A Liga-RJ, entidade que representa as escolas de samba da Série Ouro, divulgou uma nota oficial manifestando forte discordância e preocupação com o atual modelo de organização e credenciamento do Carnaval 2026 na Marquês de Sapucaí. O posicionamento denuncia exclusão de sambistas, trabalhadores e da imprensa especializada, aponta um processo de elitização da festa e cobra mais transparência, isonomia e respeito ao caráter popular de um espaço público que, segundo a entidade, pertence ao povo.
Veja a Nota oficial da Liga RJ em conjunto às suas 15 filiadas
A LIGA RJ, entidade que representa as escolas de samba da Série Ouro, vem a público manifestar sua discordância e profunda preocupação com o atual modelo de organização e credenciamento adotado para o Carnaval 2026 no Sambódromo da Marquês de Sapucaí.
As agremiações da Série Ouro não concordam com um sistema que, na prática, exclui sambistas, dirigentes, trabalhadores do Carnaval e veículos de imprensa especializados, enquanto libera centenas de credenciais para influenciadores digitais, convidados sem vínculo com o samba e amigos pessoais de pessoas influentes. Tal modelo afasta justamente quem constrói, sustenta e preserva a essência do Carnaval.
Causa indignação às escolas o fato de segmentos historicamente ligados ao samba, como a imprensa carnavalesca independente, fotógrafos, comunicadores populares e sambistas das próprias agremiações, estarem sendo impedidos de acessar a Sapucaí, enquanto pessoas sem qualquer relação com a cultura do samba circulam livremente por um espaço público.
As agremiações da Série Ouro não concordam com a progressiva elitização do Carnaval, que contraria sua natureza popular. As escolas da Série Ouro lutam para manter o Carnaval como uma festa do povo, com valores justos de ingressos, porém o modelo atualmente adotado exclui o verdadeiro sambista e as comunidades, tornando o acesso cada vez mais restrito. Soma-se a isso a proibição de entrada do público com alimentos e bebidas, obrigando o consumo de produtos de uma única marca, criando situação de monopólio em espaço público, além de outros contratos comerciais que elitizam o evento, quando o Carnaval deveria ser popular, democrático e acessível.
A Marquês de Sapucaí pertence ao povo, e o Carnaval é um patrimônio cultural popular, não podendo ser tratado como evento seletivo, elitizado ou guiado por interesses comerciais. O modelo atual afasta quem constrói o espetáculo e compromete a transparência, a pluralidade cultural e o caráter democrático da festa.
Nesse contexto, a LIGA RJ defende que o credenciamento seja realizado de forma separada por cada liga, respeitando a autonomia de cada grupo. Assim, as credenciais emitidas por cada entidade devem ter validade restrita aos dias de seus respectivos desfiles, permitindo que as escolas da Série Ouro credenciem sambistas, profissionais e veículos de imprensa carnavalesca que tiveram seus pedidos negados, garantindo acesso legítimo a quem vive e divulga o samba.
Causa profunda indignação às agremiações da Série Ouro o fato de que o GRES Unidos do Porto da Pedra, escola integrante do grupo e com grande relevância no carnaval, tenha solicitado formalmente a aquisição de um camarote no Sambódromo, demonstrando plena disposição para arcar com todos os custos envolvidos, e tenha tido seu pedido simplesmente negado, sem qualquer explicação técnica, administrativa ou contratual. Esse episódio escancara uma realidade de desigualdade e abuso, evidenciando tratamento discriminatório entre as agremiações, em flagrante violação ao princípio da isonomia e configurando restrição arbitrária de acesso a um bem público, incompatível com o espírito democrático do Carnaval.
A LIGA RJ também reforça a necessidade de revisão do contrato de concessão do Sambódromo, uma vez que seus efeitos práticos vêm gerando desequilíbrios, exclusões, privilégios e restrições incompatíveis com a natureza pública do espaço.
É fundamental lembrar que a Administração Pública deve observar os princípios da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência, previstos no artigo 37 da Constituição Federal, garantindo que todas as ligas sejam tratadas de forma isonômica, sem favorecimentos e sem qualquer tipo de subordinação entre entidades privadas que utilizam um bem público.
Esta nota não tem como objetivo atacar ou desqualificar qualquer instituição. Seu propósito é tornar público o posicionamento das agremiações da Série Ouro, construído de forma democrática, após plenária realizada no dia 21 de janeiro de 2026, quando os Presidentes e representantes escolas de samba deliberaram, de maneira coletiva e soberana, sobre os temas aqui expostos.
A LIGA RJ e as agremiações da Série Ouro reafirmam sua confiança, respeito institucional e total apoio à RIOTUR, reconhecendo o papel fundamental do órgão público na organização do Carnaval e acreditando que sua atuação será decisiva para corrigir distorções, garantir isonomia e recolocar o povo no centro do maior espetáculo cultural do país.
