Na tarde desta quarta-feira de cinzas, a Unidos do Viradouro se tornou a grande campeã do Carnaval do Rio de Janeiro 2026.

Com um enredo contemplativo, homeangeando mestre Ciça, a Sapucaí ‘veio abaixo’ e teve uma catarse coletiva. A emoção tomou conta, o sambista de verdade chorou e se entregou a vermelho e branco de Niterói.
Por trás de um grande desfile, existe uma diretoria forte que trabalha incansavelmente na busca pelo sucesso.

Marcelinho Calil, diretor executivo da Viradouro, conversou com a equipe do CARNAVALESCO e revelou detalhes da conquista.
“Acho que estou na plenitude da alegria, da realização profissional no carnaval. E de amor também, porque pra mim isso aqui é paixão. É neecssário sempre pensar na técnica e na competição para ganhar um carnaval. MAs tem hora que a avenida te acolhe. Acho que a avenida escolheu Ciça. Na final do samba-enredo ele praticamente escolheu e no desfile foi a mesma coisa. Essa realização é algo muito raro. Aconteceu pouco na avenida essa aclamação, a forma de fazer desfile. Particulamente nunca tinha vivido um grito de campeão durante o desfile. Já tinha visto antes, no final, pelo trabalho realizado, mas durante, aquela catarse coletiva, sentimento de ‘meu Deus, está acontecendo’, nunca tinha vivido”, comentou Marcelinho, bastante emocionado.

O diretor ainda acrescentou que o desfile entra para a história da Sapucaí.
“Acho que pegou todos os sambistas. No dia seguinte comecei a receber mensagens no celular deixando claro que o sambista estava se sentindo completamente representado. A Viradouro fez história. Esse desfile se tornou antológico. Falamos para além da nossa escola, levamos as escolas que o Ciça passou. Se pararmos para pensar, Laíla venceu ano passado e Ciça este ano. Isso deixa claro que o sambista é uma potência de enredo, uma potência carnavalesca. Essa avenida sempre foi do Ciça, tudo o que ele construiu está dentro daquele pedaço. Nada mais justo do que reverenciar em vida, quem deu a vida pelo carnaval”, finalizou Marcelinho.










