O Instituto Beija-Flor, braço social da tradicional escola de samba de Nilópolis, vem se consolidando como um dos mais importantes projetos comunitários da Baixada Fluminense. Presidido por Caio David, o instituto já atende mensalmente de 4 a 5 mil pessoas de forma gratuita e prepara uma série de entregas que devem ampliar consideravelmente o alcance de suas ações.
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Atualmente em obras, o espaço passa por uma expansão que permitirá elevar os atendimentos para cerca de 6 a 7 mil beneficiados por mês. Em entrevista ao CARNAVALESCO, Caio afirma que “a expectativa é que até janeiro o instituto tenha capacidade de oferecer 12 a 15 mil vagas mensais, considerando que muitos alunos frequentam mais de uma atividade”.
Entre as novas estruturas em fase de conclusão estão duas quadras de areia, quadra poliesportiva reformada, piscina semiolímpica com acessibilidade e um teatro com capacidade para 200 pessoas. O plano prevê ainda a entrega de salas de música, um laboratório gastronômico e a ampliação da atual sala de dança, já considerada a maior entre projetos sociais da Baixada, para transformá-la em uma arena gamer.
“Será um espaço moderno, equipado para cursos de DJ, produção musical, design e também jogos eletrônicos, com máquinas capazes de suportar programas de maior complexidade. Nosso objetivo é dialogar com os interesses dos jovens em todas as áreas possíveis”, explica o presidente.

O Instituto Beija-Flor mantém forte ligação com a Sonho do Beija-Flor, a escola mirim presidida por Selminha Sorriso, porta-bandeira da Beija-Flor, e que tem Fábia David, mãe de Caio, como vice-presidente. A agremiação prepara crianças e adolescentes para a tradição do carnaval. Grande parte dos integrantes da mirim passou antes pelas atividades do instituto, consolidando uma troca constante entre as duas iniciativas.
“A relação é de coparticipação. Muitas crianças se formaram conosco e seguiram para a escola mirim. Minha mãe é vice-presidente da mirim, e isso fortalece ainda mais o diálogo. Nós nos ajudamos muito e o trabalho deles é cada vez mais bonito”, afirma o presidente do instituto.
Mais do que as obras em andamento, o que move a gestão do Instituto Beija-Flor é a ideia de que não há teto para o crescimento do projeto. “Sempre que uma obra começa, peço para que façam uma fundação que permita subir mais um andar. Se houver recurso, nunca faltará vontade. Nosso sonho é atender a qualquer necessidade que um jovem tenha, seja no esporte, na cultura, no aprendizado acadêmico, na gastronomia ou na tecnologia”, reforça Caio.
A proposta é que o instituto seja um espaço capaz de potencializar o futuro de crianças e jovens em qualquer área de interesse, oferecendo ferramentas concretas de transformação social.
Questionado sobre um possível futuro à frente da escola de samba-mãe, Caio afirma que sua dedicação hoje está integralmente voltada para o projeto social. “Se um dia a família achar que devo assumir, será uma honra, mas, neste momento, meu palco é 100% o Instituto Beija-Flor. É onde está meu amor e meu compromisso diário”, conclui.
Com novas estruturas, ampliação de vagas e projetos inovadores, o Instituto Beija-Flor se firma como um espaço de oportunidades e formação cidadã na Baixada Fluminense, reafirmando o papel histórico do samba como motor de transformação social.









