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Freddy Ferreira analisa bateria da Em Cima da Hora no ensaio técnico na Sapucaí

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Um bom ensaio da bateria “Sintonia de Cavalcante”, da Em Cima da Hora, comandada pelo mestre Léo Capoeira. Um ritmo profundamente vinculado ao tema de vertente africana foi exibido, garantindo uma integração plena do belo samba-enredo da escola com o ritmo de sua bateria. O andamento mais quente escolhido casou bastante com a obra da agremiação, impulsionando a comunidade durante o ensaio.

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Um naipe de tamborins, com bom volume, executou um desenho rítmico simples, com eficiência. Tudo seguido por uma ala de chocalhos extremamente acima da média, com um carreteiro simplesmente impecável, que auxiliou de forma luxuosa no preenchimento das peças leves. Uma boa ala de cuícas também ajudou na sonoridade da parte da frente do ritmo, junto de um naipe de agogôs bastante eficiente, que pontuou as nuances melódicas da obra da escola em sua convenção.

A cozinha da bateria “Sintonia de Cavalcante” contou com uma boa afinação de surdos. Os marcadores de primeira e segunda foram firmes, mas seguros durante o ensaio. Os surdos de terceira ficaram responsáveis pelo bom balanço envolvendo os graves, tanto em ritmo quanto em bossas. Um naipe de caixas esplêndido fez um ritmo impecável, junto de repiques coesos e de qualidade musical.

Um conjunto de bossas bastante musical foi apresentado. Sempre aproveitando as variações melódicas para consolidar seu ritmo, os arranjos exibiram conexão profunda com o enredo vinculado à matriz africana da Em Cima da Hora. Destaque para a bossa do estribilho, com solo dos tamborins fazendo “palminha de macumba”, junto de agogôs de uma campanha (boca) que tocavam junto de congas. Um arranjo bastante musical, além de proporcionar uma exibição energética diferenciada. O arranjo realizado na cabeça do samba explorou de forma eficiente os surdos, bem como se aproveitou da boa afinação para exibir as diferentes timbragens.

Um ensaio que fará os ritmistas do mestre Léo Capoeira, da Em Cima da Hora, voltarem satisfeitos pelo bom treino no campo de jogo. Uma bateria muito bem fundamentada, com o tema sobre Pomba Giras, foi apresentada, aproveitando-se das variações melódicas da bela obra da agremiação para consolidar seu ritmo. Tudo com bastante “Sintonia” com um carro de som bastante acima da média, garantindo uma musicalidade requintada da Em Cima da Hora.

Comissão de frente e força da comunidade são destaques no primeiro ensaio técnico do Vai-Vai

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Por Gustavo Lima e Will Ferreira

O Vai-Vai realizou na noite da última sexta-feira seu primeiro ensaio técnico no Sambódromo do Anhembi, visando à preparação para o desfile de 2026. O treino teve como destaque positivo a estreia da dupla de coreógrafos Diogo e Priscila, que apresentou uma comissão de frente de fácil leitura, satisfatória e que cumpriu todos os requisitos previstos no manual do julgador.

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O casal de mestre-sala e porta-bandeira Pedro Trindade e Mirelly Nunes também merece atenção, em especial a porta-bandeira, que suportou uma forte ventania durante todo o ensaio, conseguindo conduzir o pavilhão com garra. O intérprete Luiz Felipe conduziu bem o samba-enredo, interagiu com o público e buscou levantar a comunidade durante todo o tempo.

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Fotos: Will Ferreira/CARNAVALESCO

Entretanto, um ponto negativo foi a evolução problemática apresentada pela escola. Com muito tempo parada em um mesmo local, o cronômetro da pista indicou um quase estouro de tempo, com risco de divisão de alas ou formação de buracos. Trata-se de um grande ponto de atenção para o departamento de harmonia e evolução da agremiação do Bixiga para o próximo ensaio técnico, que acontece na próxima semana, no dia 30/01.

De acordo com o cronômetro da pista, instalado para os desfiles e ainda em fase de testes, a escola fechou com 1h56m, indicando estouro de tempo. No entanto, o CARNAVALESCO apurou junto ao departamento de harmonia que, na contagem interna da escola, o tempo foi de 59 minutos. Fica, portanto, registrada essa divergência.

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O Vai-Vai tem como enredo para o próximo carnaval “A Saga Vencedora de um Povo Heroico no Apogeu da Vedete da Pauliceia”, um filme contado sob a ótica do cinema Veracruz sobre a cidade de São Bernardo do Campo. O tema é assinado por uma comissão de carnaval.

COMISSÃO DE FRENTE

Coreografados pela dupla estreante Diogo e Priscila, os bailarinos do Vai-Vai desfilaram representando operários, com figurinos de aspecto desgastado, transmitindo a sensação do trabalho árduo do povo de São Bernardo. A comissão contou ainda com quatro tripés que simbolizavam câmeras, carregados pelos próprios componentes durante a coreografia, reforçando a ideia de um filme em preto e branco do cinema Veracruz sobre a cidade.