As escolas de samba da Série Ouro seguem unidas em um princípio inegociável: o Carnaval é do povo, para o povo, e deve permanecer fiel às suas raízes populares.
Desde quando os Gaviões da Fiel anunciaram “Vozes Ancestrais Para Um Novo Amanhã” como enredo para 2026, uma dúvida que por vezes aparece em desfiles da “Torcida Que Samba” por conta de uma tradição da escola voltou à tona: como fazer um desfile com temática indígena sem utilizar a cor verde em nada? Para responder a tal questão, a reportagem do CARNAVALESCO conversou com Julio Poloni e Rayner Pereira, carnavalescos dos Gaviões da Fiel, na Festa dos Protótipos dos Gaviões da Fiel para 2026.
A escola de samba Gaviões da Fiel nasceu ligada à torcida organizada do Corinthians de mesmo nome. Ao contrário de outras agremiações carnavalescas ligadas aos adeptos de um clube na cidade de São Paulo, entretanto, a diretoria que cuida do Carnaval e das atividades mais próximas do futebol é a mesma.
O maior rival do Corinthians é o Palmeiras, e a rivalidade é levada muito em conta nos Gaviões. Existem diversas placas que informam que é terminantemente proibido o uso de verde (cor do arquirrival) nas dependências da quadra da instituição, no Bom Retiro, Centro de São Paulo. No banheiro, placas alertam para que todos mantenham a boa higiene do local, já que ninguém no local é porco – um dos mascotes do clube da Barra Funda.
Apesar de tais mensagens, é importante destacar que a relação entre as diretorias de Gaviões da Fiel e Mancha Verde (escola de samba que surgiu por meio de uma torcida organizada do Palmeiras) em todos os eventos carnavalescos é bastante amistosa, assim como são as relações entre todas as escolas de samba ditas desportivas – ou seja, que surgiram de uma torcida organizada que acompanha um clube de futebol.
Enredo com múltiplos caminhos
Rayner destaca que, mesmo com uma temática originária, uma cor não limita o trabalho: “A primeira coisa que me vem à cabeça é o porquê que tem que ter essa cor. A gente está dentro de um Carnaval em que a gente tem inúmeras possibilidades e formas de trabalhar o nosso modelo de enredo. Isso é o de menos dentro do que a gente vem buscando. Claro, a gente sabe que é uma cor característica do enredo que a gente vem falando, mas a gente está dentro do Carnaval, a gente está dentro de um concurso, de um prêmio que a gente quer levar. Por que não arriscar com alguma outra cor, com algum outro modelo de efeito que a gente pode usar?”, indaga.
O próprio carnavalesco, aliás, promete que ninguém sentirá falta de nada: “Por sinal, fica a dica: a gente está usando muito efeito. Vocês não vão sentir a menor falta de determinada cor – e acredito que vai ficar ainda muito melhor”, garantiu.
Fio condutor misterioso
Julio destacou que tais desafios motivam a dupla de carnavalescos dos Gaviões: “A gente gosta de propor o diferente até nessas soluções criativas para não utilizar essa cor específica. Na verdade, esses desafios fazem parte do nosso dia a dia – e a gente gosta disso. Nesse ano, propriamente, a gente, obviamente, não vai usar a cor – mas a gente tem uma justificativa dentro da narrativa do enredo para não utilizá-la. A gente não vai abrir por enquanto porque a gente teria que explanar alguma das cores que a gente vai utilizar por aí e nós queremos fazer surpresa, mas a gente falou aqui na apresentação de hoje sobre o ‘tempo do sonho’. A floresta que a gente retrata é uma floresta que a gente visualiza a partir do transe de Yakoana. Isso significa que é uma visão a partir do transe, a partir do sonho”, comentou.
Citada no enredo e também na obra vencedora da final de samba-enredo dos Gaviões da Fiel para 2026, Yakoana é o nome de uma árvore que produz uma substância alucinógena – conhecida pelo mesmo nome. Tal líquido permite que determinados guerreiros indígenas adentrem em uma nova realidade.
O próprio carnavalesco conclui: “Nada precisa ser realista e concreto como a realidade. É no Carnaval que a gente tem esse caminho de ter essa liberdade de retratar o mundo, à moda Gaviões da Fiel. Essa cor não faz falta alguma”, finalizou.
O Sambódromo do Anhembi viveu um dos maiores processos de revitalização da sua história. O público que começou a frequentar o espaço nos ensaios técnicos do Carnaval 2026 já percebe mudanças significativas, especialmente em pontos que historicamente eram alvo de reclamações. As reformas atingem a maior área do Sambódromo, incluindo arquibancadas, camarotes, pista, sanitários, acessos e estruturas internas. Quem viveu o início da temporada de ensaio técnico de São Paulo já começou a sentir o impacto. Anderson Claro, de 46 anos, diretor de harmonia da Acadêmicos de São Jorge, avaliou.
