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Com a cara do Brasil e da Mocidade, parceria de Diego Nicolau vence a disputa de samba para o Carnaval 2024

Com essa vitória, ela irá embalar o enredo “Pede caju que dou… Pé de caju que dá!”, desenvolvido pelo carnavalesco Marcus Ferreira

Por Diogo Sampaio, Lucas Santos e fotos de Allan Duffes

O puro suco do fruto do meu amor! A Mocidade Independente de Padre Miguel abriu as portas do chamado Maracanã do Samba, que é a sua quadra localizada às margens da Avenida Brasil, na noite desse sábado, para realizar a grande final do concurso de samba-enredo para o Carnaval de 2024. Quatro parcerias chegaram nessa última etapa da competição e cada uma teve direito a cinco passadas para se apresentar, sendo a primeira sem bateria e a terceira só com o canto da torcida. A vencedora foi anunciada já na manhã deste domingo e a obra escolhida como hino oficial da agremiação foi a de autoria de Diego Nicolau, Paulinho Mocidade, Marcelo Adnet, Richard Valença, Orlando Ambrosio, Gigi da Estiva, Lico Monteiro e Cabeça do Ajax, com as participações especiais de Márcio de Deus e W. Corrêa. Com essa vitória, ela irá embalar o enredo “Pede caju que dou… Pé de caju que dá!”, desenvolvido pelo carnavalesco Marcus Ferreira. A proposta da verde e branca da Vila Vintém é abordar histórias, lendas e curiosidades da fruta do cajueiro, explorando sua simbologia tropicalista e genuinamente brasileira. Por força do regulamento, após terminar a apuração de 2023 em décimo primeiro lugar, a escola terá a missão de abrir as apresentações na segunda-feira de Carnaval, dia 12 de fevereiro, segunda noite de desfiles do Grupo Especial do Rio.

“É uma emoção indescritível. É a minha escola de coração, todo mundo sabe. Já é a sexta vez que tenho essa honra, então agradeço a diretoria, ao independente que abraçou o samba e ao sambista em geral que veio hoje aqui na quadra e cantou o samba com a gente. Nosso refrão, graças a Deus, pegou e tenho certeza que vai ser a trilha sonora da reviravolta da nossa escola. A Mocidade é a cara do Brasil”, declarou Diego Nicolau.

“Vencer na Mocidade representa vencer naquela escola que eu vi quando eu era criança, com meus sete ou oito anos de idade, brilhar com aquele branco e verde limão. Aquela escola que arrebatou todos os corações nos anos 1990. Eu tava lá, vivi aquele momento. Sempre fui São Clemente, mas naquele momento eu falei: ‘Pô, essa Mocidade é demais’. Apesar da minha paixão pela São Clemente, eu vivi aquela revolução que a Mocidade apresentou. E, desde 2019, eu venho disputando samba, mas hoje eu vi uma emoção especial, que me fez chorar, que foi ganhar um samba ao lado do Paulinho Mocidade na Mocidade. Eu acho que isso dispensa qualquer tipo de explicação racional. É um cara que aprendi a ter como ídolo. Ele foi na minha casa, compôs o samba junto comigo, abraçou a minha filha. Tanto que sempre que ela vê ele fala: ‘Vovô Paulinho’. Então, a emoção minha como pai de vivenciar isso e hoje ganhar um samba com o vovô Paulinho é um dos objetivos de vida ganhos, assim, dos muitos que podem haver”, desabafou Marcelo Adnet.

