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Com primeiros setores soberbos, Dragões da Real mostra a competência de praxe e vem para a briga

Comissão de frente e casal de mestre-sala e porta-bandeira tiveram ótimo rendimento no desfile da agremiação da Vila Anastácio

Dos enredos mais aclamados do ano no carnaval de São Paulo, a Dragões da Real apresentou o desfile “A Vida é um Sonho Pintado em Aquarela”, idealizado por Jorge Freitas. Com quesitos bastante seguros e atual vice-campeã da folia paulistana, a agremiação da Vila Anastácia fez uma apresentação que, novamente e certamente, a colocará na briga pela até então inédita taça. Com 63 minutos de desfile, a instituição da Vila Anastácio chamou atenção, sobretudo, pela comissão de frente e pelo casal de mestre-sala e porta-bandeira.

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Comissão de frente

Intitulada “O Jardim do Tempo”, o quesito, literalmente, brilhou: com os componentes que atuavam no chão com roupas bastante brilhantes e coloridas (e cada um dos integrantes com uma cor diferente), a comissão de frente, novamente, teve muito destaque – algo que é rotineiro na agremiação. Coreografados por Ricardo Negreiros, eram, ao todo, oito fantasias diferentes – com destaque para o Menino e a astronave, figura presente ao longo de toda a exibição no Anhembi. Acima do tripé, destaque para a Guardiã da Aquarela, de cabelos coloridos. Em determinados momentos, o tripé soltava fumaça – e enlouquecia a arquibancada.

Mestre-Sala e Porta-Bandeira

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Atuais vencedores do Estrela do Carnaval, prêmio organizado e entregue pelo CARNAVALESCO, Rubens de Castro e Janny Moreno vieram fantasiados com a indumentária intitulada “Os Guardiões da Imaginação”. Em fato raro em escolas de samba, os figurinos eram escuros, majoritariamente na cor preta e com detalhes púrpura, dando um contraste bastante destacado com a comissão de frente – que vinha logo à frente. Em relação à parte técnica, a dupla novamente teve grande noite, cumprindo todas as obrigatoriedades e esbanjando os sorrisos e a simpatia que lhe são peculiares, além do já conhecido entrosamento entre o Casal Quarenta Mais, como ambos se autointitulam.

Enredo

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Tema de muitos elogios no pré-carnaval, a temática “A Vida é um Sonho Pintado em Aquarela” se propôs a contar o ciclo da vida utilizando como inspiração a clássica música “Aquarela”, composta a executada por Toquinho – por sinal, segunda canção brasileira mais tocada em todo o planeta. O mote foi o “descolorir” de Jorginho Freitas, neto de Jorge Freitas, carnavalesco da agremiação. E a inspiração, certamente, mexeu com o profissional. Tido como um dos maiores em tal função na história do carnaval paulistano, ele esteve em mais uma temporada iluminada. Com uma abertura e três setores muito bem definidos, a linha cronológica é bastante evidente tal qual a vida: nascimento, amadurecimento e morte.

Alegorias

Grande vedete desde quando os carros alegóricos de todas as escolas passaram a ser movidos para a Concentração, os carros alegóricos tinham algumas características comum: os quatro eram extremamente bem iluminados e acabados. O abre-alas, “Reino de Encanto e Magia”, tinha dois chassis acoplados e impressionou pela beleza; o segundo (“Um Despertar de Emocões”) e o terceiro (“Viajante do Tempo”) tinham espaço para grupos cênicos; e o quarto (“Aos Olhos do Universo: É Tempo de Recomeçar”), que também tinha integrantes coreografados, se destacou pelas esculturas giratórias e pelas cores bem mais claras que em todo o restante do desfile. De potenciais pontos de atenção, um único foi observado: no primeiro chassi acoplado, com três lindos cisnes que iam para frente e para trás, as roldanas que movimentavam as esculturas estavam aparentes – tal qual as rodas.

Fantasias

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Com diversas alas com nomes relembrando o clássico de Toquinho (como “Havaí, Pequim e Istambul”), sobretudo na primeira parte do desfile, a agremiação usou e abusou das cores ao longo de todo o desfile (mais para o final da apresentação, por sinal, a escola tinha algumas alas com nomes de cores – como, por exemplo, “A Felicidade do Amarelo”). Vale destacar a variedade em relação ao volume das indumentárias: algumas com costeiros altos e adornos de mão, outras com associação bem mais imediata.

Harmonia

Um dos quesitos historicamente seguros da agremiação novamente não decepcionou. Com um samba-enredo com alguns trechos mais melódicos, a comunidade da Vila Anastácio não deixou o canto cair em momento algum da exibição. O refrão de cabeça, em especial, era cantado em alto e bom som não apenas por quem desfilava como também por quem estava nas arquibancadas. O carro de som e a bateria, já citados, colaboraram para que a canção tivesse exibição fluida e segura. Vale destacar os apagões da Ritmo Que Incendeia na primeira passada do refrão de cabeça, feito três ou quatro vezes, respondidos com afinco por todo o Anhembi

Samba-Enredo

Se divide opiniões no universo do samba paulistano, a canção, desde a primeira apresentação fora da quadra da agremiação (no minidesfile da Fábrica do Samba), funcionou. O refrão de cabeça, sobretudo, com uma declaração de amor à Dragões, era cantado com especial empolgação. Foram determinantes para o ótimo desempenho da obra excelentes atuações de Renê Sobral e de todo o carro de som da instituição (com cantores de renome como Jorginho Soares e Mayara Souza) e da Ritmo Que Incendeia, bateria comandada por mestre Klemen Gioz – que, em 2024, conduziu uma canção criticada com primazia e, nesta temporada, soube sustentar muito bem o samba-enredo dando o brilho necessário à obra.

Evolução

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Um dos fatos que mais chamaram atenção no ciclo de ensaios técnicos no Anhembi foi, justamente, a Evolução da Dragões. Extremamente leve e sem grandes preocupações com alinhamento, a agremiação encantou no momento da preparação. E, aparentemente, a escola veio pronta para evoluir de maneira mais solta tal qual fez no Sambódromo antes do desfile oficial. Algumas fantasias mais pesadas, entretanto, pareciam dificultar a situação dos desfilantes em determinados grupos – nos que tinham indumentária mais tranquila, entretanto, a mesma leveza foi vista. O que se confirmou é que, em tal área de julgamento, a instituição. teve bom nível em toda a exibição, com a agremiação evoluindo bastante e brincando com o samba, em um quesito que não deve ser problema na apuração. Vale destacar, também, que a agremiação, após a entrada da bateria no recuo, ficou cerca de quatro minutos com um andamento abaixo do que vinha sendo apresentado – logo depois, voltou ao normal.

Outros Destaques

A corte da Ritmo Que Incendeia, bateria comandada por mestre Klemen Gioz, tinha três destaques: Karine Grum (rainha), Yohana Obyara (princesa) e Beatriz Roberta (musa).

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