A terceira escola a cruzar a Marquês de Sapucaí no segundo dia de desfiles do Grupo Especial foi a Unidos do Viradouro, que levou para a Avenida o enredo “Pra Cima, Ciça!” e trouxe uma verdadeira viagem no tempo.

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Alegoria da Viradouro
FOTO: Ana Júlia Agra/CARNAVALESCO

No carro 3, “Lá Vem o Trem do Caipira”, a agremiação recriou o icônico desfile da Estácio de 1992, eternizado pela paradinha que imitava o som de um trem. Componentes da alegoria conversaram com o CARNAVALESCO e falaram sobre a emoção de reviver um dos momentos mais marcantes da história das baterias.

Luiz Meira de 29 anos
Luiz Meira, de 29 anos
FOTO: Ana Júlia Agra/CARNAVALESCO

Para Luiz Meira, de 29 anos, figurinista, a experiência é nova: “Eu não era nascido ainda, mas já ouvi falar. Não vivi o momento, mas estou tendo a oportunidade de viver isso agora. A escola me abraçou e eu abracei a escola, então vestir qualquer fantasia na Avenida com a minha escola é emocionante demais”, afirmou. Ele contou que sua evolução no carro privilegia o contato com o público, especialmente quando está mais próximo da frisa e dos camarotes. Sobre a expectativa em torno das paradinhas, garantiu: “Estamos seguros, sabemos que estamos com o melhor mestre, a gente sabe que vem coisa nova”.

Luiz também destacou o contraste estético da composição. Segundo ele, “a forma que os materiais foram trabalhados, é um carro que tem uma composição muito densa, metálica, mas a fantasia tem uma pegada leve, os tecidos são leves, mas trazem uma ideia de metais, uma pegada mais densa”. A dualidade entre peso visual e leveza no corpo ajudou a reforçar a ideia de movimento e modernidade que marcou o desfile histórico de 1992.

Roberto Silva de 64 anos
Roberto Silva, de 64 anos
FOTO: Ana Júilia Agra/CARNAVALESCO

A emoção também tomou conta de Roberto Silva, de 64 anos, empresário, que viveu o desfile original na Sapucaí: “Lembro perfeitamente do desfile de 1992, ninguém acreditava, foi um show. A Estácio fazendo história na Avenida com um trenzinho da Paulicéia Desvairada”, recordou.

Ele contou que pretendia passar pela Avenida com a mesma intensidade daquele ano: “O conjunto me chamou atenção, traz toda uma modernidade, um diferencial que não vi até hoje. É uma honra e uma emoção muito grande estar nesse carro”.

Nariman Duarte de 41 anos
Nariman Duarte, de 41 anos
FOTO: Ana Júlia Agra

Nariman Duarte, de 41 anos, médica, não esteve presente no desfile de 1992, mas contou que já ouviu falar sobre ele.

“O desfile de hoje é emocionante. Falar de Ciça é falar de amor, de generosidade, humildade. Este ano completo 30 anos de Avenida, então tem uma emoção a mais. Pretendo passar com muito samba, muita alegria”.

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Nathalia Fernandes, de 40 anos
FOTO: Ana Júlia Agra/CARNAVALESCO

Também médica, Nathalia Fernandes, de 40 anos, reforçou o sentimento coletivo de reverência: “Esse desfile pela Estácio foi muito emocionante, assim como hoje pela Viradouro. Vamos desvairados e animados na Avenida. As fantasias estão belíssimas, tem muitos detalhes, medalhinhas, brilho, tudo muito especial para o Ciça. Me sinto muito honrada em participar desse momento”.