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Exu Flamenguista: União de Maricá celebra identidade popular brasileira com samba, futebol e religiosidade

A União de Maricá levou para a Avenida um enredo que celebra a fusão entre samba, futebol e religiosidade, elementos centrais da cultura popular brasileira. Com enredo “Cavalo do Santíssimo e a coroa do Seu 7”, a agremiação apresentou diferentes facetas da entidade incorporada por mãe Cacilda de Assis, destacando a figura do Exu Flamenguista, inspirado na marchinha carnavalesca “Exu é Flamengo”, composta a pedido de Seu 7, um devoto flamenguista.

exu flamenguista

Os componentes da ala oito da escola desfilaram com um visual que mesclava elementos religiosos e esportivos: capa, cartola, casaca do guardião, short acima do joelho, meião e chuteiras, remetendo a elementos da entidade e ao uniforme dos jogadores rubro-negros dos anos 70. A fantasia, que unia o sagrado e o profano, foi um dos pontos altos do desfile, emocionando o público e os próprios participantes.

Para Jaciara Azevedo, 49 anos, soldadora e torcedora do Flamengo, desfilar na ala foi uma experiência única. “Eu me sinto feliz, realizada. Quando você veste a roupa, incorpora o personagem que a ala te traz e vai embora”, compartilhou. Ela destacou que a história do Exu Flamenguista surgiu a partir da religiosidade, resultando em uma fantasia que impactou muitas pessoas. “Acredito que é um sucesso, e agradeço pela oportunidade de vivenciar esse momento na Maricá”, completou.

William Rodrigues, 56 anos, motorista de aplicativo, também expressou sua profunda conexão com a ala. Para ele, as cores preto e vermelho transcendem o futebol, representando também a religiosidade, especialmente na figura de Seu Zé Pilintra, entidade associada à malandragem. “Desfilar carregando essa identidade é uma experiência intensa e gratificante. Celebro a união entre samba, religião e tradição”, afirmou.

componente 2 exf

Kátia Silene, 46 anos, correspondente bancária, ressaltou que a experiência de desfilar na ala vai além do carnaval. “Aqui nós temos Flamengo. Sou vascaína, mas pelo carnaval da Maricá a gente veste a roupa do Flamengo e o vascaíno vai embora pela avenida”, brincou. Ela reforçou que a mistura entre religião e cultura popular é algo que toca profundamente os participantes.

A ala “Exu Flamenguista” se consolida, portanto, como mais do que uma celebração carnavalesca. É um espaço onde a identidade popular brasileira se manifesta em toda a sua complexidade e beleza, unindo samba, futebol e religiosidade em uma experiência que emociona e inspira. Como resumiu William Rodrigues: “É a força do axé e da malandragem, celebrando a nossa cultura e a nossa fé”.

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