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Freddy Ferreira analisa bateria da Inocentes de Belford Roxo no ensaio técnico na Sapucaí

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Um bom ensaio técnico da bateria “Cadência da Baixada” da Inocentes de Belford Roxo, dirigida pelo mestre Washington. Um ritmo que conseguiu imprimir uma musicalidade culturalmente nordestina, com pitadas russas, estando plenamente conectada ao enredo da agremiação. Mesmo diante de um forte dilúvio até a metade do ensaio, os ritmistas não desanimaram nem deixaram a peteca cair, mantendo o bom nível musical.

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Na parte da frente do ritmo da Caçulinha da Baixada, uma ala de cuícas seguras deu seu contributo, junto de um naipe de chocalhos correto e de uma eficiente ala de tamborins. Tamborins e chocalhos exibiram uma convenção rítmica simples, mas tremendamente funcional, inclusive nos arranjos envolvendo as bossas.

A parte de trás do ritmo da “Cadência da Baixada” apresentou boa afinação de surdos, mesmo diante de uma verdadeira tempestade durante o ensaio. O naipe de caixas deu bom volume à cozinha da bateria da Inocentes, junto de uma ala de repiques eficiente. Marcadores de primeira e segunda foram firmes e precisos no ritmo, além das bossas. Uma sólida ala de surdos de terceira proporcionou um bom balanço aos graves da “Cadência”.

O leque de bossas da Inocentes foi extremamente musical e de muito bom gosto. Uma mistura envolvente de ritmos nordestinos, finalizada com levada russa, foi executada no refrão do meio, em um belíssimo e destacado arranjo dançante. Bom trabalho de criação musical, inclusive envolvendo nuances rítmicas diversas em alguns trechos do samba, impulsionando o componente da escola por meio da sonoridade produzida pela

Caçulinha da Baixada. Uma criação conceitual baseada em simplicidade e eficiência, numa escolha bastante adequada e bem pensada.
Um bom treino da bateria “Cadência da Baixada”, comandada pelo mestre Washington. Um ritmo inserido culturalmente no tema da escola, com variações musicais que vão da nordestinidade até a ousadia de fechar o melhor arranjo de uma bossa com ritmo russo. Tudo pautado pela simplicidade musical, que facilita a assimilação de quem escuta, além de ajudar o componente da escola a dançar e evoluir. Um ensaio bem produtivo da bateria da Inocentes de Belford Roxo.

Opinião! Ensaios técnicos deste domingo no Anhembi

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Impossível enfrentar a Verde e Rosa! Chuva não cala a voz da Mangueira

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O ensaio da Mangueira neste domingo não aconteceu como o roteiro tradicional prevê. A chuva que caiu sobre o Rio de Janeiro impediu o deslocamento da escola pela rua e obrigou a Verde e Rosa a concentrar suas forças em frente à quadra. Ainda assim, o que se viu foi uma Mangueira cantando, dançando e sustentando seu samba com intensidade do início ao fim, provando que evolução também se mede pela permanência da alma, mesmo quando o corpo não avança.

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Fotos: Juliane Barbosa/CARNAVALESCO

Com os componentes parados, mas em movimento interno constante, o ensaio se transformou em um retrato fiel da proposta do Carnaval 2026: resistência, coletividade e força cultural. A escola segue se preparando para o ensaio técnico da próxima sexta-feira, na Marquês de Sapucaí, levando consigo a segurança de quem sabe o que está construindo.

COMISSÃO DE FRENTE

Mesmo sem a possibilidade de deslocamento, a comissão de frente realizou uma apresentação que permitiu observar claramente o trabalho desenvolvido até aqui. Parados em um ponto específico, os integrantes repetiram movimentos, marcaram entradas e executaram a coreografia com ritmo intenso, evidenciando um bailado treinado e alinhado à narrativa do enredo.

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A leitura corporal deixou clara a conexão com a proposta amazônica da Mangueira para 2026, baseada no enredo “Mestre Sacaca do Encanto Tucuju – O Guardião da Amazônia Negra”. Ainda que o espaço limitado não permita uma avaliação completa do impacto visual, foi possível identificar precisão, energia e entendimento do que está sendo contado.

MESTRE-SALA E PORTA-BANDEIRA

O casal não pôde realizar o bailado completo devido às condições climáticas e à impossibilidade de deslocamento. Ainda assim, permaneceu presente, cantando o samba e demonstrando envolvimento com o ensaio, atentos ao ritmo e à condução musical.

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Mesmo sem giros e marcações tradicionais, a postura em frente à comunidade mostrou um casal conectado ao momento e preparado para o próximo compromisso. A expectativa fica para o ensaio técnico, quando será possível avaliar plenamente o desenho coreográfico e a comunicação entre os dois na pista.

HARMONIA

A harmonia foi um dos pontos mais evidentes da noite. Mesmo sob chuva, com todos os setores concentrados, o canto da escola se manteve firme e contínuo. As alas cantaram de forma uniforme, com clareza de letra e energia constante, transformando a adversidade climática em elemento de união.

O intérprete oficial, Dowglas Diniz, destacou exatamente esse espírito coletivo ao avaliar a temporada e o ensaio: “O balanço da nossa temporada é o resultado disso aqui: a comunidade, antes mesmo de começar o ensaio, já canta o nosso enredo em claro e bom tom, se diverte e estamos lavando a alma com a chuva de hoje. Acredito que será um carnaval maravilhoso. A Mangueira vem linda e, na sexta-feira, o nosso ensaio técnico será para festejar na avenida”, afirmou o intérprete oficial da Mangueira.

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O canto persistente reforça a assimilação do samba e a identificação da comunidade com a história que a escola levará para a Sapucaí.

EVOLUÇÃO

Mesmo sem deslocamento, a evolução pôde ser analisada a partir da manutenção do canto e da postura coletiva. A escola permaneceu organizada, atenta às orientações e sustentando a energia ao longo de todo o ensaio, sem queda perceptível de envolvimento.

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O diretor de carnaval, Dudu Azevedo, falou sobre o processo vivido ao longo da temporada e a expectativa para os próximos passos: “A Mangueira cumpriu os ensaios da temporada e estamos como queríamos para a Marquês de Sapucaí, cantando e evoluindo. Buscamos a espontaneidade e fizemos muitos ensaios dedicados e, agora, o rumo é aos ensaios técnicos até o grande dia”, explicou o diretor de carnaval.

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A fala reforça a ideia de que o trabalho realizado até aqui priorizou construção coletiva e naturalidade, elementos que se refletiram mesmo em um ensaio atípico.

SAMBA

O samba mostrou força justamente na repetição e na constância. Mesmo sem avanço pela pista, o rendimento permaneceu estável, com a comunidade cantando em volume alto e com clareza de interpretação. A letra, que homenageia mestre Sacaca e exalta a Amazônia Negra, encontrou eco na resposta dos componentes, criando um ambiente em que o samba deixou de ser apenas trilha sonora e passou a funcionar como elo entre escola, território e ancestralidade.

A bateria manteve o ritmo firme do início ao fim, mesmo com o ensaio comprometido pela chuva. A condução segura e a entrega dos ritmistas foram reconhecidas pelo próprio mestre, que destacou o processo de superação vivido ao longo do ano.

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“Foi uma temporada muito satisfatória e boa. Vivemos coisas diferentes, e a galera absorveu, ensaiou, se dedicou e se superou, mesmo com os contratempos. Um ano muito feliz com o ritmista. O público pode esperar a melhor coisa possível, porque a nossa meta é reconquistar os 40 pontos da nossa bateria”, afirmou o mestre de bateria Rodrigo Explosão.

A declaração aponta para um trabalho focado em regularidade e ambição técnica, mirando diretamente a excelência no julgamento.

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A chuva que impediu o deslocamento da Mangueira acabou revelando algo ainda mais valioso: a capacidade da escola de sustentar seu samba mesmo quando a avenida desaparece. Cantando parada, dançando sob limites e transformando contratempos em força coletiva, a Verde e Rosa mostrou que o Carnaval 2026 não será apenas contado em alegorias, mas vivido no corpo e na voz de sua comunidade.

Se o enredo fala de guardiões, saberes ancestrais e resistência amazônica, o ensaio deste domingo foi a prova prática de que a Mangueira sabe proteger aquilo que constrói. A próxima sexta-feira, na Sapucaí, será menos sobre testar e mais sobre celebrar um caminho que já se mostra sólido, pulsante e profundamente conectado à sua essência.