“O presidente Tomate falou que a reforma estaria muito boa. E é realmente isso. Você entra nos banheiros e tem uma qualidade excepcional. Tudo limpinho, água na torneira, coisa que não tinha antigamente. Era um ponto de reclamação, inclusive”.
Ele também chamou atenção para a nova iluminação: “Embaixo das arquibancadas era muito escuro e mudou muito. Hoje a gente vê que estão melhorando”.
Desfilando há 12 anos e torcedora da Gaviões da Fiel e da Imperatriz da Pauliceia, Michelle Della Volpi, de 45 anos, também percebeu a transformação no visual do Sambódromo.
“Eu achei que a pintura deu outra cara. Ficou muito mais bonito. E o banheiro está sensacional. Eu até falei para a moça que estava lá dentro que estava limpo, perfeito. No outro lado também eu fui e adorei. Está bem melhor do que no ano passado”, contou após ir aos banheiros da arquibancada Monumental.
Para ela, apesar dos avanços, ainda há um ponto que precisa de atenção: o calor e a hidratação.
“O calor está muito forte. Mesmo tendo água para vender, deveria ter bebedouros. Tem que ter ponto de hidratação”.
A mesma preocupação foi levantada por Cristiane Oliveira, componente da Gaviões da Fiel há 14 anos. “O problema é o calor. Você vê muitas pessoas passando mal. Às vezes é falta de água. Muita gente fica o dia inteiro aqui e não tem condição de comer e beber como deveria”.
Quem também elogiou as melhorias foi Nilza Amador, de 61 anos, torcedora do Imperador do Ipiranga. Para ela, os novos banheiros mudaram completamente a experiência no Anhembi.
“Eu gostei muito. Está com aspecto mais limpo e organizado agora. Nos outros anos eu passei perrengue, cheguei no banheiro e estava todo molhado. Eu até comentava que tinha que vir de sapato alto. Dessa vez, nem precisou”.
Além da reforma dos sanitários, o projeto renovou a rede de esgoto, o sistema hidráulico, instalou novas caixas d’água, atualizou o sistema de combate a incêndio, realizou a pintura das arquibancadas e camarotes, promoveu a revitalização dos arcos tradicionais da pista e instalou novas luminárias de LED.
Quem já pisa no Anhembi neste começo de temporada de ensaios técnicos começa a sentir que, pelo menos em alguns dos pontos mais sensíveis, o Carnaval de 2026 promete ser diferente.
O Camarote King proporcionou um esquenta para o carnaval com a tradicional Feijoada do King, em Niterói, no Rio de Janeiro. O clima entre os brincantes foi de expectativa para mais um ano de vista privilegiada e conforto no camarote. Além da feijoada, o dia foi embalado por muito samba e pagode, com shows de Swing & Simpatia, Pique Novo e DJs tocando os hits do Carnaval ao longo da tarde, além de uma apresentação da Viradouro no fim da noite.
Ao falar dos spoilers para o próximo carnaval, a empresária Lilian Martins, à frente do Camarote King, aposta nos serviços que já fazem sucesso entre os foliões.
Fotos: Mariana Santos/CARNAVALESCO
“Mantivemos o mesmo buffet que foi um sucesso em 2025. Tudo o que fizemos e deu certo continuará”, declarou.
Ana Neri, que sempre frequenta o espaço ao lado do marido, relata a emoção de ter presenciado o campeonato de sua escola no último carnaval. “Eu já conheci outros camarotes, mas gostei muito deste. A feijoada é sempre maravilhosa. Assisti à Beija-Flor no ano passado, já estou na expectativa pelo bicampeonato e para curtir muito o camarote neste ano”, afirmou.
“O Camarote King tem um diferencial: nós somos muito bem recebidos. Eles falam que você tem o tratamento de rei e rainha e, realmente, é assim. É incrível a sensação de poder ver a nossa escola ali de pertinho, a nossa comunidade. Não tem como descrever esse sentimento”, destaca Miriam Rangel, frequentadora e torcedora da Viradouro e da Porto da Pedra.
Animada com a programação e ansiosa para ver os desfiles do Salgueiro e da Unidos da Tijuca na Sapucaí, Jaqueline de Jesus ainda não comprou o ingresso, mas afirma que a Feijoada do King é uma prévia do que vai rolar nos ensaios e desfiles. “A feijoada já é uma amostra do camarote também: gente bonita, comida e bebida boas, e muita música boa. Já fui ao camarote no primeirocarnaval pós-pandemia. Estou bastante curiosa para os desfiles deste ano, porque será nesse novo formato em três dias, e por isso quero assistir de novo”, disse.
Faltando pouco para os desfiles das escolas de samba, a Acadêmicos de Niterói vem revelando algumas surpresas para sua estreia no Grupo Especial. A estreante na elite carioca contará com a atriz Juliana Baroni representando a ex-primeira-dama Marisa Letícia na Marquês de Sapucaí. No desfile, que homenageia o presidente Lula, a atriz reviverá a personagem que interpretou no cinema em 2009.
