A Viradouro entrou na avenida com a missão de homenagear um dos maiores nomes da história do carnaval: Moacyr da Silva Pinto, mais conhecido como Mestre Ciça, e conseguiu emocionar toda a Sapucaí. Um desfile a altura de tudo o que o homenageado merece.

FOTO: Mariana Santos/CARNAVALESCO
Desenvolvida e coreografada por Priscilla Mota e Rodrigo Negri, o “Casal Segredo”, a comissão de frente contou toda a história e trajetória de Ciça no samba. O ponto alto foi quando o apito do mestre vira o arco da Praça da Apoteose e, do meio, Ciça é erguido bem alto, com uma grande explosão na arquibancada e enormes serpentinas pintando as arquibancadas dos setores embaixo dos módulos de vermelho e branco.

“Foi muito difícil esconder esse segredo de que ele vinha na comissão. Acho que fizemos história”, disse Rodrigo em entrevista ao CARNAVALESCO.

O casal de mestre-sala e porta-bandeira, Julinho Nascimento e Rute Alves, trouxeram o pioneirismo da “Deixa Falar”, escola que daria origem ao Estácio, pioneira como escola de samba. A fantasia misturava realeza e ancestralidade nos tons de dourado e palha.

“O Ciça sempre foi muito merecedor dessa honraria e conseguimos fazer jus ao que ele é e merece”, declarou Ruth.
Outro grande destaque foi quando do alto da última alegoria, a bateria da Viradouro foi simplesmente ovacionada por todos os setores da Avenida. Emocionadíssimo com tudo o que viveu, o homenageado tentou resumiu o presente que recebeu na Viradouro tendo sua vida retratada na Sapucaí.

“Fizemos desfile de campeão. A emoção e o samba venceram. Tenho muito orgulho de ter participado disso no maior carnaval do mundo”, disse.










