Em 2025, Evandro Malandro vai para o seu sexto carnaval como intérprete da Acadêmicos do Grande Rio. Entre seus trabalhos está o campeonato de 2022 (“Fala, Mejeté! As sete chaves de Exu”) e o vice-campeonato de 2020 (“Tata Londirá: O Canto do Caboclo no Quilombo de Caxias”), entre outros excelentes trabalhos.
* Seja o primeiro a saber as notícias do carnaval! Clique aqui e siga o CARNAVALESCO no WhatsApp
Evandro começou no carnaval de Nova Friburgo (RJ), sua cidade natal, passou pelo Grupo de Acesso de São Paulo, pela Série Ouro do Rio de Janeiro e chegou na Grande Rio para o desfile de 2019 a convite do presidente Jayder Soares. O cantor emprestou sua identidade extrovertida ao carro de som e faz parte dessa renovação de imagem da escola caxiense.
Abaixo, está a entrevista feita com Evandro Malandro sobre sua carreira e sua conexão com a Grande Rio:
O que a Grande Rio representa na sua vida?
“Tudo! Grande Rio mudou a minha vida em tudo que você possa imaginar. Me tirou da minha terra natal, Nova Friburgo, e me deu a visibilidade e o carinho do caxiense. A Grande Rio é tudo na minha vida”.
O Jayder Soares )patrono) disse para gente que tem orgulho de ter trazido você para a Grande Rio. Foi ele mesmo? Conta essa história
“Eu tenho uma honra danada de ter conhecido seu Jayder Soares, em 2009, quando eu comecei a defender sambas. Agora, com essa virada de chave na minha vida, virando cantor da Grande Rio, todo carinho que seu Jayder Soares, Leandro Soares, Helinho de Oliveira e meu presidente Milton Perácio me passam, eu tento retribuir com muita responsabilidade e muito trabalho”.
O mestre Fafá fala que você já é o maior cantor da história da Grande Rio. O que pensa disso?
“Fafá é meu irmão! Vindo de uma pessoa que é muito Grande Rio, que é nascido mesmo da barriga da mãe, eu me sinto muito honrado por ter uma pessoa como o Fafá falando isso de mim. Me sinto um cara abençoado por Deus”.
O que representa cantar esse samba de 2025 na sua carreira?
“Cantar sobre o Pará, cantar sobre essa cultura, o paraense está muito feliz. O mínimo que eu posso fazer é transferir essa responsabilidade para todos na Sapucaí. Cantar o Pará é muito bacana. “Quem foi ao Pará parou/ Tomou açaí, ficou” (cantou)”.
É sorte e/ou competência ter cantado o samba de 2020, depois Exu e agora esse?
“É competência com muito trabalho. Sobre a sorte, eu costumo dizer desde meus 12 anos, quando eu comecei a estudar música, que, quanto mais eu estudo, mais sorte eu tenho”.
Falam que você tem o jeito de cantar da nova Grande Rio. Como é esse jeito?
“Na verdade, é a mesma Grande Rio com um Evandro Malandro que todos os presidentes aceitaram e, principalmente, toda Caxias, toda Grande Rio, aceitaram esse jeito malandro de ser, extrovertido, irreverente, um malandro que gosta de cantar com as melodias. Tem aquela coisa aguerrida, mas com muita melodia. Eu estou muito feliz com o jeito que a Grande Rio aceitou o Evandro Malandro, esse filho que a Grande Rio aceitou e eu não vou desgrudar nunca”.
É diferente trabalhar com mestre Fafá e a bateria sem correr?
“Existe uma diferença musical que é cadência e andamento. São totalmente diferentes, a cadência do andamento. Eu me dou muito bem com o Fafá porque, nas baterias que eu cantei, eu me senti muito feliz por serem baterias cadenciadas. Cubango era uma bateria muito cadenciada quando eu passei, Renascer de Jacarepaguá, em São Paulo, a Imperador do Ipiranga. Eu venho de duas baterias cadenciadas que são de Nova Friburgo que são duas escolas que eu tenho no meu coração, a Unidos da Saudade e a Vilage [no Samba], que tinham mestres que eram muito cadenciadas”.