De forma correta, os componentes estenderam os braços para saudar o público e a escola, cumprindo os requisitos básicos do manual do julgador.

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Havia também um tripé no qual os bailarinos entravam e saíam, mas não foi possível identificar exatamente sua função, pois ainda estava em fase de finalização e foi levado à pista coberto por saco plástico. Vale ressaltar que se trata de uma comissão de frente de fácil entendimento, que traduz de maneira simples o tema proposto, eliminando as dificuldades de compreensão da narrativa.

MESTRE-SALA E PORTA-BANDEIRA

O casal Pedro Trindade e Mirelly Nunes enfrentou o forte vento presente na pista do Anhembi e realizou um ensaio seguro. O destaque fica para a porta-bandeira, que conduziu o pavilhão de forma brilhante, sem deixá-lo enrolar no mastro.

Aparentemente, houve uma estratégia em que o mestre-sala demorava mais para estender o pavilhão, com o objetivo de ganhar alguns segundos e permitir que a bandeira fosse conduzida com maior delicadeza, minimizando os efeitos da ventania, incomum para o mês de janeiro na cidade de São Paulo.

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Não foi observada uma coreografia mais contundente dentro do samba, mas os giros no sentido horário e anti-horário do casal, especialmente da porta-bandeira, merecem destaque. Mirelly exala elegância e executa os movimentos com intensidade. Independentemente do resultado no carnaval, trata-se de um grande acerto do Vai-Vai, com potencial para ser uma das revelações do desfile.

“A gente vem ensaiando desde abril. É um trabalho muito intenso, forte e focado. Hoje descemos pela primeira vez na pista como casal oficial, com a responsabilidade de parar e apresentar para a cabine, com essa noção do quesito mestre-sala e porta-bandeira. Foi uma sensação muito forte, uma entrega muito boa. Conseguimos mostrar um pouco do que vem sendo ensaiado desde abril. Ainda há muita coisa para ajustar, mas, por enquanto, só tenho a agradecer. Foi muito boa essa entrega do primeiro ensaio”, disse a porta-bandeira.

“Como ela falou, a entrega foi feita. Demos o nosso melhor hoje nessa pista. As dificuldades no percurso existem: pegamos muito vento, teve a pausa da bateria e, logo depois, mais dois jurados. Não foi difícil, mas foi um outro tipo de treinamento. Foi a primeira vez que viemos e, nesta semana, teremos um ensaio específico aqui dentro. Já começamos a ajustar alguns pontos com a nossa técnica. Para uma primeira vez, entregamos o nosso melhor. Ficamos felizes com o que foi apresentado. Foi tranquilo, tudo por esse manto maravilhoso”, declarou o mestre-sala.

HARMONIA

Pode ser até injusto afirmar, mas a comunidade do Vai-Vai talvez seja a mais apaixonada do carnaval paulistano. A história comprova isso, e esse sentimento se reflete nos sambas que a escola canta. Para 2026, a “Escola do Povo” apresenta uma trilha sonora cuja safra inicial não ajudou, mas que, com o passar do tempo, foi completamente abraçada.

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A comunidade cantou forte um samba fácil de assimilar. É difícil apontar uma estrofe em que o canto se sobressaia mais, mas o refrão principal merece destaque pela explosão causada pelos versos que o antecedem na segunda parte da obra. O tradicional “vai, vai, vai, vai” empolga os componentes. Rimas simples e frases com melodia prolongada facilitam o canto, ponto importante a ser ressaltado.

Vale destacar ainda que os desfilantes não perderam a empolgação e cantaram forte durante todo o ensaio, algo relevante especialmente pelo fato de a última cabine de julgamento estar localizada próxima ao portão de fechamento.

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“A comunidade, quando abraça o samba, é porque é o samba que a comunidade queria. Abraçou, e vamos trabalhar juntos. O samba evoluiu demais, até diferente do que na quadra, porque aqui é de verdade. É muito bom trabalhar com essa comunidade. É muito fácil. O objetivo é melhorar ainda mais para o próximo ensaio”, comentou o cantor Luiz Felipe.

EVOLUÇÃO

O andamento das alas seguiu o padrão do Vai-Vai, com os componentes evoluindo no ritmo do samba e da bateria. Não há um estilo excessivamente coreografado, tampouco uma evolução rígida ou militarizada. Os componentes evoluem de forma solta, refletindo a leveza da pegada da bateria, como foi visto neste ensaio.

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Já a parte coletiva apresentou problemas. Quando a bateria se preparava para entrar no recuo, o movimento durou cerca de quatro minutos. A comissão de frente, por exemplo, ficou parada executando sua coreografia em frente ao Setor E. Os integrantes da harmonia aguardavam o andamento da escola com o bastão vermelho erguido, indicando a paralisação.

Isso fez com que o relógio da pista apontasse um tempo de 1h06. No entanto, o CARNAVALESCO apurou junto ao departamento de harmonia que, na contagem interna, o ensaio foi fechado em 59 minutos. Houve correria, com integrantes dos departamentos de alas e harmonia reclamando do espaçamento nos corredores. Não foram observados buracos ou divisão de escola, mas situações assim podem gerar esse tipo de problema e precisam ser corrigidas com urgência.

