Sétima escola a desfilar no primeiro dia de apresentações da Série Prata, a Chatuba de Mesquita homenageou a deputada Benedita da Silva. A verde e branca de Mesquita vinha realizando um desfile seguro, contando a história da menina criada na favela do Chapéu Mangueira até os dias atuais, passando pelos cargos de vereadora e de primeira mulher negra eleita senadora. No entanto, duas componentes da velha guarda precisaram ser carregadas por integrantes da escola no fim do percurso, e a agremiação ultrapassou o tempo limite em um minuto e seis segundos.

COMISSÃO DE FRENTE
A comissão, assinada pela coreógrafa Luciana Xavier, mostrou a conexão entre a infância pobre e a trajetória da mulher Benedita da Silva, ressaltando suas origens africanas.
A coreografia começou com os dançarinos misturando a infância humilde na favela do Chapéu Mangueira com a cultura africana, representada pela presença dos orixás, destacando como essa base foi importante para que a menina Bené chegasse onde chegou. Ao final, um painel se abriu para revelar a mulher que se tornou e os feitos importantes realizados por ela como mulher negra no Brasil, o que arrancou aplausos do público presente.
MESTRE-SALA E PORTA-BANDEIRA
O casal Renato Madureira e Anna Beatriz vestia fantasias em tons de vermelho, com um globo mundial feito de palha africana, simbolizando a importância de Benedita não apenas na política, mas também na vida social.
Na dança, o casal demonstrou muita química durante a coreografia, evidenciando sintonia nos passos. Diante da cabine de jurados, optaram por uma apresentação segura, sem grandes ousadias. A dupla não teve intercorrências durante o bailado e manteve o gingado ao longo de todo o desfile.

ENREDO
“Benedita do Povo”, desenvolvido pelo carnavalesco Thales, mostrou a trajetória de uma das mulheres mais importantes da política brasileira. Da infância na favela aos cargos de deputada, senadora, governadora de estado e ministra, o enredo destacou a luta, o trabalho e o período em que Benedita atuou como empregada doméstica. A escola conseguiu apresentar essas etapas, além de evidenciar conquistas importantes para o Brasil e para o povo brasileiro.
EVOLUÇÃO
A evolução seguia em ritmo tranquilo, com a escola desfilando bem e os componentes se divertindo. No entanto, no fim do percurso, a agremiação precisou acelerar para tentar não ultrapassar o tempo. Duas integrantes da velha guarda precisaram ser carregadas no colo para que o cronômetro fosse parado, gerando correria na dispersão. Ainda assim, a escola excedeu o tempo limite em um minuto e seis segundos.
Pelas regras da Superliga, caso a escola ultrapasse o tempo máximo de 40 minutos, perde 0,1 ponto para cada minuto excedido.
HARMONIA
Muitos componentes não cantaram o samba-enredo durante o desfile. O intérprete Gabriel Chocolate, porém, passou segurança à frente do carro de som, que transcorreu sem problemas e com boa projeção sonora. Houve excelente entrosamento entre o carro de som e a bateria, o que ajudou a abrilhantar a apresentação na Intendente.
FANTASIAS
As fantasias estavam leves e confortáveis para o desfile, retratando diferentes momentos da vida de Benedita da Silva. Destaque para as alas que representaram a vereadora eleita, a Constituição, da qual ela participou, o período como senadora e a PEC das Domésticas.

ALEGORIAS
As alegorias se mostraram elegantes e atravessaram a Avenida sem intercorrências. O destaque foi o último carro, no qual uma atriz interpretando a deputada surgiu e encantou o público pela semelhança com Bené, que não esteve presente no desfile.
SAMBA-ENREDO
O samba-enredo é bonito e de fácil compreensão. Quando cantado, deixa clara a homenagem e reforça a importância da trajetória de Benedita, contribuindo positivamente para o conjunto do desfile.
OUTROS DESTAQUES
A bateria, comandada pelos mestres Luiz Guilherme e Hugo, mostrou ritmo seguro, com poucas inovações e bossas mais tradicionais, priorizando a estabilidade para evitar perdas de pontos. Os ritmistas usavam roupas rosas caracterizados como Benedita. A rainha de bateria Mulher Abacaxi também encantou o público com seu samba no pé.










