No Carnaval 2025, o desejado gabarito no quesito Harmonia foi derrubado por uma única nota 9,7. Para este ano, a Mangueira se empenha em alçar voos mais altos. Em entrevista ao site CARNAVALESCO, o mestre Rodrigo Explosão falou sobre como a escola tem se debruçado sobre as novas exigências do quesito na preparação para o próximo Carnaval.

“Fomos a uma plenária na Liesa em que explicaram tudo, como seria esse formato. Nós gostamos muito, achamos interessante, até para a gente e para todo mundo começar a entender, de fato, o que está sendo pedido. Desde que esse novo formato, com os subquesitos, foi apresentado, reunimos a bateria e trabalhamos as questões de bossa, de desenhos e de andamento. Tudo baseado no que eles estão pedindo, para alcançarmos a nossa nota”, disse.
Para o mestre, as mudanças são benéficas tanto para as baterias quanto para os jurados: “Eu acho que vai ser a melhor maneira possível de julgar. Os próprios jurados vão prestar mais atenção em cada detalhe que está sendo pedido nos subquesitos. Hoje você não chega lá para perder nota; hoje você tem que ganhar a sua nota. Então a gente está chegando para ganhar e botar o julgamento debaixo do braço para buscar o quarenta”, afirmou.
Como uma das mudanças para o próximo Carnaval, agora Dowglas Diniz dá voz aos sambas da Estação Primeira sozinho. Segundo Rodrigo, a decisão da presidente Guanayra Firmino foi um grande acerto, e ele destaca a ligação do intérprete com o carro de som e a bateria.
“Ele é oriundo da bateria, foi ritmista durante uns quatro ou cinco anos. Ele não queria sair da bateria para virar intérprete; foi a gente que insistiu muito. Graças a Deus ele está lá. É um cara muito colado com a gente, tanto ele quanto o Vitor e o Digão. Sempre vamos aos ensaios, estamos sempre ouvindo, sempre em conversa. Somos ligados um ao outro. Conversamos, debatemos e decidimos sobre as bossas, quantos acordes vão colocar, o que acham dos cacos do Dowglas, se vai atrapalhar a bateria ou não. Nos preocupamos com os mínimos detalhes. Eu acho que isso enriquece muito a musicalidade da Mangueira e está dando resultado”, compartilhou.
Para a Tem Que Respeitar Meu Tamborim, a criatividade exigida no julgamento não é problema e faz a equipe sair da zona de conforto: “É uma coisa que já vinha sendo utilizada. Agora somos obrigados a fazer paradinhas criativas, até com mais complexidade, que não fiquem só no comum, e a gente está puxando para esse caminho. Eu gostei, porque vai nos tirar da zona de conforto. Vamos precisar trabalhar um pouco mais para atender a todos os critérios do julgamento”, declarou.