Portela faz do último ensaio de rua um ‘grande xirê’ com canto impactante da comunidade

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Por Lucas Santos e Bianca Faria

Nem a chuva que ameaçava cair sobre o Rio de Janeiro minutos antes do ensaio da Majestade do Samba afastou o povo que lotou as calçadas da Estrada do Portela. E a força de ancestralidade, de espiritualidade e de legado que a Portela por si só tem, somada ao enredo de 2026, pareceu ter impedido que os portelenses enfrentassem muito mais do que uma pequena garoa. Com os últimos brilhos de claridade do domingo, a Azul e Branca de Madureira começou o ensaio cantando o excelente samba deste ano a plenos pulmões até o final do treino, já com o frescor da noite. Sabendo que os próximos passos já serão no solo sagrado da Sapucaí, a Portela mostrou que todos estavam contagiados pela energia de deixar uma última e excelente impressão para a comunidade de Oswaldo Cruz e Madureira, a fim de mostrar a alegria de ser portelense em um ciclo de carnaval que não foi dos mais fáceis. Não dá para não pensar em como Gilsinho estaria feliz e satisfeito ao ver a comunidade cantando essa obra da forma como foi hoje. A bateria do mestre Vitinho ajudou muito, com bossas e convenções totalmente dentro do samba e abrilhantando-o ainda mais. Rendeu muito bem! No mais, uma evolução bem espontânea e livre, casal com muita vontade e comissão mexendo com a comunidade e apresentando bem o que vinha depois na escola.

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O diretor de carnaval, Júnior Schall, e o presidente Júnior Escafura destacaram o quanto a apresentação da Portela e esse final de ciclo de ensaios de rua da escola não dizem respeito apenas à técnica, apesar de passar muito por ela, mas também à energia, à emoção acima de qualquer coisa.

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“Mais uma vez, a Portela trouxe felicidade para o terreiro da Estrada do Portela, e com essa felicidade que ela construiu ao longo dessa caminhada. A construção da felicidade passa pela questão técnica, pois nós precisamos ter técnica. Mas ela passa primordialmente pelo coração. Hoje, entendo que a Portela não ensaiou, a Portela não encerrou com um ensaio. Ela encerrou com uma celebração de felicidade, celebração de intensidade na sua felicidade, celebração de conexão entre todos os segmentos, núcleos e setores da escola. A gente hoje trouxe para a Estrada do Portela tudo o que a gente plantou na quarta-feira, na sexta-feira, no domingo e está plantando no barracão. Hoje nós começamos a colher”, entende o diretor Júnior Schall.

“A gente viu o povo feliz. O portelense cantando com alegria, com felicidade, se divertindo. Eu sempre falo: carnaval é sobre alegria. E a Portela está com essa alegria, com essa energia. Vamos fazer isso na Sapucaí. Vamos brincar, vamos nos divertir; óbvio, vamos cumprir tudo o que a gente tem que fazer tecnicamente falando. Mas a emoção não pode faltar. A diversão não pode faltar. A alegria, a felicidade… Vai ser uma escola solta, sem aquela coisa de fila, não. Será uma Portela energizada, uma Portela cantando forte, uma Portela com garra, com vontade de buscar esse campeonato”, sentenciou o presidente da Majestade do Samba, Júnior Escafura.

Em 2026, com o enredo “O Mistério do Príncipe do Bará – A oração do Negrinho e a ressurreição de sua coroa sob o céu aberto do Rio Grande”, a Majestade do Samba será a terceira escola a desfilar na primeira noite do Grupo Especial.

COMISSÃO DE FRENTE

Comandados pelos coreógrafos Cláudia Mota e Edifranc Alves, estreantes na Portela no próximo carnaval, os componentes trouxeram uma coreografia muito marcada por pontuar os trechos do samba, mas com muita dança e muito sincronismo. Como no trecho “O príncipe herdeiro da coroa de Bará”, em que os componentes faziam o gesto de segurar uma “coroa” acima da cabeça, ainda no refrão principal. E também no trecho “Não há demanda que o povo negro não possa enfrentar”, em que os integrantes encerram o passo com o punho erguido da resistência.

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Em outros trechos, como no refrão do meio, “Vai ter Xirê ao toque do tambor”, a comissão chamou a atenção pelas danças e pela sincronia dos movimentos, já que os componentes se mantêm sempre próximos em uma falange, alternando alguns passos com os elementos das pontas e os integrantes do meio. Um dos momentos mais bonitos acontece no trecho “Portela, tu és o próprio trono de Zumbi”, quando os componentes erguem os braços enaltecendo a escola, virados para a comunidade que assistia, fazendo essa referência ao seu povo. Uma comissão que, apesar de não ter mostrado um grande clímax, soube ganhar a comunidade pela dança, pela sincronia dos movimentos, com os componentes extremamente bem ensaiados, e por alguns movimentos de muito carisma ao citar partes mais sensíveis e emocionantes do samba. Abriu muito bem este último ensaio, recebendo uma boa resposta da comunidade que assistia.

MESTRE-SALA E PORTA-BANDEIRA

Marlon Lamar e Squel Jorgea realizaram este último treino na Estrada do Portela sem nenhum receio da pista molhada. Completamente de branco na vestimenta, a dupla começava as coreografias nas “cabines”, já mostrando muita garra, com olhar intenso. Na cabeça do samba, com alguns passos mais voltados para o afro, até os rodopios que os levaram à área de apresentação.

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Após algumas mesuras e a apresentação do pavilhão para a comunidade, no refrão do meio o casal iniciava uma série de movimentos mais intensos, com grandes giros de Squel e passos mais característicos de Marlon, inclusive aquela “jogadinha de perna” bem charmosa. Squel parecia que não ia parar de girar nunca mais; a porta-bandeira só parava já no meio da segunda do samba, quando os dois voltavam ao contato, fazendo mais algumas referências, até voltar aos giros, agora de mãos dadas. E finalizam com Squel brilhando mais um pouco entre giros e a bandeirada final, para a dupla seguir em deslocamento.

Uma boa apresentação, sem nenhum erro aparente, cumprindo bem os requisitos que se espera de um casal de mestre-sala e porta-bandeira, mas, principalmente, destacando os movimentos que a dupla faz de melhor e colocando a personalidade do casal na dança.

HARMONIA E SAMBA-ENREDO

É notável o quanto a obra vem crescendo a cada ensaio. Muito rica melodicamente, permitiu à bateria do mestre Vitinho explorar essa musicalidade. Tudo muito bem encaixado e com uma razão de existir. Não tem nenhum som que esteja sobrando ou que não faça parte do arranjo da obra. A Tabajara está realmente tocando para o samba. E, claro, isso faz com que a música cresça e se destaque ainda mais. Refrão principal com muita ginga e alegre; refrão do meio mais denso e carregado de espiritualidade. Nas estrofes, a cabeça mais épica, cantando a história, e a estrofe de baixo mais emocionante, trazendo elementos que mexem com o brio do portelense e do carnaval como um todo, porque exalta a negritude.

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A comunidade foi espetacular hoje. Nesse ponto, nada a tirar em harmonia. E o carro de som, comandado por Zé Paulo Sierra, fez o seu trabalho de forma muito consciente, chamando a comunidade ao canto e trazendo potência na execução, principalmente pelo bom trabalho das vozes de apoio que auxiliavam Zé. Ótimo rendimento e boa expectativa de como essa obra será recepcionada por um público não totalmente portelense nos próximos dois finais de semana na Sapucaí. O intérprete Zé Paulo Sierra falou dessa expectativa e lembrou mais uma vez de Gilsinho.

“Foi uma temporada incrível e de muito trabalho, e hoje a expectativa é a melhor possível. Hoje a gente encerra o ciclo aqui na rua. Falta um de quadra, mais dois na Sapucaí, né, com um teste de som e luz. A Portela fez um grande pré-carnaval. Tem a comunidade feliz, eu como portelense estreando aqui, tendo essa missão de estar exaltando e carregando o legado do Gilson, que era um irmão para mim, um amigo. A gente está fazendo por ele também. Então, eu estou muito feliz com tudo isso”, entende o cantor.

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EVOLUÇÃO

A escola mostrou uma evolução bastante espontânea e livre, que resultou em uma energia muito alta para o ensaio. Com um grande contingente nas alas, mesmo assim não se observaram problemas de organização. As alas não estavam enfileiradas marcialmente, porém também não se observavam buracos ou grandes espaçamentos, nem alas se embolando. Ao contrário, o andamento foi muito bom, cadenciado, sem correria, com a comunidade se movimentando no ritmo do ótimo samba, brincando carnaval. Destaque também para algumas poucas alas coreografadas, como a que vinha já no final da escola, em que os componentes carregavam coloridos leques, fazendo alguns passos marcados e gerando um bonito efeito também no uso desses leques.

