leandro imperatriz
Foto: Maria Estela Costa/CARNAVALESCO

Após conquistar o título na Série Ouro, garantir que a União de Maricá suba para a elite do carnaval e terminar na quinta colocação com a Imperatriz no Grupo Especial no Carnaval 2026, Leandro Vieira conversou com o CARNAVALESCO e disse que a renovação com a escola de Ramo vai além de um contrato: é uma forma de estar mais conectado à escola e à sua comunidade, além da oportunidade de aprimorar sua identidade como artista.

“Continuar a fazer mais um carnaval na Imperatriz é ter a possibilidade de continuar me encontrando como artista e ter a possibilidade também de aprimorar a minha maneira de estar mais adequado à Imperatriz, à sua comunidade e às expectativas da escola”, afirmou o carnavalesco.

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Quando criança, Leandro viu Rosa Magalhães consolidar sua carreira no lugar que, atualmente, é ocupado por ele. A Imperatriz fez parte do seu imaginário de infância e, quando se pensa na longevidade da sua estadia na agremiação, ele afirma que depende da qualidade do trabalho entregue.

“Eu me sinto muito em casa. A Imperatriz é uma escola que está no meu imaginário de criança, é a escola onde a Rosa Magalhães consolidou a sua carreira. Quando eu era criança, a Imperatriz era uma escola que eu via na televisão. Agora, essa ideia de ‘para sempre’, de continuidade, quem constrói isso é o futuro e o trabalho. Essa ideia de permanência se dá com o trabalho sendo apresentado com qualidade. Acho que, enquanto o trabalho puder ser apresentado com qualidade, a gente vai ficando”, contou Leandro.

Sobre as especulações, o carnavalesco trata com indiferença; seu foco é na qualidade do trabalho entregue. Para ele, o fim de cada carnaval é o momento de ajustar e alinhar os interesses de todos os envolvidos.

“Na verdade, eu não sei sobre esse falatório todo. O carnaval é feito de ciclos, e todo ciclo que chega ao fim, ao final de um carnaval, precisa de conversa, precisa de diálogo, precisa da atualização, do alinhamento dos interesses de todos os envolvidos. É natural a gente terminar o carnaval tendo o que conversar e ajustar”, disse.

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Para 2027, não há nenhum enredo confirmado, apenas ideias a serem amadurecidas. A pele camaleônica é algo oficializado, ou seja, a busca por um tema, uma estética que fuja do óbvio. Embora a temática brasileira seja uma marca registrada, a ideia é se distinguir dos outros carnavais apresentados.

“Eu ainda estou de férias, mas, se eu disser que eu não estou pensando em nada, eu também estou mentindo. Eu tenho algumas ideias, algumas coisas na cabeça que eu estou alimentando. Esse período de ócio também é um período de leitura, de juntar coisas. Um caminho que eu tenho seguido na Imperatriz é o de explorar universos distintos e promover rupturas do trabalho que virá em relação àquilo que passou. Acredito que eu vou seguir com essa pele camaleônica para a Imperatriz, no sentido de transformação, sem me escorar naquilo que eu já fiz nos últimos anos”, afirmou Leandro.