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Outra informação apurada é que a grande parada ocorreu por conta de um teste de efeito previsto para o próximo ensaio. Segundo a harmonia, no verso “Vai parar geral”, a escola inteira irá parar. Ainda não se sabe como isso será executado, mas, neste ensaio, o quesito ficou comprometido. É um ponto que exige atenção, pois não é a primeira vez que o Vai-Vai enfrenta dificuldades no quesito Evolução.

SAMBA-ENREDO

O samba é de fácil entendimento, com rimas e estrofes simples, transmitindo a sensação de rápida assimilação por parte do componente. E foi exatamente isso que ocorreu, especialmente no refrão principal. Trata-se do famoso samba “chiclete”.

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O intérprete Luiz Felipe, mais uma vez, realizou um ensaio em nível de carro de som do Vai-Vai. Extremamente identificado com a escola, buscou interagir com o público presente a todo momento, chamando a comunidade para cima. Vale destacar o arranjo da introdução com flauta na melodia “se liga na cena, coisa de cinema”, emendando diretamente no término do refrão principal com o início da primeira parte do samba.

“Primeiro ensaio, muito bom. Energia da escola lá em cima, componentes cantando, escola vibrando, evoluindo. Assim que a gente sai, assim que eu peço, e eles, graças a Deus, me escutam e atendem. Hoje foi muito bom”, afirmou Luiz Felipe.

OUTROS DESTAQUES

A bateria “Pegada de Macaco” sustentou o ritmo do samba naquele seu estilo de sempre e executou as bossas de forma correta, com destaque para o baião na parte dos “nobres imigrantes”.

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O mestre Beto explicou: “Nós estamos fazendo um xote, que é um entre vários ritmos nordestinos. O repinique faz a base como se fosse o samba de roda, que existe no Nordeste. E o surdo de primeira, segunda e terceira fazem como se fosse a zabumba. A caixa e o tamborim fazem como se fosse a vareta que bate embaixo da zabumba. A ideia saiu dentro da garagem de casa. Os arranjos do Vai-Vai sempre saem de lá, e eu divido com a minha galera”.

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O músico, que faz dupla com o histórico mestre Tadeu, avaliou o geral do ensaio. “O ensaio de hoje foi bom. Eu tive mínimos problemas, fiquei emocionado, gostei, e, quando você vier falar comigo na sexta que vem, vai ter sido melhor ainda. O surdo de segunda eu vou falar com eles para melhorar, o quesito evolução da escola, pelo que eu pude ver, e meus tocadores de segunda. O resto foi bom, mas nós vamos atingir o ótimo e entregar o excelente para vocês no dia do desfile”, completou.

A rainha de bateria Madu Fraga mostrou samba no pé e simpatia o tempo todo. Ela mostra na avenida o amor pelo Vai-Vai no olhar. Grande destaque para a coroada desde 2024.

Freddy Ferreira analisa bateria do Jacarezinho no ensaio técnico na Sapucaí

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Uma exibição muito boa da bateria “Show Mil”, da Unidos do Jacarezinho, sob o comando do mestre Pelezinho. Um ritmo envolvente de caixas e repiques se juntou a uma afinação bem diferenciada de surdos, garantindo um trabalho de qualidade dos naipes médios e graves. Nos naipes agudos, o lado positivo foi a simplicidade de desenhos rítmicos funcionais, complementando as camadas musicais da bateria do Jacarezinho com eficiência.

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Na parte da frente do ritmo, xequerês, pandeiro, reco-reco, tantã e repique de mão exibiram seu ritmo e auxiliaram na bossa, conectando a musicalidade do homenageado, Xande de Pilares. Uma ala de cuícas correta, junto de um bom naipe de agogôs, apresentou-se com eficiência. Uma ala de chocalhos de qualidade executou uma convenção rítmica simples, mas funcional. O mesmo trabalho, pautado pela simplicidade, foi desenvolvido pelo naipe de tamborins, aproveitando-se das variações melódicas do samba da escola para exibir um desenho rítmico objetivo e funcional.

A parte de trás da bateria do Jacarezinho apresentou uma afinação de surdos impactante e poderosa. Os marcadores de primeira e de segunda foram firmes durante o cortejo, aproveitando a pressão do impacto dos surdos, graças a uma equalização que fez sobressair um trabalho de afinação que resultou em bastante pressão. Os surdos de terceira exibiram um bom balanço, além de um trabalho eficiente nas bossas da bateria “Show Mil”. É possível dizer, inclusive, que a pressão do impacto sonoro dos surdos foi realçada no conjunto de bossas, bem marcada e sempre pautada pelas nuances melódicas da escola do Jacaré. Um naipe de caixas sólido tocou de forma consistente, acompanhado de repiques coesos. Um trabalho merecedor de exaltação da cozinha da bateria do Jacarezinho.

