sofia mocidade
Foto: Álbum pessoal/Divulgação

Um caso de racismo envolvendo a filha do mestre-sala Diogo Jesus, da Mocidade Independente de Padre Miguel, ganhou repercussão nas redes sociais nesta quinta-feira. O próprio sambista tornou pública a situação ao relatar que sua filha, Sofia Paiva, de 10 anos, musa mirim da Mocidade Independente de Padre Miguel, foi alvo de ofensa racista dentro do colégio onde estuda.

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De acordo com o relato, o episódio ocorreu durante uma aula, quando a menina foi chamada de “escrava” por um colega de classe. A declaração causou forte abalo emocional na jovem, que, segundo o pai, não parava de chorar desde o ocorrido.

Em publicação nas redes sociais, Diogo classificou o episódio como crime e fez um desabafo contundente. “Racismo é crime. Em pleno 2026, dentro de uma escola particular, isso não deixou de acontecer”, escreveu. O mestre-sala também destacou a formação familiar da filha e ressaltou sua trajetória no carnaval, onde já se destaca como musa.

O sambista aproveitou o momento para reforçar a importância do combate ao racismo em todas as esferas da sociedade. “Precisamos dar as mãos contra o racismo. Ele convive com a gente diariamente e precisamos combater isso”, afirmou.

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Ainda segundo Diogo, a família se reuniu com a coordenação da instituição de ensino na manhã seguinte ao episódio. A escola teria informado que tomará providências imediatas e apresentará medidas sobre como irá conduzir o caso.

Mesmo com a sinalização de apuração por parte do colégio, o mestre-sala deixou claro que não pretende deixar o episódio passar sem consequências. “Não vamos nos calar, não vamos deixar passar pano em uma atitude como essa. Nós não vamos sucumbir”, declarou.