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Comissão de frente inspirada em Oxóssi e sintonia do casal marcam ensaio técnico do Jacarezinho

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Por Maria Estela Costa, Juliane Barbosa, Luiz Gustavo e Júnior Azevedo

Após 12 anos desfilando na Intendente Magalhães, a Unidos do Jacarezinho se prepara para seu retorno à Marquês de Sapucaí. Na última sexta-feira, a Unidos do Jacarezinho fez seu ensaio técnico e teve como destaque a comissão de frente, que veio representando Oxóssi, orixá do homenageado Xande de Pilares. No Carnaval 2026, a agremiação levará à Sapucaí o enredo “O ar que se respira agora inspira novos tempos”, criado pelo carnavalesco Bruno Oliveira, em celebração à vida do cantor Xande de Pilares, apresentando suas raízes no Morro do Turano e a importância do Jacarezinho em sua carreira. Assim como no ensaio técnico, a escola será a primeira agremiação da Série Ouro a desfilar, no dia 13 de fevereiro.

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COMISSÃO DE FRENTE

Dando início ao ensaio, a comissão de frente, coreografada por Akia de Almeida, chegou com representações do orixá Oxóssi, justamente por ser o orixá de cabeça do cantor Xande de Pilares. Oxóssi é responsável por proteger as matas, conhecido também como “Rei das Matas”, e tem a flecha como um de seus símbolos. O coreógrafo Akia conseguiu implementar todos esses detalhes sobre Oxóssi na coreografia da comissão de frente. Os passos pareciam estar protegendo algo, fazendo a flecha com a mão, dançando em círculos, dando pulos e, em seguida, movimentavam as mãos como se estivessem nadando. A coreografia finaliza com uma criança surgindo com a camisa do Flamengo, representando o homenageado enquanto criança, e Oxóssi abraçando-o com a bandeira da agremiação.

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Os dançarinos vestiam uma fantasia que, no short, havia rebarbas de tecidos na cor verde e uma estampa de onça-pintada na cor cinza, remetendo à ideia de floresta; nos braços, alguns braceletes dourados e uma camisa cor nude. Já o dançarino que representava Oxóssi estava com uma roupa longa, com camadas e estampa verde, assim como é visto nos terreiros de Candomblé. Por fim, a criança vestia uma roupa comum entre os cariocas: bermuda jeans, camisa do Flamengo e tênis branco.

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“De alguma forma, vamos usar o sagrado presente na vida do Xande de Pilares, vamos por esse caminho. Oxóssi foi apenas para abençoar o nosso ensaio técnico. A nossa ideia original é totalmente diferente; hoje quisemos utilizar esse lado mais sagrado para o público poder identificar de maneira fácil. As cabines todas funcionaram bem, o nosso elenco está ensaiando muito. O efeito que a gente fez hoje será outro: vai ter efeito, vai ter coreografia, vai ter força. Acredito em um grande desfile da Jacarezinho”, disse o coreógrafo.

MESTRE-SALA E PORTA-BANDEIRA

O casal Maycon Ferreira e Lorenna Brito demonstrou sintonia, resultado de uma melhora no diálogo entre eles. Essa evolução ficou muito clara para quem acompanha o trabalho deles. Eles mostraram que estão prontos para defender o pavilhão, pois se arriscam fazendo passos ousados. Mesmo com a pista molhada pela chuva, eles giravam em sintonia, Lorenna com o pavilhão erguido e Maycon com os braços abertos e sem tirar os olhos dela. Maycon sambava e girava com uma perna no chão como apoio e a outra erguida, apoiada no joelho, seguida por um deslize no chão para retornar à posição inicial, tudo isso enquanto Lorenna rodopiava à sua frente.

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Fotos: S1 Comunicação/Divulgação Liga-RJ

A porta-bandeira estava com um vestido branco que, na parte superior, era todo trabalhado em pedrarias da mesma cor, enquanto o mestre-sala vestia uma roupa social branco-acetinada e, nos pés, um sapato social na cor dourada.

HARMONIA

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As alas sabiam a letra, mas não entregaram tanta potência e entusiasmo no canto. No entanto, a voz dos intérpretes e a junção com a bateria foram cruciais para a harmonia, pois auxiliaram a escola a manter o canto mais forte e sem embolar. É crucial a escola demonstrar energia, pois é o que provavelmente o jurado vai compreender, uma vez que as caixas de som são altas e só dá para escutar a comunidade cantar se a bateria e o carro de som fizerem a paradinha, o que não aconteceu com a Unidos do Jacarezinho neste ensaio técnico. Cada quesito conta para o resultado final da escola, e neste não é diferente: é preciso uma exigência maior dos diretores de harmonia para com os desfilantes, para que a escola possa se manter no Grupo de Acesso e, futuramente, ingressar no Grupo Especial.

“Cantar com este garoto aqui, meu sobrinho, é um prazer, uma satisfação. Temos feito muito no dia a dia, tentando ajustar da melhor forma possível as nossas vozes, para que a gente passe muito bem no desfile oficial. Hoje, eu dou uma nota 8. Pela primeira vez, o Jacarezinho passa em um ensaio técnico, e, para mim, é um orgulho participar disso ao lado do Thiago”, afirmou o intprete Ailton Santos

“O Jacarezinho é uma escola muito forte, é muito chão, uma comunidade apaixonada por esse pavilhão. Pisar hoje aqui com essa escola, sabendo o significado que o ensaio técnico tem para a gente, foi fantástico. Estar ao lado do Ailton está sendo um prazer imenso, ele me recebeu com muita humildade e receptividade. Estamos tendo uma sintonia maravilhosa, divisão de cacos, está sendo prazeroso. A gente não desfila preocupado em não errar, a gente desfila curtindo, porque estamos amando o que estamos fazendo”, revelou Thiago Acácio.

EVOLUÇÃO

As alas estavam desfilando bem à vontade, o que trouxe uma leveza maior para o ensaio. Havia uma preocupação com a questão da fila, mas nada que atrapalhasse o momento especial dos desfilantes. Porém, próximo à terceira cabine de jurados, na altura do setor 11, a ala dos passistas teve uma falha na evolução e ficou dividida, uma parte muito à frente e a outra atrás, o que gerou um buraco, mas que logo foi resolvido pelos diretores de ala. Apesar disso, a escola conseguiu ter um bom controle do tempo de evolução e finalizou o ensaio no minuto cinquenta e cinco.

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SAMBA

O samba tem dois refrãos que são fáceis de aprender; em poucas vezes escutando, já é possível ir acompanhando a letra. Não é à toa que era o momento em que a comunidade mais cantava. Como dito anteriormente, o trabalho do carro de som e da bateria foi crucial para o rendimento do samba neste ensaio técnico: conseguiram manter a mesma potência durante toda a apresentação, o que auxiliou os desfilantes a seguirem na mesma linha.

