A carnavalesca Rosa Magalhães deixou seu legado não só no Salgueiro, como em todo universo carnavalesco. Neste ano, a agremiação apostou no enredo “A delirante jornada carnavalesca da professora que não tinha medo de bruxa, de bacalhau e nem do pirata da perna-de-pau”, celebrando a vida de uma das maiores carnavalescas do Brasil e suas produções artísticas.
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A última alegoria, “Eis a flor dos amanhãs: A filha da Revolução”, retrata o seu retorno ao Salgueiro, com referências à Revolução Salgueirense, Fernando Pamplona e Arlindo Rodrigues, além de referenciar sua coroação.

Teresa Falcão, diretora de teatro de 61 anos, decidiu participar do desfile deste ano pela homenageada, que era sua amiga. Ela se sentiu honrada em ter a oportunidade de participar desse momento em que a Sapucaí toda celebrará a vida de sua amiga.

“A Rosa é uma grande carnavalesca, na verdade uma grande artista que o Brasil tem, porque o legado dela fica aqui e isso é uma das coisas mais bonitas do samba quando fala do legado da Rosa, que formou tantos carnavalescos, que deu tanta alegria. É uma honra imensa estar nesse carro, fazer parte da vida da Rosa de alguma forma e saber que a Rosa fez parte da minha vida”, declarou Teresa.
O atual carnavalesco da Beija-Flor de Nilópolis, João Victor Araújo, de 41 anos, foi um dos amigos de Rosa presentes no carro. João conta que dividiu o carnaval de 2023 com a carnavalesco, na Paraíso do Tuiuti, que fortaleceu os laços deles.

“É a nossa matriarca. É a gente olhando para o passado, olhando para ela como uma pioneira, sabe, das artes visuais do Carnaval. Se hoje eu sou, se hoje nós somos, é porque a Rosa foi. A Rosa merece, é digna de todas as homenagens. Se a Rosa for enredo o ano que vem, estarei aqui novamente. Se ela for enredo em 2028, estarei aqui novamente, porque ela tem histórias para mais de 10 carnavais”, afirmou João Victor.
Poliana Rodrigues, relações internacionais de 31 anos, desfila no Salgueiro há 2 anos e afirma que foi um acerto muito grande do carnavalesco em homenageá-la.

“O trabalho que é feito com a gente é sempre muito sério, de passar todas essas informações pra gente, porque e a gente sabe que não é só estar aqui em cima e cantar o samba. A gente sabe tudo que isso representa, todas essas pessoas que estão aqui. Eu acho que a gente viu nos ensaios o samba crescendo e culminando aí no último ensaio técnico que a gente sustentou cantando o samba por mais de 10 minutos e foi catártico, muito emocionante, muito bonito, e eu acho que é isso que a gente vai ver na noite de hoje”, disse Poliana.
O diretor de teatro, João Batista, de 64 anos, desfilou no Salgueiro há muitos anos e retornou neste ano para homenagear sua colega de trabalho, Rosa Magalhães. Ele destaca a importância da agremiação em escolher celebrar a vida dela, uma vez que foram eles que iniciaram a revolução no carnaval.

“Eu sinto a coisa que o samba fala, do legado da Rosa de uma forma muito forte. Trabalhei com a Rosa em mais de 20 desfiles fazendo coreografia, carros teatralizados e acho que o legado dela está muito presente nesse desfile todo. Pelo que eu vi passar nos carros, acho que ela vai estar muito presente e deve estar muito feliz onde estiver”, contou João.
Celebrar a vida de Rosa, é celebrar o carnaval, é celebrar o protagonismo das mulheres e a Marquês de Sapucaí como um grande palco de aprendizagens, arte e festa.










