O andamento das baterias das escolas de samba de São Paulo é motivo de eternos debates entre fãs do universo carnavalesco Brasil afora. Tradicionalmente mais adiantado por uma série de questões históricas, os sambistas paulistanos estão acostumados a ouvirem um ritmo mais “para frente” ou “para cima”, como se fala no jargão popular. A Tom 30, bateria da Tom Maior, está entre as exceções a tal regra. A reportagem do CARNAVALESCO conversou com Carlos Alves, o Carlão, mestre da Tom 30, no dia da apresentação do samba-enredo da Tom Maior para 2026 para ouvir do comandante dos ritmistas se a bateria seguirá com tal característica no desfile de “Chico Xavier — Nas entrelinhas da alma, as raízes do céu em Uberaba”, assinado por Flávio Campello.

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Fotos: Will Ferreira/CARNAVALESCO

Exceção confirmada

Das baterias mais admiradas no carnaval paulistano, a Tom 30 seguirá com a característica que a marcou nos últimos anos, de acordo com o próprio Carlão: “Sim, essa é uma característica da Tom 30 e nós não vamos mudar. Por sinal, é uma característica nossa desde 2017 – ou seja, será o oitavo ou nono desfile nesse andamento. A comunidade gosta, a nossa bateria gosta, nossos ritmistas gostam e o samba de 2026 está perfeito para esse andamento. É a nossa proposta e nós não iremos mudar nada em relação a isso”, vociferou o mestre de bateria.

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Coincidentemente, o desfile de 2017, “Elba Ramalho canta em oração o folclore do Nordeste. Toque sanfoneiro: Forró, frevo e xaxado…” também foi o de estreia de Bruno Ribas na Tom Maior – o intérprete ficou no Sumaré até 2020 e retornará em 2026 após o falecimento de Gilsinho, que o substituiu no microfone principal da vermelho e amarelo na época.

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