“Cara, todo mundo falava do Jacarezinho antes do desfile. Que ‘o Jacarezinho é isso’, ‘Jacarezinho é aquilo’, e acho que quem veio prestigiar aqui viu um bom samba, um bom andamento, um grande desfile em relação à bateria. A escola é bem compacta. A comunidade comprou o samba, pelo menos os dois refrões muito bem cantados. E o que me impressionou na puxada da escola é que, à medida que a gente ia passando pelos setores que tinham componente, tinha a arquibancada prestigiando, respondendo o samba. Então a Sapucaí vai tremer, e isso é bem maneiro. Acho que a resposta maior não é nota, imprensa, é a própria escola chegar aqui na avenida e a avenida abraçar o projeto, positivo ou negativo. E acho que o Jacarezinho tem que sair daqui com a certeza de que foi um projeto bem positivo hoje. Foi uma grande entrega, pelo menos”, diz Jonathan Maciel, um dos diretores da agremiação.

OUTROS DESTAQUES

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A rainha de bateria, Karen Lopes, esteve presente no ensaio com um look feito com pedrarias rosas; nos braços, uma franja longa na cor rosa e, nos pés, uma sandália dourada. Ao seu lado, o rei de bateria, Jorge Amarelloh, também marcou presença com uma fantasia similar à de um soldado, com referência na música “Eu sou de Jorge”, uma das mais famosas de Xande de Pilares. Os dois demonstraram muito respeito pela agremiação, interagindo com a comunidade e o público presente.

“Eu acho que as pessoas que andaram falando muito na internet sobre o Jacarezinho tinham que ter tempo para fazer outras coisas. Porque é uma comunidade que busca, é uma comunidade que subiu, e, se ela subiu, foi por mérito dela. Então, deixa o Jacarezinho trabalhar, deixa a escola finalizar… e as críticas devem existir, sim, como qualquer coisa na nossa vida, mas depois que acontecer. Antes não existe nada. […] Então deixa o Jacarezinho passar, estamos trabalhando quietinho, o barracão está caminhando direitinho, a fantasia está rolando, deixa a escola finalizar. Quando acabar o Carnaval, falar ‘pô, o Jacarezinho não aconteceu’, ok. Se tiver crítica, a escola aceita, mas deixa passar; antes não tem como fazer isso”, afirma Jonathan Maciel.

Imparável! Unidos de Padre Miguel mostra que é escola do Especial e faz ensaio técnico primoroso na Sapucaí

Por Luiz Gustavo, Júnior Azevedo, Juliane Barbosa e Maria Estela Costa

A Unidos de Padre Miguel encerrou a primeira noite de ensaios técnicos da Série Ouro na última sexta-feira, e o fez com a competência costumeira, realizando um ensaio vigoroso de escola grande e organizada. Boa evolução, canto forte, escola bem vestida, como na comissão de frente, e um dos melhores sambas do grupo marcam as credenciais da escola, que busca retornar ao Grupo Especial após um rebaixamento que não fez jus ao que se viu na avenida. O casal estreante na agremiação, Marcinho e Cris, realizou uma apresentação de muita competência, aproveitando o entrosamento que possuem após anos de parceria. Com uma equipe redonda, a vermelho e branco da Zona Oeste entrará no Sambódromo na sexta-feira de carnaval, sendo a quinta a desfilar, com “Kunhã-Eté: O sopro sagrado da Jurema”, desenvolvido pelo carnavalesco Lucas Milato.

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COMISSÃO DE FRENTE

O coreógrafo Paulo Pinna desenvolveu uma apresentação com 14 componentes representando forças ancestrais da natureza, todas em uma bonita fantasia em vermelho. A comissão executou os movimentos com correção e boa sincronia, tendo alguns momentos de maior arrojo, como no início da segunda parte do samba, quando uma das integrantes é erguida e faz movimentos de flechada. No geral, foi uma comissão mais convencional, mas bem vestida e com execução impecável. No refrão de cabeça, finalizando a série, a dança ganhou agilidade.

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Fotos: S1 Comunicação/Divulgação Liga-RJ

“A gente conseguiu realizar a evolução que queríamos, que a escola propôs. A coreografia eu sempre trago para o ensaio técnico com a maior parte oficial do deslocamento, para que as pessoas que estão aqui consigam ver a coreografia oficial, já que muitos não estarão no dia do desfile. Gosto de mostrar algumas coisas da coreografia de fato, mesclar o que será exibido no desfile e o que fica apenas aqui. Consegui fazer isso”, comentou Pinna.

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MESTRE-SALA E PORTA-BANDEIRA

Marcinho e Cristiane realizaram uma apresentação bastante segura, de um casal que se conhece há bastante tempo e sabe como aproveitar as melhores valências um do outro. Foi um desempenho muito redondo. Marcinho exibiu bons torneados e um firme bailado de progressão pela pista, embora pudesse aproveitar mais esse espaço no meio da série, durante o refrão central, o que foi feito com maior êxito na segunda parte do samba. Cristiane executou uma série volumosa de giros nos dois sentidos, sempre com boa postura corporal e agilidade.

A apresentação foi encerrada com uma difícil sequência de três pegadas na bandeira por parte de Marcinho, todas muito bem executadas. A série teve uma curta manobra de condução conectada pelas mãos, feita com correção. O casal se mostra pronto para um belo desfile oficial.

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“Foi um ensaio muito bom, e todo ensaio é muito bom porque a gente sempre resolve alguma coisa. Estávamos acertando alguns detalhes ao longo da avenida, mas não foi um ensaio totalmente de referência, mesmo que tenhamos conseguido executar a proposta. Temos mais ensaios até o carnaval, o que traz mais tranquilidade em relação a isso, restando apenas esses ajustes de detalhes. Há coisas na coreografia que precisamos ajustar, e não estamos satisfeitos, é normal chegar à semana do carnaval e modificar algo. Mas é sempre para melhor, algo para facilitar. É uma coreografia gostosa, e estamos dançando bastante”, disse a porta-bandeira.

“Para o Carnaval 2026, eu acho que é um casal que a galera quer ver dançando livre e solto. A palavra que define o nosso trabalho é gratidão, pelo carinho, pela recepção maravilhosa, pelo respeito. É muito gostoso trabalhar em Padre Miguel. E saibam que vocês podem esperar um casal com uma fantasia belíssima, vestindo uma cor que nunca vestiu antes”, completou o mestre-sala.

EVOLUÇÃO

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A Unidos de Padre Miguel foi, com alguma folga, a escola com maior contingente neste primeiro dia de ensaios técnicos e administrou esse tamanho com maestria. O boi vermelho desfilou sem correria e conseguiu manter o seu andamento por todo o ensaio. Muita organização nas alas, sem espaçamentos entre os setores.

Algumas alas poderiam ter ensaiado mais soltas, mas tecnicamente tudo funcionou muito bem. A agremiação chegou ao final de sua apresentação com tranquilidade, curtindo o bom ensaio realizado.

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“Foi um ensaio técnico, e acho que a escola cumpriu o seu papel. Viemos buscar algumas coisas que precisávamos testar, e acredito que o teste foi válido. Agora é sentar com a diretoria e os segmentos para ver o que podemos melhorar para o dia do desfile. Mas, num contexto geral, a escola foi muito bem. Ainda temos que melhorar um pouco em tudo, não podemos nos dar por satisfeitos com o que fizemos hoje. Precisamos buscar a perfeição, e a perfeição só vem por meio do trabalho. Acho que estamos no caminho certo. Para o dia do desfile, espero um grande espetáculo, que a escola consiga colocar em prática tudo o que vem treinando e que possamos alcançar o tão sonhado acesso”, explicou Cícero Costa, diretor de carnaval.

