Na madrugada do dia 14 de fevereiro, o Sambódromo do Anhembi brilhou com a passagem da Dragões da Real, que apresentou ao público o enredo “Guerreiras Icamiabas — Uma Lendária História de Força e Resistência”. A temática exaltou a força ancestral de mulheres protetoras da floresta amazônica, conectando história, natureza e resistência em um espetáculo que reverberou emoção em cada ala e cada ritmo.

Entre os destaques da noite esteve a cantora Lexa, homenageada como madrinha de bateria, que deixou sua marca de presença em meio à potência dos ritmistas e da comunidade tricolor.
“A alegria é muito grande. Eu sou madrinha da bateria e a bateria foi incrível. Toda a junção, eu e as meninas, eu e a bateria, eu e o mestre… foi tudo muito especial. Tudo encaixou. A gente flutua hoje aqui.”
O encontro entre a batida dos tambores e a entrega de Lexa foi um dos momentos mais comentados da noite, traduzindo não apenas a energia da escola, mas também o amor pela festa mais popular do Brasil.
“É diferente do Rio de Janeiro, mas é o diferente que é bom, porque carnaval é bom sempre. É um carnaval lindo, tão lindo quanto. A galera aqui de São Paulo é muito receptiva. O Carnaval de São Paulo é muito lindo.”
FIGURA, SIMBOLISMO E CONEXÃO COM O ENREDO
A fantasia de Lexa reforçou ainda mais a narrativa apresentada pela escola, conectando estética e conceito de forma poética e visual:
“Eu vim como a sentinela da mata. A sentinela da mata é a proteção da mata. Por isso eu coloquei esses efeitos especiais na mão, pra trazer exatamente essa energia de magia e proteção”.
E a intensidade do desfile só se revelou por completo após o encerramento da apresentação.
“A gente flutuou. Eu nem senti. Eu senti agora que eu parei. Tirei a cabeça e agora tô respirando. Que delícia. Meu pé não tá doendo”, brincou.
Com a confiança lá no alto e o desejo de viver novamente momentos como esse, Lexa deixou claro que voltaria à avenida sem pensar duas vezes:
“A confiança tá lá em cima. Estou acreditando muito. Se chamar de novo, eu vou de novo.”
O desfile da Dragões da Real não só resgatou as lendas das Icamiabas como também consolidou uma noite de forte presença feminina, enraizada na resistência e na conexão com a natureza. Uma celebração que ficará na memória do público e da própria comunidade da escola.