No filme “Lula, o Filho do Brasil”, lançado em 2009, Juliana viveu Marisa Letícia e, agora, a convite da diretoria da escola, estará novamente na avenida no dia 15 de fevereiro. A atriz ocupará uma posição que promete ser um dos pontos altos do desfile, com grande impacto para o público.
“Comecei a estudar a vida dela naquela época e me comovi com as passagens marcantes de sua biografia. Reviver isso agora, na avenida, será mais do que especial. Desde que recebi o convite, fiquei lisonjeada, e podem aguardar fortes emoções”, revela Juliana.
Com o enredo “Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o filho do Brasil”, desenvolvido pelo carnavalesco Tiago Martins, a Acadêmicos de Niterói abrirá os desfiles do Grupo Especial na Marquês de Sapucaí.
O MetrôRio preparou um esquema especial para atender aos clientes que vão assistir ou participar dos ensaios técnicos das escolas de samba na Sapucaí que começam no próximo fim de semana. Para facilitar o retorno do público que vai embarcar no sistema, a concessionária estenderá o horário de embarque de passageiros nas estações Praça Onze e Central do Brasil/Centro. As demais estações do sistema funcionarão normalmente, e ficarão abertas, após o horário, apenas para desembarque e dispersão dos passageiros.
Nas sextas-feiras (23 e 30/01 e 6/02), as estações Praça Onze e Central do Brasil/Centro funcionarão para embarque até as 4h. Nos sábados (24 e 31/01 e 7/02) e nos domingos (25/01 e 1 e 8/02), a extensão de horário de embarque será realizada até as 2h30.
Haverá reforço do efetivo de segurança e de operadores de estação em todo o período, principalmente nas estações próximas ao Sambódromo, que contarão com a extensão de horário. As demais estações funcionarão normalmente, das 5h à meia-noite, às sextas e sábados, e das 7h às 23h, aos domingos, ficando abertas após o horário apenas para desembarque.
Transferências entre as linhas 1 e 2
Às sextas-feiras (23 e 30/01 e 6/02), a Linha 2 vai operar de Pavuna a Botafogo, e a transferência entre as linhas 1 e 2 poderá ser feita no trecho compartilhado entre as estações Central do Brasil/Centro e Botafogo.
Já aos sábados (24 e 31/01 e 7/02) e domingos (25/01 e 1 e 8/02), a circulação da Linha 2 acontece no trecho entre Pavuna e General Osório/Ipanema, e a transferência entre as linhas 1 e 2 poderá ser feita no trecho entre as estações Central do Brasil/Centro e General Osório/Ipanema.
Estações preferenciais para desembarque
O metrô é a melhor opção para quem vai assistir ou participar dos ensaios na Sapucaí. Quem for para os setores do lado ímpar da Sapucaí ou for ensaiar nas escolas que se concentram perto do edifício “Balança Mas Não Cai” deve desembarcar na estação Central do Brasil/Centro.
Já a estação Praça Onze é a mais próxima para os clientes que vão aos setores pares ou que irão desfilar nas escolas que se concentram ao lado do edifício dos Correios.
A concessionária orienta ainda que os clientes utilizem métodos de pagamento por aproximação ou comprem e recarreguem seus cartões com antecedência para evitar filas. Outra dica importante é usar o aplicativo do MetrôRio, disponível para Android e iOS, para planejar os trajetos e acompanhar, em tempo real, a operação do sistema metroviário. Os clientes podem consultar a ferramenta “Planeje sua viagem” no site da concessionária.
SERVIÇO
Horários de funcionamento do metrô para os ensaios técnicos na Sapucaí
Metrô – Linhas 1, 2 e 4
Sextas-feiras (23 e 30/01 e 6/02): das 5h à meia-noite, com extensão de horário de embarque nas estações Praça Onze e Central do Brasil/Centro até 4h
Sábados (24 e 31/01 e 7/02): das 5h à meia-noite, com extensão de horário de embarque nas estações Praça Onze e Central do Brasil/Centro até 2h30
Domingo (25/01 e 1 e 8/02): das 7 às 23h, com extensão de horário de embarque nas estações Praça Onze e Central do Brasil/Centro até 2h30
Transferência entre as linhas 1 e 2
Sextas-feiras (23 e 30/01 e 6/02): no trecho compartilhado entre Central do Brasil/Centro e Botafogo
Sábados (24 e 31/01 e 7/02) e domingos (25/01 e 1 e 8/02): no trecho entre as estações Central do Brasil/Centro e General Osório/Ipanema
A praia de Copacabana foi palco de um momento histórico para o carnaval carioca no feriado de São Sebastião. Na Fan Fest, evento promovido pela Rio Carnaval, 1.243 ritmistas se reuniram para formar a Maior Bateria do Mundo, marca que entrou oficialmente para o Guinness World Records. A superbateria foi composta por cerca de 105 ritmistas de cada uma das 12 escolas de samba do Grupo Especial, sob o comando coletivo de seus respectivos mestres de bateria. Mais do que um espetáculo sonoro, o feito simbolizou o reconhecimento internacional do trabalho dos ritmistas, considerados o coração das escolas de samba. A apresentação ainda contou com os shows de Belo e de Neguinho da Beija-Flor.
