A Unidos da Tijuca encerrou a segunda noite de minidesfiles trazendo uma nova energia para a escola. Há um sentimento de confiança de que a agremiação possa retomar seu nível de desfiles até meados da década passada, e essa confiança se refletiu em uma comunidade aguerrida e uma escola organizada.
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O enredo sobre Carolina Maria de Jesus é um dos mais fortes do ano e foi bem explorado pela azul e amarelo em alas coreografadas que transmitiram a luta e a garra da homenageada. A comissão de frente veio carregada de teatralização, assim como algumas alas que se comunicaram bem com o público, o que gerou um crescimento no rendimento à medida que a escola avançava na pista. Foi uma apresentação agradável e forte.
COMISSÃO DE FRENTE

Ariadne Lax e Bruna Lopes montaram uma apresentação muito competente, com coreografia de impacto retratando o grito contra as agruras de todas as próximas Carolinas. O forte desempenho da comissão, em conjunto com uma imagética interessante, recebeu aplausos do público presente. Uma comissão emocional, de uma força incrível.
MESTRE-SALA E PORTA-BANDEIRA
Matheus André e Lucinha Nobre exibiram um bailado correto e com uma dança mais aproximada entre os dois, em uma apresentação marcada por algumas coreografias, como a valsa na segunda parte do samba.

Junto dessas coreografias, o casal mostrou um bailado mais tradicional e obteve um bom resultado. Em seu terceiro ano juntos na Tijuca, é nítida a evolução e o maior entendimento entre ambos.
EVOLUÇÃO

A Tijuca apresentou uma melhora no ritmo da evolução com o passar do minidesfile, já que a receptividade do público foi esquentando à medida que a escola explicitava seu enredo. No início, a evolução ocorreu de forma mais arrastada, o que foi corrigido ao longo da apresentação. Um destaque no quesito foi a organização da agremiação, com espaçamentos bem definidos entre as alas.
HARMONIA E SAMBA
A escola viveu em harmonia e canto o mesmo processo observado na evolução: quando se assentou, logo explodiu, após um início fraco, também porque, nos primeiros minutos, o microfone de Marquinho Art Samba apresentou falha de som e sua voz ficou baixa, logo voltando ao normal.
Dentro da normalidade, a agremiação mostrou um canto forte, como um clamor, devido à história de Carolina de Jesus. E potencializando esse desempenho, um excelente samba, um dos melhores do ano. Muitos trechos inspirados de narrativa, como:

“Me chamo Carolina de Jesus, dele herdei também a cruz, olhem em mim, eu tenho marcas, me impuseram sobreviver, por ser livre nas palavras, condenaram meu saber, fui a caneta que não reproduziu a sina da mulher preta no Brasil”.
Uma letra de altíssimo nível e uma melodia aguerrida construíram essa grande obra.
OUTROS DESTAQUES

A rainha Mileide Mihaile esteve presente no minidesfile e monopolizou atenções à frente da bateria “Pura Cadência”, exibindo samba no pé e carisma.
Como já é de costume, mais uma grande apresentação da bateria comandada por mestre Casagrande, com bossas mais convencionais e total manutenção rítmica em todo o minidesfile.