As bossas da bateria “Show Mil” aproveitaram-se da pressão dos surdos para provocar impacto sonoro nos arranjos. A paradinha executada no refrão do meio, por ser mais simples, exibiu uma execução superior. Muito boa a alusão musical a “Furiosa”, do Salgueiro, na virada para finalizar o arranjo no trecho “Nem melhor, nem pior, apenas diferente”. Mais uma vez, contando com o impactante trabalho dos surdos pesados, conectando a musicalidade do Jacarezinho à escola de coração do homenageado.

Já a bossa da segunda parte do samba, que prossegue no refrão principal, é um arranjo mais elaborado e complexo, também pautado pelas nuances da melodia, além de contar com um trabalho de maior grau de exigência dos tamborins, principalmente no trecho do solo do arranjo junto de um único surdo marcando. Mesmo sendo de difícil execução, foi bem exibida pela pista, mas, por ser uma bossa mais extensa, precisa de atenção dos ritmistas durante todo o arranjo.

Uma exibição muito segura e bastante consistente da bateria da Unidos do Jacarezinho, de mestre Rafael Pelezinho. Bossas com pressão sonora diferenciada e bom conceito musical foram exibidas com eficiência. Uma apresentação para encher de orgulho toda a comunidade do Jacaré, além de dar esperança à agremiação em um quesito de excelência musical e bastante disputado. Uma volta potente do ritmo do Jacarezinho à Marquês de Sapucaí.

Novo modelo de som é colocado à prova no primeiro ensaio técnico da Série Ouro

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A implantação do novo sistema de som para os desfiles do Carnaval 2026 foi testada durante o primeiro ensaio técnico da Série Ouro, realizado na noite da última sexta-feira. A nova tecnologia utiliza um sistema moderno distribuído ao longo da Marquês de Sapucaí, substituindo o tradicional carro de som e adotando retornos de áudio via fones de ouvido para os intérpretes.

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As opiniões dos foliões, no entanto, se dividem. Parte do público demonstrou insatisfação com a nova atualização, especialmente após a Unidos do Jacarezinho entrar na avenida com cerca de 40 minutos de atraso devido à falta de som no Setor 1, problema que se estendeu pelo restante da noite. Para outros, a mudança representa um novo desafio para os intérpretes.

O primeiro a chegar ao Setor 1, Pedro Teodoro afirma estar satisfeito com o som oficial e desafia os intérpretes a colocarem o gogó para jogo, sem ficarem escondidos no carro de som.

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“Antes eu não tinha aprovado, mas agora, pelo que eu estou ouvindo, está muito bom, porque veja só: quem conhece de samba sabe que tem puxador que vem para a avenida só para fazer molho. Agora vão ter que botar o gogó para cantar, e está todo mundo cantando, porque tem pessoas da escola de samba que são sugadoras do puxador, do intérprete. Ou então o puxador é sugador do carro de som. Agora não, tem que botar o gogó para funcionar. Inclusive, o nosso Evandro Malandro, da Grande Rio, vai arrebentar aqui. Vou dizer uma coisa: eu gostei. Mas o problema é que aqui no Setor 1 o som não está funcionando, mas, pelo que eu estou ouvindo”, afirma o componente da Velha Guarda da Unidos da Ponte e do Império da Uva.

A estreia do novo sistema de som digital pretende aposentar os carros de som utilizados desde a inauguração da Passarela, em 1984, trazendo mais modernidade para a avenida e melhorias para intérpretes e bateria. Ainda assim, alguns torcedores não concordam com as mudanças implementadas e defendem que o modelo tradicional, o “arroz com feijão”, continua funcionando.

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“É arriscado, porque no final das últimas alas não funcionou, e eu preferia que mantivesse o que estava, porque eles estão querendo inventar muita coisa, e eu acho que não está legal. Isso aqui já está virando uma boate. Está acabando o carnaval do Rio de Janeiro. E eles acham que isso aqui é legal para eles, eles têm que montar uma casa de shows para eles. Isso aqui não é casa de shows, isso aqui é do público, isso aqui é um lugar de carnaval, não é boate”, declarou Leandro Maninho, torcedor do Império Serrano.

A reação positiva ao novo sistema de som também aparece entre foliões que acompanharam o ensaio técnico na Sapucaí. Segundo Edson Pará, a tecnologia amplia a experiência do desfile ao garantir que o áudio chegue de forma mais uniforme a todos os setores da avenida, facilitando a compreensão do samba e a participação coletiva.

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“Estou achando maravilhoso, estou achando muito bom. O som fica na avenida inteira. Fica maravilhoso. Todo mundo escuta, todo mundo na boa. Muito bom. A altura está boa, dá para todo mundo entender, está bom”, comentou o torcedor Edson Pará.