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Fotos: Lucas Santos e Bianca Faria/CARNAVALESCO

OUTROS DESTAQUES

A Tabajara do Samba, do mestre Vitinho, não só se conformou em apresentar uma sonoridade muito rica, como chamou a atenção por coreografias pertinentes e que não atrapalhavam em nada no toque e na correção musical. A rainha Bianca Monteiro, hoje descalça mais uma vez, teve um momento de ainda maior brilho quando entrava no meio da bateria para dançar nas bossas, vendo os ritmistas se abaixando para que Bianca tivesse ainda mais destaque. No discurso antes do treino, o presidente Júnior Escafura agradeceu à comunidade pela temporada de ensaios, projetou o ensaio técnico do próximo sábado e afirmou que “a campeã voltou”, reforçando a promessa e o desejo de a Portela voltar a ser protagonista do carnaval.

Botafogo mostra bateria segura e canto consciente em ensaio na Sapucaí

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Por Matheus Morais, Juliana Henrik, Júnior Azevedo e Luiz Gustavo

A Botafogo Samba Clube abriu a segunda noite de ensaios técnicos da Série Ouro na Sapucaí. A escola demonstrou muita animação ao passar pela avenida, com bom desempenho da bateria Ritmo Alvinegro e do casal Diego e Beatriz, realizando um ensaio seguro e consistente. Mesmo com um contingente não tão grande de componentes, os presentes soltaram bem a voz em diversos momentos do samba, principalmente nos refrões e nas subidas dos mesmos. A Botafogo levará para a Passarela do Samba o enredo “O Brasil que floresce em arte”, em homenagem ao paisagista e arquiteto Roberto Burle Marx, falecido em 1994, um dos nomes mais prestigiados da história do Brasil em sua área de atuação.

COMISSÃO DE FRENTE

Com a figura do paisagista como destaque, rodeado de diversos outros bailarinos em ternos com bordados relacionados a figuras de plantas, a comissão de frente comandada por João Pedro Santos teve boa apresentação nos dois primeiros módulos, com uma coreografia moderna e delicada. Os movimentos de pés e mãos, em alguns momentos iguais e em outros distintos entre os bailarinos, ainda assim se mostraram bem sincronizados e executados, contando de forma eficiente a história do homem que amava profundamente a biodiversidade. Destaque para a coreografia na segunda parte do samba, em que as plantas envolvem seu cuidador para demonstrar amor, utilizando tecidos verdes para envolvê-lo na cintura, criando um efeito interessante.

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O figurino também ajudou bastante na compreensão da apresentação. A roupa do paisagista se destacou por remeter a algo mais antigo, porém de maneira lúdica dentro da proposta, assim como os figurinos dos outros bailarinos, vestidos com ternos e paletós grandes que davam muito movimento à dança, fazendo alusão às plantas espalhadas pelo figurino, inclusive no chapéu-cuco.

“O ensaio técnico é a base para o que vamos apresentar na avenida e é extremamente importante. Hoje, a Botafogo trouxe um pouco do que será mostrado no desfile oficial, mas não completamente. Quem assistiu, tanto de casa quanto aqui na avenida, pôde ter um gostinho do que vem por aí. Ainda estamos em fase de testes, e teste é para acertar. No caso da comissão de frente, acredito que a dosagem de energia e o andamento podem ser mais assertivos, sabendo onde segurar e onde avançar para chegarmos às cabines com tranquilidade e realizar um bom trabalho. Acho que as pessoas ainda não estão esperando a Botafogo que está vindo, porque ela virá completamente diferente, pronta para colorir a avenida e surpreender no desfile oficial”, garantiu o coreógrafo.

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MESTRE-SALA E PORTA-BANDEIRA

O casal Diego Moreira e Beatriz Paula teve uma performance correta e segura durante a apresentação nos dois primeiros módulos. Com uma dança tradicional, Beatriz demonstrou bastante segurança no bailado, nos giros e na manutenção do pavilhão sempre aberto, mostrando bom entrosamento com Diego e um cortejo bem executado dentro do espaço da cabine. O mestre-sala também foi muito bem durante a exibição, dançando com animação e apresentando vários movimentos com pequenos saltos e riscados bem executados.

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Ambos se apresentaram com confiança diante das cabines do júri desde o início, com destaque para um movimento que acompanhava uma bossa com toques nordestinos da bateria durante a execução do refrão do meio, além de um grande momento na abertura do ensaio da Botafogo. O figurino do casal também acertou ao seguir uma linha tradicional, com o preto como cor principal.

“Saio daqui com um saldo positivo. A gente vem de uma semana intensa de ensaios e conseguiu corrigir algumas coisas antes de chegar aqui, horas antes, na verdade. A avaliação é positiva, um saldo bacana. A pista não está do jeito que a gente gostaria, mas avalio como um ensaio positivo, principalmente pelo som, que não atrapalhou como em outros anos. Antes, quando a gente se distanciava um pouco, o som ficava baixo para executar a coreografia. No geral, acredito que tivemos um desempenho bacana e espero que a nossa escola também tenha feito um bom ensaio junto com a gente”, disse o mestre-sala.

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“Agora a gente vai avaliar todos os vídeos, ver o que pode melhorar, o que talvez possa ser ajustado. O ensaio serve justamente para ver se está tudo certo para o desfile. Vamos sentar com mais calma nesta semana, junto com o nosso coreógrafo Adhão, analisar os vídeos e entender onde pecamos e o que pode ser melhorado para ajudar a escola a buscar os 40 pontos”, completou a porta-bandeira.

SAMBA E HARMONIA

Nego teve desempenho consistente e firme durante o ensaio da Botafogo, com destaque para a ala musical da escola, que o auxiliou com precisão ao longo de todo o tempo, demonstrando entrosamento e coesão do time responsável pela parte musical da alvinegra. A maioria dos componentes veio cantando o samba com animação e defendeu bem o hino da agremiação, principalmente nas alas do meio da escola. Alguns poucos, porém, mostraram menor intensidade no canto, apesar de conhecerem bem a obra, com exceção dos refrões e de suas subidas, como “O traço que encanta e cativa / Viva a natureza viva!”, antes do refrão do meio, e “Botafogo Samba Clube / Vem cantar, é carnaval / O teu legado é patrimônio mundial”, que antecede o refrão principal, quando a comunidade enche os pulmões e leva o samba às alturas.

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“Foi bom! A harmonia funcionou, a bateria funcionou… É isso que a gente quer: que tudo funcione dentro da escola, porque a escola de samba é um todo. Se não funcionar tudo, não adianta. Como a gente tecnicamente desfilou muito bem, e considerando de onde a gente vinha, é um bom início. Mas a gente vai vir muito melhor no desfile. Vamos surpreender muita gente”, afirmou o intérprete Nêgo.

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EVOLUÇÃO

A evolução da agremiação, de forma geral, foi consistente, sem correria ou tempo excessivo parada na avenida. Os componentes vieram soltos, movimentando-se com fluidez nas alas e evoluindo com animação em muitos setores, com poucos componentes mais contidos no ensaio deste sábado. Destacaram-se os gestos que acompanhavam os versos “Botafogo Samba Clube / Vem cantar, é carnaval”, com movimentos dos braços para a frente realizados por todas as alas nesse trecho, lembrando gestos de incentivo comuns no futebol. Algumas alas vieram coreografadas, enquanto outras indicaram que utilizarão objetos de mão para a realização das coreografias.

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Fotos: S1 Comunicação/Divulgação Liga-RJ

“Fizemos o dever de casa e entregamos o que precisávamos aqui. Agora, vamos alinhar alguns pontos para acertar tudo para o desfile oficial. Acredito que a Botafogo está pronta: temos um Carnaval grandioso nas mãos, uma unidade de chão que nos permite sonhar alto. Viemos para fazer um grande desfile e brigar pelo título. O ensaio de hoje foi 100%, e a nossa comunidade correspondeu. Ainda temos mais dois ensaios de rua até o Carnaval para ajustar os últimos detalhes e chegar fortes na disputa”, analisou Luiz Carlos Amancio, diretor de carnaval.

OUTROS DESTAQUES

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A bateria do mestre Marfim realizou um grande ensaio, sendo um dos principais destaques da escola, com bossas, ritmo e força proporcionados pela “Ritmo Alvinegro” aos componentes da Botafogo que desfilavam nas primeiras horas da noite, conduzindo bem o samba em parceria com a ala musical. Outro destaque foi a presença, à frente da Velha-Guarda, de um casal de mestre-sala e porta-bandeira pertencente à ala, valorizando os mais velhos da agremiação.

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“O ensaio técnico é um teste fundamental para nós. É literalmente treinar no campo de jogo: é quando executamos todas as bossas, sem guardar segredo, e temos a oportunidade de experimentar tudo e entender como a escola se comporta nesse novo processo. Quando retornei à Botafogo Samba Clube, encontrei uma escola ainda muito crua, assim como o Mestre Marfim. Hoje, nos reencontramos mais experientes, eu, o mestre Marfim e a Botafogom e vamos nos ajustando para que, no dia do desfile, estejamos 100%”, disse o mestre.

