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Foto: Álbum pessoal/Divulgação

A musa do carnaval Luana Bandeira se manifestou publicamente após a circulação de imagens captadas durante sua apresentação no último sábado, na comemoração dos 80 anos da Unidos de Vila Isabel. Durante o momento artístico, um vídeo registrou, por poucos segundos, um incidente de figurino, que passou a ser explorado de forma desrespeitosa nas redes sociais.

As imagens foram retiradas rapidamente pelo veículo que inicialmente publicou o conteúdo, que, ao identificar o ocorrido, agiu com responsabilidade e sensibilidade, respeitando o contexto artístico da apresentação e os valores do samba e do carnaval. No entanto, prints passaram a ser compartilhados em grupos e plataformas digitais com teor machista, pejorativo e invasivo, configurando uma violação grave de imagem e dignidade.

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Em posicionamento firme, Luana repudiou a disseminação do material e destacou o impacto da situação, ampliando o debate sobre violência contra a mulher no ambiente digital: “O que estão fazendo com o vídeo da minha última apresentação de samba não é brincadeira, isso é crime. Hoje em dia, muitas mulheres sofrem violência e não sobrevivem para contar. A primeira coisa que você deve fazer ao se sentir violada, como eu estou me sentindo agora, é falar, denunciar, pedir ajuda. Eu e minha equipe estamos tomando as medidas cabíveis. O carnaval, o samba, não são vitrine de sexo, então respeitem a nossa cultura, respeitem o meu trabalho. O meu corpo não é conteúdo”, declarou.

A equipe da musa informa que já está adotando as medidas legais cabíveis diante da disseminação indevida das imagens, reforçando que a responsabilidade recai sobre quem compartilha e contribui para a propagação do conteúdo com o intuito de constranger e difamar.

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O caso reacende um alerta sobre a exposição e a objetificação de corpos femininos, especialmente no contexto do carnaval, onde manifestações artísticas muitas vezes são distorcidas e desrespeitadas. A situação evidencia a urgência de responsabilização e de mudança de comportamento diante da violência digital, reafirmando que consentimento e respeito devem ser princípios inegociáveis, dentro e fora da avenida.