“Essa vitória tem um sabor muito especial. Foi uma parceria que, em primeiro lugar, não teve estrelismo, mesmo com vários compositores com uma bagagem imensa. Todo mundo, quando a gente se reunia, queria o melhor. E acho que a gente construiu um baita de um samba, sem vaidade nenhuma. O protagonista aqui é a Mocidade, nós somos coadjuvantes. E a Mocidade precisa resgatar a história dela. Décimo primeiro lugar não é posição para a Mocidade. Somos uma escola que sempre brigou ali em cima, nas seis primeiras colocações. A Mocidade não podia ficar refém como estava. Acho que agora começa uma outra história, um outro capítulo, não importa que a gente vá abrir o desfile de segunda-feira, a escola vem compacta, vem com chão, vem com garra, vem com um samba que vai pra boca do povo, bateria também vai dar mais um show, e com certeza a Mocidade vai fazer um carnaval brilhante para ficar tranquilo entre as seis primeiras colocadas”, garantiu Paulinho Mocidade em sua quarta vitória como compositor pela agremiação.

“Acho que nós atingimos muito bem o enredo que aliás está de parabéns. É um enredo muito bom, em que a gente consegue desfrutar de uma fruta da nossa terra, que tem muita história, que é o caju. E é algo que as pessoas muitas vezes não conhecem direito, não tem informação, muitas vezes o povo não conhece a nossa cultura”, citou o compositor Gigi da Estiva.

“É sempre uma sensação diferente, ganhar agora no é como ter ganhado as outras. É uma coisa surreal para o meu coração. Essa comunidade da Zona Oeste é apaixonante. Quem pisa aqui se apaixona e nunca mais sai. Salve a Mocidade. Muito obrigado a essa comunidade por nos ter dado essa vitória”, completou o compositor Orlandro Ambrósio.

‘Dar a volta por cima’, promete vice-presidente

Após o Carnaval de 2023, a Mocidade Independente de Padre Miguel protagonizou momentos conturbados nos bastidores. Uma disputa na política interna da agremiação resultou em uma decisão judicial que não permitia a realização de eleição da nova diretoria e nem o anúncio do enredo. Por conta disso, a escola foi a última entre as doze que compõem o Grupo Especial do Rio a divulgar o tema que levará para o Sambódromo da Marquês de Sapucaí no ano que vem. Com isso, a verde e branca só tornou público a sua proposta para 2024 em 28 de junho, após a reversão de parte do impedimento pela Justiça. Em entrevista concedida com a reportagem do site CARNAVALESCO, o vice-presidente da Mocidade, Luiz Claudio Ribeiro, comentou o cenário delicado enfrentado pela estrela-guia e como estão sendo os trabalhos visando o próximo desfile.

“A gente se preocupa muito em fazer carnaval e dar a volta por cima. Nós, da direção, assumimos a responsabilidade pelo que aconteceu no último Carnaval e desde então a gente só tem feito trabalhar. Te confesso que da parte jurídica quem pode falar melhor é o nosso departamento jurídico. A gente da administração, eu e o presidente Flávio, só pensamos em produzir um belo espetáculo, porque o independente está cobrando isso e com razão. É o nosso papel como dirigente da escola. Hoje, aqui na quadra, fizemos uma festa linda, com excelentes sambas. O enredo para o ano que vem é irreverente e estou confiante que vai mudar a tendência do Carnaval. Costumo brincar que a primeira de segunda-feira é a sétima a desfilar e tenho certeza que a escola vai com garra total. O nosso intérprete Zé Paulo tem mostrado de fato muita qualidade, muito empenho no seu trabalho, a comunidade e a escola abraçaram ele. Não tenho dúvida que o trabalho de barracão, a comissão de Carnaval e o entrosamento da comunidade vai levar a Mocidade para as cabeças em 2024”, afirmou o vice-presidente da estrela-guia.

Marcus Ferreira: ‘Tema com identificação com a escola’

Apesar do décimo primeiro lugar em 2023, o carnavalesco Marcus Ferreira segue prestigiado na Mocidade e irá produzir mais um desfile  da Verde e Branca da Zona Oeste. O artista manteve a fórmula de apostar em um enredo que traga muito da brasilidade, característica que rotineiramente alimenta seu trabalho, mas desta vez, de uma forma mais leve e mais alegre como explica o profissional.

