheus mostrando muita segurança em seus rodopios e ótima agilidade nos movimentos, enquanto Lucinha encaixou giros precisos em progressão, realizados com elegância e boa postura corporal.

A série no refrão central se encerrou com Matheus conduzindo Lucinha em um movimento muito bonito e difícil de quatro giros conectados pelas mãos. Na segunda parte, um pequeno momento de coreografia, quando Lucinha encosta a cabeça na bandeira como se fosse descansar no trecho “dos salões da burguesia aos barracos do Borel”, seguido de uma série de passos em que ambos utilizam bem o espaço da rua. Antes do refrão principal, o movimento de bandeirada, tão característico de Lucinha.
No refrão, um show de Matheus, com seu corpo esguio utilizando muito bem também os braços em seu bailado, tornando os movimentos mais elegantes. Uma apresentação muito bonita, que mostra um casal cada vez mais alinhado, em um ritmo semelhante e sincronizado de dança.

EVOLUÇÃO
A escola optou por uma evolução mais lenta, visando um treino maior de canto e de lateralidade das alas, trabalhando os braços, volume corporal dentro do espaço para um avançar na pista mais vistoso e empolgante. E foi o que se viu, com os componentes bem soltos nas alas, sem engessamento, mas mantendo uma organização nas suas fileiras. A Tijuca manteve essa evolução mais calma até o final do seu ensaio, e isso não arrefeceu a força dos componentes, que seguiram com bastante empolgação e tomando a rua para si. Poucas alas não evoluíram de forma mais solta; no geral, o resultado foi excelente.

HARMONIA E SAMBA
Falar que a Tijuca cantou o samba soa até pequeno diante do que foi apresentado pela sua comunidade, que entoou um clamor em alto volume, ouvido na Zona Portuária, em todas as alas, inclusive as mais distantes do carro de som. Impressionou o canto da agremiação já desde a largada, manteve-se durante a meiúca do ensaio e ganhou ainda mais força na reta final. A escola ficou mais tempo na pista para testar o canto; alas ficaram paradas em alguns momentos e nada diminuiu a empolgação dos componentes. A cada passada, o canto era mais absurdo, mais emocionante, mais orgulhoso. É nítida a mudança de ares na escola, como os componentes compraram o projeto e estão felizes com o enredo e, consequentemente, com o belo samba gerado por ele.

Elisa Fernandes, diretora de carnaval da agremiação, teceu comentários sobre a temporada de ensaios de rua e a força do samba para a escola. “Com certeza, fizemos a melhor temporada de ensaios de rua da Tijuca em muito tempo. Isso mostra a força do nosso enredo, do nosso samba e mostra como a história da Carolina tocou a comunidade. Tivemos a volta de muitos integrantes que fizeram questão de desfilar com esse enredo, vemos muitas pessoas se emocionando muito, a comunidade está cada vez mais envolvida, o nível dos ensaios só está aumentando. Daqui até o carnaval, a tendência é crescermos ainda mais; temos feito ensaios às segundas na quadra para trabalho de canto com alas de forma setorizada. Emocionar é importante, é um samba que emociona mesmo, mas o componente não pode emocionar e deixar de cantar, é importante treinar. A comunidade está cantando, batendo no peito, vibrando, está bonito de ver, está todo mundo bem comprometido e envolvido com o samba, temos tudo para chegar ao desfile oficial ainda mais fortes”, declarou.

Samba que está na prateleira de cima do Grupo Especial para 2026, de uma força e poesia enormes. A segunda parte é de uma beleza indescritível em sua construção. A obra foi completamente abraçada pelos componentes, como se vê a cada ensaio, e vem conseguindo um rendimento excelente, com uma boa condução de Marquinho Art Samba e seus apoios, com um andamento agradável por parte da bateria de mestre Casagrande e um desempenho linear, mesmo com o refrão de cabeça alcançando o ponto mais alto de explosão. Um samba poético, lírico e aguerrido, impulsionando o ânimo do tijucano.

