Quem já teve a oportunidade de ver um ensaio da Acadêmicos de Niterói presencialmente ou assistir a algum vídeo nas nossas redes sociais já reparou na felicidade de Emerson Dias, intérprete da agremiação, ao puxar o samba-enredo de 2026. Com enredo de Tiago Martins e composição de Teresa Cristina, André Diniz, Paulo César Feital, Fred Camacho, Junior Fionda, Arlindinho, Lequinho, Thiago Oliveira e Tem-Tem Jr, a homenagem ao presidente Luís Inácio Lula da Silva, intitulada “Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”, tem movido debates, paixões e empolgado os foliões. Emerson define como uma “comoção”.

“A comoção, o povo cantando, a resposta que vem, a energia que vem da arquibancada, da galera comprando barulho, vindo pra dentro, isso não tem preço”, define o intérprete.
A carreira de Emerson Dias passou pela Acadêmicos da Grande Rio e pela Acadêmicos do Salgueiro, no Grupo Especial, e a última escola que defendeu foi a Botafogo Samba Clube, na Série Ouro, em 2025. Mas o Carnaval 2026 já se anuncia diferente para o cantor. Neste ciclo, ele percebe que furou a “bolha” carnavalesca, e isso pode gerar uma mudança em sua vida.
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“[Esse samba] está alcançando outras esferas que vão muito para fora apenas do bloco dos sambistas. Uma postagem nossa dá 600, 700 mil visualizações, dá 10 mil comentários. Isso, para nós do carnaval, é muito, é muito legal. Muito importante, porque atrai novas pessoas, atrai novos interesses. Eu acho que esse é o legado que a gente vai deixar com esse enredo daqui pra frente”, declarou Dias.
Fãs e haters
Nas redes sociais, furar bolhas, ou seja, chegar a novos públicos, permite que se multipliquem pessoas com opiniões mais diversas e discursos de ódio. Com Lula como homenageado, as mídias da Niterói têm sido ambiente de crítica e debate político. Ao levar em consideração a pesquisa Quaest de novembro, o presidente do Brasil tem aprovação e reprovação em empate técnico, sendo 47% os que aprovam e 50% os que reprovam, com margem de erro de dois pontos percentuais.
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A percepção de Emerson é mais positiva sobre os usuários que preferem comentar os posts da azul e branca, e os seus, com raiva e ódio: “Eu não ligo. Quanto mais falam, mais crescemos; quanto mais falam, mais o povo canta, mais o Brasil nos abraça. Hoje a gente vive numa polarização muito grande; tem um lado que não gosta, mas tem um lado muito maior que gosta”.
Também no contexto das redes sociais, Emerson se diz indiferente a quem o rotula como “bolsonarista” ou “lulista”.
“Para mim, isso é indiferente. Eu estou aqui para cantar. Eu sou Lula, eu sou tudo. Eu sou vascaíno”, brincou o intérprete.
Lula virá?
Como a presença do presidente Lula ainda não foi confirmada, o que fica na comunidade da Acadêmicos de Niterói e entre os foliões ansiosos é a expectativa de ver o homenageado no desfile. Para Emerson Dias, é uma certeza que ele virá e será uma das maiores aberturas do Grupo Especial dos últimos anos.
“Eu tenho certeza de que ele virá e que vai ser uma emoção muito grande. Vai ser uma abertura de carnaval, de desfiles, como há muito tempo não se via, principalmente pela popularidade do samba e a facilidade”, projetou Emerson.
A Acadêmicos de Niterói fará sua estreia no Grupo Especial no domingo, 15 de fevereiro, sendo a primeira escola a desfilar, seguida de Imperatriz, Portela e Mangueira.









