InícioGrupo EspecialLUTO NO SAMBA! MORRE NELSON SARGENTO, PRESIDENTE DE HONRA DA MANGUEIRA

LUTO NO SAMBA! MORRE NELSON SARGENTO, PRESIDENTE DE HONRA DA MANGUEIRA

Em 2012, quando morreu o mestre-sala Delegado, Nelson Sargento se tornou presidente de honra da Estação Primeira de Mangueira

Nelson Sargento, de 96 anos, presidente de honra da Estação Primeira de Mangueira, faleceu na manhã quinta-feira, no INCA, Zona Norte do Rio de Janeiro, após ser internado na última sexta-feira, com Covid-19. O sambista já tinha tomado duas doses da vacina, mas era do grupo de comorbidade, por ter tido um câncer na próstata. * VEJA AQUI: Escolas de samba e sambistas prestam homenagens para Nelson Sargento

Nelson Mattos nasceu no Rio de Janeiro em 25 de junho de 1924. A alcunha “Sargento” foi acrescentada ao seu nome artístico em virtude de ter servido ao exército brasileiro. O sambista era sargento. Em 2012, quando morreu o mestre-sala Delegado, Nelson Sargento se tornou presidente de honra da Estação Primeira de Mangueira. Esteve presente em quase todos os desfiles da verde e rosa e sempre fez questão de exercer sua cidadania enquanto baluarte nas eleições da agremiação. * LEIA AQUI: INCA explica causa do falecimento de Nelson Sargento

O grande sucesso da carreira de Nelson foi o samba ‘Agoniza mas não morre’. Gravado pela madrinha do samba Beth Carvalho no álbum ‘De pé no chão’ em 1979 já fazia um alerta para as mudanças estéticas que descaracterizavam o samba enquanto gênero musical. A melodia dolente na voz de Beth alçou Nelson ao estrelato.

nelson sargento

Na Mangueira o compositor é autor de um dos mais marcantes sambas-enredo da história da verde e rosa. Composto para o Carnaval 1955, ‘As quatro estações do ano’, já foi regravado por diversos intérpretes do samba e da MPB.

Fora do carnaval, Nelson participou de um dos mais importantes movimentos da música popular brasileira. Ele integrou o conjunto A Voz do Morro, ao lado de Paulinho da Viola, Zé Kéti, Elton Medeiros, Jair do Cavaquinho, José da Cruz e Anescarzinho. O grupo se apresentava no teatro Opinião no auge da repressão da ditadura militar. Foi o principal elo de ligação entre a música do morro e a elite carioca, responsável pela popularização do gênero.

Entre seus parceiros de composição musical, estão Cartola, Carlos Cachaça, Darcy da Mangueira, João de Aquino, Pedro Amorim, Daniel Gonzaga e Rô Fonseca. Além de um legado imensurável para a cultura popular brasileira, Nelson Sargento deixa órfãos uma legião de fãs.

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