Capitão Guimarães esteve presente no último dia de desfiles do Dia Nacional do Samba, em 30 de novembro, e conversou com o CARNAVALESCO sobre o momento vivido pela Vila Isabel em sua preparação para o desfile de 2026, com destaque para o samba da escola, além de comentar como enxerga a nova gestão da Liesa.

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O dirigente comentou sobre o momento da Vila, apontado por muitos como um período bastante forte da agremiação, mas destacou que as doze escolas do Grupo Especial vivem uma fase de grande força em seus sambas e enredos. Ressaltou ainda que o evento do Dia Nacional do Samba auxilia na divulgação das obras e na união das comunidades, funcionando como uma primeira prévia do espetáculo que acontecerá em fevereiro, na Sapucaí, além de ser um momento inicial para observar a competitividade entre as escolas.

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Foto: Matheus Morais/CARNAVALESCO

“Não é a Vila que está forte; fortes estão as 12 escolas, e carnaval é no dia. Hoje, aqui, é a prévia da prévia. É para divulgar um pouco o samba, para juntar as comunidades, as escolas também começarem a corrigir os defeitos que, porventura, tenham. É sucesso absoluto porque o povão está aqui. O desfile de escola de samba é um evento único, porque é o único espetáculo que não tem ensaio geral. Tudo acontece, ou deixa de acontecer, no dia. Por mais que você ensaie na rua, não tem alegoria, não tem fantasia; só no dia que você vai ver. A Vila está junto com as outras coirmãs. Esses anos todos, desde a administração do meu filho, estamos tentando. Levamos reforços também para a escola, apoios como Marcelo Astuto e o Iuri, e a função da Vila é fazer um grande desfile. Agora, resultado, só na Quarta-feira de Cinzas”, afirmou.

Sobre o samba da Vila Isabel, Capitão Guimarães destacou que se interessou pela obra ainda na Pedra do Sal, mas reforçou que todas as escolas do Grupo Especial possuem grandes sambas para entrar na Avenida em 2026. Ele lembrou que o samba se prova na pista, mas disse confiar no talento dos compositores André Diniz, Evandro Bocão e Arlindinho, fazendo referência aos sambas históricos dos dois primeiros pela escola do bairro de Noel.

“Eu ouvi na Pedra do Sal a primeira vez e achei um samba valente. Como as outras coirmãs, todas também têm grandes sambas dentro do seu enredo. Aí vai depender da preferência popular”, destacou.

Por fim, Capitão Guimarães comentou sobre a nova gestão da Liesa, ressaltando que ela vem trazendo novas ideias e aprimorando iniciativas já deixadas por outros nomes, como ele próprio, Jorge Castanheira e Jorge Perlingeiro. Para o dirigente, esse processo evidencia a renovação vivida pelas escolas com a chegada de uma nova geração à frente da entidade.

“Nós escolhemos uma nova geração para administrar a Liga e trazer novas ideias. Fiquei muito tempo lá, já estou na descendente, e é preciso colocar a juventude, como o Pedro, vice-presidente, o João (Drumond), o Gabriel (David) e o Luiz (Guimarães), que está no departamento social. A Liga renovou seus quadros, e tomara que essa administração tenha sucesso como outras tiveram. Isso aqui (minidesfiles), por exemplo, é um aprimoramento do que começamos. Os ensaios, tanto na Avenida quanto aqui, já tinham começado lá atrás. Eles estão aprimorando, e está dando certo”, finalizou.