
Após um período dedicado a questões pessoais e familiares, Déo Pessoa está de volta ao comando do Grupo de Acesso do Rio, agora na Liga-RJ, que é entidade responsável pelos desfiles da Série Ouro no carnaval carioca. O retorno do dirigente ocorre em um momento estratégico de transição, impulsionado por um convite direto das agremiações. Ele explicou que sua ausência foi necessária para “cuidar da família, vivenciar mais o lado familiar e cuidar dos negócios pessoais também”. No entanto, o apelo das escolas de samba e o desejo por novos objetivos o trouxeram de volta à linha de frente.
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“Decidi voltar por desafio. É algo que eu gosto de fazer, é conquistar, buscar desafios novos e eu acredito que esse é um momento importante para isso”, afirmou o presidente.
Um dos pontos centrais da nova gestão é a viabilização da Cidade do Samba 2 (Fábrica do Samba), projeto considerado fundamental para o fortalecimento logístico das escolas da Série Ouro. Questionado sobre a viabilidade de barracões para o Carnaval de 2027, Déo demonstrou otimismo moderado.
“Eu acredito que 14 barracão vão estar prontos. Pela fala do prefeito, eu acredito, mas se não for possível, que seja pelo menos mais da metade. Essa estrutura é muito fundamental nesse momento”.
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Com a possível ascensão de três escolas para o Grupo Especial, a Série Ouro enfrenta o desafio de manter sua qualidade técnica e apelo comercial. Déo reconhece que a saída de grandes agremiações gera um impacto, mas projeta compensar com gestão.
“É uma perda que a gente considera de certo modo para a Série Ouro importante a nível de venda de ingressos… mas se a gente construir um projeto que traga transparência, visibilidade e promoção… eu acredito que a gente consiga compensar”.
Sobre o orçamento, que atualmente gira em torno de R$ 2 milhões por escola, o presidente acredita em expansão: “É possível aumentar isso… possa ser a nível de ingresso ou mesmo a nível de contrapartida por parte do poder público”.
A relação com a Prefeitura do Rio foi apontada como o pilar de sustentação dos desfiles. Relembrando incentivos históricos de gestões passadas, como a de César Maia e Eduardo Paes, Déo Pessoa defende uma “via de mão dupla”.
“A gente entende que a prefeitura é o principal parceiro do carnaval da cidade do Rio de Janeiro. Precisamos ter essa parceria para que a gente possa contribuir e promover um melhor espetáculo”.
O retorno de Déo Pessoa é visto por muitos como um movimento para reforçar a imagem da Liga. O presidente, contudo, ressalta que o objetivo não é desmerecer o que foi feito, mas renovar os ares.
“A Série Ouro tem feito bons carnavais, mas existe sempre a necessidade de uma oxigenação, de uma mudança. A minha vinda foi nesse sentido, para que a gente possa oxigenar melhor, se relacionar e buscar um melhor para o carnaval”.
Déo demonstrou satisfação com a receptividade das agremiações, interpretando o convite como um reconhecimento de seu trabalho anterior: “O que dá a entender que eu saí pela porta da frente e estou hoje de volta para representar da melhor maneira possível”.