Opinião! Como foram os ensaios de sexta-feira no Anhembi

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Leandro Vieira diz que Ney Matogrosso coroa fase camaleônica da Imperatriz

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Leandro Vieira não tem dúvidas: a Imperatriz Leopoldinense vive um de seus momentos mais ousados. Para ele, os últimos desfiles provaram que a escola deixou de ser a “Certinha de Ramos” para assumir um espírito camaleônico, agora coroado pela escolha de Ney Matogrosso como enredo de 2026. O carnavalesco destacou a multiplicidade e a força política do artista, diferenciou sua proposta de desfile da cinebiografia “Homem com H”, ligou o enredo à linha autoral de homenagens que já assinou, comentou a sintonia com a presidente Cátia Drumond.

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Foto: Marcos Marinho/CARNAVALESCO

A fase de experimentação da Imperatriz

Leandro Vieira afirmou que a Imperatriz Leopoldinense viveu, nos últimos anos, uma fase marcada pela experimentação. Para ele, a escola entendeu que quanto mais liberdade e diversidade assumisse em seus desfiles, mais forte se apresentaria. “Havia uma imagem de que a Imperatriz era a ‘Certinha de Ramos’, e eu nunca consegui enxergar escola de samba como esse lugar da coisa quadrada, pré-determinada”, comentou.

Nos últimos carnavais, a escola transitou por diferentes universos: foi Lampião que visitou céu e inferno, uma cigana que desejou boa sorte, vestiu-se de branco para revisitar a oralitura de Oxalá e, para 2026, se prepara para cantar Ney Matogrosso. “A Imperatriz dos últimos quatro anos não tem regra”, resumiu.

Ney Matogrosso como coroação desse momento

Para Leandro, a escolha de Ney Matogrosso como enredo é mais do que uma homenagem: é a síntese de uma fase da Imperatriz que aprendeu a se reinventar. “É a coroação de uma fase da escola que está disposta a vestir qualquer coisa e a ser feliz de qualquer maneira”, afirmou. O carnavalesco destacou que, ao longo de cinco décadas de carreira, o cantor fez do próprio corpo uma bandeira de liberdade, transgressão e prazer.

Segundo ele, a grande marca de Ney é a multiplicidade. “O que o Ney mais fez foi ser outro. Sendo tantos, de alguma forma, ele só fortaleceu a identidade do cara que ele é”, afirmou, acrescentando que essa vocação também ecoa na trajetória recente da Imperatriz: “É uma escola que se veste de muitas maneiras e prova que pode ser boa fazendo de tudo”.

Leandro sublinhou ainda que essa trajetória não se restringe ao campo estético. Para ele, Ney sempre trouxe um recorte político em sua obra: a denúncia do genocídio de povos originários em “Sangue Latino” e a postura performativa que marcou sua presença nos palcos. “Quando esse cara canta, ele está produzindo beleza, falando do Brasil e nunca deixa de ser político”, disse, indicando que essa conjunção entre estética e política é também a base de sua própria concepção de enredo.

Ney como artista carnavalesco

O carnavalesco comentou que, apesar de Ney já ter recusado convites anteriores para ser enredo, havia uma percepção de que somente sambistas poderiam ocupar esse lugar. “Alguns artistas acreditam que precisam ser do meio do samba para virar enredo. Mas a escola de samba celebra o Brasil, e o Brasil é plural”, explicou.

Na sua avaliação, é pura modéstia o próprio Ney se considerar pouco carnavalesco. “Um cara que se apresentou como homem de neandertal, que fez da nudez, do brilho e da lantejoula um padrão estético, se considerar pouco carnavalesco é a modéstia de quem tem uma cara de tímido, mas sabe exatamente que traz a cultura carnavalesca como bandeira”, disse.

Para ele, o cantor foi um dos poucos artistas a incorporar de forma radical a performance carnavalesca à cena musical brasileira: “O que ele fez foi trazer a estética carnavalesca para os grandes palcos”.

Um enredo com outro perfume

Depois de reforçar o caráter carnavalesco de Ney, Leandro fez questão de esclarecer que o desfile da Imperatriz não toma como referência a cinebiografia “Homem com H”, do diretor Esmir Filho, lançada em 2025. Para ele, embora a obra seja “maravilhosa”, trata-se de um trabalho biográfico, enquanto o enredo busca outro enfoque. “São perfumes diferentes. O filme é biográfico. E eu trato do artista que muda de pele, que fez da música a bandeira que leva no visual, no corpo”, explicou.

Continuidade de uma linha autoral

Questionado sobre o lugar desse enredo em sua trajetória, Leandro lembrou das homenagens que já realizou: Maria Bethânia (2016), Lamartine Babo (2020) e Cartola, Jamelão e Delegado (2022). O fio que une todas essas escolhas, disse ele, é a possibilidade de retratar o Brasil em sua diversidade: “Em comum, todas essas homenagens retratam o Brasil em que eu acredito, e existe um recorte que mostra a pluralidade do Brasil”.

No caso de “Camaleônico”, essa pluralidade se expressa na música, na latinidade, na luta política e na própria performance do homenageado. “Ney traz uma coisa que, de alguma forma, marca o meu trabalho, que é a possibilidade de produzir beleza, falar do Brasil e nunca deixar de ser político”, declarou.