“É um tema que tem total identificação com a escola, é muito ligado a muitos trabalhos que eu fiz, em termos de temática. É leve, é bem brasileiro. Fui campeão na Viradouro com as ‘ganhadeiras’ que tinha essa ligação com o Brasil real, com o Brasil raíz. Ano passado fizemos o Alto do Moura. O combustível desse ano é transmitir a leveza e a alegria que o carnaval precisa. Às vezes as escolas ficam muito presas a defesa de quesito, ao julgamento. Apesar de nosso enredo ser teórico, inédito, com um conteúdo bem legal, é um enredo que permite essa leveza para que a Mocidade possa vir na segunda-feira com altivez, com garra, e com peso, fundamento de carnaval”.

A colocação ruim do carnaval passado, segundo Marcus, serviu para que a escola colocasse muita coisa no lugar. O artista se diz feliz com o que a Verde e Branca da Zona Oeste tem feito para virar esse jogo, apontando a união da agremiação como um fator percebido pelo carnavalesco e que tem sido fundamental para uma mudança de perspectiva da Mocidade.

“A escola tomou um baque, e agora temos mais presença dos presidentes, do nosso patrono, permitindo a união dos segmentos. A diferença maior para o ano passado é que tudo a gente tem conversado, tem se reunido. A cada ponto do desfile para se resolver, pensando sempre naquilo que será melhor para a escola. A maior diferença para mim tem sido essa”.

Abertura em alto astral

O escritor e jornalista Fábio Fabato é quem assina, ao lado do carnavalesco Marcus Ferreira, o enredo “Pede caju que dou… Pé de caju que dá!”. Ao escolher falar sobre a fruta do cajueiro, a intenção dos dois foi retratar na Avenida um tema que fosse rico em história e rendesse bastante conteúdo para o desfile, mas que ao mesmo tempo fosse algo leve, permitindo assim abrir em alto astral as apresentações na segunda-feira de carnaval.

“O último Carnaval da Mocidade, pelo menos na minha visão pessoal, foi muito triste. E aí, olhando os enredos, olhando a natureza deles e uma vontade da gente redescobrir a alegria e a tropicalidade da Mocidade, surgiu essa ideia: ‘Poxa, por que não apostar em um fruto que seja uma espécie de síntese do Brasil?’. Ou seja, a nossa intenção é de algum modo, a partir dele, voltar a investigar o Brasil, mas com muita alegria, com muita felicidade de novo. É resgatar um espírito de felicidade da Mocidade. Esse foi o sentido, a vontade. E não posso dizer que foi fácil chegar nessa conclusão, afinal a gente mesmo se pega pensando: ‘Caramba, caju? O enredo é uma fruta?’. Mas, na verdade, é a partir dessa fruta que queremos falar do Brasil. É uma grande homenagem ao nosso país. Então, nesse sentido, não tinha um casamento melhor, pois a escola que melhor falou do Brasil ao longo da história, que soube tratar o verde amarelo como nenhuma outra, é a Mocidade. E acho que vai dar muito certo mesmo”, relatou Fabato.

Zé Paulo: ‘Estou muito feliz’

Depois de nove desfiles como a voz oficial da Unidos do Viradouro, em 2024 Zé Paulo Sierra terá casa nova. O intérprete chega à Mocidade já com a responsabilidade de cantar em uma escola por onde passaram intérpretes que construíram laços como Paulinho Mocidade, Ney Vianna e Wander Pires. Mais maduro, Zé Paulo sabe da expectativa que sua chegada gera na agremiação e procura ter um casamento perfeito, duradouro que renda muitos frutos para ambos.

“Eu estou muito feliz, é um momento de muita responsabilidade, mas também de muita alegria . Acho que  a comunidade também, toda semana que eu venho aqui sou muito bem recebido. A recíproca é sempre verdadeira entre eu e a comunidade. É um momento que a Mocidade precisava. Ela precisava de mim, e eu precisava da Mocidade. Quero fazer história aqui, ficar por muitos anos aqui, quero ser campeão por essa pessoa escola. A gente sabe a dificuldade de abrir um carnaval em uma segunda-feira, mas também sabe da grandeza desta escola e da capacidade que ela tem de conquistar um título, mesma nesta situação de ordem de desfile. Acredito muito no trabalho que está sendo feito aqui, sou muito competitivo, vejo que a escola está querendo muito. Foi um dos fatores que me fez estar aqui, e essa comunidade. Lá na quadra da Vintém a gente sente mais de perto a ancestralidade. A gente sabe o peso e o tamanho que a Mocidade representa no carnaval do Brasil. Vamos buscar mais uma estrela”.