Bangu tem evolução e rendimento do samba como destaques do ensaio técnico

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Por Allan Duffes, Juliana Henrik, Júnior Azevedo e Luiz Gustavo

A Unidos de Bangu fez seu ensaio técnico na Sapucaí e comprovou a qualidade e a força do seu samba. A boa evolução da escola não foi acompanhada pela harmonia, que se mostrou irregular, com muitos componentes cantando apenas o refrão ou não cantando. A comissão de frente fez boa apresentação, mas o primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira precisa de mais conexão na dança. Bangu será a quarta escola a desfilar na sexta-feira de carnaval, com o enredo “As coisas que mamãe me ensinou”, uma homenagem a Leci Brandão, desenvolvido pelos carnavalescos Lino Sales, Alexandre Costa e Marcus du Val.

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COMISSÃO DE FRENTE

Apostando no samba no pé, a comissão de frente da Bangu levou 19 componentes para o ensaio técnico, revelando uma possível troca de elenco no desfile, uma vez que 15 é o número máximo de pessoas aparentes na apresentação do quesito.

A coreografia, assinada por Fábio Costa, não teve um ápice ou confetes explodindo, como está na moda, mas mostrou muito sincronismo entre os componentes. Até na troca do elenco masculino, tudo funcionou muito bem.

Um grupo de sete homens samba com sete mulheres, com roupas vermelhas, enquanto outros cinco homens ficam parados, de costas, no fundo da cena, com terno branco. Na metade do samba, o elenco masculino é trocado. Boa apresentação.

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“A gente traz um pedacinho da coreografia oficial para testar a movimentação. Muita coisa não dá para fazer porque a gente depende de elementos alegóricos e de toda essa estrutura, mas foi uma passagem muito boa, com um andamento bom da galera, cantando o samba, se divertindo e trazendo essa alma do sambista, que é o que queremos apresentar para homenagear a Leci. Foi um desfile muito bom, e estou muito satisfeito com o resultado. Mesmo com a pista molhada por conta da chuva, a gente até pede para eles pegarem um pouquinho mais leve, mas foram com garra e aproveitaram a chuva para refrescar. Foi uma bela apresentação”, afirmou o coreógrafo.

MESTRE-SALA E PORTA-BANDEIRA

Os movimentos de Leonardo Moreira e Bárbara Moura foram bem executados, a coreografia foi interessante e não enfrentaram nenhum problema nos módulos. O ponto de maior destaque foi no final da apresentação, quando fazem a saudação para Ogum, na virada para o refrão principal.

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Individualmente, Leonardo e Bárbara cumpriram a missão. Porém, ainda pode interagir mais e ficarem mais próximos. O mestre-sala corteja a porta-bandeira de forma distante, apesar do sorriso constante e simpático de Leonardo.

A indumentária de Bárbara, com a tentativa de saia rodada, não ajudou o desempenho da artista. No primeiro módulo, o efeito do rodado até funcionou, apesar de algumas vezes enroscar nas pernas. No segundo módulo, quando havia mais vento, a saia grudou em suas pernas e pouco fez o efeito rodado, exceto quando a própria Bárbara levantou a saia. Porém, não atrapalhou a evolução.

“Foi um ensaio técnico proveitoso. Viemos com a proposta de testar o que já vínhamos treinando, e acho que o teste foi válido. A escola se comportou bem, a gente também se sentiu bem na avenida, e agora é só ajustar os detalhes para o grande dia. O ajuste é constante. A gente busca a excelência e, para isso, precisa estar atento a tudo: ao tempo da música, ao espaço da avenida e à nossa conexão. O que falta é esse polimento final que só o treino exaustivo proporciona. Para o desfile, espero que a Bangu venha com a garra que sempre teve, que a gente consiga transmitir toda a alegria e o trabalho que estamos realizando no barracão e na quadra. Espero um desfile impecável, em que cada componente dê o seu melhor para a gente alcançar o nosso objetivo”, disse o mestre-sala.

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“Eu achei um ensaio muito produtivo. Conseguimos colocar em prática o que planejamos para hoje, sentimos a vibração da escola e a recepção do público. Saímos daqui com a sensação de dever cumprido por essa etapa, mas cientes de que o trabalho continua. A gente sempre busca algo a mais. Acho que o ajuste agora é no detalhe, no olhar, na sintonia fina que o ensaio técnico permite perceber. Vamos assistir aos vídeos, analisar a nossa postura e o entrosamento com a escola para chegar ao dia do desfile sem nenhuma dúvida. Espero um desfile emocionante. A comunidade está vindo com muita vontade e dedicação. Meu desejo é que a gente consiga fazer uma apresentação linda, que encante os jurados e o público, e que a escola brilhe muito na avenida”, completou a porta-bandeira.

SAMBA

O ponto alto da escola. Bangu tem um bom samba, e a obra rendeu bem no ensaio técnico deste sábado. Fredy Vianna e Pipa Brasey conduziram bem a obra e foram fundamentais para o desempenho da evolução da escola, que se mostrou alegre e empolgante.

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O samba, de autoria de Dudu Nobre, Junior Fionda, Marcelinho Santos, Binho Teixeira, Laura Roméro, Junior Falcão, André Baiacu, Geraldo M. Felicio, Valtinho Botafogo, Gilsinho da Vila, Fábio Bueno, JV Albuquerque, Jonas Marques e Juca, tem letra forte e boa melodia. Os trechos mais cantados foram os refrões, entoados com força por toda a comunidade.

HARMONIA

Quesito que exige atenção da Bangu. Apenas uma ala cantava o samba inteiro e vinha atrás da indicação do primeiro setor. Todas as outras alas apresentaram problemas no canto. A ala posicionada atrás dos dois banners indicativos do segundo e do terceiro setores ensaiou sem cantar. Um quesito irregular que pode fazer a escola perder alguns décimos pela avenida.

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“Acho que a gente casou muito, porque a Pipa tem um timbre puxado para o grave, é um timbre pesado, bonito, de mulher empoderada, e eu tenho esse timbre mais fechado, com o médio também mais fechado. Então, papai do céu casou bonito as nossas vozes, e vamos dar frutos. A Pipa, além de uma cantora espetacular, é uma pessoa fora do comum. Falei para ela na primeira vez que nos encontramos que a energia já tinha casado ali; quando há essa energia, tudo dá certo”, garantiu Fredy Vianna.

“Nossa passagem foi perfeita porque o som está bom, a gente conseguiu se escutar legal e estávamos com uma energia muito grande, positiva, para fazer um grande ensaio, e a escola teve um desempenho maravilhoso. A gente estava no recuo e viu uma parte da escola passar cantando bastante. Vamos abalar, nosso carro de som está todo harmonioso, todo gostoso. A gente tem uma energia maravilhosa um com o outro, e estou muito feliz com esse momento”, comentou Pipa.

EVOLUÇÃO

Ótima evolução da Bangu. As alas realizaram o ensaio se movimentando, mostrando empolgação, e nenhum problema comprometeu a apresentação da escola, apesar de o segundo tripé ter apresentado dificuldades no deslocamento. Dentro do tempo de desfile, Bangu passou tranquila e mostrou estar organizada.

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“É lógico que o nosso objetivo é alcançar o acesso ao Grupo Especial. E uma escola que busca o acesso tem que se corrigir a cada momento e a cada instante. É dentro do barracão, é dentro do ateliê, é dentro do ensaio técnico. Fizemos um ensaio espetacular. Isso a gente viu no reflexo da reação popular, da reação das outras torcidas e da reação do público que gosta de carnaval. A Sapucaí cantou o samba, e esse foi o primeiro contato desse samba com a Sapucaí. Acho que, no segundo contato, que é o desfile oficial, vai ser avassalador, com a gente trabalhando certinho e buscando não errar. Acredito que temos tudo para alcançar o nosso objetivo, que é chegar ao tão sonhado acesso ao Grupo Especial”, revelou o diretor de carnaval, Marcelo do Rap.

OUTROS DESTAQUES

A bela fantasia da rainha de bateria Camila Prins merece destaque. Homenageando Oyá e com borboletas remetendo a Iansã, a fantasia em vermelho e dourado exibiu beleza e entregou conceito.

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Fotos: S1 Comunicação/Divulgação Liga-RJ

A bateria do mestre Dinho, em seu primeiro ano no comando da “Caldeirão da Zona Oeste”, deu ainda mais beleza ao samba banguense. Uma apresentação para levantar o público.