Fotos: Carolina Freitas e Juliana Henrik/CARNAVALESCO
O presidente da Liesa, Gabriel David, explicou que o projeto nasceu de um planejamento antigo e ganhou força no início deste ano, viabilizado por parcerias estratégicas.
“Essa ideia surgiu desde quando a gente começou com a história da Fan Fest. Já estudávamos o evento há alguns anos. Quando virou o ano, o João Mourinho, diretor Institucional da Liga, chegou e falou: ‘cara, é o ano de a gente fazer’. Já temos aderência comercial suficiente para poder realizar esse momento”, afirmou. Segundo ele, a iniciativa foi construída a várias mãos.
“A gente se juntou com o Abel Gomes. Ele, é preciso reforçar sempre, é um dos maiores gênios da história do entretenimento brasileiro. E quando você junta muitas pessoas boas, apaixonadas pelo que fazem, apaixonadas pelas escolas de samba, surgem boas ideias”.
A partir disso, nasceu a proposta de quebrar um recorde mundial: “Em uma mesa, surgiu: vamos fazer uma grande bateria. O Abel já tinha feito um encontro de baterias lá atrás. Aí pensamos: vamos fazer a maior bateria. Qual é a maior bateria que tem no Guinness? Vamos fazer uma maior ainda e chamar o Guinness. E estamos aqui por causa disso”.
Apesar de tudo, para Gabriel David, o maior valor do feito vai além do livro de recordes. “Eu fico feliz não pelo reconhecimento do Guinness, mas pelo reconhecimento das artes carnavalescas. Na posição em que eu estou, com toda a responsabilidade que o cargo traz, o maior prêmio é ver os artistas sendo reconhecidos. A Liga existe para defender os interesses deles e lutar pela representatividade”.
O líder ainda destacou o impacto simbólico do recorde para todo o país. “Hoje, não são só esses 1.243 ritmistas que estavam aqui que são reconhecidos, são todos os ritmistas das escolas de samba espalhadas pelo país. Eles se sentem importantes, porque, se a gente tem um grande momento turístico no nosso país graças ao carnaval, isso é graças a todas as artes carnavalescas”.
Camila Borinsainz, adjudicadora oficial do Guinness World Records, falou sobre o recorde quebrado com um olhar analítico e, ao mesmo tempo, emocionado.
“A emoção era evidente em todos. Posicionei-me na entrada, acompanhando a validação, a distribuição e o controle das pulseiras. Ver todos caminhando em direção a um objetivo comum, com a participação de 12 escolas e mestres, e 1.243 pessoas tocando simultaneamente, foi realmente grandioso. Inicialmente, imaginei que o número fosse inferior a 1.200, mas, para nossa surpresa, foram 1.243. Todas as pulseiras foram utilizadas. O acesso era restrito, com um espaço delimitado. Na entrada, distribuímos as pulseiras, uma por pessoa, e contabilizamos apenas aqueles que portavam seus instrumentos, pois este é um recorde de instrumentos de percussão brasileiros. A contagem foi feita à medida que as pessoas passavam com seus instrumentos. Acredito que seja muito especial, pois proporciona uma visibilidade autêntica do que é o carnaval”.
Entre os mestres de bateria, a emoção foi unânime. Mestre Vitinho, da Portela, resumiu o sentimento coletivo. “Cara, é incrível. É uma experiência que fica marcada na minha vida. Dia 20 de janeiro, dia de São Sebastião. Estar ao lado de grandes amigos, músicos, percussionistas, ritmistas, mestres de bateria, todos fazendo o ritmo em prol do mesmo ideal é algo muito especial.” Sobre o Guinness, ele resumiu em uma palavra: orgulho. “Orgulho da história das baterias, da história de todos os mestres. Foi muito bacana ver o ritmo de tantas baterias unidas, juntas, fazendo o som da maior bateria do mundo”.
Para mestre Casagrande, da Unidos da Tijuca, o momento foi de celebração cultural. “Eu acho que o mais importante hoje foi a celebração da nossa cultura. Imagina 1.200 ritmistas mostrando para o mundo a importância da cultura do carnaval carioca. O presidente Gabriel David e todo o pessoal do Rio Carnaval acertaram em cheio. Fomos de alma lavada, deu tudo certo, com os mestres todos juntos”.