HARMONIA E SAMBA

Um ótimo canto mostrado pela comunidade de Padre Miguel, que defendeu o belo samba da agremiação com bastante garra. Não se viram alas destoando no canto em relação às demais, apenas poucos componentes de forma isolada. No geral, foi um canto muito bom, potencializado por um dos melhores sambas do grupo, que, apesar de ser desafiador por conta das inúmeras variações melódicas, é de uma beleza que inspira o canto do desfilante.

No ensaio, isso ficou evidente, com a obra sendo cantada com uma força natural por parte da escola. Trechos como “Eh cabocla da pele morena” possuem uma linha melódica que passeia e flui de uma maneira gostosa na avenida. O resultado foi um casamento entre intérpretes e escola que funcionou demais. Bruno Ribas teve um ótimo desempenho, bem auxiliado por seus apoios. O refrão de cabeça, em vários momentos, foi cantado apenas pelos componentes, todas as vezes com bastante força, em um canto muito potente, quase um grito de guerra na Sapucaí.

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“É a consagração do que temos feito em Padre Miguel. Os ensaios são pesados, duram duas horas ou mais. Então, com um treino pesado, quando a gente vem aqui, o jogo fica mais fácil e, graças a Deus, o samba funcionou muito bem. Não é à toa que é o samba mais ouvido da Série Ouro. Estou muito feliz com tudo isso, o resultado foi muito bom”, afirmou o intérprete Bruno Ribas.

OUTROS DESTAQUES

Estreante na agremiação, mestre Laion elevou o nível da bateria da UPM, introduzindo sua característica de bossas com coreografias. À frente dos ritmistas, a rainha Dedê deu show de samba no pé e muito pertencimento na frente da bateria “Guerreiros”.

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“Eu acho que hoje já foi, já atendeu bastante à nossa proposta. Vou analisar um pouco de fora para ver se falta algum pequeno ajuste, para a gente acertar esse detalhe que possa ter ficado negativo, porque, como eu estou aqui na frente, não tenho a percepção de tudo o que ocorre dentro da bateria. Mas, pela minha visão geral da frente, foi perfeito. É um grande carnaval, acho que foi uma grande exibição da escola. Agora é esperar isso: um show da Unidos de Padre Miguel, que é o que ela já vem mostrando há muito tempo em seus carnavais”, comentou mestre Laion.

Impressiona como a escola sempre vem muito bem vestida, e não foi diferente neste ensaio. Seja na comissão de frente ou nas baianas, o cuidado com as roupas ficou nítido.

Caminho traçado! Em Cima da Hora faz ensaio organizado com canto forte, ótima bateria e sonha com o acesso ao Especial

Por Juliana Barbosa, Maria Estela Costa, Luiz Gustavo e Júnior Azevedo

A Em Cima da Hora realizou seu ensaio técnico na Marquês de Sapucaí, demonstrando que conhece o chão que pisa e o peso de uma nova agremiação, que mudou totalmente seu rumo, e, agora, sonha com o acesso ao Grupo Especial. Com a azul e branca de Cavalcanti ocupando a pista, a escola priorizou a leitura do conjunto, o canto da comunidade e a fluidez do desfile, em uma apresentação que reforça processo, consciência de pista e respeito à própria trajetória.

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A Em Cima da Hora volta à Sapucaí apostando em um desfile que dialoga com o sagrado feminino, a ancestralidade e a resistência, mantendo viva uma tradição que atravessa décadas e se reinventa sem perder identidade.

COMISSÃO DE FRENTE

A comissão de frente, comandada por Márcio Moura, apresentada no ensaio técnico cumpriu bem sua função de abertura, com uma coreografia organizada e alinhada à proposta do enredo. A dança foi correta, sem excessos, priorizando a leitura clara do movimento e a comunicação com o público.

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Fotos: S1 Comunicação/Divulgação Liga-RJ

A apresentação deixa margem para expectativa. A exibição vista no ensaio técnico não abre espaço para que o quesito possa surpreender no desfile oficial.

“Foi um desempenho muito bom, importante porque foi um ano atípico de obras na avenida, em que fecharam setores, essa passada direta na pista a gente quase não fez. Hoje, a gente está estreando essa passada, e deu exatamente o tempo que a gente queria. O meu andamento deve ter 50% do desfile oficial. Gosto de utilizar o andamento quase oficial, pois é o que preciso fazer para ter a base. Estou muito feliz com a comissão; de 0 a 100, fomos 100 hoje. E, diferente do dia do desfile, aqui conseguimos conversar depois com o jurado para ver se deu tudo certo. Ficou muito bom”, analisou o coreógrafo.

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MESTRE-SALA E PORTA-BANDEIRA

O primeiro casal, Marlon e Winnie, apresentou boa qualidade técnica de dança. Um ponto de atenção foi o giro da porta-bandeira, que se mostrou mais lento em relação ao andamento do samba. Obviamente, o chão molhado é um dificultador. Apesar disso, a base técnica está presente, e o ajuste de tempo e conexão entre os dois pode elevar significativamente o rendimento do quesito.

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“Foi um bom ensaio. O ensaio técnico, para a gente, é super importante, porque testamos tudo o que vamos levar para a avenida: saber o que funciona, o que não funciona dentro do tempo do samba, saber o que cansa e o que não cansa. Assim, no geral, foi um ensaio bom. Há ajustes a serem feitos. Acho que até a semana do carnaval a gente vai ajustando algumas coisas, mas o grosso está encaixadinho. Eu acho que é botar a fantasia e, aí, reproduzir esses movimentos, porque deu para perceber que é um samba para frente. E tem que ser uma coreografia que acompanhe o samba, para a gente não ficar penalizado pela falta de potência, pelo ‘ah, está muito devagar’. Botar a fantasia e ver se cabe tudo isso que a gente está testando hoje. A gente está trabalhando bastante para que seja um bom trabalho. Este ano, a gente está com mais estrutura, está conseguindo montar, organizar, ter um pré-carnaval cansativo, mas bacana, estruturado, com preparação física e coreógrafa. A gente espera levar o melhor. Aquela esquina ali é uma incógnita. Todo mundo faz carnaval para ser campeão, e a gente acaba deixando de ser na avenida. Estamos tentando trazer para a avenida o melhor e entregar aqui, na Praça da Apoteose, o melhor”, disse a porta-bandeira.

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“É o momento de teste, para a gente ir testando o que vem ensaiando durante o ano todo. E, graças a Deus, a gente conseguiu executar o que vem fazendo durante os nossos treinos, fazer o tempo certinho; a nossa harmonia, a princípio, deu tudo certo. Vamos acertar os detalhes, é claro, para levar o nosso melhor e conseguir ajudar a Em Cima da Hora a, se Deus quiser, conquistar esse título. A gente sempre precisa melhorar. Hoje, depois de fazer uma análise do vídeo, vamos ver o que funcionou bem e o que não funcionou, para ver se há algum ajuste a fazer. Mas é claro que, até o desfile, muita coisa ainda vai mudar, muita coisa ainda vamos potencializar para chegar ao nosso melhor no desfile. Muita entrega, muita energia. A gente vem trabalhando muito para conseguir entregar o nosso melhor, sempre buscando encontrar a nossa excelência. A gente tem um samba maravilhoso, um enredo maravilhoso e uma comissão de frente que está entregando muita energia. A gente espera responder à altura”, completou o mestre-sala.