Leandro e Cátia: uma parceria de operários do Carnaval

O carnavalesco também comentou sua relação com a presidente da escola, Cátia Drumond. Segundo ele, a sinergia entre os dois se deve ao fato de ambos terem começado como operários do carnaval, ainda em funções distintas dentro da Imperatriz. “Ela era compradora quando eu era assistente do carnavalesco. Hoje, ela é presidente e eu carnavalesco, mas seguimos dois operários”, contou.

Para ele, esse encontro de trajetórias ajuda a explicar a boa sintonia no trabalho da escola. “A Imperatriz tem uma presidente operária e um carnavalesco operário”, afirmou.

Comunidade sente no corpo: ritmo cubano embala o Tuiuti para o Carnaval 2026

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O samba do Paraíso do Tuiuti para 2026 tem provocado uma reação comum entre quem atravessa a pista: o corpo se mexe antes mesmo do pensamento. A presença de ritmos cubanos na obra, conduzida pela bateria “SuperSom”, de mestre Marcão, tem sido sentida pela comunidade como um convite à dança, ao balanço e a um desfile mais solto, segundo relatos dos próprios componentes que conversaram com o CARNAVALESCO durante o minidesfile da agremiação.

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Foto: Eduardo Hollanda/Divulgação Rio Carnaval

Para muitos, a sensação aparece de forma espontânea, mesmo quando não há coreografia marcada. O jornalista Carlos Júnior explica que o ritmo cria respostas automáticas no corpo. “A própria cadência faz a gente brincar com os ritmos. Tem uma parte mais afro que dá um gingado. Mesmo sem coreografia, a gente consegue criar um passo diferente, mais marcado”, contou.

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Jornalista Carlos Júnior

Essa resposta natural ao samba também facilita a relação do componente com o movimento coletivo da escola. “Mesmo quando é um desfile livre, a gente sente vontade de fazer um passinho mais marcado por causa do ritmo”, completou Carlos.

Entre os mais jovens, a percepção é parecida. O estudante de engenharia Breno Nestor diz que os toques da bateria ajudam o componente a se soltar. “A bateria do mestre Marcão é nota 10. A cada ensaio, ouvir esses toques ajuda bastante. A gente cresce junto com o samba, com os ritmos, e isso facilita para dançar mais e fazer um desfile bonito”, afirmou o componente, que desfila na escola há dois anos.

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Estudante de engenharia Breno Nestor

A sensação de leveza também aparece nas falas de quem já tem mais tempo de avenida. A aposentada Daisy Coelho, que desfila no Tuiuti desde 2019, percebe o samba como algo diferente do habitual. “Facilita, sim. Dá um toque diferenciado. Isso ajuda o componente a vir com mais disposição”, disse.

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Daisy Coelho, desfila no Tuiuti desde 2019

Para a professora Sueli da Conceição, há dois anos na escola, o impacto do ritmo é físico e emocional. “É um molejo. Dá um batidão no coração da gente. Só estando ali dentro para sentir a emoção que é”, relatou.

Já a coreógrafa Luciana Yegros observa que o que aparece nas falas da comunidade nasce diretamente do samba. “É um ritmo muito marcante, muito contagiante. A bateria cria bossas muito dançantes, e isso leva todo mundo junto”, afirmou. Segundo ela, o movimento surge da relação entre letra, ritmo e referências do enredo. “Quando você pensa em coreografia, você pensa em ritmo. O movimento vem como consequência”.

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Coreógrafa Luciana Yegros

Nos ensaios, essa combinação tem se traduzido em uma experiência compartilhada: o componente canta, se movimenta e dança quase sem perceber. Para a comunidade do Tuiuti, o ritmo cubano do samba de 2026 não é apenas uma escolha estética, mas algo que se sente no corpo e na emoção de estar na pista.

Como Jogar na Super Sete: Guia Completo

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As Loterias Caixa lançaram o Super Sete em 2020 e desde então essa loteria se tornou um verdadeiro sucesso, tudo graças ao seu formato inovador. Apesar disso, muitas pessoas ainda não sabem os detalhes para realizar suas apostas com maior segurança. Por isso, agora você vai conferir tudo sobre como jogar no Super Sete.

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Foto: pixabay

Como Jogar Super Sete

O jogo deve ser feito diretamente nas Loterias Caixa até as 19h do dia do sorteio, com cada Super Sete valor da aposta simples sendo de R$ 3. É possível pagar para marcar mais números no bilhete, o que deixa o valor final mais alto. É possível escolher os números manualmente ou optar pela “Surpresinha”, onde o próprio sistema irá preencher o bilhete de forma aleatória para você.

Como Funciona a Super Sete

Entender a Super Sete como funciona permite fazer apostas com segurança. Basicamente, o jogo apresenta uma cartela com 7 colunas com números de zero a nove em cada uma delas. Assim, o apostador deve escolher um número em cada coluna para fazer uma aposta padrão, ou aumentando o número de escolhas caso julgue necessário.

