O adeus de uma das grandes portas-bandeira da Marquês de Sapucaí. Lucinha Nobre, ícone da defesa de pavilhão no carnaval carioca, anunciou que não estará mais em atividade nos desfiles oficiais após a participação no Carnaval 2026 pela Unidos da Tijuca. Sua mensagem de despedida nas redes sociais, especialmente no perfil @lucinhanobre10 no Instagram, expressou agradecimento à trajetória, ao amor pelo samba e ao carinho do público ao longo de mais de quatro décadas de avenida, num post que emocionou fãs e colegas de profissão.

A carreira de Lucinha Nobre começou ainda jovem no universo das escolas-mirins, passando por Aprendizes do Salgueiro, até se tornar, aos 16 anos, porta-bandeira profissional, um feito que a consagrou rapidamente como referência no quesito. Ao longo de mais de 40 anos de avenida, ela desfilou por algumas das principais agremiações do Carnaval carioca: Mocidade Independente de Padre Miguel; Portela; Porto da Pedra; e, por fim, por Unidos da Tijuca, escola pela qual escolheu seu último desfile na Marquês de Sapucaí.
Referência incontestável no quesito, Lucinha recebeu ao longo de sua carreira inúmeras premiações e reconhecimento do público especializado. No último ciclo, defendeu o pavilhão tijucano ao lado do mestre-sala Matheus Miranda, levando técnica, presença e emoção à avenida com repertório de giros marcantes e condução segura do símbolo maior da escola. Diferente de muitos que se afastam gradualmente dos holofotes, a porta-bandeira optou por comunicar sua decisão de forma direta, compartilhando com seus seguidores reflexões sobre o amor ao samba, as memórias vividas e a gratidão por tudo que viveu no universo dos desfiles.

A despedida de Lucinha não é apenas a saída de uma porta-bandeira brilhante, mas o encerramento de um capítulo intenso da história do Carnaval carioca, um legado que transcende técnicas de bailado e pontuações, e que se traduz na inspiração que deixou para gerações de sambistas. Sua trajetória na avenida, marcada por escolas diferentes e momentos emblemáticos, deixa uma marca indelével na tradição do samba-enredo. Enquanto sua dança deixa oficialmente a Avenida, a lembrança dessa artista seguirá pulsando no coração de cada sambista.










