A comissão de frente da Acadêmicos do Grande Rio para o Carnaval 2026 carrega um dos discursos mais potentes da temporada. Sob a coreografia de Hélio e Beth Bejani, a escola aposta em um enredo marcado pela força política, cultural e social do movimento Manguebeat, transformando a abertura do desfile em um verdadeiro manifesto na Sapucaí. Para a dupla, o trabalho vai além da estética: é luta, é energia e é posicionamento.

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Beth Bejani destaca o peso simbólico do projeto e a responsabilidade de levar esse discurso para a avenida.

“Eu acho que essa comissão de frente representa um momento único na nossa carreira, porque é muito importante esse manifesto, essa luta, o movimento Manguebeat. A gente está lisonjeado em poder representar um movimento tão importante, tão representativo na questão da desigualdade social. É um enredo muito forte, um momento de luta, de garra, e a gente vai mostrar toda essa energia do mangue na avenida.”

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Já Hélio reforça que, mesmo com a experiência acumulada ao longo dos anos, cada carnaval é um recomeço.

“Muda tudo. Cada enredo é uma situação totalmente nova. Parece que a gente está recomeçando o trabalho sempre. E isso que é legal, isso que motiva, isso que é bacana no carnaval.”

Sobre a nova dinâmica da cabine espelhada, os coreógrafos explicam que o conceito já faz parte da identidade da dupla. Beth deixa claro que o foco segue sendo o espetáculo como um todo, e não apenas o olhar do jurado.

“A gente já vem há alguns anos fazendo 360, para todo o público, para que o público participe sempre dos nossos trabalhos. Para a gente isso não mudou muito. É 360 mesmo.”

O samba-enredo também foi apontado como um aliado importante na construção da coreografia. Beth e Hélio celebram a musicalidade e a fluidez da obra.

“Esse samba é maravilhoso, a gente adorou. É gostoso.”

“Para a parte coreográfica foi muito bom. Fácil de cantar, a sincronia ficou boa, dá para articular bem. É bem legal.”

Com discurso, entrega corporal e conexão direta com o público, a comissão de frente da Grande Rio promete abrir o desfile com impacto, emoção e consciência, reforçando o carnaval como espaço de arte, resistência e expressão popular.