HARMONIA E SAMBA

A harmonia foi um dos pontos positivos do ensaio técnico. A escola cantou com animação, demonstrando envolvimento da comunidade com o samba e entendimento da proposta do enredo. O canto coletivo sustentou o desfile ao longo da pista, criando uma atmosfera favorável para a apresentação.

A resposta da massa ao carro de som manteve a energia constante, refletindo um trabalho que tem conseguido mobilizar seus componentes e transformar o samba em elemento de sustentação do conjunto.

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O intérprete Carlos Jr, enfim, fez sua estreia na Marquês de Sapucaí. Aliás, a Em Cima da Hora possui uma dupla perfeita de cantores. Igor Pitta é um craque no microfone. Muito bem servida, além de contar com um samba-enredo que é um dos melhores de 2026.

“Ficou complicado mostrar o que a gente está trabalhando nos ensaios, com algumas falhas no som. Já tínhamos trabalhado esse encaixe de voz, queríamos ter uma noção de como seria no ensaio técnico, porque é quando a gente coloca, derradeiramente, o trabalho do ano na avenida. Ficou claro que não conseguimos fazer isso em sua totalidade, ficou faltando algo. Espero que a comunidade não tenha esmorecido por conta dessas falhas”, comentou Igor Pitta.

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“Fizemos uma organização durante a semana junto com o nosso diretor musical para este ensaio e saímos com a sensação de que vamos sem muita referência para o desfile. Ficamos sem muita condição de dizer se foi bom ou ruim, já que o som apresentou essas inconsistências. É um sistema novo que está sendo implementado este ano e vai precisar de bastante trabalho para que se estabilize. Mas, dentro do possível, fizemos o nosso trabalho”, garantiu Carlos Jr.

EVOLUÇÃO

A evolução da Em Cima da Hora foi consistente e bem administrada. A escola desfilou com organização, mantendo o fluxo contínuo e o controle dos deslocamentos ao longo da Sapucaí. O tempo de ensaio, encerrado em aproximadamente 53 minutos, evidencia domínio de pista e consciência do ritmo necessário para uma apresentação equilibrada.

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As alas se movimentaram de forma ordenada, sem grandes interrupções, contribuindo para uma leitura limpa do desfile e reforçando a coesão do conjunto apresentado.

OUTROS DESTAQUES

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A bateria acompanhou o ensaio com segurança, mantendo o ritmo firme e sustentando o canto da escola ao longo de toda a pista, contribuindo diretamente para a fluidez da apresentação e para o clima de confiança demonstrado pela comunidade. A rainha Maryanne Hipólito esbanjou carisma e samba no pé.

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“É caminhada. Foi tudo certo. É porque a gente é perfeccionista e se cobra muito, a gente sempre quer mais, está sempre querendo mais, mas tudo aconteceu como foi planejado, como organizamos. Agora é preparar um pouquinho mais, organizar as coisas para o dia do desfile estar 100%, além do normal, e cair para dentro do problema. Muito obrigado, só tenho a agradecer. Só falta a gente desfilar. Vamos organizar uma coisa aqui e outra ali, coisa pouca, pouca mesmo. Acho que hoje já foi um aperitivo do que vamos fazer no dia do desfile. Tem umas coisinhas que vão ser só para o dia”, afirmou o mestre Léo Capoeira.

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Mais do que um ensaio técnico, a Em Cima da Hora apresentou na Sapucaí um retrato de maturidade carnavalesca. Sem buscar efeitos imediatos, a escola apostou na organização, no canto e no respeito à própria história.

Em um enredo que fala de força feminina, ancestralidade e resistência, a azul e branca mostrou que sabe que o impacto nem sempre está no excesso, mas na construção. Se o ensaio técnico revelou uma base sólida, o desfile promete ser o momento em que o mistério, tão presente na essência da escola e do enredo, finalmente se revela na avenida.

Embora canto eficiente, Morro da Casa Verde estoura tempo em ensaio técnico

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O Morro da Casa Verde realizou seu único ensaio técnico no Sambódromo do Anhembi, preparando-se para o Carnaval de 2026. A escola precisa realizar ajustes no quesito evolução, pois encerrou o ensaio com 57 minutos, ultrapassando o tempo máximo permitido pelo regulamento, que é de 50 minutos. A agremiação teve como destaques a harmonia e a parte musical.

A Verde e Rosa será a sétima escola a desfilar no sábado de Carnaval pelo Grupo de Acesso 2. A escola levará para a avenida o enredo “Santo Antônio de Batalha faz de mim batalhador”, assinado pelo carnavalesco Ulisses Bara.

COMISSÃO DE FRENTE

Os bailarinos, coreografados por Ana Carolina Vilela, representarão Exus no desfile oficial. Alguns integrantes masculinos da comissão vestiram saias vermelhas, enquanto outros utilizaram saias brancas, todos com palhas claras e sem camisa. As mulheres utilizaram a mesma parte inferior, combinada com regatas brancas. Um personagem central, que representa diretamente o Exu presente no enredo, destacou-se ao vestir palhas nas cores preta e vermelha.

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Durante a apresentação para a cabine julgadora, curiosamente, os componentes não realizaram encenações mais evidentes que remetessem à figura do Exu. Em determinado momento, o personagem central executou uma representação mais contida, mas, na maior parte do tempo, acompanhou a coreografia coletiva da comissão. Os movimentos apresentados seguiram o padrão tradicional do quesito, marcados sobre a melodia do samba-enredo. Em outro momento da apresentação, quatro personagens dançaram de forma livre, enquanto os demais executaram passos sincronizados. Trata-se de uma comissão de frente que instiga o público a querer entender o que será apresentado no desfile oficial, já que, no ensaio técnico, a leitura do enredo ainda se mostrou pouco explícita.

CASAL DE MESTRE-SALA E PORTA-BANDEIRA 

João e Juliana, por mais um ano, formam o casal oficial de mestre-sala e porta-bandeira do Morro da Casa Verde e demonstraram forte conexão em sua apresentação. O bailado foi marcado pelo sincronismo e por movimentos coreográficos bem alinhados ao samba-enredo. Mesmo com vento durante o ensaio, a porta-bandeira demonstrou técnica ao manter o pavilhão bem desfraldado. Vestidos com figurinos que simulavam o traje do desfile oficial, a dupla realizou um bom ensaio técnico.

HARMONIA

A harmonia é um dos pontos altos do Morro da Casa Verde. Os componentes cantaram o samba de forma leve, empolgada e constante. O canto se destacou ainda mais no trecho em que o samba entoa o verso “Chama o casamenteiro”, evidenciando o envolvimento da comunidade com a obra.

