A Imperatriz definiu os quatro sambas que irão para a semifinal, com o corte das obras de Luizinho das Camisas e Renan Gêmeo. A Rainha de Ramos levará para a Sapucaí, em 2026, um enredo em homenagem a Ney Matogrosso, um dos maiores artistas do país, com o enredo “Camaleônico”, do carnavalesco Leandro Vieira. A escola será a segunda a desfilar no primeiro dia de apresentações, no domingo, 15 de fevereiro.
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Parceria de Hélio Porto: A parceria que abriu a noite em Ramos foi a de Hélio Porto, Aldir Senna, Orlando Ambrósio, Miguel Dibo, Marcelo Vianna e Wilson Mineiro, que contou com Igor Sorriso e Charles Silva comandando a apresentação, além de Igor Pitta e Tuninho Jr. como apoios durante o tempo no palco. A performance teve destaques na noite em Ramos. Com refrões fortes e de fácil assimilação, além de letra e melodia envolventes, recheadas de referências diretas à discografia do homenageado, o samba passou bem cadenciado, com muitos bons momentos. Entre eles, os versos “Canto com alma de mulher/Arte que sabe o que quer”, que trazem uma melodia diferenciada e chamam atenção logo na primeira parte, antes de prosseguir para o refrão do meio. Outro ponto foi a melodia inspirada em Balada do Louco, de Ney, no início da subida para o refrão principal: “Eu juro que é melhor se entregar/Ao jeito felino provocador/Devoro pra ser devorado/Não vejo pecado ao sul do equador”, que cumpre muito bem o papel.
Parceria de Gabriel Coelho: Com Igor Vianna, Nêgo e Chicão comandando muito bem a apresentação, o samba de Gabriel Coelho, Alexandre Moreira, Guilherme Macedo, Chicão, Antônio Crescente e Bernardo Nobre foi o segundo a se apresentar na quadra da Rainha de Ramos, na sexta-feira. A obra foi bem cantada pelo público durante toda a apresentação. Com pegada forte e constante, o samba se destacou na segunda parte, exaltando os sucessos de Ney e trazendo a repetição “Se joga na festa, esquece o amanhã/Minha escola na rua pra ser campeã!”, que funcionou bem antes do refrão principal, este bastante animado e com referências a “Eu quero botar meu bloco na rua”. A primeira parte também trouxe força poética, numa busca pela essência da pessoa e do artista, como mostram os versos: “Sou meio homem, meio bicho/O silêncio e o grito/Pássaro, mulher/Que pinta a verdade no rosto/Traz a coragem no corpo/E nunca esconde o que é”.
Parceria de Jeferson Lima: A obra de Jeferson Lima, Rômulo Meirelles, Chico De Belém, Mirandinha Sambista, Alfredo Júnior e Tuninho Professor foi a quarta da noite. Com Wander Pires como voz principal, o samba teve passagem potente e animou a quadra. Os refrões foram o ponto alto da apresentação, em especial o do meio, com os versos: “Um bandido corazón… traiçoeiro!/Cavaleiro e cigano… bandoleiro!/O feitiço liberta anjos desiguais/Às feridas abertas, o viço dos ideais”. Outro grande momento veio na segunda parte, com a melodia e os versos: “Eu vou botar meu bloco na rua/A festa é sua… delírio, prazer/Pro sol despertar a vida tão nua/E o dia, feliz, nascer”. Eles se destacam antes da referência direta a Balada do Louco, que embala a subida para o refrão principal da obra.
Parceria de Me Leva: Tinga e Dodô Ananias conduziram com muita força o samba de Me Leva, Thiago Meiners, Miguel da Imperatriz, Daniel Paixão, Herval Neto e Jorge Arthur, quinto da noite em Ramos. O grande destaque da obra foi o refrão principal: “Hei de tocar corações/Provocar nas canções/Uma nova diretriz/Porque seu canto me traz a lembrança:/Dizem que sou louco pela Imperatriz”, que brilhou junto da repetição anterior: “Não existe pecado abaixo da linha do equador/Seu juízo rasgado, você libertário, riacho de amor”. Outro ponto de força veio na segunda parte do samba, com os versos “Verdade pra cantar/A Rosa que jamais perfumaria/E o dom de originar/Um clamor em tom de ironia/Jurei mentiras e sigo adiante/Latino é o sangue que resiste às feridas”. A melodia, interessante e bem construída, foi acompanhada por muitos presentes na quadra, reforçando a boa recepção da obra.