Um excelente ensaio técnico da bateria “Swing da Leopoldina” (SL) da Imperatriz Leopoldinense, comandada por mestre Lolo. Um ritmo equilibrado, consistente e com potência sonora de uma afinação com distinção soberba entre os timbres dos surdos. Tudo isso foi impactado por uma musicalidade destacada das bossas intimamente ligadas ao enredo da escola.
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Na parte da frente da bateria “SL”, ritmistas com atabaques ficaram perfilados no início do ritmo durante o primeiro recuo, adentrando o corredor e desfilando do meio para o final da bateria pela pista. Uma ala de cuícas ressonante demonstrou sua inegável virtude sonora. Um naipe de chocalhos de grande técnica musical tocou no interligado a um naipe de tamborins extremamente acima da média, mostrando um entrosamento de grande destaque entre ambos. Simplesmente incrível o desenho simples, mas profundamente eficiente dos tamborins da Imperatriz. Convenções assim fazem cair por terra aquela máxima de que desenho complexo e difícil de executar segura e mantém bons ritmistas! O desenho rítmico da Rainha de Ramos era funcional e bastante intuitivo, tendo sido executado de forma impressionante, com carreteiro uníssono e volumoso por toda a Sapucaí.
Na cozinha da bateria da Imperatriz Leopoldinense, uma afinação de surdos primorosa embalou o trabalho destacado de todos os graves. Marcadores de primeira e segunda foram firmes e seguros durante todo o cortejo, assim como os surdos de terceira proporcionaram um balanço envolvente tanto fazendo ritmo, quanto executando as paradinhas. Um trabalho de imenso destaque com a boa acentuação perceptível, graças à excelência envolvendo a afinação e a boa distinção entre os diversos timbres. Repiques com apuro técnico tocaram de forma consistente junto de um bom e ressonante naipe de caixas de guerra. Uma cozinha da bateria que fez um ritmo potente e equilibrado.
A musicalidade das bossas da “Swing da Leopoldina” era simplesmente impressionante. A boa pressão sonora envolvendo a afinação privilegiada de surdos se traduziu em potência rítmica no momento de executar os arranjos, que ainda contaram com um trabalho merecedor de menção musical envolvendo as caixas. Sublime a escolha dos arranjos, assim como a adequação ao tema de vertente africana da escola. Os detalhes das terceiras nas bossas eram encantadores. O toque privilegiado dos atabaques eram acompanhados por agogôs de duas campanas (bocas), dando a sonoridade da “SL” um autêntico clima de terreiro de Candomblé. Destaque para a construção musical de alto nível do refrão do meio, que ainda contava com três gritos de “Hey!” de todos os ritmistas, arrancando aplausos do público e garantindo interação por onde foi exibida.
Galeria de fotos do ensaio técnico da Imperatriz na Sapucaí para o Carnaval 2025
Uma apresentação excelente da bateria da Imperatriz Leopoldinense, dirigida por mestre Lolo. Uma “Swing da Leopoldina” com uma poderosa afinação de surdos, mostrando um encaixe musical único com o samba-enredo da agremiação e suas bossas, repletas de musicalidade ímpar. O ótimo balanço das terceiras e um trabalho estupendo dos tamborins merecem reverências, diante de uma exibição fascinante de ambos os naipes. Um ensaio que mostrou uma bateria “SL” da Imperatriz dirigida por mestre Lolo pronta para brigar pela nota máxima do quesito no desfile oficial.
