Quem esteve no Sambódromo do Anhembi Morumbi relatou a emoção de ver as escolas cruzarem a avenida.

Durante os desfiles do Grupo Especial no sábado (14), espectadores relataram como viveram a noite de carnaval.

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O sábado (14) de carnaval no Sambódromo do Anhemb, pelo Grupo Especial, trouxe à avenida Império de Casa Verde, Águia de Ouro, Mocidade Alegre, Gaviões da Fiel, Estrela do Terceiro Milênio, Tom Maior e Camisa Verde e Branco, ecoando diferentes enredos junto às comunidades das agremiações, responsáveis por criar as alegorias que enfeitam a passarela uma vez ao ano. Enquanto o público acompanhava a passagem de uma das maiores celebrações coletivas, entre fantasias e muita festa, a disputa do dia dos desfiles quase ficou em segundo plano.

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No meio de quem foi apenas para apreciar, o CARNAVALESCO também marcou presença para acompanhar de perto os desfiles e sentir a reação do público nota a nota, ala a ala. Conversando com quem aproveitou intensamente o sábado de apresentações, ao longo da noite, os espectadores falaram sobre a emoção de estar no sambódromo, o orgulho pelas escolas e a energia que só o desfile ao vivo proporciona.

“Acho que o carnaval está mostrando muita representatividade da mulher negra, e isso está sendo muito importante para nós, que não temos caminho dentro da sociedade. Então, é importante trazer o poder da mulher negra dentro do nosso país, porque a mulher negra está perdendo seu espaço. Assim, eles trazem para a avenida o poder e a representatividade que a mulher negra tem”, diz Adriana Domingues, 41.

adriana povofala

Para quem chegou cedo e viu desde o início, o sentimento foi de expectativa renovada a cada escola que entrava na pista, observando de perto toda a festa, como para Thalyta Andrade, 39, que acompanha todos os anos.

Thalyta

“A experiência aqui no Anhembi é maravilhosa. O carnaval emana uma energia incrível. Muitas pessoas juntas, felizes, transbordando alegria, amo isso daqui. Sou de São Paulo, sou cria da Zona Norte, já desfilei muito, já vim para assistir muitas vezes; sempre que posso, todos os anos eu venho para prestigiar o Carnaval de São Paulo”, contou a apaixonada por carnaval.

Já os mais fiéis, que vestiam as cores de suas agremiações, relataram a experiência de ver sua escola do coração cruzar a avenida.

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“Tenho 16 anos de Mocidade Alegre, e este enredo é um enredo muito importante, que fala de uma mulher preta ativista. Este desfile tinha muito amor, tinha muita emoção, tinha muita verdade, muita representatividade. E eu, como uma mulher preta, estou muito orgulhosa. Ontem eu desfilei em duas escolas do Grupo Especial e, assim, o nível está altíssimo, a competição está igualada. As escolas têm trabalhado muito, as escolas têm se estruturado, têm se preparado para o carnaval. Então, cada escola que passa nessa passarela, cada uma conta uma história, e conta uma história muito bem elaborada. E eu estou muito orgulhosa de fazer parte do carnaval de São Paulo”, diz Clay Cristine Inácio, 49, desfilando pela Mocidade Alegre, mas que vive o carnaval em demais agremiações.

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Para Marcos Alexandre, 43, é também um momento de viver a alegria da avenida; fazer parte do público também é estar junto das escolas enquanto torcedor: “É a segunda vez que venho, gosto bastante de vir assistir aos desfiles. E o carnaval, para mim, vem melhorando a cada ano. Achei as escolas bastante luxuosas. A gente fica feliz de poder também estar desse lado curtindo e gritando, torcendo por todas”, ele afirma.

Entre uma apresentação e outra pelo Anhembi, o sábado confirmou o que o público já sabe: o carnaval é feito por um grande espetáculo na avenida, mas também pelo que gera de emoção nas arquibancadas.