O sentimento de pertencimento também foi exaltado por Fred Almeida, engenheiro, de 53 anos, ritmista há décadas, que vai desfilar na sua escola do coração, a Estácio de Sá, na Unidos de Niterói e no Jacarezinho. “Isso aqui parece uma festa de família, porque a gente toca em diferentes escolas e acaba se encontrando pouco. No fundo, essa superbateria é uma grande família, a família carioca do xrnaval. É uma brincadeira gostosa. Carnaval é isso: brincar e tocar com os amigos. Parece que a gente está em casa”.
Mestre Fafá, da Grande Rio, destacou o clima de confraternização e o impacto geracional. “Foi uma experiência incrível, muito legal. A gente teve um dia de confraternização, pôde até tirar o estresse do dia a dia dessa correria de carnaval. Eu acho que isso é importante não só para mim, que sou de uma geração mais nova, mas para todo mundo, para muitos adolescentes e jovens que estavam aqui poderem vivenciar isso”.
Essa percepção ganhou vida no depoimento de Bryan Rodrigues, de 13 anos, morador de Copacabana e ritmista de tamborim da Acadêmicos de Niterói. “A emoção é uma coisa que não dá para explicar. É muito bom. É uma felicidade que faz a gente ficar alegre, querer pular, querer sambar o tempo todo. Na hora, pensei: ‘caraca, eu estou vivendo um momento histórico, um momento que vai para o mundo’. Foi a melhor experiência da minha vida”.
Outra jovem que também pôde descrever o sentimento foi Maria Eduarda, de 21 anos, moradora de Bangu, estudante, motoboy e bombeira civil, ritmista da Mocidade e tocadora de repique. “Foi incrível, uma experiência única. A gente se preparou bastante para estar aqui. Sou Mocidade desde berço. Prometi para mim mesma que a única bateria que eu tocaria seria a da Mocidade, na qual já estou há três anos. É ótimo saber que agora estamos no Guinness. Vamos para cima”.
Mestre Macaco Branco, da Vila Isabel, destacou o simbolismo do feito. “Foi muito gratificante poder estar, como mestre da minha escola, vivendo esse momento tão marcante para o nosso carnaval carioca”.
Mestre Marcão, do Tuiuti, celebrou a união. “Ver as 12 escolas formando uma bateria de 1.200 ritmistas é muito legal. Isso pode ficar para a história. Ver as 12 escolas, cada uma com 105 ritmistas, formando uma bateria de 1.200 ritmistas é muito legal. Isso pode ficar para a história. Ano que vem pode ter 1.300, 1.400, 1.500. Este ano já deu certo”.
Mestre Branco Ribeiro, da Acadêmicos de Niterói, celebrou a sua estreia em grande estilo. “Um momento histórico como esse, eu, como estreante, poder já estrear e, de algum modo, sem ter desfilado ainda, já entrar para a história do Carnaval fazendo parte desse evento”.
Mestre Dudu, da Mocidade, foi sincero ao falar sobre o desafio técnico que foi enfrentado. “Eu achei que fosse dar errado, porque já participei de diversos workshops em outros estados e, no máximo, o que eu fiz foi com 450 ritmistas. Com mais de 1.200, achei que a gente não fosse dar conta. Mas a gente está acostumado com isso, são muitos anos de Carnaval, e foi muito bacana. Nossos filhos, netos e bisnetos vão poder falar disso e saber que nossa história está registrada no Guinness”.
Mestre Lolo, da Imperatriz, reforçou a dificuldade logística. “Foi muito grande o desafio, porque 1.200 pessoas, para você manter tudo sem embolar a bateria, é difícil. Mas rolou legal, rolou legal. É gratificante para a gente, pois somos o primeiro quesito a chegar na avenida e o último a sair”.
Alex Franklin, 49 anos, morador de Bangu, ritmista há 37 anos na Mocidade, escola pela qual desfila atualmente, e com passagem de dez anos pela Grande Rio, valorizou todo esse esforço dos comandantes do espetáculo. “Mesmo a gente estando há tanto tempo na avenida, quando aparece uma coisa diferente assim, a expectativa é nova, mas a emoção é a mesma de entrar para desfilar. Não é fácil comandar mais de 1.200 ritmistas. A gente se coloca no lugar dos mestres. Eles são feras, foi maravilhoso”.
Pelo Salgueiro, os mestres Guilherme e Gustavo falaram sobre união e celebração. “É um dia para celebrar o encontro com todas as baterias, faltando menos de um mês para o carnaval. Sabemos que estamos fazendo história, por isso estamos aqui curtindo e celebrando”, disse Guilherme. “Mostrar para o grande público o quanto as escolas de samba são unidas é muito importante. É um momento muito histórico e muito importante. Fazemos parte disso”, completou Gustavo.
Mestre Taranta Neto, da Mangueira, destacou a convivência entre os segmentos. “O que vale é essa interação: ver todo mundo curtindo, brincando, zoando, fazendo música. E, na hora do trabalho, todo mundo com seriedade. Agora a gente também está no Guinness. É uma honra para todos nós”.
