Um excelente desfile da bateria “Sinfônica do Samba” do Império Serrano, sob o comando do mestre estreante, Felipe Santos. Um ritmo equilibrado e com bossas dançantes, além de bem conectadas à obra da escola foi exibido. Uma conjunção sonora impecável e com um Groove puxado para o timbre grave foi produzida.

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Na parte da frente do ritmo do Império Serrano, uma ala de cuícas sólida deixou sua contribuição sonora. O histórico e tradicional naipe de agogôs imperianos foram fabulosos, pontuando a melodia do samba com extrema eficiência, através de um desenho rítmico bem musical. Uma ala de chocalhos de extrema qualidade tocou junto de um naipe de tamborins com virtude técnica coletiva muito apurada. O carreteiro de ambos os naipes juntos foi magistral, evidenciando o trabalho acima da média nas peças leves.

Na cozinha da bateria imperiana, uma potente e pesada afinação de surdos foi notada. Marcadores de primeira e segunda foram vigorosos, mas tocando com segurança. Surdos de terceira fenomenais ficaram responsáveis pelo balanço bem envolvente da “Sinfônica”. Repiques coesos e ressonantes tocaram junto de um naipe de caixas simplesmente fabuloso, com sua tradicional batida rufada ecoando por todo o ritmo da escola do morro da Serrinha.

Bossas altamente musicais foram exibidas com precisão cirúrgica. Arranjos pautados pelas nuances da melodia do bonito samba imperiano, consolidando assim seu ritmo. Destaque para a pressão sonora de uma nuance rítmica com um único som de tiro no trecho “que silencia o fuzil”, extremamente casada com o que solicita tanto a melodia, quanto a letra do samba-enredo. Merece menção musical o balanço irrepreensível no arranjo do estribilho, com levada de Jongo, como pede o samba. Acrescentou um aspecto dançante ao conceito criativo musical, impulsionando o samba, além de auxiliar na evolução de componentes pela Avenida.

Uma excelente apresentação da “Sinfônica do Samba”, na estreia de mestre Felipe Santos dirigindo a bateria do Império Serrano. Uma conjunção sonora de alto impacto foi exibida, junto de apresentações potentes em cabines julgadoras. A grande exibição na primeira cabine foi bastante aplaudida. Tudo seguido de uma apresentação soberba no segundo módulo, mais uma vez recebendo ovação popular e aplausos de todo o júri. Encerrando com chave de ouro, mais uma grande exibição na última cabine (dupla), que tem tudo para garantir a pontuação máxima para a lendária “Sinfônica do Samba” do Império.