Como jogar na Super Sete Pela Internet

Para jogar online é preciso estar cadastrado no site das Loterias Caixa, um processo muito simples que leva apenas alguns minutos. Veja o passo a passo:

  1. Acesse o site. Siga até o site oficial das Loterias Caixa e toque em “Acessar”;
  2. Faça o registro. Toque em “Cadastrar-se” e preencha as informações solicitadas;
  3. Realize sua aposta. Selecione a Super Sete, preencha os bilhetes e pague ao final.

Ao acessar o site lembre de confirmar que tem mais de 18 anos para liberar o acesso total ao jogo Super Sete. As apostas online são encerradas às 20h todos os dias.

Saiba o que é a Teimosinha

A Teimosinha é uma opção que pode ser marcada no seu bilhete para que esse jogo seja repetido de forma automática por um determinado número de concursos. A aposta pode ser repetida por 2, 3, 4, 6, 8, 9 ou 12 concursos, sendo uma opção ideal para pessoas que jogam sempre os mesmos números da sorte.

Otimize as suas apostas

 A otimização de apostas funciona com o aumento de números escolhidos em cada bilhete. Caso o jogador deseje marcar 2 números em uma coluna, é preciso que todas as outras tenham pelo menos um número marcado. Caso deseje marcar 3 em uma coluna, é preciso que todas as outras tenham pelo menos 2 números assinalados, seguindo esse padrão e pagando o valor para cada aumento realizado, aumentado a probabilidade Super Sete de ganhar.

Como Ganhar na Super Sete

Apesar do formato inovador de apostas, os pagamentos seguem o mesmo padrão de toda loteria: quem acertar todos os 7 números do sorteio, ganha! Mas, não são apenas esses os ganhadores, como ganhar no Super Sete também incluem acertos com:

  • 6 acertos;
  • 5 acertos;
  • 4 acertos;
  • 3 acertos;

Essas faixas inferiores de premiação pagam valores mais altos para quantidade de números acertados. Embora, é preciso destacar que pagar a partir de três acertos traz uma boa margem para que os apostadores possam voltar e refazer suas apostas.

Existe uma boa alternativa ao Super Sete?

Sim, existe. As loterias são uma forma de jogo que permite ganhar prêmios com apostas em dinheiro, muito similar as plataformas de apostas. Casas de apostas e cassinos online são uma ótima opção aos jogos de loteria, pois permitem apostar em jogos e esportes com boas chances de prêmios e maiores níveis de entretenimento.

Opções seguras e confiáveis como o Leon casino ao vivo tem destaque nesse mercado, ofertando aos seus usuários uma enorme variedade de eventos esportivos e jogos de cassino. Confira uma visão geral sobre essa super plataforma:

Informações Descrição
Lançamento 2024
Licença ALSI-202410001-FI1
Apostas Esportivas Sim
Jogos de Cassino Sim
Bônus de Boas-Vindas Para Apostas e Cassino

Além disso, é possível encontrar diversos bônus e promoções para aumentar as suas chances de ganhar, algo que não está disponível em jogos de loteria. Assim, essa é uma excelente opção para substituir os seus jogos de loteria, permitindo que você explore muitos mercados e tenha ainda mais diversão em quanto busca por prêmios.

Sorteios da Super Sete

Os sorteios da Super Sete são realizados três vezes por semana, segundas, quartas e sextas, sempre as 21 horas. O resultado Super Sete de hoje pode ser conferido de forma imediata em diversos sites online e também no próprio endereço oficial da Loterias Caixa.

Estatísticas e Probabilidades da Super Sete

As estatísticas podem ser encontradas em diversos sites que fazem análises de jogos de loteria, mostrando quais os números mais sorteados e os menos sorteados, por exemplo. Já as probabilidades de vencer são fixas e são apresentadas pela própria Loterias Caixa, com as seguintes chances:

  • 3 números: 1 para 43,5;
  • 4 números: 1 para 392;
  • 5 números: 1 para 5.879;
  • 6 números: 1 para 158.530;
  • 7 números: 1 para 10 milhões.

Em caso de não haver ganhadores no prêmio principal de 7 números, os valores são acumulados para o próximo sorteio. Lembrando que as chances são as mesmas para todos os apostadores, físicos ou online.

Prêmios da Super Sete 

Ao entender como funciona o Super Sete e os seus prêmios possíveis, pode apostar com maior consciência dos retornos disponíveis. Por se tratar de uma loteria com altas chances de retorno, os prêmios médios costumam ser mais baixos do que em outras loterias, como a Mega-Sena, por exemplo, mas ainda assim paga valores muito altos e até milionários.

Para os ganhadores, prêmios com valor de até R$ 2.428,80 (bruto) podem ser sacados diretamente nas lotéricas, enquanto valores acima precisam ser sacados em uma agência Caixa, mediante apresentação do bilhete e documento de identidade.

