Na madrugada deste 14 de fevereiro de 2026, a Dragões da Real cruzou a pista do Sambódromo do Anhembi com um desfile marcado por impacto visual, leitura clara e potência cênica. À frente do projeto, o carnavalesco Jorge Freitas apresentou uma obra que combinou grandiosidade estética, movimento constante e um discurso alinhado ao empoderamento feminino, eixo central do enredo da escola neste Carnaval.
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A concepção do desfile, segundo o próprio carnavalesco, não surgiu de forma imediata.
“Eu já tinha esse projeto guardado, a sete chaves. Estava esperando um momento onde a gente pudesse transformar o Anhembi em um grande palco de força, com um empoderamento feminino tão forte. Era o momento de soltar essas guerreiras”, afirmou.

CONCEPÇÃO ARTÍSTICA E IDENTIDADE COLETIVA
Um dos pilares do trabalho de Jorge Freitas foi a construção do desfile a partir de uma lógica familiar e colaborativa. Para ele, esse formato fortalece não apenas o processo criativo, mas também a identidade da escola.
“Esse projeto eu sempre faço em família. O enredista é meu afilhado, meu filho cuida de toda a parte de movimento e iluminação, minha neta da parte arquitetônica e minha filha das partes coreográficas. A Dragões é uma escola-família”, destacou o carnavalesco, ressaltando a sintonia entre criação e execução.
Segundo Jorge, essa união se refletiu diretamente no resultado apresentado na avenida. “Jorge Freitas e Dragões casaram muito bem, e o resultado está aí”, completou.

ABRE-ALAS E IMPACTO VISUAL
O abre-alas foi um dos momentos de maior impacto do desfile. Totalmente articulado, o carro trouxe o dragão, símbolo maior da agremiação, em escala monumental, ocupando a pista com imponência e movimento constante.
A intenção era clara desde a largada. “Um carro todo articulado, onde o símbolo da agremiação já se faz uma coisa muito gigante e muito forte, que é o dragão. Acho que o Anhembi presenciou um grande espetáculo da Dragões”, avaliou Jorge Freitas.

SAMBA, EVOLUÇÃO E LEITURA DE PISTA
Com um samba que sustentou bem o enredo, a Dragões da Real apresentou uma evolução segura, com bom aproveitamento de pista e leitura clara das alas e alegorias. O canto dos componentes e a fluidez do desfile refletiram o trabalho desenvolvido ao longo da temporada.
Ao analisar a apresentação na pista, Jorge foi direto. “Foi um desfile excelente dentro do que nós havíamos preparado. Fizemos dois ensaios técnicos maravilhosos e conseguimos concretizar tudo aqui com esse belo desfile”, afirmou.

A ÚLTIMA ALEGORIA E O RECADO FINAL
Entre todas as alegorias, o carnavalesco revelou um olhar especial para o último carro do desfile, justamente pelo teor simbólico e crítico que ele carrega.
“Eu gosto de todos, mas, pela causa, eu gosto muito do último carro. É botar o dedo na ferida e dizer que, se nós não fizermos a nossa parte, vai acabar igualzinho à nossa última alegoria”, declarou.

Mesmo mantendo os pés no chão em relação ao resultado, Jorge demonstrou confiança no trabalho apresentado. “O importante pra gente era fazer um belo desfile. Depois a gente começa a pensar no resultado. Antes disso, não dá pra antecipar as coisas, mas temos confiança de que podemos brigar pelo título”, concluiu.
A Dragões da Real encerrou sua passagem pelo Anhembi com um desfile coeso, visualmente forte e alinhado com o que se propôs a contar. Sob a condução de Jorge Freitas, a escola reafirmou sua identidade e sua capacidade de transformar conceito em espetáculo na avenida.










