Quarta escola a desfilar no segundo dia de desfiles, a Siri de Ramos veio para a Intendente Magalhães com o enredo “Joias do Axé” e realizou um bonito desfile, encantando o público. Porém, no fim, se atrapalhou no tempo e perderá 0,3 ponto por ter ultrapassado o limite em três minutos.
COMISSÃO DE FRENTE
A comissão, com assinatura do coreógrafo Yuri Almeida, trouxe Ogum como destaque, ao lado dos babalorixás.
A dança foi marcante, evidenciando a força do orixá na umbanda, com movimentos precisos e expressivos. No entanto, um detalhe pode prejudicar a escola no quesito: o intérprete de Ogum perdeu o adereço de cabeça e desfilou sem o item nas duas últimas cabines de jurados.
MESTRE-SALA E PORTA-BANDEIRA
O casal Diego Lucas e Dandara Luiza veio representando o fogo, que, no candomblé, simboliza a destruição daquilo que não serve mais e a abertura de caminhos para o novo, além de representar cura e elevação aos orixás.
Eles apresentaram uma dança muito bonita, com mistura de movimentos africanos que encantaram o público e renderam muitos aplausos. Já o terceiro casal enfrentou problema na indumentária durante a apresentação e precisou retirar o adereço de cabeça antes da quarta cabine de jurados.
ENREDO
O enredo “Joias do Axé”, desenvolvido pelos carnavalescos Alexandre Costa, Lino Salles e Marcos do Val, destacou a forma como as religiões afro-brasileiras compreendem o sagrado integrado tanto à vida quanto ao mundo.
O desfile iniciou exaltando Ogum e, ao longo dos setores, apresentou outros símbolos, conseguindo transmitir com clareza a proposta ao público, que retribuiu com carinho e aplausos.
EVOLUÇÃO
A evolução conseguia manter relativa tranquilidade no andamento, mas a escola se atrapalhou na reta final. Mesmo com a tradicional correria para tentar fechar dentro dos 40 minutos regulamentares, a agremiação ultrapassou o limite em três minutos, encerrando o desfile com 43 minutos e 26 segundos.
Pelas regras, cada minuto excedido representa a perda de 0,1 ponto. A penalização pode impactar na disputa pelo título e até colocar a escola na briga contra o rebaixamento para a Série Bronze.
HARMONIA
Houve boa conexão entre a bateria e o carro de som, comandado pelo intérprete Jefão, demonstrando sintonia que agradou ao público. Contudo, a maioria dos componentes não cantou o samba-enredo, que era leve e de fácil assimilação, comprometendo o quesito.
FANTASIAS E ALEGORIAS
As fantasias eram leves, bem-acabadas e visualmente bonitas, representando com clareza cada momento apresentado no enredo e agradando ao público presente.
As alegorias também se destacaram pelo bom acabamento e pela beleza visual, acrescentando impacto plástico ao desfile.
OUTROS DESTAQUES
A bateria, comandada pelo mestre Noca, apresentou segurança e bossas impressionantes. Os ritmistas, vestidos de pai de santo, contribuíram para a estética do conjunto. A rainha de bateria Andressa Almeida foi bastante aplaudida pelo público e pela torcida, esbanjando gingado e carisma na avenida.




