
A Imperatriz da Pauliceia anunciou, na última quarta-feira, o enredo para o Carnaval 2027. A escola, que irá para o quinto ano no Grupo de Acesso II, elogiará três dos maiores compositores de samba-enredo paulistanos no desfile de “Ideval, Dom Marcos e Paulistinha – Os Poetas da Paulicéia”.
Uma série de coincidências une os três citados e grandes compositores do Carnaval paulistano como um todo. Em 2027, um dos grandes poetas da folia paulistana, Zeca da Casa Verde, intimamente ligado ao Rosas de Ouro e ao Morro da Casa Verde, terá os cem anos de nascimento reconhecidos. A visão dele será a condutora para toda a apresentação da agremiação.
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Ideval Anselmo, falecido na Quarta-Feira de Cinzas de 2026, escreveu e cantou sambas para Camisa Verde e Branco, Tom Maior, Unidos do Peruche, Rosas de Ouro e outras tantas agremiações. Tido por muitos como o melhor samba-enredo da história do Carnaval paulistano, “Narainã, A Alvorada Dos Pássaros”, que marcou o tetracampeonato do Trevo em 1977, é de autoria do compositor.
Outra coincidência está na figura de Dom Marcos. Pai de Dom Júnior, atual intérprete da própria Imperatriz da Pauliceia, ele tornou-se figura reconhecida no Carnaval paulistano não apenas por compor, mas também por cantar. “Do Iorubá ao Reino de Oyó” (Cabeções de Vila Prudente 1981), “Catopês do Milho Verde, de Escravo a Rei da Festa” (Colorado do Brás 1988), e “Narciso Negro” (Nenê de Vila Matilde 1997) são compostos e cantados por ele. Já “Babalotim” (Leandro de Itaquera 1989) e “Manto sagrado, a história que o tempo bordou” (Mocidade Unida da Mooca 2019) são compostas por ele, enquanto “Dos Campos de Piratininga à grande metrópole, a história da São Paulo em Monumentos” (Rosas de Ouro 2004) foi interpretada por ele na avenida.
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Paulistinha é reconhecido não apenas pela ligação com a Nenê de Vila Matilde como, também, pela relação umbilical com toda a Zona Leste de São Paulo. Em 1988, a Águia desfilou com “Zona Leste Somos Nós”, que se tornou clássico absoluto da azul e branca, em um enredo que falava da visão da região por meio dos residentes do local – algo sempre difundido pelo baluarte.
Em 2026, a Imperatriz da Pauliceia foi a sexta colocada do Grupo de Acesso II com o desfile de “Congá, o altar sagrado da minha fé”.
Confira a postagem da agremiação com mais informações sobre o enredo:
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