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O intérprete Wantuir e a bateria, regida pelo mestre Léo, ajudaram a harmonia da escola a cantar ainda mais o samba-enredo, com entrosamento, cacos e notas que chamam o componente, além de envolver o público.

EVOLUÇÃO

Apesar de ter ultrapassado o tempo máximo permitido, a comunidade desfilou de maneira descontraída e solta, aproveitando o excelente samba-enredo da escola. Os componentes realizaram coreografias nos refrões, sendo uma delas voltada para a interação com o público — ação que, em um Sambódromo cheio, pode se tornar um ponto extremamente positivo para a agremiação.  A escola apresentou boa uniformidade visual, com exceção de alguns personagens que representavam diretamente o enredo, o que reforçou a organização do conjunto.

SAMBA-ENREDO

Interpretado por Wantuir, renomado cantor do Carnaval do Rio de Janeiro e de São Paulo, o samba-enredo do Morro da Casa Verde figura entre os melhores do Grupo de Acesso 2. Com uma letra de fácil assimilação, que em poucas passagens já permite a participação do público, e uma melodia dançante, a obra volta a ser um dos grandes trunfos da escola. Composição de Celsinho Mody, Rubens Gordinho, Tiago SP, Douglas Chocolate, André Ricardo, Márcia Macedo e Juninho FPA, o samba apresenta grande potencial e facilitou de forma evidente o trabalho da harmonia no canto dos componentes.

OUTROS DESTAQUE

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A bateria, comandada pelo mestre Léo, apresentou bossas que incentivam ainda mais os componentes a dançar e cantar. Em alguns momentos, os ritmistas realizaram apagões estratégicos e retornaram com ainda mais força rítmica, levantando o samba-enredo. A corte da bateria surgiu vestida de acordo com o enredo, demonstrando representatividade e comprometimento com os ritmistas. Outro destaque importante foi a ala das baianas que, vestida com as cores da escola, desfilou com alegria e orgulho, honrando o pavilhão como verdadeiras baluartes.

Casal, bateria e ala musical são destaques no ensaio técnico da Vigário Geral

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Por Luiz Gustavo, Juliane Barbosa, Maria Estela Costa e Júnior Azevedo

A Vigário Geral foi a quarta escola da noite da última sexta-feira a pisar na pista da Marquês de Sapucaí para os ensaios técnicos da Série Ouro. Após o surpreendente desfile de 2025, com o qual obteve uma boa sexta colocação, a tricolor da Zona Norte almeja voos maiores dentro do grupo, e o ensaio mostrou que a escola precisa lapidar alguns quesitos para alcançar esse objetivo.

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O canto dos componentes foi falho na maior parte das alas. A escola veio bem diminuta, com algumas alas mais espaçadas para o preenchimento da pista. Como destaques positivos, uma excelente apresentação do casal de mestre-sala e porta-bandeira, Yuri Pires e Isabella Moura, além de um bom desempenho do samba, comandado por uma ótima ala musical, liderada pelo competente Danilo Cézar, em seu terceiro ano na Vigário.

A escola fechará a sexta-feira de carnaval com o enredo “Brasil Incógnito – O que os seus olhos não veem, a minha imaginação reinventa”, de autoria dos carnavalescos Alex Carvalho e Caio Cidrini.

COMISSÃO DE FRENTE

A comissão, coreografada por Handerson Big, apresentou 14 componentes representando os portugueses quando avistaram as terras brasileiras. A apresentação foi jocosa e bastante teatralizada, apostando em expressões faciais como susto e encantamento, com o contingente dividido em dois grupos durante parte da coreografia.

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Na parte final da série, entrou a dança com o samba no trecho “Meu recado vira samba e carnaval”. Em um dos módulos, dois componentes tiveram leves desequilíbrios por conta do chão molhado. Nas demais cabines, a apresentação foi muito correta e bem sincronizada.

“O ensaio de hoje foi muito bom porque deu para sentir um pouco da energia do grupo e também alguns desenhos que precisam ser ajustados, sinto logo que dá aquele clima de carnaval. O que necessita melhorar é uma questão mais precisa e pontual em desenho ao posicionamento. E ao público, podem esperar uma comissão totalmente inusitada e talvez com bastante efeito tentando repetir o sucesso do ano passado até para ver se a gente consegue ser bicampeão do ESTRELA DO CARNAVAL, DO CARNAVALESCO”, comentou o coreógrafo Handerson Big.

MESTRE-SALA E PORTA-BANDEIRA

Johny Matos e Isabella Moura realizaram uma grande apresentação na noite de sexta-feira, com uma sincronia impressionante no bailado, coreografia empolgante e desempenho soberbo de Isabella.

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A porta-bandeira exibiu um bailado robusto, aguerrido e, ao mesmo tempo, esbelto, com precisão cravada nos movimentos, alternando giros em que quase quicava na pista, tamanha a força e agilidade dos rodopios, com um girar mais clássico e bailarino.

Johny Matos foi ótimo na condução e no cortejo, exibindo um bailado mais tradicional, com execução muito correta. O casal fez ótimo uso do espaço para a dança, como na segunda parte do samba. A extrema energia de ambos também marcou a apresentação, com excelente sintonia nos movimentos coreográficos.

“É, hoje viemos bem. Botamos em prática tudo aquilo que a gente vem ensaiando ao longo do tempo. Estamos ensaiando desde agosto, e hoje foi o teste, né, para ver como ia ser, se a gente ia mudar alguma coisa. E, graças a Deus, deu tudo certo. Tudo o que a gente vem ensaiando, vem idealizando junto com a nossa coreógrafa, Vânia Reis, a gente botou em prática, e deu certo. Agora vamos nessa pegada até chegar ao desfile. Vamos trazer o novo. A gente vem com a pegada tradicional, é claro que não pode deixar a dança do mestre-sala e porta-bandeira de lado, isso aí conta para o jurado, a dança tradicional, mas vamos inovar. Vamos trazer algo diferente, que eu acho que todos vão gostar”, disse o mestre-sala.

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“Para mim foi um desfile emocionante. É meu primeiro desfile com a escola, é meu primeiro desfile defendendo o primeiro pavilhão aqui na Sapucaí, e o primeiro a gente nunca esquece. Foi muito gostoso. A gente conseguiu curtir e, ao mesmo tempo, executar o trabalho com seriedade. Fizemos toda a entrega que construímos durante essa jornada de ensaios, e agora é ajustar pequenos detalhes para o desfile, os detalhes finais. Eu acho que é esperar a entrega máxima, como nós fizemos hoje, esperar uma trajetória de felicidade. Vocês vão ver, por meio da nossa coreografia, o quanto estamos felizes com o trabalho como um todo, com o trabalho da escola. É um ano também de superação para a gente, devido a tudo o que aconteceu com o nosso barracão. Acho que o nosso desfile vai transmitir toda a emoção do enredo e do ano que está sendo para a Vigário Geral”, completou a porta-bandeira.

EVOLUÇÃO

A Vigário Geral desfilou com um contingente pequeno de componentes, optando por uma evolução mais lenta para melhor uso do tempo disponível. Em alguns momentos, porém, a evolução foi bastante morosa, melhorando na segunda metade do ensaio.

