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Debaixo de chuva constante, Tijuca conta com a garra da comunidade para fazer mais um ensaio com alto rendimento no canto

Faltam menos de três semanas para os desfiles do Grupo Especial. Agora, cada segundo conta muito. E nem chuva e nem nada, pelo visto, ia impedir a Tijuca de realizar o ensaio na última quinta-feira na V1, via próxima a quadra da agremiação na Francisco Bicalho onde a escola do Borel realiza seus treinos. Com o ensaio técnico na Marquês de Sapucaí batendo a porta, a comunidade compareceu, obviamente em um número mais reduzido devido à chuva, mas ainda assim em quantidade bastante relevante, e, mais do que isso, o alto rendimento do canto apresentado em ensaios anteriores não caiu. A escola teve mais uma vez grande destaque para a harmonia, graças a outro bom trabalho do carro de som em conjunto com a bateria “Pura Cadência”, de mestre Casagrande. A frente da escola o primeiro casal Matheus André e Lucinha nobre não fugiram do compromisso e se fizeram presentes com chuva e tudo, claro, se poupando um pouco mais para o grande dia, por isso, não parando para simular a apresentação na cabine, desta vez, mas brindando quem foi acompanhar o ensaio nesta noite chuvosa de quinta-feira com alguns passos do bailado mais tradicional. O diretor de carnaval Marquinho Marino explicou a importância da Tijuca ter mantido o ensaio mesmo com a chuva, que apesar de não ser forte, esteve presente durante todo o treino.

“O importante é preparar o componente, porque no campo de jogo você vai ter sol, chuva, lua, sereno, você não tem como prever o que vai acontecer no dia. O componente tem que treinar de todas as formas, dá mais resistência, cria-se uma situação de a pessoa dar o algo a mais, se sobressair, foi importante demais, esse ensaio de hoje, pode não ter sido o melhor dos ensaios, nem o ensaio mais cheio, mas eu estou super satisfeito, porque, no meu entendimento, todos os segmentos, todo o processo de trabalho, vai funcionar com chuva ou qualquer outro clima”, avalia Marino.

O diretor ainda ressaltou que acredita que a Azul e Amarelo do Borel está no caminho certo. Faltando poucos dias para o ensaio técnico na Marquês de Sapucaí, que será realizado no próximo domingo, Marino vê a agremiação forte e com diferentes destaques.

“A Tijuca está no caminho certo, com o que preparamos dentro do barracão e com essa entrega dos componentes. Eu destaco muito hoje a bateria, foi sensacional, o trabalho de harmonia tem sido muito bom desde o começo, o carro de som, e os componentes compraram o barulho. Estou muito feliz, vejo a Tijuca chegando em um ponto bom e vamos para o ensaio técnico preparado, espero que não aconteça nada de errado lá, mas é na hora que a gente vê, e a escola está muito mais preparada para o ensaio técnico de domingo agora do que estava preparada para a data original que seria e que acabou sendo adiada. Acho que isso pode ser sorte de campeã”, brinca o diretor.

O intérprete Ito Melodia também destacou a força da comunidade para cantar e evoluir, mostrando grande expectativa por uma grande apresentação da escola no ensaio técnico de domingo no Sambódromo.

“Deu para perceber hoje a garra do componente, que veio aqui viu, a união e a força que está essa comunidade, junto com a Pura Cadência do mestre Casagrande, o canto escola, o canto do carro de som, uma sintonia muito perfeita e é isso que nós vamos fazer domingo no ensaio técnico. Vamos emocionar e pisar na Passarela do Samba com muita vontade mostrando que a Tijuca está preparada para disputar o título sim. Nós temos samba, nós temos enredo, temos canto, barracão, fantasia, temos cantores, temos comunidade. A escola está seca esperando por esse momento. Faça sol ou faça chuva a Tijuca vai pisar com o pé direito na Sapucaí”.

Em 2024, a Tijuca levará para a Marquês de Sapucaí o enredo “O Conto de Fados”, do carnavalesco Alexandre Louzada, e vai ser a quinta escola a desfilar no domingo de carnaval.

Harmonia

O grande destaque da noite. O canto foi levado pelo componente com intensidade, alegria, espontaneidade e constância desde o primeiro acorde até quando os foliões chegavam na reta final de desfile e eram cumprimentados pelo diretor de harmonia Fernando Costa e pelo diretor de carnaval Marquinho Marino. Mesmo com a chuva que não deu trégua em nenhum minuto, a comunidade deu uma resposta muito positiva e manteve o alto rendimento dos ensaios anteriores. Até as alas coreografadas, é importante dizer, mantinha a intensidade e constância do canto.