“O ensaio técnico é para isso, é o termômetro. A bateria se comportou muito bem, a escola, em si, veio com uma harmonia muito forte, e acho que o teste foi fundamental para a gente ver o que precisa ser ajustado e o que já está no caminho certo. Saio daqui muito satisfeito com o rendimento dos meus ritmistas hoje. Sempre tem o que ajustar, né? A gente busca a perfeição, e ela é difícil, mas o trabalho é para isso. Vamos ajustar a questão do andamento em alguns pontos, a entrada e a saída do recuo, para que, no dia oficial, não tenhamos susto nenhum e consigamos os 40 pontos que a escola merece. Espero uma Bangu guerreira, como sempre foi: uma bateria pesada, cadenciada e que vai ajudar a escola a subir de degrau. A gente está trabalhando muito para fazer um desfile histórico e levar a Unidos de Bangu para o lugar que ela merece estar”, analisou mestre Dinho.

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União do Parque Acari aposta alto no ensaio técnico e brilha com casal e comissão de frente

Por Júnior Azevedo, Matheus Morais, Luiz Gustavo e Juliana Henrik

A União do Parque Acari foi a segunda escola a se apresentar neste sábado e deixou uma impressão majoritariamente positiva em seu ensaio técnico. A agremiação da Série Ouro leva para o Carnaval 2026 o enredo “Brasiliana”, desenvolvido pelo carnavalesco Guilherme Estevão, apostando na valorização da cultura popular e do teatro brasileiro. Terceira escola a desfilar na sexta-feira de carnaval, a Acari mostrou organização, bons momentos estéticos e teve como grandes trunfos da noite o casal de mestre-sala e porta-bandeira e a comissão de frente. Mesmo com pontos a ajustar, especialmente no canto da comunidade, o ensaio evidenciou que a escola tem bases sólidas e destaques capazes de sustentar um bom desfile na Sapucaí.

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MESTRE-SALA E PORTA-BANDEIRA

O casal foi, sem exageros, o maior destaque da União do Parque Acari no ensaio. Amanda Poblete está de volta à Sapucaí como primeira porta-bandeira após a ausência no ano passado e fez um retorno em altíssimo nível. Com um bailado exuberante, leve e tecnicamente refinado, Amanda brilhou em cada giro. Renan, por sua vez, passou com extrema segurança, elegância e domínio dos movimentos. O entrosamento da dupla impressiona: para um casal estreante, a sintonia é rara. Quem os viu dançando juntos durante o ensaio facilmente apostaria que já dividem a função há muitos anos. Deram um verdadeiro show e elevaram o nível técnico da apresentação da escola.

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“Costumo ver vídeos e estudar bastante, mas o sentimento do ensaio, quando ele é bem feito e bem executado, no sentido de que tudo o que foi proposto foi colocado em prática, é gratificante. Cruzei a linha final muito feliz e com a certeza de que estamos prontos para o desfile. Agora é realmente só contar os dias que faltam. Como a Amanda falou, a gente sempre busca o ápice, o nosso melhor momento para o desfile, tanto físico quanto mental. Sabemos que não vamos alcançar a perfeição, então esperamos chegar à perfeição de sentimento com quem está nos assistindo. Queremos que o público sinta o que tentamos transmitir: esse amor e carinho que temos pela nossa arte. A gente se cobra muito ao longo do ano e do processo, e a nossa maior preocupação é o que as pessoas vão sentir ao ver a nossa arte, porque a arte não é para a gente, é para os outros”, disse o mestre-sala.

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“É um sentimento de muita satisfação, alegria e recompensa pelo trabalho. A gente vem trabalhando intensamente durante todos esses meses, vindo à Sapucaí incansavelmente e treinando fora dos ensaios para ter preparo físico e psicológico. Chegar aqui e conseguir executar tudo o que propusemos, de forma redondinha, envaidece no sentido positivo, por mostrar que o trabalho está no caminho certo. Como dançarinos, a gente sempre busca a perfeição, sabendo que nunca vai chegar nela. O caminho certo é continuar tentando acertar ainda mais em cada ensaio e em cada movimento. O ‘100%’ é sempre o melhor que a gente pode fazer, sabendo que estamos respirando juntos, nos olhando e seguindo o compasso certo. Isso é muito prazeroso para a gente”, completou a porta-bandeira.

COMISSÃO DE FRENTE

A comissão de frente assinada por Fábio Batista mostrou que sua contratação foi um acerto. Especialista em danças de matrizes africanas e com passagens por escolas como Imperatriz Leopoldinense e Paraíso do Tuiuti, o coreógrafo desenvolveu uma performance potente, bem executada e fluida, dialogando diretamente com o enredo “Brasiliana”. Os componentes exibiram belas fantasias e pinturas corporais, reforçando a africanidade da proposta com muita intensidade. A coreografia trazia um rei central portando seu cetro, organizando a narrativa cênica, e teve como grata surpresa a participação da atriz Jennifer Dias, que surgiu durante a apresentação com precisão e contundência nos movimentos, acrescentando força dramática ao conjunto.

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Foto: Juliana Henrik/CARNAVALESCO

“Nunca saí tão feliz da Marquês após um ensaio técnico. É tudo muito tenso, mas esse elenco com o qual estou trabalhando é completamente novo, com muita energia. Sem desmerecer os outros elencos, com os quais sempre fiz trabalhos maravilhosos, neste eu me encontro muito por causa da homenagem ao show brasileiro. Eu me vejo nessa ancestralidade que o brasileiro emana para nós, que somos artistas de devoção. É um lugar que me emociona, que me motiva. É um desafio diferente, porque parece uma zona de conforto, mas não é. Trabalhei com o show brasileiro grande parte da minha vida, viajando por vários países. Quando a gente traz isso para um show inaugural da profissão que um dia escolhi, é lindo de fazer, é muito gostoso. A gente vai melhorar muito a dinâmica e também o impacto do cansaço, porque é uma coreografia de muito vigor. Tem salto, tem pegada, tem padedê, tem chão, tem balanço, e a gente está praticamente sem figurino. Vamos para casa fazer alguns ajustes, tirar excessos, reduzir repetições. Vou acrescentar agora uma coreografia de andamento e descanso, para que a comissão consiga chegar melhor ao jurado. Acredito que, este ano, a Acari vem com a proposta de ampliar sua participação dentro do grupo da Série Ouro. É uma associação nova, fruto da junção de duas comunidades, e acho muito bonito juntar forças para somar. A escola vem caminhando para um amadurecimento maior no conceito dos desfiles, e eu também venho para ajudar, de alguma maneira, a encontrar uma característica própria para a Acari e contribuir com essa perspectiva de futuro dentro do carnaval”, afirmou o coreógrafo Fábio Batista.

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Foto: Juliana Henrik/CARNAVALESCO

HARMONIA E SAMBA

Este foi o ponto mais frágil do ensaio da União do Parque Acari. A harmonia sofreu com a falta de empolgação dos componentes no canto do bom samba assinado por Moacyr Luz, Fred Camacho e Gustavo Clarão. Enquanto as primeiras alas até apresentaram um canto razoável, as últimas alas mostraram desânimo evidente. Já na parte final do desfile, era possível ver componentes completamente calados e até mexendo no celular durante a apresentação, o que comprometeu bastante o quesito. O samba tem beleza melódica, mas não consegue contagiar a escola como um todo. Nem mesmo o bom trabalho dos intérpretes Leozinho Nunes e Tainara Martins foi suficiente para levantar a comunidade. Houve momentos pontuais de maior fervor, sobretudo nas alas iniciais, mas essa energia não se espalhou. Em contrapartida, a escola manteve um bom ritmo de desfile, sem correria, e apresentou organização satisfatória entre as alas.

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“A comunidade cantou, todo mundo muito entrosado. O carro de som é unido, a gente está com uma equipe maravilhosa entoando esse samba, que é lindo. Ele fala de cultura, e é só isso que a Acari sabe fazer: cultura, falar sobre redes culturais. Eu me entreguei, me entrego de corpo e alma para essa comunidade, que merece sempre mais e mais da gente. A gente não consegue ver a escola inteira da posição em que fica, mas, no canto, deu para sentir. A galera se entregou de corpo e alma. Foi o melhor ensaio técnico que eu já fiz aqui na Marquês de Sapucaí. Foi bacana. Faltam poucos dias e, não é modéstia, mas acho que, se melhorar a pista, como o Léo falou, a gente consegue enxergar melhor a desenvoltura do ensaio e do desfile. Mesmo assim, estamos tranquilos, certos de que temos uma equipe maravilhosa, com pessoas profissionais e competentes, para melhorar ainda mais e entregar algo muito mais bonito do que foi apresentado hoje. O Acari está ocupando um lugar que já era dele há muito tempo. Agora estamos aqui podendo honrar e representar a nossa comunidade”, comentou a intérprete Tainara.