Casal traz segurança no quesito

Dançando juntos na Mocidade desde 2020, quando Bruna Santos foi alçada ao posto de primeira porta-bandeira e Diogo Jesus retornou à agremiação, o casal tem sido uma garantia de boas notas para a escola, inclusive, sendo fundamentais nos dois últimos desfiles em que a Verde Branca teve diversos problemas em outros quesitos, salvando a Mocidade de uma situação pior na colocação. Ambos sabem do que representam e entendem esse momento de escolha da obra como fundamental para a sequência de trabalho.

“A escolha do samba é um momento muito importante de uma escola de samba, escolha do nosso hino. A gente trabalhou um pouquinho de cada samba, para não sairmos atrás e já termos algo para partir após da escolha”, explicou Bruna.

“O nosso trabalho é bem amplo, pois a nossa coreógrafa impõe para a gente sempre trabalhar com o samba ou sem. A gente sem o samba se prepara bem, até na parte física mesmo, para quando ter o samba a gente montar a nossa coreografia dentro do samba campeão. Mas, o nosso trabalho é muito amplo, nosso trabalho é magnífico. A gente já trabalha desde que acabou o último carnaval. A gente não começa nunca do zero”, entende Diogo Jesus.

Bruna enfatizou a importância do casal possuir um profissional que o acompanhe e ajude a corrigir alguns defeitos. “É muito importante a gente ter uma coreógrafa, uma pessoa que nos acompanhe no dia a dia. As vezes a gente pode fazer alguma coisa que a gente não está enxergando que está feio, errado, e o olhar dessa profissional de fora vai enxergar o que a gente não pôde ver ali dançando”, revela a porta-bandeira.

Mestre Dudu: ‘Tem que manter esse legado’

Há mais de uma década no comando da “Não Existe Mais Quente”, mestre Dudu foi um dos principais responsáveis, ao longo deste período, por resgatar a excelência e trazer de volta as principais características que tornaram a bateria da Mocidade Independente de Padre Miguel uma referência no Carnaval carioca. Prova disso é que há dois carnavais os ritmistas da verde e branca não são despontados pelo júri, tento alcançado a tão sonhada nota 40 em 2023. Para ele, este feito só aumenta a responsabilidade em cima do trabalho que deve ser realizado para o ano que vem.

“Fico muito feliz pelo momento, por esse retorno dos 40 pontos. É uma alegria muito grande que os jurados tenham enxergado o nosso trabalho, porque realmente estávamos sendo muito perseguidos. Confesso que desde 2017, na minha visão, já tínhamos que ter alcançado todas as notas 10. Quero parabenizar eles por ter olhado nossa bateria um pouco mais diferente. Estávamos merecendo isso já há muito tempo, não porque é a bateria da Mocidade, mas pelo trabalho que estamos exercendo aqui dentro. E foi bom ganhar os 40, legal, beleza, mas passou. Então, agora é o próximo carnaval. Tem que manter esse legado. Eu acho muito mais difícil. E antes disso, meu pai era quem comandava a bateria no último ano só de notas máximas. Para mim, é um peso muito grande isso, sabe? Já é um peso carregar essa bateria no colo, que já foi de mestre André, de mestre Jorjão, de mestre Coé… É complicado. Mas está o nosso retorno dos 40. É tentar manter essa excelência, que é justamente o mais difícil”, pontuou Dudu durante bate-papo com a reportagem do site CARNAVALESCO.

