Encerrando o Grupo Especial do Carnaval de São Paulo, o Camisa Verde e Branco homenageou Exu com o enredo “Abre Caminhos”. Em um desfile que teve a emoção como componente principal, embalado por um aclamadíssimo samba-enredo, o Trevo teve problemas em relação ao cronômetro. Tanto que encerrou a apresentação com 66 minutos, um a mais que o permitido pelo regulamento.

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A reportagem do CARNAVALESCO conversou com três personagens importantes da escola da Barra Funda para saber qual a visão de cada um deles sobre o desfile da nove vezes campeã do Carnaval de São Paulo.

Marcos Costa (mestre-sala)

“Descer essa pista como mestre de sala é algo indescritível. Falei desde o começo do processo que dançaria não só por mim, mas pelos que vieram antes de mim que são tantas pessoas, a gente conhece quem luta pela nossa arte. Acho que o mínimo que a gente tinha a fazer era dar o nosso melhor para isso. A gente saiu contente, às vezes na pista rola de dar um ‘gato’ aqui, um ‘gato’ ali, mas tomara que os jurados, que não sabem a nossa coreografia, não tenham percebido”.

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Lyssandra Grooters (porta-bandeira)

“A emoção é muito grande. É o segundo ano que o Camisa vem encerrando os desfiles. O ano passado a gente encerrou na sexta, hoje a gente está encerrando no sábado. Mais uma vez, o público esperou o Camisa Verde e Branco. Isso nos deixa muito felizes, porque a gente fez um carnaval em dois meses e meio, três meses. Todo mundo viu a luta que foi, mas a gente saiu vitorioso. A gente conseguiu entrar na avenida, a gente está saindo lindamente na avenida. Isso é um motivo de orgulho, é emoção, é muita alegria. Não tem nem como descrever tudo o que senti nesse desfile do Camisa. Quero agradecer à Erica e ao João por terem me dado mais uma vez a oportunidade, também falar que o Camisa é é chão, é comunidade”

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Charles Silva (intérprete)

“O final foi tenso, a gente fica triste pelo trabalho que a gente fez o ano inteiro. Um ano exaustivo de ensaios, até porque, como todo mundo sabe, a gente correu contra o tempo. Mas o carnaval é na pista, e a gente, infelizmente, não controla algumas coisas. Ainda não sei exatamente o que aconteceu, mas provavelmente deve ter ocorrido algum incidente que levou a esse momento. Mas carnaval é isso, cara. Acho que o que importa é que a gente, a comunidade, está feliz. A gente exibiu um brilhante carnaval para quem não acreditou que o Camisa nem desfilaria, acho que a gente conseguiu fazer um grande carnaval. E acho que o que importa é isso. Agora é acertar o que tiver para acertar e voltar mais forte no que vem”