Representando a Beija-Flor, mestre Rodney celebrou a conquista coletiva. “Não é fácil ter uma bateria e lidar com o quantitativo de ritmistas, a distância, o retorno, o delay. Mas estou muito feliz em participar disso tudo. Quando eu receber a placa do recorde, vou deixar com os ritmistas. Vai ficar eternizado lá. Não tem jeito, ninguém tira da gente”.
Mestre Plínio, também da Beija-Flor, reforçou o reconhecimento ao ritmista. “Não tem coisa mais importante na vida do ritmista do que participar desse programa que a Liga fez”.
Criada na Mocidade e moradora de Padre Miguel, Liliane Carvalho, de 50 anos, que toca chocalho e já desfilou por diversas escolas, destacou a valorização do samba. “É dar um novo patamar. Gosto de ver o carnaval do Rio patrocinando e valorizando as escolas. Foi um momento emocionante participar disso, por causa de tantos anos desfilando em várias escolas de samba. Todas têm o meu respeito, sejam grandes ou pequenas, de todos os grupos. Todas têm o DNA do carnaval”.
Desse jeito, a Maior Bateria do Mundo entrou para o Guinness não apenas como um recorde numérico, mas como um marco de união, reconhecimento e celebração do maior espetáculo da Terra.
A Comlurb vem realizando podas preventivas para desobstruir o caminho para os carros alegóricos das escolas de samba que se apresentarão na Marquês de Sapucaí. O trajeto começa na Cidade do Samba, na Gamboa, e vai até o Sambódromo. O objetivo do serviço é proteger as árvores e os carros alegóricos das escolas de samba de eventuais acidentes, devido às manobras com veículos de grandes dimensões.
Os serviços iniciaram e vão até que todo o percurso tenha sido completado. Até quinta-feira, dia 15 de janeiro, foram realizados 1.287 manejos, incluindo retirada de ramos secos e pendentes e podas. A maior parte do serviço é realizada durante a madrugada, para não causar nenhum transtorno no trânsito ou atrapalhar a dinâmica da cidade.
Estão no roteiro dos serviços, vias como: Avenida Presidente Vargas, Rua Benedito Hipólito, Rua Frei Caneca, Rua Haddock Lobo, Avenida Venezuela, Rua Arlindo Rodrigues e Rua Rivadavia Correa. A Companhia está utilizando motopodas, motosserras e caminhões com cesto aéreo e para remoção de galhadas.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva avisou a ministros e aliados do PT que pretende comparecer à Marquês de Sapucaí, no Rio de Janeiro, no domingo de Carnaval, dia 15 de fevereiro. A informação foi divulgada pelo site Metrópoles, na coluna da jornalista Milena Teixeira.
De acordo com a apuração da coluna, o chefe do Palácio do Planalto quer acompanhar de perto o desfile da Acadêmicos de Niterói, escola que levará para a avenida um enredo em sua homenagem. A expectativa é de que ministros do governo federal também estejam presentes no Sambódromo na mesma data.
Ainda segundo o Metrópoles, Lula já havia recebido, em agosto do ano passado, uma camisa da Acadêmicos de Niterói. A entrega ocorreu durante o 17º Encontro Nacional do Partido dos Trabalhadores, realizado em Brasília, e foi feita pelo presidente de honra da escola, Anderson Pipico.
Após a reconstrução administrativa e trabalhando no fortalecimento artístico, a presidente da Mangueira, Guanayra Firmino, conversou com o CARNAVALESCO e fez um balanço de sua gestão, detalha os avanços financeiros da escola, comenta as escolhas para o Carnaval 2026 e projeta o futuro da Verde e Rosa rumo ao centenário, reforçando o compromisso com a comunidade, a identidade mangueirense e a busca pelo título na Sapucaí.
Como você avalia sua “nova” gestão até aqui e quais foram os fatos mais marcantes desse período?
“Avalio como um período de reconstrução e coragem. O fato mais marcante é ver a Mangueira profissionalizada sem perder a sua essência. Ver a quadra reformada, nossa marca reposicionada e a escola quitando carnavais antes mesmo de entrar na Avenida são marcos de uma gestão que respeita o componente e o fornecedor”.
As mudanças que você implementou para o Carnaval 2026 estão dando o resultado esperado? Acha que acertou nas suas escolhas?
“Essas mudanças são frutos de amadurecimentos necessários. A chegada do Dowglas e as mudanças na Comissão de Harmonia trouxeram o rigor técnico que o carnaval moderno exige. Os resultados também estão no barracão e na coesão da equipe. Acredito que acertei ao apostar novamente nas “pratas da casa”, os crias, e ao manter o Sidney França, que entendeu perfeitamente o DNA mangueirense. Minha estratégia foi unir o sangue novo à experiência”.
