A bateria “Não Existe Mais Quente”, da Mocidade Independente de Padre Miguel, mostrou indignação e inquietação após a divulgação das notas na apuração. A escola terminou na 11ª colocação, e sua bateria recebeu as seguintes avaliações: 10, 9,9, 10 e 9,9. Nesta sexta-feira, a escola anunciou a renovação de mestre Dudu para o Carnaval 2027: “Mestre Dudu completará 15 anos à frente da Não Existe Mais Quente e não poderia ficar sem uma homenagem especial. Convoquei todos os diretores de bateria para fazer uma surpresa, bem típica de um debutante! Herdeiro de um legado grandioso, Dudu manterá viva a tradição da Não Existe Mais Quente!”, publicou a agremiação.

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Foto: Allan Duffes/CARNAVALESCO

Ainda na quarta-feira, logo após o resultado, e ao longo da quinta-feira, a agremiação se pronunciou publicamente, destacando a justificativa apresentada pelo julgador Hélcio Eduardo da Silva. De acordo com a escola, os textos teriam sido reproduzidos em formato “control C e control V” em comparação com sua coirmã, a bateria do Paraíso do Tuiuti.

A seguir, as justificativas apresentadas pelos julgadores em cada subquesito para Mocidade:

Helcio Eduardo da Silva atribuiu 9,9 e justificou suas avaliações nos três módulos observados.

Subquesito Manutenção de cadência: “Bateria manteve o ritmo, cadência e sustentação em consonância com o samba-enredo durante a apresentação”. PONTUAÇÃO = 4,0

Subquesito conjugação dos instrumentos: “A conjugação dos sons emitidos pelos vários instrumentos não sofreu alteração, sendo mantido o equilíbrio instrumental”. PONTUAÇÃO: 3,0

Subquesito criatividade e versatilidade: “As bossas apresentadas foram versáteis e criativas, sendo bem executadas e com mediano grau de dificuldade”. PONTUAÇÃO: 2,9

Geiza Carvalho atribuiu 10, destacando regularidade e criatividade na construção do arranjo.

Subquesito Manutenção de cadência: “A bateria manteve a cadência em andamento compatível com o samba-enredo. Não houve oscilação que comprometesse a progressão do andamento”. PONTUAÇÃO = 4,0

Subquesito conjugação dos instrumentos: “Observou-se boa integração entre os naipes, com sonoridade equilibrada e adequada conjugação sonora”. PONTUAÇÃO: 3,0

Subquesito criatividade e versatilidade: “O arranjo da bateria transitou com naturalidade entre referências do pop rock e do samba, apresentando várias intervenções rítmicas, demonstrando criatividade e versatilidade na construção do desenho musical. As bossas apresentaram boa estrutura e bom nível de complexidade”. PONTUAÇÃO: 3,0

Nelson Nunes Pestana atribuiu 9,9, apontando ressalvas relacionadas à definição sonora.

Subquesito criatividade e versatilidade: “A massa crítica sonora da bateria perdeu sua manutenção regular. Os naipes de chocalho e caixas ficaram sem uma definição precisa, prejudicando o entendimento rítmico e melódico do conjunto bateria com o samba-enredo (-0,1)”.

Rafael Barros Castro concedeu 10, destacando controle técnico e distribuição das bossas.

Subquesito Manutenção de cadência: “O andamento confortável foi mantido durante a apresentação em frente ao módulo 4, o que favoreceu um bom desfile dos componentes da escola”. PONTUAÇÃO = 4,0

Subquesito conjugação dos instrumentos: “Com bom controle dinâmico e afinações precisas, todos os naipes se apresentaram com êxito no subquesito”. PONTUAÇÃO = 3,0

Subquesito criatividade e versatilidade: “Bossas bem distribuídas ao longo da apresentação (módulo 4), intercalando os instrumentos leves com contrapontos nos graves”. PONTUAÇÃO = 2,9