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Algumas alas passaram bastante espaçadas para ampliar o preenchimento da pista, o que teve certo êxito, mas deixou a visão da escola “suja”, sempre com pequenos buracos. A parte final da agremiação passou de forma mais compactada.

“Tivemos um clima ruim o dia todo, chuva constante, acabou que parou de chover na hora que começamos o ensaio, graças a deus, e seguimos bem, A escola tentou ser o mais alegre possível, sem o público às vezes o pessoal dá uma desanimada, mas tentamos manter o entusiasmo lá em cima. Nossa evolução foi de acordo com o que a gente planejou. Bateria show de bola, carro de som, evolução, tudo certinho”, analisou o diretor de carnaval, Renato Cosme.

HARMONIA E SAMBA

A harmonia da tricolor deixou a desejar no canto dos componentes, com irregularidades visíveis em diversas alas. Muitos desfilantes cantaram apenas o refrão principal, e mesmo este apresentou alguns momentos de queda.

A ala de passistas foi uma das exceções e, mesmo dividindo o foco com o samba no pé, entoou com força o samba da agremiação. A escola até demonstrou animação em alguns momentos, mas faltou samba no gogó.

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Fotos: S1 Comunicação/Divulgação Liga-RJ

Já a harmonia musical do carro de som funcionou a todo vapor, com ótimo desempenho de Danilo Cézar e seus apoios. Danilo é um intérprete muito seguro, que conduz o samba sempre com correção e não apresenta quedas na voz durante a passagem da escola, facilitando o rendimento da obra.

O samba tem algumas passagens interessantes, e o refrão de cabeça se destacou. O refrão central apresenta uma variação melódica agradável e, apesar de não ter sido muito cantado pelos componentes, tecnicamente obteve um rendimento satisfatório.

“Eu estou feliz, foi emocionante ver a Vigário cantar e isso é o que mais importa. Nossa escola precisa melhorar mais ainda o canto, porque eu quero tirar essa assombração do 9,9. Precisa sair essa canção. A meta agora é que a escola consiga fazer tudo certo para terminar os carros após esse incêndio, mas estamos conseguindo e vamos vir muito bonita. Esperem pelo melhor carnaval da história de Vigário Geral”, prometeu o intérprete Danilo Cézar.

OUTROS DESTAQUES

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A bateria comandada por mestre Luygui se consolida, a cada ano, como uma das melhores e mais consistentes da Série Ouro. Mais um excelente desempenho. A rainha de bateria Patrícia Souza se destacou pela imponência e simpatia à frente dos ritmistas.

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Eu só tenho coisas boas a falar da minha bateria hoje. O que a gente fez já era o esperado, já era o programado por toda a temporada que a gente vem fazendo. É uma bateria que já toca junto há bastante tempo. Lógico que temos um detalhe ou outro para acertar para o dia do desfile, mas faço uma análise muito positiva. A bateria tocou muito, foi do jeito que eu esperava. Hoje foi mais um ensaio de vários que nós tivemos. Foi só mais um e, graças a Deus, a bateria teve um grande desempenho. Amanhã mesmo já vou me reunir com a diretoria para a gente trocar ideia e ver o que a gente pode melhorar para o dia do desfile. Espero uma escola muito forte, muito aguerrida, e tenho certeza de que vamos conquistar um excelente resultado”, comemorou o mestre Luygui.

Freddy Ferreira analisa bateria da Unidos de Padre Miguel no ensaio técnico na Sapucaí

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Um excelente ensaio técnico da bateria “Guerreiros” da Unidos de Padre Miguel, na estreia de mestre Laion na agremiação da Vila Vintém. Um ritmo com equalização primorosa foi apresentado, tudo isso com um andamento bastante confortável para ritmistas e para a comunidade.

Na cabeça da bateria “Guerreiros”, uma boa ala de cuícas tocou junto de um naipe eficiente de agogôs, que executou um desenho rítmico pontuando as variações melódicas do belo samba do Boi Vermelho. Uma ala de chocalhos de qualidade técnica inegável apresentou um trabalho de excelência, tudo conectado a um naipe de tamborins igualmente talentoso. O casamento musical entre tamborins e chocalhos foi um dos pontos altos das peças leves.

Na parte de trás do ritmo da UPM, uma afinação de surdos acima da média foi percebida. Marcadores de primeira e de segunda foram precisos e tocaram com firmeza durante todo o ensaio. O balanço envolvente dos surdos de terceira demonstraram eficiência tanto fazendo ritmo, quanto em bossas. Caixas sólidas e repiques coesos ajudaram no preenchimento dos médios da bateria “Guerreiros”.

Bossas que se aproveitavam das variações melódicas da obra da escola da Vila Vintém foram exibidas com segurança e eficiência. Um leque bem musical, além de bastante funcional. Numa das bossas, uma movimentação de ritmistas por dentro da bateria provocou ovação popular, podendo ser um trunfo energético para o dia do desfile oficial. Assim como o arranjo do estribilho também recebeu boa recepção popular, no qual os ritmistas abaixavam para cumprimentar o público. Tudo pautado por retomadas cadenciadas e execuções precisas.

Uma apresentação exemplar da bateria “Guerreiros” da UPM, dirigida por mestre Laion. Um ritmo com equalização privilegiada, bossas com boa musicalidade e sonoridade de excelência em todos os naipes foi exibido. Um ensaio para deixar bastante otimista o povo da Vila Vintém, com uma bateria que tem tudo para brigar pela sonhada nota máxima, quiçá disputar eventuais premiações.

Comissão de frente e casal se destacam em ensaio técnico consistente da Unidos da Ponte

Por Luiz Gustavo, Júnior Azevedo, Juliane Barbosa e Maria Estela Costa

A Unidos da Ponte foi a terceira escola a ensaiar na noite da última sexta-feira, no primeiro dia de ensaios técnicos da Série Ouro. A escola passou no embalo de seu enredo e apresentou uma evolução dançante e uma comunidade animada, mesmo com algumas inconsistências no canto dos componentes. O samba teve um rendimento satisfatório, e o casal formado por Thiaguinho e Jéssica se destacou com uma ótima apresentação. No conjunto geral, um ensaio que mostra boas credenciais da agremiação de São João de Meriti, com outros pontos a serem melhorados para o desfile oficial, que será realizado no dia 14 de fevereiro. A Ponte encerrará o sábado de carnaval apresentando o enredo “Tamborzão – O Rio é baile! O poder é black!”, desenvolvido pelo carnavalesco Nicolas Gonçalves.

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“A minha análise é mostrar que a Unidos da Ponte, de fato, é uma escola bem constituída, bem estruturada. A gente conseguiu mostrar que a Unidos da Ponte vai fazer carnaval, vai se estruturar a cada ano mais para poder apresentar um desfile de alto nível. Esse ensaio serviu para mostrar isso. Apesar de todas as questões que tivemos, do primeiro ensaio com esse som, que é uma novidade para todos, tivemos alguns pequenos acidentes em relação à técnica do som. A Ponte mostrou que está firme, que está forte e que vai, sim, fazer carnaval. Ainda estamos organizando essa questão da contagem da cronometragem da cabine. Hoje foi para entender esse tempo e, no dia do desfile, executar o que a gente percebeu”, garantiu Camarão Netto, diretor de carnaval.

