
A chegada de um grande profissional a uma nova equipe movimenta todo o mercado no qual tal pessoa está inserida – e é claro que no Carnaval não é diferente. A chegada de Paulo Barros à Estrela do Terceiro Milênio se encaixa em tal situação – a começar pela própria escola. Diversos profissionais da Coruja já se mostram bastante animados para desenvolver o projeto ao lado do tetracampeão do Grupo Especial do Rio de Janeiro. O CARNAVALESCO conversou com alguns profissionais da Estrela do Terceiro Milênio na explanação de “Incrível, Fantástico, Extraordinário!”, enredo da agremiação para 2027, para ouvir de cada um deles as expectativas para trabalhar com um dos nomes mais importantes da história do Carnaval – sobretudo mais recentemente.
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Contratação tranquila
Gilberto Rodrigues, popularmente conhecido como Giba, contou como foram as conversações para que o carnavalesco chegasse ao Grajaú: “Quando surgiu o nome dele, eu achei que ia ser uma conversa mais demorada. Mas, em meia hora de conversa, nós nos acertamos. Ele gostou do projeto, apresentou o projeto dele e nós também gostamos do que ouvimos. Foi um início de namoro muito rápido e muito tranquilo. Vai ser um grande trabalho, ele está com sangue nos olhos para apresentar um grande Carnaval. Tenho certeza que será um grande carnaval – vindo de um grande projeto”, destacou.

Mistério e curiosidade
Comandante da Pegada da Coruja, bateria da escola do Grajaú, mestre Vitor Velloso revelou que os primeiros papos com Paulo Barros já o deixaram ainda mais curioso: “A gente ainda não falou a fundo sobre inovações e novidades. A única coisa que ele me perguntou e que já me deixou meio assustado foi o pedido para que, se ele quisesse fazer alguma intervenção na bateria, ele poderia. Eu respondo que, por mim, pode – e, aí, ele vê com a Direção de Carnaval. Se eles toparem, beleza – para mim está tranquilo. Essa pergunta já mostra que ele está querendo fazer alguma coisa, mas ele não me falou o que é, ainda. Eu só estou esperando, mas também não posso falar não para o cara – ainda mais chegando agora. Está bem legal a fantasia da bateria e a ideia, eu já vi já o desenho e está bem diferente”, animou-se.
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A relação de Paulo Barros com baterias foi eternizada em 2007. No desfile de “A Viradouro Vira o Jogo”, na estreia do carnavalesco na agremiação de Niterói, a Furacão Vermelho e Branco, comandada por mestre Ciça, subiu no terceiro carro alegórico, intitulado “Xadrez”. O chassi, um imenso tabuleiro, recebeu as peças – no caso, os ritmistas, que estavam fantasiados tal qual as pedras do famoso jogo.
Início de impacto
Régis Santos, coreógrafo da comissão de frente da Estrela do Terceiro Milênio e bicampeão do Estrela do Carnaval, concedido e organizado pelo CARNAVALESCO, se viu representado e feliz com a chegada do novo profissional à agremiação: “As expectativas para trabalhar com o Paulo Barros são as melhores possíveis. É um profissional que tem um formato de trabalho que conversa muito com o meu, um jeito fora da curva, irreverente, que procura trazer entretenimento com emoção para a arquibancada – e chocar, no bom sentido. Tem uma condição de ser incrível o Régis Santos e o Paulo Barros juntos. Tudo aquilo que eu tenho tentado fazer no Carnaval de São Paulo, dentro do regulamento e entendendo que a festa daqui tem um jeito, um formato e algumas possibilidades, pode se tornar incrível. O enredo já vai oferecer possibilidades infinitas”, comemorou.

A comissão de frente mais lembrada em um desfile de Paulo Barros tornou-se histórica: em 2010, ano do primeiro título do carnavalesco com “É Segredo!”, na Unidos da Tijuca, os componentes, coreografados por Priscilla Mota e Rodrigo Negri, trocavam de roupa em menos de um segundo – ação que fez com que a Marquês de Sapucaí vibrasse.
‘Chefe’ da fera
Com um currículo tão vasto, como será comandar Paulo Barros? Os diretores de Harmonia e Carnaval da Estrela do Terceiro Milênio, Vinícius Freitas e Wilson Costa, popularmente conhecido como Japa, foram perguntados a respeito.
Japa ficou impressionado com uma característica em específico do carnavalesco: “Pessoalmente, eu conheci o Paulo Barros esse ano, quando ele foi apresentado para toda a nossa diretoria. Ele é um cara muito inteligente, todo mundo sabe disso. E ele é um cara que também pergunta. Ele pergunta se está legal, se não está legal – e ele dá toda a liberdade para a gente dar a nossa opinião, também A gente está tentando fazer um trabalho para que não tenha um chefe, na verdade. Queremos fazer um trabalho em equipe e fazer um grande carnaval”, destacou.

Vinícius foi na mesma linha e fez um adendo: “O Japa falou tudo, assino embaixo. Ainda vou falar um pouquinho mais porque, modéstia à parte, é fácil demais trabalhar com ele. O cara tem um talento inato e quer fazer parte do trabalho como um todo, agregando na equipe da Terceiro Milênio, que é o principal. Ele quer sentar para escutar a opinião de todos da equipe, para agregar no trabalho e engrandecer o espetáculo cada vez mais”, finalizou.










