Na cadência dos tamborins e no coro forte da comunidade, o samba-enredo da Imperatriz Leopoldinense deste Carnaval tem provocado mais do que aplausos: tem despertado emoção, orgulho e memória afetiva em quem acompanha a escola de Ramos. Entre componentes, torcedores e amantes do samba, o sentimento é unânime — o enredo não apenas conta uma história, mas mexe com a alma.
Na concentração, minutos antes do desfile, a costureira Maria das Dores, de 58 anos, não segurava as lágrimas ao comentar o que sente ao ouvir o samba:

“Quando começa o refrão, eu me arrepio inteira. Parece que estou vendo minha vida passar ali, junto com a história que a Imperatriz está contando.”
Para o estudante de História Lucas Almeida, 35, o enredo tem uma força especial por valorizar raízes culturais:

“É um samba que ensina e emociona ao mesmo tempo. A Imperatriz consegue transformar pesquisa em poesia. A gente aprende cantando.”
Já o aposentado Antônio Gomes, 65, destacou a energia que vem da própria comunidade:

“Esse samba nasceu forte, mas na Avenida ele cresce. Quando a arquibancada canta junto, não tem como não se emocionar. A bateria toca com o coração.”
Fechando o coro de emoções, a passista Nilce Gomes, destacou a força do samba e do enredo que conduzem a escola na Sapucaí:

“Nosso objetivo era exaltar com verdade, com respeito e emoção. Quando vemos o público chorando, sorrindo e cantando junto, temos certeza de que vamos conseguir puxar a Sapucaí.”
Com versos marcantes e melodia envolvente, o samba-enredo da Imperatriz Leopoldinense reafirma a força do Carnaval como manifestação cultural e afetiva. Mais do que um desfile, a escola entrega um espetáculo que pulsa na memória e no coração de quem vive o samba.