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“Pode-se esperar uma escola muito aguerrida, muito forte, buscando sempre os lugares mais altos da colocação. Estar aqui já é especial. Claro que, se for para o Especial, amém, glória a Deus, é para isso que a gente trabalha. Mas estar na Marquês de Sapucaí já é especial”, completou Leozinho Nunes.

EVOLUÇÃO

No quesito evolução, a União do Parque Acari não apresentou problemas graves. A escola desfilou de forma relativamente coesa, com espaçamento adequado e boa leitura visual. As alas avançaram de maneira organizada, sem buracos significativos ou atropelos, permitindo que o conjunto fluísse com naturalidade. Ainda há margem para ajustes finos, especialmente na padronização de andamento entre os setores, mas o desempenho geral foi seguro e consistente para um ensaio técnico.

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“Foi o segundo passo para o nosso carnaval; o primeiro foi no minidesfile, em que fizemos uma bela apresentação. Agora, no ensaio técnico, eu gostei. A escola estava empolgada. Faltaram algumas pessoas por causa do tempo, já que ontem choveu muito e hoje também ameaçou, então o pessoal ficou um pouco receoso. Mesmo assim, foi positivo. Temos que melhorar e vamos fazer mais ensaios para isso, mas o saldo foi positivo. Repito o que o Yago falou: a gente precisa melhorar no canto, e a gente sabe disso. Hoje foi o segundo passo para o nosso Carnaval, mas sabemos que há pontos a acertar, e um deles é o canto. Vamos ajustar isso ainda mais, mas estou muito satisfeita. A comunidade está cantando, precisa melhorar, mas foi muito positivo. Para o dia do desfile, podem esperar um espetáculo. Nossos carros estão maravilhosos, nossas fantasias estão belíssimas. O Guilherme é um carnavalesco muito competente, jovem e talentoso. Sabemos que os carnavais dele são sempre um grande espetáculo, e vem surpresa aí no Acari”, prometeu Cida, uma das diretores de carnaval.

OUTROS DESTAQUES

A bateria, comandada pelos mestres Daniel Silva e Erik Castro, foi um dos pontos altos da apresentação. Com bom ritmo, bossas bem encaixadas e execução precisa, contribuiu de forma decisiva para o desenvolvimento do samba. O carro de som também merece destaque, funcionando de maneira eficiente ao longo de todo o ensaio. Leozinho Nunes e Tainara Martins tiveram bom desempenho, valorizando a obra e evidenciando a beleza do samba, mesmo diante das dificuldades de resposta da comunidade.

“O que vai para o desfile é o que foi apresentado hoje. Estou satisfeito. A bateria entregou o que era esperado. A gente trabalha muito, ensaia muito, sempre em busca do objetivo, que é garantir os 40 pontos para a escola”, comentou mestre Daniel.

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“Estamos nos adaptando a esse novo sistema de som; é um formato novo. O pessoal da equalização está com um pouco de dificuldade de comunicação, acho que pode ser isso que está gerando um pouco de delay, mas o formato é bom, vem para melhorar. Tudo o que vem para atualizar o carnaval é sempre bem-vindo”, citou mestre Erik.

No balanço final, a União do Parque Acari mostrou que tem destaques importantes e um conjunto promissor. Ajustando o canto e buscando maior envolvimento dos componentes com o samba, a escola tem tudo para transformar potencial em um desfile competitivo.

“Foi um ensaio muito positivo. Como minha diretora falou, temos pontos a melhorar e a acertar, mas só tenho a agradecer a essa comunidade, principalmente à minha harmonia, à nossa comissão e ao nosso casal, que foram sensacionais. Colocar o Acari na avenida vai ser maravilhoso. Acredito que precisamos, principalmente, de muito mais ensaios, colocar a comunidade para cantar e trazê-la para mais perto da escola, de certa forma. Esse é o ponto principal e é pelo que estamos batalhando bastante, junto com a presidência e com toda a comunidade, para alcançar. Para o desfile, acredito que a gente vem para surpreender. O Acari é uma escola que chegou à Sapucaí fazendo bons desfiles, como com o Ilê e o Cordas de Prata. Agora a gente vem para fortificar o nosso lugar aqui dentro”, garantiu yago, diretor de carnaval.

Andamento do samba marca ensaio de alto nível técnico da Nenê de Vila Matilde

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Por Lucas Sampaio, Ana Carla Dias, Gustavo Mattos e Will Ferreira

A Nenê de Vila Matilde realizou, no último sábado, seu segundo ensaio técnico no Sambódromo do Anhembi, em preparação para o desfile no Carnaval 2026. O bom andamento do samba e a consistência técnica foram os principais destaques do ensaio da azul e branco, encerrado após 60 minutos na Passarela do Samba. A Águia da Zona Leste será a quinta escola a desfilar no dia 15 de fevereiro pelo Grupo de Acesso I, com o enredo “Encruzas – Nenê de Corpo e Alma no Coração de São Paulo”, assinado pelo carnavalesco Danilo Dantas.

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A Vila Matilde já vinha de um ensaio que passou a sensação de retorno aos tempos áureos. Uma comunidade vibrante como há muito não se via, muito bem tecnicamente e mostrando força para brigar pelo sonhado retorno à elite da folia paulistana, da qual é uma das maiores campeãs. Da despedida da temporada de ensaios gerais no Sambódromo, a escola trouxe pontos de melhoria, mas também alguns elementos com os quais não se pode dar ao luxo de retroceder. A manutenção do elevado nível é fundamental para que as pretensões da Águia sejam alcançadas.

COMISSÃO DE FRENTE

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Um grande elemento alegórico exaltando a maior encruzilhada do país e homenageada do enredo, que é o cruzamento da Avenida Ipiranga com a Avenida São João, se destaca na passagem do quesito preparado pelo coreógrafo Celso Arruda, que ocorre ao longo de uma passagem do samba. Damas e malandros dançam alegremente até que recebem o protagonista maior: Exu, autoridade máxima das encruzas, que, em dado momento, é o único personagem a descer da alegoria para interagir com o público. É uma apresentação funcional e que cumpre bem o papel de representar o enredo, sendo a facilidade de acompanhamento por parte do público seu ponto forte. Uma maneira positiva de iniciar o desfile.

MESTRE-SALA E PORTA-BANDEIRA

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O primeiro casal da Nenê, formado por Edgar Carobina e Graci Araújo, participou do ensaio com imponentes fantasias que abrilhantaram uma atuação segura, mesmo com a pista escorregadia devido à chuva que caiu ao longo da noite. Os balizamentos foram cumpridos com maestria nos módulos em que foram observados, e chamou atenção, especialmente, o vigor da dança, condizente com o alto astral que o samba da escola proporciona. Grandes chances de o quesito ser um fator diferencial positivo no dia do desfile oficial.

“Hoje a gente se desafiou a vir com a fantasia completa, chovendo ou não. A gente se dispôs a colocar para jogo. E isso foi importante porque já conseguimos administrar a evolução com o jogo de fantasia, abrindo novos campos de visão. Deu para concretizar o nosso plano de pista, e a gente entende que a missão foi cumprida”, explicou a porta-bandeira.

“Missão cumprida e dever cumprido. Foi um ensaio bem gostoso, bem leve. A gente ensaiou bastante com a fantasia, também tivemos essa pitadinha da chuva em cima da gente que foi a cereja do bolo. Então está tudo certo, estamos ansiosos para o dia do nosso desfile oficial”, contou o mestre-sala.

HARMONIA

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No primeiro ensaio, a Nenê surpreendeu pela alegria intensa e contagiante que tomou conta do ambiente do Anhembi. Não que esse vigor tenha sumido, mas ficou ligeiramente aquém daquilo que já ficou claro que a Águia consegue entregar. O mais importante, porém, é a manutenção da constância: todas as alas cantaram bem o samba, e não havia ninguém passando apenas por passar. Consciência da missão a comunidade da Vila Matilde tem, bastando apenas manter em mente que a disputa do Grupo de Acesso I em 2026 pode ser uma das mais acirradas da história. Não há espaço para deslizes este ano.

“Se eu não vejo um componente que não está cantando, eu já vou para o meio da ala pra fazer cantar, para incentivar. O primeiro ensaio foi muito satisfatório superou todas as expectativas. Chegamos hoje muito confiantes e acredito que fizemos um excelente ensaio”, comentou o intérprete Tiganá.

EVOLUÇÃO

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Em um ensaio já contando com os cronômetros de pista instalados, chamou atenção o fato de a escola só ter começado a cantar o samba após 10 minutos do início da contagem de tempo. Esse detalhe torna o fato de a escola não ter estourado o limite regulamentar ainda mais impressionante, fechando os portões no limite dos 60 minutos. A fluidez do andamento na avenida foi constante, os desfilantes brincaram o Carnaval sem preocupação, e até mesmo a bateria se aproveitou disso e aplicou bossas e apagões sem receios. Tecnicamente, a escola está bem assessorada, e essas peculiaridades observadas apenas deixam claro que dificilmente a Nenê terá problemas com o quesito no dia do desfile oficial.