Você assumiu a presidência após uma gestão que enfrentou a pandemia. Como estão as contas da escola hoje?
“Hoje a Mangueira respira. Temos contas em dia, salários pagos rigorosamente e, pela primeira vez em muito tempo, conseguimos o Certificado de Equivalência Internacional (NGO Source), que nos permite captar recursos até fora do Brasil. Isso é transparência real, não apenas discurso”.
Ainda existem dívidas herdadas? Qual é o planejamento para encerrar pendências que se arrastam por diversas gestões?
“Trabalhamos incansavelmente na quitação de dívidas trabalhistas, na diminuição dos processos e na regularização fiscal. Conseguimos terminar na minha gestão com o maior passivo da história da escola, uma dívida de mais R$ 8,5milhões, da época que a escola de samba respondia pelas obrigações da Vila Olímpica, que poderia ter quebrado a Mangueira. O planejamento agora é o “triênio do centenário”: usar a força da nossa marca para atrair patrocínios via leis de incentivo e parcerias comerciais, como as muitas que já estamos fazendo, para zerar o passivo histórico e chegar em 2028 com saúde financeira total”.
Como está o barracão da Mangueira hoje e o que a comunidade pode esperar de alegorias e fantasias?
“O barracão está pulsando e muito avançado. Como prometi, não faltaram recursos para o projeto de carnaval deste ano. O mangueirense verá uma escola luxuosa e imponente. Investimos pesado em materiais e logística para que o Sidney França possa entregar o projeto de mostrar ao Brasil a história de mestre Sacaca em sua totalidade. As fantasias estão ricas em simbologia da Amazônia Negra; garanto que nossa comunidade virá trajada à altura da sua história”.
Como você avalia o trabalho do carnavalesco Sidnei França até aqui?
“O Sidney foi a melhor coisa que me aconteceu recentemente. Ele é um carnavalesco multicampeão que mergulhou na trajetória do mestre Sacaca com profundo respeito. Ele traz a grandiosidade visual que a Mangueira precisa para disputar o título”.
Sobre o intercâmbio cultural com o Amapá: você acredita que essa parceria deixou a escola ainda mais competitiva?
“Sem dúvida. Esse intercâmbio trouxe frescor ao enredo e uma energia nova. A disputa de samba no Amapá mostrou que a Mangueira é do Brasil. Temos um hino potente que nasceu dessa sinergia e que vai empurrar a escola na Sapucaí”.
Você é conhecida por realizar mais do que por falar. Como lida com as críticas e o quanto elas afetam o seu trabalho?
“Ser mulher, preta e cria do morro no comando da maior instituição cultural do país atrai holofotes e, consequentemente, haters. Mas nunca tive medo de desafios e de trabalho. É preciso separar as críticas de quem quer o bem da Mangueira das de quem só quer atacar, aparecer ou reclamar. No primeiro caso, vale escutar. No segundo, muitas vezes as pessoas se escondem atrás de perfis falsos ou fake news. Para essas, a minha resposta será mais trabalho e, eventualmente, a Justiça ou a polícia, se necessário. Meu foco é o resultado: a Mangueira linda na avenida, manutenção constante da quadra, contas pagas, salários em dia e comunidade amparada”.
A questão social sempre esteve no centro da sua gestão. Por que manter dessa forma?
“Porque a Mangueira é, antes de tudo, sua gente, sua comunidade. O carnaval acaba na quarta-feira, mas a vida do mangueirense continua, e a escola precisa ser o suporte o ano inteiro. Sempre estive envolvida em movimentos populares, e a comunidade mantém uma conexão muito forte comigo. Não teria como ser diferente”.
Explique, para quem é de fora, quem é o “cria” e quem é o “criado” na Mangueira.
“O cria é aquele que nasceu e cresceu respirando o morro, que tem o DNA da Mangueira no umbigo, como nossos diretores de bateria e musical vindos da Mangueira do Amanhã. O criado é aquele que escolheu a Mangueira, chegou, respeitou o pavilhão, fincou raízes e hoje faz parte da família. Na minha gestão, ambos têm voz, mas o protagonismo do cria é uma estratégia de valorização da nossa identidade”.
O que é o projeto do “triênio do centenário” e o que já pode ser revelado sobre 2028?
“É o nosso plano estratégico para chegar aos 100 anos como a maior e mais organizada escola do planeta. Inclui a reestruturação da quadra e a consolidação de um modelo de gestão que não dependa de humores políticos, mas de projetos sólidos. 2028 será o ápice de um trabalho que começou agora”.
Para encerrar, qual é a sua mensagem para a nação mangueirense?
“Estejam prontos. Estamos unidos, com as contas em dia e o coração transbordando ancestralidade. O enredo sobre o mestre Sacaca é sobre nós: resistência e sabedoria. Vista o seu verde e rosa, porque a Estação Primeira vem com a força da floresta e a garra do morro para lutar pelo título. A Mangueira vem gigante”.