A União de Maricá realizou, na noite do último sábado, na Cidade do Samba, a segunda edição do evento Maricá Faz a Festa. Além de uma grande performance dos principais segmentos da escola, a celebração contou com apresentações especiais dos artistas Arlindinho e Marquinhos Sensação, além das coirmãs Estácio de Sá e Mangueira. O CARNAVALESCO esteve presente e conversou com integrantes da agremiação sobre o encontro promovido e a preparação da escola para o grande dia do desfile. De início, o presidente da União de Maricá, Matheus Santos, destacou a importância de sediar a festa em um território tão simbólico para o samba.

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Foto: Ney Junior/Divulgação União de Maricá

“Depois do primeiro Maricá Faz a Festa, no Baródromo, trouxemos hoje esse evento para a Cidade do Samba, esse solo sagrado e templo do sambista, o que nos deixa muito felizes. É uma audácia sair da nossa cidade e fazer um evento aqui, mas sinto que Maricá precisava se fazer presente na Cidade do Samba. A cidade hoje está comprometida diretamente com a cultura, graças ao engajamento do nosso prefeito e presidente de honra. Aproveito o espaço para agradecer também ao presidente da Liesa e a todas as co-irmãs que nos liberaram para fazer esse encontro. Isso é muito importante para a gente”, disse o gestor.

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Foto: Ney Junior/Divulgação União de Maricá

Para o diretor de harmonia, Mauro Amorim, a relevância do encontro está justamente na conexão da escola fluminense com a metrópole carioca, berço do samba.

“Quase 100% da escola é de Maricá, de forma que é importante vir para o Rio de Janeiro e se fortalecer no meio do Carnaval, mostrando que Maricá é terra de samba e tem conteúdo para oferecer ao mundo do Carnaval também”, declarou Mauro.

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Foto: Gabriel Radicetti/CARNAVALESCO

É o que também pensa o mestre Paulinho Steves, à frente da bateria “Maricadência”. “O Maricá Faz a Festa é um evento que traz toda a energia da União de Maricá para aproximar a escola dos cariocas e sensibilizar os apaixonados por samba e carnaval de que temos, sim, uma comunidade e que vamos, de degrau em degrau, buscando o nosso espaço nesse mundo”, expressou Paulinho.

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Foto: Gabriel Radicetti/CARNAVALESCO

Além da busca por reconhecimento, Zé Paulo Sierra, intérprete de longa data que estreia este ano na agremiação, destacou que o episódio serve como aprendizado e crescimento para a escola fundada em 2015.

“A União de Maricá está se consolidando e se descobrindo como uma grande escola. Ela está amadurecendo, recebendo outras escolas centenárias e grandes artistas. Isso faz o fundamento de uma escola. É o início de uma história, que tem apenas 10 anos de idade e três anos na Série Ouro, mas o trabalho realizado é muito profissional, muito sério e busca inserir a escola no circuito do samba do Rio de Janeiro”, disse Zé Paulo.

Apesar da pouca idade, a União de Maricá se mostra uma das favoritas à ascensão ao Grupo Especial, apoiando-se, para isso, em uma equipe experiente e calejada, com destaque para o premiado carnavalesco Leandro Vieira e em uma rotina intensa de ensaios, como apontou Zé Paulo.

“Maricá começou seus ensaios no início de outubro. A escola já fez sete ensaios de rua e temos mais três pela frente, além do ensaio técnico. É uma quantidade de ensaios muito bacana, especialmente para a Série Ouro. Se a gente contar os ensaios de quadra e outros eventos, a gente trabalhou muito esse samba”, defendeu o intérprete.

Paulinho Steves também se mostrou confiante no trabalho de seu segmento. “A gente consegue fazer bons ensaios de rua. A bateria tem uma boa interação com a comunidade e o carro de som. Chegamos cada vez mais perto do nosso objetivo, que é atingir o máximo de aproveitamento no dia do desfile”, disse o mestre.

Uma das mais admiradas de sua geração, a rainha de bateria, Rayane Dumont, não escondeu a parcialidade ao analisar a reta final da escola.

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Foto: Gabriel Radicetti/CARNAVALESCO

“Eu, que sou nascida e criada em Maricá, sendo da comunidade, se for dar uma nota para o nosso desempenho nesse pré-carnaval, sempre vou dar 10, porque a gente sabe de toda a nossa determinação, do nosso esforço, de toda a luta para fazer um belíssimo carnaval. Todo ano a gente vem evoluindo, melhorando, vendo aquilo em que está errando e no que pode melhorar. Até por isso, a expectativa para o ensaio técnico na Sapucaí é a melhor possível”, ponderou.

Perseguindo o padrão de qualidade exibido em trabalhos anteriores, o diretor de harmonia, Mauro Amorim, por sua vez, não fugiu das cobranças à comunidade.

“Fico muito feliz com o que temos mostrado, mas também estou ciente de que ainda há muito trabalho pela frente. Somos uma escola que entra na avenida ciente do seu papel e do sonho que tem para construir. A gente espera que o nosso trabalho continue em uma crescente para realizar na avenida o que o público está esperando. Não adianta fazer um ótimo pré-carnaval e não conseguir entregar isso na avenida. A gente está trabalhando e vai trabalhar muito para entregar um belo Carnaval”, garantiu o profissional.

Apesar de uma preparação e de um histórico de desfiles de alto nível, a incerteza, é verdade, sempre paira no ar, consistindo no grande trunfo da competição — e no pior pesadelo de seus competidores.

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Foto: Gabriel Radicetti/CARNAVALESCO

“É claro que, no dia do desfile, existe uma mágica. Você pode fazer um baita ensaio técnico e um desfile mediano, ou um ensaio técnico mediano e um desfile fora da curva. Por isso, é necessário focar muito no desfile e não se desesperar com o que deu muito certo no ensaio ou com algo que deu errado, mantendo, claro, o que deu certo e corrigindo o que vem dando errado. Ontem, por exemplo, no nosso ensaio de rua, a gente evoluiu e amadureceu muito para o desfile. O segredo é manter esse foco e chegar bem, tranquilo no dia do desfile. É claro que há nervosismo e ansiedade, mas é trabalhar bem o psicológico para que a gente possa realizar no desfile o que a gente fez no nosso melhor ensaio”, comentou Zé Paulo.

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Foto: Ney Junior/Divulgação União de Maricá
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