O intérprete Marquinho Art Samba falou sobre a preparação para o desfile. “Eu sinto que a escola está quase pronta, lógico que ainda faltam algumas coisinhas, mas é só detalhe que, no dia a dia, vamos consertar. Nossa escola está cantando o bom samba, está na boca do torcedor e não há nada melhor do que isso. Diria que estamos 90% prontos para viver o grande dia, apenas alguns ajustes para lapidar”, afirmou.

Elisa Fernandes, diretora de carnaval da agremiação, teceu comentários sobre a temporada de ensaios de rua e a força do samba para a escola. “Com certeza, fizemos a melhor temporada de ensaios de rua da Tijuca em muito tempo. Isso mostra a força do nosso enredo, do nosso samba”.

OUTROS DESTAQUES
A bateria, de mestre Casagrande, é sinônimo de qualidade, educação musical e segurança para a escola; com um ótimo samba como o que a Tijuca possui para 2026, é garantia de excelência na parte musical.

A rainha de bateria, Mileide Mihaile, parece que já está no posto há tempos, tamanha a desenvoltura com que vem à frente da “Pura Cadência”. Sambou com a ala de passistas, interagiu com mestre Casagrande e conquistou a simpatia da comunidade.
A ala das baianas veio com uma bonita roupa branca e cantou bastante o samba. As senhoras também exibiram sorriso e simpatia durante o treino da escola.
Público poderá emitir gratuitamente ingressos para os ensaios técnicos Grupo Especial a partir desta sexta-feira
Os ensaios técnicos do Grupo Especial do Rio Carnaval 2026 vão começar e, para este ano, o público contará com uma grande novidade: os ingressos, que seguem gratuitos, agora deverão ser emitidos no aplicativo oficial do Rio Carnaval. A iniciativa vale para os dois finais de semana onde as agremiações do Grupo Especial farão o aquecimento da Sapucaí, nos dias 30 e 31 de janeiro, 1º, 6, 7 e 8 de fevereiro.
* Seja o primeiro a saber as notícias do carnaval! Clique aqui e siga o CARNAVALESCO no WhatsApp

A retirada de ingressos começa nesta sexta-feira, a partir das 12h. Quem já tiver o aplicativo do Rio Carnaval instalado, basta clicar no banner que estará disponível e seguir os passos. Quem ainda não tiver, pode baixar gratuitamente nas lojas para iOS ou Android. Será possível emitir um ingresso por CPF para cada dia de ensaio, para arquibancada ou frisa. A medida vai facilitar a organização e melhorar o controle de acesso do público ao Sambódromo, evitando superlotação.
Confira o calendário completo dos ensaios técnicos:
Sexta-feira – 30/1
21h – Acadêmicos de Niterói
Mocidade Independente de Padre Miguel
Estação Primeira de Mangueira
Unidos da Tijuca
Sábado – 31/1
18h – Desfiles do Rio Carnaval Mirim
20h – Unidos de Vila Isabel
Acadêmicos do Salgueiro
Paraíso do Tuiuti
Portela
Domingo – 1/2
17h30 – Desfiles do Rio Carnaval Mirim
19h – Unidos do Viradouro
Imperatriz Leopoldinense
Acadêmicos do Grande Rio
Beija-Flor de Nilópolis
Sexta-feira – 6/2
21h – Acadêmicos de Niterói
Mocidade Independente de Padre Miguel
Estação Primeira de Mangueira
Unidos da Tijuca
Sábado – 7/2
18h – Lavagem da Passarela
Em seguida:
Unidos de Vila Isabel
Acadêmicos do Salgueiro
Paraíso do Tuiuti
Portela
Domingo – 8/2
18h – Desfiles do Rio Carnaval Mirim
19h – Unidos do Viradouro
Imperatriz Leopoldinense
Acadêmicos do Grande Rio
Beija-Flor de Nilópolis
‘Nós não somos ninguém sem essa comunidade’! Helinho reafirma o compromisso da Grande Rio com Caxias
Em um encontro marcado pela franqueza e pela paixão que dedica à Acadêmicos do Grande Rio há quase quatro décadas, o presidente de honra Helinho Oliveira recebeu o CARNAVALESCO para uma conversa profunda sobre os rumos da agremiação. Refletindo sobre o desfecho do último carnaval e com os olhos voltados para 2026, ele destacou a resiliência da escola após perder o título por apenas um décimo em 2025, a força inabalável de sua comunidade e a confiança nos segmentos que formam a “espinha dorsal” da Tricolor de Caxias. A Grande Rio entra na Sapucaí com um único objetivo: a vitória.
* Seja o primeiro a saber as notícias do carnaval! Clique aqui e siga o CARNAVALESCO no WhatsApp