Outra energia na comissão de frente

O desfile de 2023 marcou a estreia do coreógrafo Paulo Pinna na Mocidade Independente de Padre Miguel e no Grupo Especial. Neste primeiro trabalho, o profissional apostou na emoção ao ter como ponto alto de sua comissão de frente as presenças de nomes ilustres na história da agremiação, como Dudu Nobre, Sandra Sá e Tiãozinho da Mocidade. No entanto, o resultado não agradou os jurados que deram quatro notas 9,8. Mesmo com essa avaliação aquém por parte do júri, Pinna acabou tendo o seu vínculo renovado com a verde e branca da Vila Vintém e seguirá no comando do quesito em 2024. Na conversa com a reportagem do site CARNAVALESCO, ele comentou sobre o último Carnaval e garantiu que tirou lições dos erros cometidos nele.

“Eu não discordo das notas desse último Carnaval. A justificativa foi coerente, de acordo com o que eles viram, que foi mais sobre o acabamento do tripé. Enfim, eu também tiraria ponto porque de fato foi algo visível, mas já passou. Agora é bola pra frente e trabalhar. Mesmo já tendo passado o nervoso da estreia, esse próximo ano acaba sendo mais difícil. O meu maior objetivo é superar as minhas expectativas, corrigir os erros, seja lá quais forem, e tentar fazer o melhor pela escola. Eu sou um coreógrafo incansável, que dou o meu melhor sempre, e vou fazer de tudo para entregar um trabalho muito maior e melhor que o anterior. Estou ansioso, confiante, acho que estou com uma outra energia, uma outra vibe, então vai dar certo, estou muito esperançoso”, afirmou Paulo Pinna.

‘Supresa’ com a Mocidade

A direção de carnaval da Mocidade Independente de Padre Miguel para o desfile de 2024 será composta por quatro integrantes. Além do carnavalesco Marcus Ferreira, que ficará responsável por toda parte de criação e desenvolvimento, o grupo conta com três crias da casa: Wilker Jorge, Vânia Reis e Marcelo Plácido. O trio terá a missão de ajudar Marcus Ferreira na recuperação da Verde e Branca da Zona Oeste após dois carnavais brigando na parte de baixo. Vânia Reis, em conversa durante a final da Mocidade apontou que a escolha da obra será fundamental para os próximos passos da agremiação. Vânia fez questão de elogiar a safra de sambas para o caranval de 2024 e a ala de compositores.

“É um momento especial para mim, essa oportunidade. Hoje é um dia muito especial. O nosso carnaval sai daqui, do dia de hoje. O carnaval depende desse sambão que com certeza nós escolhemos para a Mocidade fazer um excelente desfile e o que foi mais gostoso é que foi uma disputa muito acirrada como há muito não se via. Tinham pessoas que queriam um, outras queriam outro. A gente agradece os nossos compositores pela safra maravilhosa. Na próxima semana a gente tem reunião com os compositores vencedores. O samba já é nosso, porém se precisar fazer algum ajuste , a gente vai informar primeiro aos compositores, por isso já marcamos essa reunião. Esse é o primeiro passo após a disputa e para dar continuidade ao trabalho. Já temos marcado nossa gravação na Cidade das Artes e depois dessa gravação é que a gente vai começar os ensaios de quadra, depois de rua, o mais rápido possível para que a comunidade possa estar com o samba da melhor maneira”.

Outro membro da comissão de carnaval, Wilker Jorge está de volta à agremiação da Zona Oeste para desenvolver um trabalho mais voltado para o barracão. O profissional se disse muito feliz por esse retorno a Padre Miguel, e expressou tranquilidade quando perguntado sobre o trabalho da escola no barracão.

“Eu estou voltando para escola esse ano. Sou cria da Mocidade e esse ano tive a felicidade de retornar na comissão de carnaval sendo eu o responsável pela confecção e direção de todas as fantasias da escola, mas somos uma comissão. Todo o trabalho do carnaval é discutido entre nós e dividido entre nós. Cada um tem a sua parte, todos interagem. O barracão está sendo tocado com uma tranquilidade dentro do possível, nós estamos fazendo todo um projeto muito bonito para acontecer no carnaval. O Marcus (Ferreira) foi muito feliz junto com o  Fábio Fabato nesse enredo. Tenham certeza que vocês vão ter uma grande surpresa com a Mocidade”.