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COMISSÃO DE FRENTE

A comissão coreografada por Juliana Frathane trouxe 14 componentes representando um baile funk, com os típicos passos do gênero, enxertados com elementos de balé. Uma comissão totalmente pautada na dança, bastante dinâmica e bem sincronizada, com alguns passos de nível mais alto de dificuldade, como acrobacias e o chamado passinho, de movimentos bem ligeiros. Uma apresentação agradável e de bom nível em todas as cabines.

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“Estou satisfeita, a escola está vindo com muita potência para honrar, e é o que a Ponte merece. Perfeito. Em prol da melhoria dessa comissão de frente, apenas o ensaio, pois é preciso ver as passadas de um jurado para o outro, porque agora a comissão está sempre trabalhando com a harmonia para tentar ajustar o que for melhor para a escola, apenas esses pequenos detalhes. Para o Carnaval 2026, todos podem esperar da comissão de frente da Ponte muita força! Nada do que está sendo apresentado nos ensaios eu vou mostrar no dia oficial. Sempre tem aquela surpresa, e vai ser uma surpresa mesmo, que não tem nada a ver com esta apresentação. O Nicolas, carnavalesco, me deu essa missão, e eu estou abraçando, e eu vou honrar”, afirmou a coreógrafa Juliana Frathane.

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MESTRE-SALA E PORTA-BANDEIRA

Thiaguinho Mendonça e Jéssica Ferreira tiveram um excelente desempenho neste ensaio, com o dinamismo e a agilidade nos movimentos que o enredo pede. O casal, que volta a dançar junto após mais de uma década, mostrou uma sintonia fina em toda a série. Destaque para o refrão central, em que Jéssica encaixou uma série de giros muito precisos, enquanto Thiaguinho caprichou em um bailado com ótimo trabalho de pernas. Na segunda parte, movimentos de cortejo e condução de Thiaguinho foram bem executados. Thiaguinho e Jéssica também foram felizes na adição de elementos do funk, sem exageros ou descaracterização da dança mais clássica, uma junção bem realizada que deu força à apresentação. Um momento de destaque do ensaio da Ponte.

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Fotos: S1 Comunicação/Divulgação Liga-RJ

“Estamos voltando com nossa parceria como casal após mais de dez anos, e está maravilhoso. Todo o trabalho que a gente está fazendo tem dado supercerto. A coreografia, do nosso coreógrafo junto conosco. montamos a coreografia juntos. está ótima. É ótimo tê-los comigo, e o Thiaguinho me trouxe muita coisa neste ano. É uma troca, e está muito gostoso”, disse a porta-bandeira.

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“O ensaio técnico é um teste mesmo, é para a gente ver se a coreografia vai encaixar no ritmo oficial do desfile, se a voz do intérprete vai dar um caco que às vezes favorece a nossa dança. É realmente o dia de entendermos o que está acontecendo, e foi bem positivo. Gostei da energia do povo. Eu sou sempre muito positivo, mas não esperava a reação tão eufórica da galera quando a gente se apresentou. Estou indo embora com o coração a mil”, completou o mestre-sala.

EVOLUÇÃO

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A escola aproveitou bem o espaço da Marquês de Sapucaí para realizar uma evolução mais volumosa, com componentes soltando os braços e evoluindo para os lados. Algumas alas passaram de forma bem dançante, um destaque do quesito. Em relação ao ritmo do avanço pela pista, a Ponte teve alguns momentos em que esteve lenta na avenida, contrastando com o andamento mais firme impresso no início. As alas mantiveram boa organização durante todo o ensaio, sem maiores espaços entre elas, mesmo com os componentes mais soltos. A agremiação finalizou seu ensaio com 54 minutos na pista.

HARMONIA E SAMBA

O canto da Unidos da Ponte apresentou algumas irregularidades ao longo de sua passagem pela avenida, com diversos componentes entoando apenas o refrão principal e cantando pouco o restante do samba. As alas que vieram próximas do final do ensaio exibiram um canto mais quente, sobretudo, na reta final da apresentação, quando o quesito teve uma subida de desempenho.

“Felicidade muito grande com o ensaio de hoje. Meu irmão Thiago, que já trabalha junto comigo há um tempo pelas quadras da vida, me dá uma felicidade muito grande de estar fazendo esse grande trabalho com a Ponte. Ele está trazendo esse samba alegre, reverente e animado para a Marquês de Sapucaí. O ensaio é sempre para poder ajustar os possíveis erros. Um exemplo é que a gente, do carro de som, foca muito na nossa parte, mas acredito que a escola fez um grande ensaio e a comunidade veio cantando o samba muito feliz. E temos muita felicidade, nós, compositores, de termos feito esse samba”, comentou o intérprete Matheus Gaúcho.

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O samba, que é de fácil assimilação, mostrou uma funcionalidade correta no ensaio. Sem maior explosão, segurou de maneira satisfatória a passagem da escola. Matheus Gaúcho e Thiago Brito mostraram boa sintonia e sustentaram a obra na maior parte do ensaio. O refrão central obteve bom rendimento e foi um ponto de destaque da apresentação. A primeira parte teve um desempenho mais inconstante, com algumas quedas.

“A gente vem trabalhando já há bastante tempo na disputa do samba. Eu participei de toda a discussão e das adaptações para o samba e para as nossas vozes, já pensando na nossa forma de cantar. Eu acho que hoje é um teste. O som ainda está passando por alguns ajustes, mas foi bastante proveitoso. Agradeço ao máximo à minha dupla. A gente não tem vaidade, e o que importa é a nossa escola, a nossa bandeira, que é a Unidos da Ponte. Eu me considero um pé-quente, porque já participei de alguns títulos e de alguns vice-campeonatos. Que seja, então, a melhor colocação da história da Unidos da Ponte. Eu acredito, como estou falando agora, que será o maior desfile da história, porque o nosso presidente e a nossa diretoria não estão medindo esforços em todos os setores. Eu sou bastante chato, e o Matheus está aqui de prova, mas tenho recebido tudo o que exijo para o melhor, porque é a nossa vida. A gente ama o que faz, obviamente trabalha e vive disso, é o nosso financeiro, mas, se não tiver amor e se não tiver paixão, você pode ganhar milhões que nada vai superar”, citou o cantor Thiago Brito.

OUTROS DESTAQUES

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MC Serginho veio liderando uma das alas da escola, que pecou pela falta de canto. A bateria, comandada pelos mestres Alex Vieira e Juninho, potencializou o samba com um ritmo firme e boas bossas. A ala de passistas da Ponte mostrou que a mistura do samba com o funk dá um bom caldo e deu show de ginga na avenida.

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“Foi bom, foi bom. Pode melhorar, a gente é muito perfeccionista, então acredita que sempre pode melhorar. Teve uns impercalços em relação ao som, atrapalhou um pouquinho a gente, mas, fora isso, a bateria foi com êxito. Perfeita, perfeita não, perfeita só Deus, mas foi maravilhosa. Fiquei muito feliz e muito contente com o ensaio. Podem esperar um trabalho firme, com dedicação. Foi muita dedicação para ter um trabalho legal, dentro do enredo. Podem esperar bastante coisa: vai ter dancinha, vai ter funk, vai ter charme, vai ter tudo pra gente”, revelou mestre Juninho.

