A União do Parque Acari trouxe para a Sapucaí um enredo ‘Brasiliana’, importante e com forte valorização da cultura afro-brasileira assinado pelo carnavalesco Guilherme Estevão.

A escola homenageou o primeiro emblemático grupo de teatro musical negro do Brasil, trazendo para a Sapucaí sua história, seus personagens e o protagonismo negro na brasilidade dessa arte.
Um dos quesitos mais fortes que a escola mostrou na avenida foi o casal de mestre-sala e porta-bandeira.
Renan Oliveira e Amanda Poblete estrearam como casal na Acari com a fantasia “Memória e Ancestralidade Afro-Brasileira”, representando justamente esses elementos como pilares da construção rítmica, expressiva e da forma de interpretação dos atores negros. A roupa fez referência a Exu, primeiro orixá da gira, que, a partir de suas cores, vermelho e preto, definiu a colorimetria da fantasia. Na apresentação, o casal optou por uma coreografia mais clássica, voltada para a valorização do pavilhão.
“Tudo o que foi proposto, foi apresentado da melhor maneira possível. Curtimos cada cabine de jurado. Quero agradecer a Acari por nós apresentar ótimas condições de trabalho, uma roupa linda e a nossa coreógrafa Cátia Cabral”, contou Renan em entrevista ao CARNAVALESCO.

Foto: Allan Duffes/CARNAVALESCO
“Foi um desfile tranquilo, compacto e conseguimos exercer a coreografia inteira na avenida. Espero que venha a nossa tão sonhada nota 40. Foi um desfile muito feliz, onde estávamos conectados um com o outro e com o público”, confessou Amanda.
A bateria “Fora de Série”, dos mestres Erick Castro e Daniel Silva, também mostrou total harmonia, fruto de muito trabalho durante.

“É uma emoção maravilhosa. É o quarto ano a frente da bateria e cada ano parece que é o primeiro. Está no Acari é perfeito. É uma comunidade que abraçou a gente. A gente trabalha bastante o ano todo para que aconteça tudo certinho e mostramos tudo o que ensaiamos. Foi lindo. Agora é só aguardar a nota máxima”, declaram os mestres.