Seminário revisita a história e as múltiplas facetas de Maria Augusta

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A Biblioteca Parque Estadual recebeu, na última sexta-feira, uma bonita homenagem à memória de Maria Augusta. Realizado nas dependências do Teatro Alcione Araújo, o seminário teve como abertura um vídeo com depoimentos de pessoas que conviveram com a carnavalesca, como Ricardo Cravo Albin. Em seguida, uma mesa debatedora dissecou a carreira e as inspirações da artista. O mediador foi o professor Felipe Ferreira, membro do júri do Estandarte de Ouro, organizado pelo jornal O Globo. Como convidados, participaram os jornalistas Flávia Oliveira e Marcelo de Mello, a professora Patrícia de Aquino e os carnavalescos Licia Lacerda e Eduardo Gonçalves.

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Foto: Luiz Gustavo/CARNAVALESCO

Flávia Oliveira abriu a mesa lembrando a origem de Maria Augusta, nascida em Campos dos Goytacazes, seu aprendizado no mundo do carnaval com Fernando Pamplona e sua religiosidade, filha de Xangô e praticante do candomblé durante grande parte de sua vida. Flávia escreveu sobre Maria Augusta no livro “Pra tudo se acabar na quarta-feira”, que conta com artigos sobre 16 dos principais carnavalescos do país.

Marcelo de Mello pontuou sua admiração pelo trabalho da carnavalesca, principalmente após o desfile que ela realizou em 1977 na União da Ilha, com o inesquecível enredo “Domingo”, o cuidado que ela tinha com o uso das cores em seus carnavais e a convivência com a artista nos anos do Estandarte de Ouro. Licia Lacerda falou sobre a longa convivência das duas desde a Escola Nacional de Belas Artes, o primeiro trabalho juntas na equipe de criação do Salgueiro, em 1971, com o enredo “Festa para um rei negro”, que se sagrou campeão naquele ano, além de outros trabalhos, como nos primeiros anos na Tradição, e o brilho nos olhos que Augusta tinha quando estava no carnaval.

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Patrícia de Aquino foi amiga de longa data de Maria Augusta e ressaltou a ancestralidade e espiritualidade da homenageada, como essa espiritualidade influenciava o trabalho da artista, e também falou sobre seu forte lado místico, que norteava as decisões que Augusta tomava na vida, como alguns enredos que surgiram após sonhos, além de sua vivência no candomblé e iniciação com Joãozinho da Gomeia e o ator Joaquim Motta.

O carnavalesco Eduardo Gonçalves relembrou a forte amizade com a artista, que chamava de madrinha, seu pioneirismo como carnavalesca mulher e iniciativas como catalogar suas criações em livros, inspirando a criação do livro Abre-Alas, hoje utilizado por todas as escolas. Ele também citou passagens de Maria Augusta como comentarista e amante do Carnaval, frequentando inúmeros ensaios e escolhas de samba.

A mesa durou cerca de duas horas e se encerrou com Selminha Sorriso lendo dois sambas que homenagearam a carnavalesca: Vila Santa Tereza 1996 e Arranco 2004.

Liesa altera para modelo híbrido forma de acesso aos ensaios técnicos do Grupo Especial; confira as mudanças

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Após uma série de diálogos com órgãos públicos e ouvindo o clamor do público que vive o carnaval, a Liesa alterou a forma de entrada nos ensaios técnicos do Grupo Especial e implementará um sistema que une a reserva digital à entrada presencial por fluxo. O objetivo central, segundo o presidente Gabriel David, é manter a segurança de todos os participantes, respeitando as normas das autoridades.

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Foto: Divulgação/Rio Carnaval

Como funcionará o acesso

A partir de agora, o folião terá dois caminhos para acompanhar os ensaios na Passarela do Samba:

• Entrada garantida via QR Code: Quem já realizou o agendamento pelo aplicativo oficial (RIO CARNAVAL) tem sua gratuidade assegurada. Ao chegar ao setor, basta bipar o código nos sensores para entrar diretamente.
• Acesso direto pelas catracas: Para quem não possui o QR code, não será mais necessário retirar ingressos físicos na porta. O acesso será feito diretamente pelas catracas instaladas em todos os setores, permitindo que o público entre de forma mais orgânica enquanto houver disponibilidade de espaço.

Controle de Lotação e Segurança

O novo modelo preza pelo rigor técnico e pela integridade física dos espectadores. De acordo com Gabriel David, o controle será feito setor por setor.

1. Fechamento por setor: Assim que um setor atingir sua capacidade máxima, ele será temporariamente fechado.
2. Fluxo de substituição: Caso o Sambódromo atinja a lotação total em todos os setores, o acesso só será liberado mediante a saída de outros espectadores (sistema de “um sai, um entra”).
3. Diálogo com autoridades: O presidente reforçou que a medida respeita todas as pontuações e anotações feitas pelos órgãos de fiscalização.

Expectativa para a Avenida

Gabriel David destacou que a Liesa permanece atenta ao feedback de quem “ama e respira carnaval”. O dirigente demonstrou entusiasmo para o início dos trabalhos na avenida, afirmando estar ansioso para ver o que as agremiações prepararam para este ano