Presidente, olhando para trás, qual o sentimento que ficou após o resultado do Carnaval de 2025?
“O carnaval de 25 passou, agora o foco é 2026. Teve um momento na avenida em que me senti campeão, mas os envelopes mostraram que perdemos décimos na bateria porque a jurada alegou não ter ouvido algo. Foi um detalhe, mas está tudo bem; parabenizamos a campeã e seguimos em frente porque este ano é outro”.
A Grande Rio é conhecida pelo canto forte. A comunidade é realmente a mola propulsora da escola?
“Sem dúvida, a comunidade é a nossa mola. Eu costumo dizer que nenhum dirigente é nada se a comunidade não fizer o que vem fazendo. No último ensaio em Caxias, eu me emocionei ao ver aquela entrega; é algo que está acima de qualquer colocação. Além disso, mantemos o compromisso de doar 100% das fantasias para os nossos componentes; são 3.500 roupas de qualidade distribuídas para o povo de Caxias”.
Como está o desenvolvimento do enredo com o carnavalesco Gonzaga e o que podemos esperar das alegorias?
“O Gonzaga está nos deixando muito satisfeitos, demonstrando um trabalho bonito com fantasias maravilhosas. Eu aprendi com o Joãozinho 30 que carnaval só fica pronto na avenida. O projeto nasce na cabeça do artista, muda no papel e se transforma novamente dentro do barracão, por isso é importante estar perto desde o início”.
Sobre o mestre Fafá, houve muita cobrança após as notas do último ano. Como a presidência lidou com isso?
“Eu disse a ele: ‘Levanta a cabeça, meu chapa’. Perdemos por um décimo, o que já aconteceu outras vezes, e não entendi por que houve tanta dor. Nós acreditamos no Fafá desde jovem; ele assumiu a bateria e mostrou seu valor, seguindo o legado da família. Ele tem todo o nosso apoio”.
A escolha de Virgínia Fonseca como rainha gerou debates. Como o senhor avalia a presença dela hoje?
“O samba deve acolher a todos, e a Virgínia foi abraçada pela nossa comunidade. Houve um burburinho inicial por ela ser branca, mas a presença dela é positiva; ela quase não faltou a ensaios e está sambando muito bem. É mentira que ela pagou pelo cargo; se tivesse esse dinheiro, eu teria gasto no barracão, pois aqui sempre falta. Ela ajuda com a nossa mídia, já batemos 1 milhão de seguidores no Instagram, e o povo comprou a briga dela”.
O que pode adiantar sobre a comissão de frente para o próximo desfile?
“Só posso dizer que vai emocionar. Eu só faço o que me motiva, e o projeto atual me motiva muito. Estamos sempre acrescentando ideias novas porque todo mundo quer ganhar o título e o show de abertura precisa ser grandioso. É um dos quesitos mais caros, se juntar tudo, mas é um investimento necessário para quem quer ser campeão”.
A Grande Rio virá logo após a Vila Isabel, em um dia com escolas pesadas como Salgueiro e Tuiuti. Existe algum receio?
“Medo não, eu encaro qualquer uma. O dia inteiro é forte, e papai do céu sabe como faz as coisas. Não tem tarefa mole no Grupo Especial, mas o nosso carnaval é feito para brigar pelo título. Se não for para entrar na briga, eu nem venho para o barracão”.
Para encerrar, o que a Grande Rio representa hoje para Duque de Caxias e para o senhor?
“Para mim, não existe nada maior que a Grande Rio em Caxias; a cidade é a escola. Eu torcia pela Mangueira e pela Beija-Flor antes da fundação, mas hoje a Tricolor é o nosso patrimônio. É como um filho para mim. Ver a energia da velha guarda e das baianas após um desfile nos dá força para continuar todo ano”.