SAMBA-ENREDO

Quesito que teve o melhor crescimento de desempenho em relação ao ensaio anterior, a ala musical comandada pelo intérprete Tiganá mostrou-se ainda mais à vontade com o samba e imprimiu um andamento de alto nível e constante. A obra ajuda muito a bateria a ser mais ousada, favorecendo bossas criativas e apagões, haja vista que a letra de fácil assimilação facilita o canto da comunidade. Uma obra que só cresceu desde o dia em que foi escolhida e que tem boas chances de proporcionar um grande espetáculo no dia do desfile oficial.

OUTROS DESTAQUES

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A “Bateria de Bamba”, comandada pelo mestre Matheus Machado, também esteve em grande noite. A criatividade das bossas animou o público, e os apagões permitiram perceber a capacidade da comunidade de responder no andamento correto. A rainha Gabriela Ribeiro chamou atenção por ter desfilado descalça, mas sem perder a postura em meio à pista escorregadia do Anhembi.

Harmonia abrilhanta conjunto irretocável no segundo ensaio dos Gaviões da Fiel

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Por Lucas Sampaio, Ana Carla Dias, Gustavo Mattos e Will Ferreira

Os Gaviões da Fiel realizaram, no último sábado, seu segundo ensaio técnico no Sambódromo do Anhembi, em preparação para o desfile no Carnaval 2026. Um treinamento de altíssimo nível, no qual o conjunto da obra se fez valer e o canto da comunidade foi a estrela principal da passagem da agremiação, encerrada após 60 minutos na Passarela do Samba. A Fiel Torcida será a quarta a desfilar no dia 14 de fevereiro pelo Grupo Especial, com o enredo “Vozes Ancestrais para um Novo Amanhã”, assinado pelos carnavalescos Júlio Poloni e Rayner Pereira.

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As arquibancadas foram tomadas pelo negro dos mantos corinthianos durante a passagem dos Gaviões. A soma da presença massiva de torcedores com o que se viu na pista são sinais claros de uma comunidade carregada de uma confiança que não se via, talvez, desde os tempos dos últimos títulos da escola. É um senso de compromisso que se reflete em técnica irretocável, canto arrebatador e boa comunicação de todos os quesitos avaliáveis até o presente momento. Como diria um samba antigo da escola, a sensação que ficou é a de que a Fiel Torcida está com uma grande saudade de ganhar o Carnaval e fará de tudo para que, em 2026, isso não seja um mero sonho antigo. Se o nível for mantido, aliado ao visual e a um enredo bem contado, as chances de bordarem a quinta estrela no pavilhão são realmente altas.

COMISSÃO DE FRENTE

A coreografia ensaiada por Helena Figueira ocorre ao longo de duas passagens do samba e vem representando o “Ritual de Yakoana”. É uma apresentação que acontece com quatro elementos alegóricos empurrados individualmente por componentes, mas que, apesar de ocuparem cada um uma pequena área da pista, são bastante altos e têm uma função quase de composição de cenário, pois a coreografia ocorre praticamente toda no chão.

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É uma dança impactante, visível no fato de que, no início, uma parte dos dançarinos se junta em marcha e canta o refrão do samba com muito vigor. As movimentações características da temática originária se fazem presentes para a evocação do ritual, que evolui para, no segundo ato, um componente pegar um tipo de cabaça da qual sai um fumaceiro. Daquelas alegorias mencionadas, aparecem pessoas no topo dessas estruturas, sendo possivelmente uma referência aos Xapiris, os espíritos da floresta evocados no ritual.

A abertura do desfile dos Gaviões promete ser impactante, com todos os componentes demonstrando estar em perfeita sintonia e prontos para buscar a nota máxima no quesito.

MESTRE-SALA E PORTA-BANDEIRA

Wagner Lima e Carolline Barbosa precisaram ser guerreiros para superar o vento que surgiu durante o ensaio da escola, mas, diante do clima, conseguiram se sair bem. Nos pontos da pista em que foram observados, o primeiro casal dos Gaviões da Fiel cumpriu todos os balizamentos exigidos pelo quesito e ainda terá tempo para aperfeiçoar ainda mais e chegar pronto para o dia do desfile oficial.

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“No nosso primeiro ensaio, na semana passada, sentimos que ainda tínhamos algumas coisinhas que precisávamos ajustar, em questão de tempo e de entradas e saídas de jurados. Hoje, saímos de um ensaio muito felizes porque conseguimos colocar esses pequenos ajustes já em prática. A gente vem com força e com garra, querendo vencer, indo para brigar, claro, com o pé no chão, mas com o nosso sonho, que a gente nunca pode deixar de sonhar e de acreditar naquilo que busca. A escola está buscando essa quinta estrela”, celebrou a porta-bandeira.

“Hoje é aquele negócio de arrumar detalhezinhos, ver onde o braço entra certinho, afinar detalhes. A gente conseguiu ajustar esses detalhezinhos e colocar tudo em prática hoje, o que estava no papel. Estamos com o pé no chão, mas a gente vem fazendo um bom Carnaval já há alguns anos, então estamos em busca da quinta estrela e de mais um título. Muito foco no enredo, que fala dos povos indígenas, sobre essa terra que é deles. Estamos falando de ancestralidade indígena e, com certeza, o povão vai cantar junto com a gente. Queremos também fazer um bom desfile para o corintiano apaixonado, para quem ama o Gaviões, para quem ama o carnaval. A gente quer colocar tudo o que está no papel em prática e fazer o povão feliz”, conto o mestre-sala.

HARMONIA

Em um ensaio em que o elevado nível do conjunto da obra dificulta apontar qual quesito se destacou mais, fica a menção honrosa para o espetáculo que foi o canto da comunidade dos Gaviões da Fiel. Por muitos anos, as pessoas tendiam a fazer pouco caso do empenho dos componentes na hora de cantar, com a escola sendo criticada com alegações de que só sabiam cantar os refrões. Pode ser reflexo das ótimas colocações alcançadas nos últimos carnavais, mas o que se viu não apenas no último sábado, como também nos dois ensaios técnicos, é que a Fiel Torcida se vê como um time compromissado e que trabalha em prol do objetivo maior.

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Um vigor constante se espalhou por todos os segmentos, impactando até mesmo alas com passos marcados e outras que não costumam, no geral, cantar forte, como baianas e crianças. A confiança que esse nível de canto proporciona estimula outros quesitos, em especial a bateria, que sente coragem de fazer apagões, pois sabe que a comunidade vai responder à altura e manter o andamento. Parabéns ao trabalho dos diretores dos Gaviões, mas, em especial, à determinação da nação corinthiana. Que continuem assim, com gana de vencer, daqui em diante e por muitos anos.

“Esse daqui já foi melhor que o outro. Já estamos chegando perto daquilo que a gente pretende no desfile. Escola coesa, tudo perfeito, todo mundo cantando o samba, que é o principal. É muito legal, só tenho a agradecer o trabalho de todos. A gente almeja fazer um grande espetáculo. Porque aqui ainda não temos as fantasias, ainda não temos as alegorias. Essa é a cereja do bolo do dia do desfile principal. A gente quer fazer um desfile para agradar e marcar no coração de todo mundo”, garantiu o intérprete.

EVOLUÇÃO

Tecnicamente irretocáveis, os Gaviões da Fiel passaram pelo Sambódromo do Anhembi de forma constante, compacta e em um ritmo que permitia aos desfilantes brincarem o Carnaval com muita tranquilidade. O ensaio se encerrou aos 60 minutos, mesmo com a escola fazendo uma pequena parada próximo ao setor final do desfile, apenas para a bateria realizar mais um dos apagões praticados pela avenida. Carnaval é para se divertir, e a Fiel Torcida conseguiu fazer isso sem comprometer o andamento do desfile.

SAMBA-ENREDO

Um samba que, na primeira versão divulgada, gerou preocupações, mas que, desde os ajustes feitos para a faixa oficial do CD, foi amadurecendo e ganhando cada vez mais confiança. Os Gaviões souberam lapidar o diamante e, com a ala musical comandada pelo baluarte da voz Ernesto Teixeira, a escola fez do canto mais um grande momento da noite. O andamento foi agradável de se acompanhar e, em nenhum momento, se perceberam quedas de desempenho, sendo essa mais uma arma poderosa da Fiel Torcida para o dia do desfile oficial.

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OUTROS DESTAQUES

A mais badalada das rainhas estava lá de novo. Sabrina Sato reinou imponente à frente da bateria “Ritimão” e deslumbrou nos olhares o que, nos ouvidos, já estava sendo um show à parte. Os comandados pelo mestre Ciro estavam mais ousados que de costume, muito favorecidos pelas boas oportunidades de bossas que o próprio samba proporciona, mas, como já citado, encorajados também pelo canto vigoroso da comunidade para aplicarem apagões deslumbrantes.

