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Freddy Ferreira analisa a bateria da Unidos da Tijuca no ensaio técnico

A bateria “Pura Cadência” da Unidos da Tijuca fez um excelente ensaio técnico, sob o comando de mestre Casagrande. Com sua pegada mais tradicional, a bateria tijucana mostrou toda sua classe musical, numa atuação de encher os olhos de torcedores, ritmistas e sambistas. Embalado pelo ótimo samba-enredo, a “Pura Cadência” aproveitou as nuances melódicas da obra, para executar bossas que aliavam pressão e seu ritmo consistente com levada de caixas envolvente.

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Na parte de frente do ritmo, um naipe de tamborins seguro e ressonante mostrou um trabalho sólido, além de contar com um carreteiro que misturava os toques de 2 por 1 e 3 por 1. Essa mistura acaba impactando positivamente o excepcional naipe de caixas de guerra tijucano, parecendo complementar um o toque do outro, valorizando por completo o conjunto rítmico. Outra coisa que contou a favor dos tamborins tijucanos foi o desenho rítmico de fácil assimilação e alta eficiência, sempre conectado à melodia do samba. Um naipe de chocalhos acima da média também contribuiu bastante com a musicalidade da cabeça da bateria. Tocando interligado com o naipe de tamborins, serviu para refinar o belo trabalho nos agudos da bateria da Tijuxa. Uma ala de cuícas de nítida virtude musical executou um trabalho eficiente, contribuindo no preenchimento musical.

Na cozinha da bateria “Pura Cadência”, uma afinação de surdos simplesmente primorosa foi percebida. Simplesmente incrível o agudo ressoando do surdo de segunda, bem como a eficiente afinação de primeira. Os surdos de primeira e segunda executaram um trabalho impecável, tanto na manutenção do andamento, quanto na participação em bossas. Os surdos de terceira também receberam evidente destaque, graças a um toque com extremo balanço, contribuindo com o ritmo da escola do Pavão. Repiques coesos e plenamente integrados ao ritmo mostraram um trabalho de qualidade. As caixas de guerra tijucana demonstraram todo seu luxuoso valor musical. Impressionante como as caixas da Tijuca servem como base de sustentação rítmica para os demais naipes. Tudo graças a um toque feito com misto de boa técnica e pulsação rítmica semelhantes. Ou seja, os caixeiros não precisam “largar o braço”, já que a ressonância acústica é proporcionada exatamente pela educação musical extremamente diferenciada e toques com frequências semelhantes.

tijuca bateria
Foto: Eduardo Hollanda/Divulgação Rio Carnaval

As bossas da Tijuca foram todas pautadas pela melodia do samba, revelando um trabalho musicalmente integrado e principalmente fluído. Sempre prezando pela excelência na condução rítmica, as bossas não são feitas de modo constante, revelando um esmero no acompanhamento do samba-enredo. A bossa da cabeça do samba possui uma interessante variação musical com tapas ritmados dos tamborins, sendo finalizada com a pressão dos surdos. Seu sinal era a batida de cabeça do Orixá. Já na bossa da segunda passada do refrão do meio, a bateria da Tijuca utilizou seus próprios instrumentos para executar um toque de Ijexá. Repiques, inclusive, faziam a intenção musical do toque do agogô, remetendo só Ijexá. No meio da segunda do samba, uma bossa cuja sinalização era o arco e flecha de Oxóssi executou o toque do Aguerê, mais uma vez usando os próprios instrumentos tijucanos. Uma criação musical de bossas enxuta, mas bastante potente e com valiosa integração musical.

Um grandioso ensaio da bateria “Pura Cadência” da Tijuca, sob a regência de mestre Casagrande. Um ritmo tradicional, potente e altamente musical foi apresentado. A bateria da Unidos da Tijuca mostra estar trilhando mais uma vez um bom caminho em busca de garantir a almejada nota máxima.

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