A quadra da Unidos do Viradouro, em Niterói, ficou pequena na noite do último sábado, para receber um dos momentos mais aguardados do carnaval carioca: a coroação de Juliana Paes como rainha de bateria. Após 17 anos afastada do posto, a atriz foi ovacionada por uma multidão que lotou o espaço e não conteve a emoção. Chorando bastante, Juliana descreveu o retorno como “um sonho realizado” e afirmou que seu “coração voltou a bater no compasso da Furacão Vermelho e Branco”.
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O retorno acontece no ano em que a escola homenageia o mestre de bateria Ciça com o enredo “Pra Cima, Ciça”. Rainha entre 2004 e 2008, Juliana volta em um momento especial, atendendo a um convite pessoal do mestre.
“Eu amo essa escola. Sempre que podia, vinha para cá, minha família ainda mora aqui. Mas o meu carinho pelo Ciça é diferente: ele é como um pai para mim, me lembra meu próprio pai, por essa coisa de proteção. Temos muitas histórias juntos e estou muito feliz de voltar justamente em um enredo sobre ele”, disse Juliana, emocionada.
Emoção da escola e o desejo antigo
Para o presidente de honra Marcelo Calil Petrus, a volta da atriz representa a realização de um desejo antigo: “Era uma coisa que a gente já queria há muito tempo. Também era um desejo do Ciça, e ela atendeu. Estamos muito felizes com isso”.
O carnavalesco Tarcísio Zanon também não escondeu a alegria: “A Juliana faz parte do enredo, mais do que simplesmente ser rainha de bateria. Ela tem uma história linda com a escola. Não posso contar nada sobre a fantasia dela, mas é um spoiler: vem coisa linda por aí. É uma honra vestir essa grande rainha, que começou aqui como passista e hoje é uma das maiores artistas do Brasil”.
Ciça realiza um sonho
Homenageado do enredo, o mestre Ciça revelou que Juliana não esperava o convite para reassumir o posto: “A Juliana já queria desfilar, mas não sabia que eu ia chamá-la para ser rainha. Ela tomou um susto, mas aceitou de cara. Ela quer viver esse momento comigo, que é meu, mas também é dela”.
Sobre os tradicionais passinhos que costumam marcar presença nos desfiles, Ciça deixou no ar: “Vai ter surpresa! Estamos fechando a escolha do samba, mas claro que vai ter.”
Uma coroação inesquecível
A noite foi marcada por emoção e nostalgia. A quadra estava lotada, reunindo torcedores, integrantes da escola, imprensa e convidados. Para o presidente Marcelinho Calil, o reencontro sela um momento histórico: “Juliana é cria desse chão. A vontade do Ciça era a vontade da escola. É um reencontro magnífico, nostálgico e, ao mesmo tempo, muito sólido. A escola está em êxtase, não teria uma rainha melhor para desfilar ao lado dele.”
Por enquanto, apenas 2026
Apesar da grande expectativa, Marcelinho deixou claro que, por enquanto, o acordo com a atriz vale somente para o Carnaval 2026: “O nosso combinado é só para este ano. A Juliana tem outros projetos e a Viradouro também tem seus caminhos. O importante é viver esse momento intensamente. Depois, a gente vê o que acontece”.
Com a quadra lotada, lágrimas, aplausos e um clima de festa, Juliana Paes foi coroada rainha de bateria da Viradouro. Seu retorno sela não apenas um capítulo marcante na história da escola, mas também reforça o vínculo de amor e gratidão que ela mantém com o mestre Ciça e com a Furacão Vermelho e Branco.