Análise das parcerias na final

Parceria do Zé Glória: A parceria de Zé Glória, Trivella, Chacal do Sax, Renilson, Mumu do Gás, Guilherme Karraz, Simões Feiju e Myngau foi a primeira a se apresentar. O intérprete Emerson Dias, do Salgueiro, comandou as vozes e manteve a animação do samba e o caráter bastante “brincado” da obra. Emerson já levou na carreira algumas composições com essas características, principalmente, nos tempos de Grande Rio. O samba até mostrou bom encaixe com o andamento da “Não Existe Mais Quente”. A torcida trouxe balões e bandeiras nas cores da escola, além de bastões iluminados e coloridos. A animação foi grande, mas o canto foi tímido mesmo na passada sem o carro de som. No restante da quadra também se observou pouco envolvimento com a música. Destaque para o refrão “Tem Cajuína na Vila Vintém”.

Parceria do Jefinho Rodrigues: Jefinho Rodrigues, Dudu Nobre, Marquinho Índio, Gustavo Clarão, J. Giovani, Lauro Silva, Prof. Renato Cunha e Luciano Chuca são os compositores do segundo samba da noite. Wander Pires comandou a obra no palco e comprovou que conhece muito de Mocidade. O samba caiu muito bem na sua voz e tem muitas características da Mocidade. A composição “casou” muito bem com o andamento da “Não Existe Mais Quente” permitindo aquela pegada tão famosa da bateria de mestre Dudu, cadenciada, sem correria, mas com força. A torcida trouxe bandeiras na cor branca além de alguns bastões luminosos. O canto foi muito bom, tanto na passada sem o carro de som como nas outras. A quadra também mostrou bom envolvimento com muita gente cantando e dançando. Apresentação muito boa. Destaque de canto para o refrão principal” A batida é a mais quente…”.

Parceria do Franco Cava: Franco Cava, Rute Labre, Eloi Ferreira, Flavinho Avellar, Victor do Chapéu, Arnaldo Rippel, Tony Negão, Breno Melo foram os terceiros a se apresentar no Maracanã do Samba. Wic Tavares e Thiago Acácio foram os responsáveis por conduzir a obra no palco. A composição mostrou uma boa afinidade com a “Não Existe Mais Quente”, mantendo a cadência e um bom ritmo. Os ritmistas tocaram a vontade. Já a torcida foi criativa e trouxe balões no formato de frutas além de bastões luminosos, e alguns colares. Os componentes tiveram um bom desempenho no canto e na animação. No restante da quadra esse envolvimento já foi um pouco mais tímido com algumas variações nas cinco passadas entre um público em alguns momentos mais animado, em outras nem tanto. Uma das partes mais cantadas foi “Quem vai querer, quem vai querer do refrão principal”.

Parceria do Diego Nicolau: A ultima obra a se apresentar foi a dos compositores Diego Nicolau, Paulinho Mocidade, Marcelo Adnet, Richard Valença, Orlando Ambrosio, Gigi da Estiva, Lico Monteiro e Cabeça do Ajax. Tinga comandou o time das vozes que contou com o apoio de Tem-Tem Jr, Diego Nicolau, além da participação de Paulinho Mocidade cantando “Eu vejo a lua no céu…” antes da apresentação propriamente dita. O grupo mostrou muita energia no palco. Teve um andamento um pouco mais pra frente, mas respeitando as características da “Não Existe Mais Quente”. A torcida trouxe balões nas cores cítricas, bandeirões e alguns balões luminosos. O canto foi um destaque da torcida além da animação durante toda a apresentação. No restante da quadra também houve uma excelente adesão do público, com uma galera se aproximando do palco para curtir a obra. Outro destaque foi a participação na torcida de alguns segmentos.

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