“Achamos muito boa a evolução, principalmente em relação ao primeiro ensaio que a gente fez só de bateria. Para este, houve uma evolução muito grande, e a gente está preparado para apresentar isso aos jurados e conquistar as notas, convencê-los de que a bateria se preparou bem, está afinada, as bossas estão bem encaixadas, e o carro de som também, junto com as bossas, está funcionando. É trazer essas notas para o Gaviões brigar novamente pelo título. É isso: no geral, o Gaviões vai brigar pelo título. Acho que dá para ver pela energia, pelo clima, está todo mundo querendo buscar. Essa questão de, nos últimos dois anos, ter voltado para as campeãs mostra uma evolução em todos os sentidos. Eu fui ao barracão e fiquei extasiado com o acabamento de tudo, com o capricho das fantasias. A gente, como bateria, também, e é o que costumo falar para os ritmistas, tem que corresponder a tudo isso à altura. E todo mundo entende muito bem esse recado: veste a camisa, vai de corpo e alma e vamos buscar, se Deus quiser”, disse mestre Ciro.

Barroca Zona Sul mostra grande evolução no seu segundo ensaio técnico

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Por Gustavo Lima, Ana Carla Dias, Lucas Sampaio e Will Ferreira

A Barroca Zona Sul realizou no último sábado o segundo ensaio técnico rumo ao Carnaval 2026. O treino foi marcado por uma considerável evolução em relação ao primeiro ensaio, realizado há duas semanas, principalmente pelo vigor no canto e por uma evolução mais solta e alegre. Outro destaque vai para a comissão de frente, liderada pelo coreógrafo Chris Brasil. Trata-se de uma leitura possível de ser decifrada, mas que ainda guarda muitos pontos a serem desvendados e que serão revelados apenas no dia do desfile oficial. É uma escola madura, que ainda precisa de ajustes para não errar no Anhembi no grande dia, além de outras questões envolvendo o barracão. A Barroca Zona Sul terminou o ensaio técnico em um tempo satisfatório, com 59 minutos.

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A escola será a última a desfilar na sexta-feira de Carnaval, com o enredo “Oro Mi Maió Oxum”, assinado pelo carnavalesco Pedro Magoo.

COMISSÃO DE FRENTE

A ala, coreografada por Chris Brasil, apresentou uma coreografia complexa, mas com pontos que já permitem uma boa leitura. A maioria dos bailarinos estava vestida de dourado. Oxum reluz muito ouro e, também no tripé utilizado na coreografia, quatro ou cinco componentes vestiam as cores azul, interpretadas como os rios, cachoeiras e águas de Oxum, bem conhecida por ser a entidade desse elemento.

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Um pouco abaixo do topo do tripé estava a figura da própria yabá, que realizava movimentos típicos da entidade e, em determinado momento, descia e puxava uma espécie de pano que ficava dentro de uma gaveta. Ainda não é possível saber exatamente o significado da ação, mas é certo que tudo será compreendido no desfile oficial. Fato é que, por ser o tema da escola, Oxum é muito exaltada na comissão de frente e aparece em diversos momentos da apresentação.

Entretanto, aqui vale um ponto de atenção: o topo do tripé é alto, e a cabine localizada no Setor H é praticamente térrea, o que inviabiliza a visão. Resta ver como isso será julgado no dia do desfile.

MESTRE-SALA E PORTA-BANDEIRA

O casal Cley Ferreira e Lenita Magrini foi o único a ensaiar com a pista molhada, já que houve uma leve chuva no começo do treino. Ainda assim, não sentiram esse percalço e ensaiaram normalmente. Destaque para a porta-bandeira, que não se intimidou com as condições do chão e executou os giros horário e anti-horário com a intensidade que lhe é característica.

Na análise em frente ao Setor D, foi possível observar que a dupla cumpriu todos os balizamentos exigidos pelo manual do julgador, apostando na técnica e sem dar tanta ênfase à coreografia dentro do samba. Com isso, Cley e Lenita realizaram um ensaio seguro, mesmo estando juntos pela primeira vez. O mestre-sala atuava como segundo e foi promovido para dançar com a primeira porta-bandeira, que está há muitos anos na verde e rosa do Jabaquara.

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“A chuva veio e trouxe um presentinho para nós, mas, graças a Deus, conseguimos concluir o primeiro ensaio e nele atingimos 95%. Neste, saímos com 98%, e ainda há algumas coisinhas simples para ajustar. O importante é que conseguimos concluir os dois técnicos com mais da metade do projeto já realizada. Saímos bem tranquilos com isso. Quando falamos em mais da metade do projeto concluído, é porque nunca achamos que está bom o suficiente. Temos que praticar todos os dias para melhorar. O trabalho foi entregue, mas ainda temos muito a evoluir no quesito técnico e profissional”, comentou Lenita.

“A escola veio mais forte, cantando mais, e daqui para frente é melhorar sempre. Não podemos deixar isso se tornar algo comum. O Carnaval é um jogo, e ninguém entra querendo perder. Tenho certeza de que nossa comunidade está vindo com força total para entregar o melhor e buscar uma estrela para o nosso pavilhão”, afirmou o mestre-sala.

HARMONIA

O canto da comunidade da Barroca Zona Sul melhorou consideravelmente em relação ao primeiro ensaio, a ponto de apresentar um desempenho em nível semelhante ao do Carnaval 2025. É verdade que a melodia dos dois sambas é diferente, mas a régua da verde e rosa subiu, e a expectativa é alta para as apresentações na quadra e no Anhembi.
Os componentes cantaram forte durante todo o percurso e não deixaram o ritmo cair, algo muito importante para a avaliação na cabine final. Não há versos ou estrofes que destoem dos demais, fato que deve ser comemorado pela escola. Destaca-se também a facilidade dos desfilantes em cantar as palavras de origem afro, que aparecem com maior frequência em relação à obra de 2025.

EVOLUÇÃO

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Os componentes evoluíram de um lado para o outro de maneira leve e descontraída. Não houve registro de buracos ou divisão de alas e, portanto, nenhuma ocorrência que precisasse ser solucionada durante o ensaio. Vale ressaltar a saída da bateria do recuo, feita de maneira limpa, rápida e sem erros.

Trata-se de um grande ponto positivo para o time de harmonia e para o mestre Fernando Negão. Não houve necessidade de parar a escola por muito tempo para realizar a manobra, que foi executada de forma objetiva. Isso merece destaque, pois uma das cabines de evolução fica em frente a um dos jurados, localizada na parte térrea do Setor C.

SAMBA-ENREDO

A dupla Dodô Ananias e Rafael Tinguinha mostrou bom entrosamento durante o ensaio. Foi interessante ver Dodô fazendo cacos e brincando com o mestre Fernando Negão a cada bossa executada. O entrosamento fica evidente pelo fato de não atropelarem um ao outro, respeitando o tempo de cada um.
Para uma dupla formada recentemente e que pisa no Anhembi pela segunda vez, esse aspecto merece destaque. O carro de som e seus apoios ajudam bastante, assim como o entrosamento com a bateria Tudo Nosso.

“O que posso dizer é que estamos em uma crescente. Viemos do último ensaio ajustando algumas coisas, chegamos aqui com um sentimento positivo e agora foi ainda melhor. Saímos com a sensação de dever cumprido. Claro que sempre há algo para ajustar, mas agora são detalhes mínimos. Vamos com tudo para fazer o melhor desfile da Barroca Zona Sul dos últimos anos”, disse Tinguinha.

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“No último ensaio tivemos alguns problemas de oscilação de andamento, e acredito que neste corrigimos isso. O som da avenida favorece, pois conseguimos ter a massa sonora e a escola cantando no mesmo andamento. Sanamos bem nossas dificuldades e chegamos bem preparados. Gostei bastante do resultado desse ensaio”, declarou Dodô.

OUTROS DESTAQUES

A bateria Tudo Nosso, comandada pelo mestre Fernando Negão, executou as bossas buscando precisão nos compassos, com destaque para a do refrão principal, em que os leques dos chocalhos aparecem novamente.

“A gente avançou um pouco em relação ao que ensaiamos no sábado passado e na quarta-feira. Faltam alguns detalhes e ajustes, mas já estamos cerca de 90% encaminhados. O samba é muito bom e a galera gostou bastante, assim como aconteceu no último ano. Estamos vivendo uma boa safra de sambas, seguindo uma linha afro, e esse é o caminho. Isso exige dedicação, ensaio e empenho meu e da minha rapaziada, que é a minha diretoria”, avaliou o mestre Negão.