O carro de som teve papel fundamental mais uma vez. O time de vozes que acompanha Ito Melodia, formado por cantores experientes como Maninho e Tem Tem Tem Jr, deu muita vibração ao samba e vigor, força. Com isso, Ito mais uma vez teve tranquilidade e liberdade para ser Ito. O intérprete mexeu com a comunidade, fez seus cacos, chamadas e o samba manteve andamento e foi levado de uma forma alegre. O diretor de carnaval Marquinho Marino, que chegou na escola para o carnaval deste ano, avaliou que o trabalho de harmonia da Tijuca já vem de muitos anos e revelou que procurou interferir neste aspecto no mínimo possível.

“A comunidade da Tijuca é muito forte. Quando eu vim para cá eu vim ciente que o trabalho de evolução e harmonia na Tijuca é muito forte. Os componentes sabem o que fazem. Sendo bem sincero, eu não tive uma introdução tão grande de trabalho nesta questão porque eu acho que é uma escola que já vem bem preparada. Levei a minha contribuição, é lógico, mas acho que o trabalho do Fernando Costa, dos ‘harmonias’ com os componentes, é um trabalho de muitos anos e é bem feito. Busquei só contribuir naquilo que achei que ainda poderia melhorar. Mas essa parte entendi que se eu me metesse muito, poderia atrapalhar, estou feliz com isso. A escola anda por si só. Os setores dominam muito bem suas partes. O Fernando Costa, o mestre Casagrande, o Ito que caiu como uma luva”, analisa o profissional.

Evolução

Em um ensaio mais curto, a chuva atrapalhou um pouco a avaliação da evolução, até mesmo por parte dos diretores da escola. Sem a comissão de frente, e com o casal mais contido, os profissionais da escola não puderam simular de forma mais realista as paradas que a escola deve fazer. Ainda assim, a bateria entrou e saiu do recuo de forma eficiente e o deslocamento dos componentes se deu de forma ordeira, mas espontânea, sem filas rígidas. Não se observou buracos ou alas invadindo o espaço das outras.

As musas também apresentaram um bom deslocamento e preencheram bem o seu espaço. Pôde-se observar diversas alas coreografadas, que a princípio não interferiram tanto na espontaneidade da escola, trazendo, ao contrário, efeitos interessantes para o desfile, pontuando o samba e de acordo com a temática do enredo, sendo de fácil assimilação e entendimento o significado de cada gesto. A última alas trazia a dança típica portuguesa do “vira”, em um dos momentos os integrantes da ala se uniam no centro e depois cada membro voltava a preencher os espaços em fila. Algumas alas faziam gestos bem característicos para ilustrar o samba no “gira baiana” e “põe no balaio”.

Samba-enredo

O samba da Tijuca tem atendido bem a proposta da escola, com dois refrãos mais chicletes que ficam na cabeça, a obra da Amarelo-ouro, Azul-pavão tem colocado no ensaio uma pitada a mais de alegria. O samba é para cima e tem permitido, inclusive, que algumas alas coreografadas consigam desenvolver seus passos em cima da letra da composição. Além disso, a primeira parte é bem valente, pra frente e ajuda o componente a se manter no vigor do canto e na alegria, dessa forma,a cabeça da obra permite que a música flua, que o samba ande. Importante fazer mais um destaque para o andamento colocado por mestre Casagrande na “Pura Cadência” que manteve a explosão que tem a composição sem ficar corrida. Ito também parece ter se dado muito bem com a obra, pois lhe permite colocar na interpretação toda a sua alegria e irreverência. Outro ponto que tem se visto no ensaio é a facilidade de assimilação do samba, é bem intuitivo. A única coisa a se colocar de diferente é que para alguns gostos talvez falte um pouco mais de força na parte de melodia.

Outros destaques

A ala de passistas, coordenada por Leyla Barros, apresentou espontaneidade característica de passistas, mas também coreografia em alguns momentos. No esquenta Ita Melodia fez todo mundo começar a entrar no clima do ensaio, mesmo com chuva, e não deixou ninguém ficar parado com o icônico”É segredo”, que além de bom samba, traz lembranças maravilhosas para escola de um passado não tão distante vitorioso. O diretor de carnaval Marquinho Marino mais uma vez esteve entre as alas animando e brincando com os componentes que respondiam com boa evolução e canto.

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