Freddy Ferreira analisa bateria da Vigário Geral no ensaio técnico na Sapucaí

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Um ótimo ensaio técnico da bateria “Swing Puro”, comandada pelo mestre Luygui. Uma bateria com uma afinação de surdos poderosa e impactante foi exibida. Ainda assim, tanto os médios quanto as peças leves também se sobressaíram, graças a trabalhos musicais de excelência entre os mais diversos naipes.

Na parte da frente do ritmo da Vigário, um naipe extremamente acima da média de chocalhos se exibiu de forma impecável. Tudo isso junto de uma ala de tamborins de imensa virtude musical, contando, inclusive, com um carreteiro uníssono e bastante potente. Ainda ajudaram a complementar as peças leves uma boa ala de agogôs, pontuando o desenho rítmico por meio da melodia do samba, e um naipe de cuícas de inegável qualidade. A talentosa cabeça da bateria “Swing Puro” ajudou demais na densidade musical das camadas rítmicas da bateria.

A cozinha da bateria “Swing Puro” contou com sua já tradicional afinação bem pesada de surdos. Os marcadores de primeira e segunda tocaram com firmeza, mas também com bastante precisão. O balanço irrepreensível dos surdos de terceira ainda auxiliou no preenchimento acima da média dos graves. Caixas consistentes e taróis com boa ressonância exibiram qualidade junto de repiques igualmente talentosos, garantindo uma camada musical privilegiada dos naipes médios.

Bossas altamente vinculadas à melodia do aguerrido samba-enredo da escola foram apresentadas, todas se aproveitando da irretocável pressão sonora dos surdos, graças à afinação pesada da bateria “Swing Puro”. O ponto alto musical dos arranjos é a paradinha do refrão principal, que, mesmo musicalmente complexa, mostrou-se perfeitamente casada com o estribilho da canção.

Um ótimo ensaio técnico da “Tropa do Amassa”, do mestre Luygui. Uma bateria “Swing Puro”, da Vigário Geral, apresentando um ritmo de excelência em todos os naipes. Mesmo com uma criação musical mais complexa e de difícil execução, as bossas foram apresentadas com precisão, além de notória pressão. Um tremendo sacode da bateria da Vigário!

Freddy Ferreira analisa bateria da Unidos da Ponte no ensaio técnico na Sapucaí

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Uma apresentação próxima do correto da bateria “Ritmo Meritiense”, da Unidos da Ponte, comandada pelos mestres Alex Vieira e Juninho. Uma sonoridade altamente vinculada ao funk (tema da escola de São João de Meriti) foi exibida, sendo o ponto alto dos arranjos a bela e musical bossa do refrão do meio.

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Na cabeça da bateria, uma ala de chocalhos extremamente acima da média foi o ponto alto das peças leves, junto de um naipe de tamborins que se exibiu de forma sólida. Uma boa ala de agogôs executou um desenho rítmico pautado pelas nuances melódicas da obra sobre o funk. Um naipe de cuícas eficiente também auxiliou no preenchimento das peças leves. Muito boa a execução de chocalhos e tamborins na bossa do refrão do meio, contribuindo demais para a musicalidade diferenciada do referido trecho, com um toque consistente que ajudou no balanço.

Na parte de trás da “Ritmo Meritiense”, foi notada uma boa e pesada afinação de surdos. Os marcadores de primeira e segunda tocaram com firmeza, assim como os surdos de terceira deram bom balanço aos graves. Tudo isso com o auxílio de um naipe consistente de caixas de guerra, tocando junto de uma boa ala de repiques.

Bossas bastante musicais foram apresentadas, desde uma da segunda parte do samba, que se aproveitava das diferenças de timbres dos surdos, até uma bossa um pouco mais complexa na cabeça do samba. A sonoridade produzida na paradinha do refrão do meio passou de forma sublime por toda a pista, sendo um dos pontos altos musicais dos arranjos, graças ao casamento de perfeita integração entre bateria, tema e a obra, contando com o balanço diferenciado no ritmo do funk.

Uma bateria “Ritmo Meritiense”, da Unidos da Ponte, dirigida pelos mestres Alex Vieira e Juninho, que apresentou margens para crescimento. Em um ensaio, sem dúvida alguma, produtivo, foi possível identificar eventuais questões que podem ser melhoradas até o desfile principal. O conjunto de bossas, embora bastante musical, ainda carece de maior precisão, e existe tempo hábil para isso. É usar o aprendizado do treino de hoje para colher os melhores frutos possíveis e otimizar o trabalho rítmico, visando ao desfile oficial.

Freddy Ferreira analisa bateria da Em Cima da Hora no ensaio técnico na Sapucaí

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Um bom ensaio da bateria “Sintonia de Cavalcante”, da Em Cima da Hora, comandada pelo mestre Léo Capoeira. Um ritmo profundamente vinculado ao tema de vertente africana foi exibido, garantindo uma integração plena do belo samba-enredo da escola com o ritmo de sua bateria. O andamento mais quente escolhido casou bastante com a obra da agremiação, impulsionando a comunidade durante o ensaio.

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Um naipe de tamborins, com bom volume, executou um desenho rítmico simples, com eficiência. Tudo seguido por uma ala de chocalhos extremamente acima da média, com um carreteiro simplesmente impecável, que auxiliou de forma luxuosa no preenchimento das peças leves. Uma boa ala de cuícas também ajudou na sonoridade da parte da frente do ritmo, junto de um naipe de agogôs bastante eficiente, que pontuou as nuances melódicas da obra da escola em sua convenção.

A cozinha da bateria “Sintonia de Cavalcante” contou com uma boa afinação de surdos. Os marcadores de primeira e segunda foram firmes, mas seguros durante o ensaio. Os surdos de terceira ficaram responsáveis pelo bom balanço envolvendo os graves, tanto em ritmo quanto em bossas. Um naipe de caixas esplêndido fez um ritmo impecável, junto de repiques coesos e de qualidade musical.

Um conjunto de bossas bastante musical foi apresentado. Sempre aproveitando as variações melódicas para consolidar seu ritmo, os arranjos exibiram conexão profunda com o enredo vinculado à matriz africana da Em Cima da Hora. Destaque para a bossa do estribilho, com solo dos tamborins fazendo “palminha de macumba”, junto de agogôs de uma campanha (boca) que tocavam junto de congas. Um arranjo bastante musical, além de proporcionar uma exibição energética diferenciada. O arranjo realizado na cabeça do samba explorou de forma eficiente os surdos, bem como se aproveitou da boa afinação para exibir as diferentes timbragens.

Um ensaio que fará os ritmistas do mestre Léo Capoeira, da Em Cima da Hora, voltarem satisfeitos pelo bom treino no campo de jogo. Uma bateria muito bem fundamentada, com o tema sobre Pomba Giras, foi apresentada, aproveitando-se das variações melódicas da bela obra da agremiação para consolidar seu ritmo. Tudo com bastante “Sintonia” com um carro de som bastante acima da média, garantindo uma musicalidade requintada da Em Cima da Hora.