Sob o impacto do enredo “Rita Lee – A Padroeira da Liberdade”, assinado por Renato Lage, a Mocidade Independente de Padre Miguel inicia a temporada de ensaios com um sentimento que há tempos não ganhava tanta força: a crença coletiva em uma virada de chave. Em entrevista ao CARNAVALESCO, torcedores falaram sobre confiança, engajamento da comunidade e reconstrução. A percepção comum no minidesfile foi a de uma escola mais aguerrida.
* Seja o primeiro a saber as notícias do carnaval! Clique aqui e siga o CARNAVALESCO no WhatsApp
Juventude desperta e comunidade mais unida
Para muitos integrantes, a virada já se manifesta no comportamento da escola, especialmente entre os mais jovens. A administradora Karen Nathália, em seu segundo ano desfilando, vê o enredo como elo entre gerações.

“A juventude estava adormecida, e esse enredo aproximou todo mundo. A quadra está forte, com canto intenso. A comunidade abraçou”, disse.
Estreante na Avenida, mas criado na tradição da escola, o estudante Gabriel Fernandes

reforça: “A Mocidade está mais junta, mais família, mais aguerrida. Está bonito de ver”.

O ritmista Wendel Rosa, há seis anos no surdo de primeira, percebe o mesmo clima: “Há brilho no olhar e esperança real de virar o jogo. Até quem está de fora abraça esse amor”.
Rita Lee como símbolo da identidade independente
O enredo surge como motor dessa mobilização. Para Pedro Flores, ritmista do chocalho, a escolha é certeira: “Rita Lee é irreverente, ousada, fora da curva. É a cara da Mocidade”.

Gabriel destaca a identificação da juventude com a artista: “Essa maluquice boa da Rita combina com o fanatismo da Mocidade”.
Karen reforça o caráter libertário do tema: “Rita estava à frente do seu tempo. Ser sem censura e sem regras fala muito com a gente e ainda aproxima gerações”.
Para o estreante Matheus Ferreira, o conceito é claro: “Liberdade. Poder ser quem se é. Que isso leve a Mocidade mais alto”.
Renato Lage e a reconstrução
O retorno de Renato Lage é visto como pilar de estabilidade. “Ele fez a história da escola. Tem tudo para dar certo”, resumiu Pedro.
Matheus lembra o peso simbólico da volta: “Nosso último título foi com ele. Também queremos vencer pela Márcia. São mentes brilhantes”.
Karen completa: “A proposta retrô do Renato casa muito com a Rita Lee”.
Bateria e casal como pilares
A confiança na bateria “Não Existe Mais Quente”, de Mestre Dudu, é unanimidade. “Vem forte, preparada e resiliente”, disse Wendel.
Gabriel define o peso do quesito: “A bateria é o coração da escola”.
Outro ponto de segurança é o primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira, Diogo Jesus e Bruna Santos. “São próximos da comunidade e têm uma conexão linda”, afirmou Karen.
Escolha de acreditar
A virada da Mocidade aparece menos como promessa e mais como atitude. “Se o componente não comprar essa ideia, nem tem que estar”, sintetizou Matheus.
É essa disposição coletiva que alimenta a esperança de que 2026 marque um novo momento para a Estrela Guia.










